Cacilda
 

PPP@WllmShkspr.BR

Texto Adam Long, Daniel Singer e Jess Borgesen

Direção Emílio di Biasi

Tradução Barbara Heliodora

Atores Alexandre Bamba, Hugo Possolo e Raul Barretto


Figurinos Adriana Vaz Ramos


Assistentes Figurinos Adriana Chung e Luciana Terceiro
Adereços Inês Sacay


Assistente Adereços Maria Cristina Foca


Pintura do Telão Luís Frúgoli


Preparação Esgrima Ariela Goldmann
Músicas Originais Paulo Soveral
Coreografia/Otelo Angela Dip
Costureira Cleide Niwa

Muito Obrigada Reynaldo Thomaz


Realização Emílio Di Biasi + Parlapatões,

Patifes & Paspalhões + Cooperativa Paulista de Teatro

Espaço Parlapatões - SP

Sábados 21h Domingos 20h

 

 

Escrito por Lenise Pinheiro às 13h12

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Elaine Cesar

Leia sobre Elaine Cesar na Folha e no Oficina.

O choque é muito grande, não consigo realizar que Elaine não existe mais, toda a sua força, mas preciso escrever para não deixar esvanecer na memória seu sorriso, sua risada, a alegria. Ela era uma potência criativa, que generosamente me permitiu aquilo de que mais me orgulho.

Eu ansiava por montar "4.48 Psicose", de Sarah Kane, e procurei o produtor Henrique Mariano. Queria traduzir os rigorosos desvarios poéticos do texto em imagens, e ele propôs Elaine. Com ela veio muito mais do que a cineasta.

Sua identificação foi imediata e integral. Como tantas vezes acontece em teatro, apaixonou-se por SK.

Ao ver o buraco no Sesc Belenzinho, o tanque gigantesco enterrado no chão onde iríamos fazer o espetáculo, sonhou com uma imagem intermitente e sincronizada, como um pensamento, um fluxo sem fim na parede circular. Nem tudo foi possível, mas ela entrou nas palavras de SK e viveu nelas, como também Lenise Pinheiro, Luiz Paetow, todos nós.

Ainda outro dia, o alemão Thomas Ostermeier, falando de seu "Hamlet", dizia que "há Sarah Kane em tudo que faço". Foi assim também com Elaine, até onde a acompanhei e, imagino, também depois.

Elas duas, SK e Elaine, se encontraram no pop inglês, em Radiohead, no figurino de moda de rua, em Damien Hirst. Elaine mergulhou o corpo de Luciana Vendramini, ela também quase uma personagem do pop inglês, nas imagens de Hirst e dos filmes de Hideo Nakata.

Tentamos depois seguir em frente, começamos a preparar o "Minimanual do Guerrilheiro Urbano", de Carlos Marighela, que havia surgido em meio às imagens de "4.48", mas eu não consegui. Por ela, acredito, estaríamos ensaiando, vislumbrando imagens, criando, sem fim.

Graças a Elaine, gravamos Marcelo Drummond em seu primeiro contato com o "Minimanual", dizendo as coisas mais inimagináveis, sobre matar, e se perdendo em risadas diante de tanto absurdo. Atrás da câmera, Elaine e eu ríamos ainda mais, como antes e sempre.

Não sei se a gravação ainda existe, imagino que se perdeu, junto com o meu lento distanciamento de Elaine nos últimos anos.

Ela tinha uma passagem de Sarah Kane que guardou, o final, quando os versos são impressos em vazios crescentes. Talvez seja uma maneira de reproduzir algo de Elaine naquele breve ato de sua vida que acompanhei. Na tradução de Laerte Mello:

 

me veja esvanecer
me veja

          esvanecer

me veja

me veja


          veja


Escrito por Nelson de Sá às 10h22

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Elaine Cesar 1968-2012

Inspiração grau máximo. Ensaio no Teat(r)o Oficina Jul 2005

Escrito por Lenise Pinheiro às 18h52

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São Paulo Surrealista em comemoração aos 458 de SP


Direção e Roteiro Marcelo Marcus Fonseca


Atores Liz Reis, Wanderley Martins, João Santa'Ana, Sergio Ricardo,

David Gumarães, Giulia Lancellotti, Thalita Riguini, Vinícius Gusman

Participação Especial Claudio Willer

A Cia. Teatro do Incêndio visita a cidade de São Paulo pela ótica surrealista,

de maneira debochada e cruel.Mario de Andrade, Roberto Piva, Pagu, nativos,

cidadãos, ninfas e animais recebem o criador do surrealismo, André Breton,

observado por Antonin Artaud, para um mergulho na capital paulista,

batizando Breton no Candomblé e percorrendo “Os Nove Círculos do Inferno”

de Dante Alighieri através dos pontos turísticos, monumentos, terreiros,

restaurantes e bordéis paulistanos


Unica apresentação

Museu da Língua Portuguesa - SP

25 de janeiro 15h

Escrito por Lenise Pinheiro às 16h52

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Fernando Peixoto

Dias depois da morte de Fernando Peixoto, minha mulher estava organizando algumas fotos antigas e surgiu uma dele ao lado de Zé Celso. Era o lançamento de uma coletânea de críticas que publiquei, tempos atrás.

Fernando Peixoto foi meu editor, na Hucitec. Foi quando mais convivi com ele. Era extremamente agradável, estimulante, positivo. Jamais via obstáculos, as angústias corriqueiras de edição pareciam existir só para mim.

É a imagem que guardo dele, não só pela relação direta, mas através dos livros que publicou, desde muito antes. Quando comecei a me aproximar do palco, li seu "Teatro em Pedaços", também da Hucitec, coletânea de críticas e reportagens dos anos 60 e 70, publicadas em parte em jornais alternativos como o "Movimento" ou nos programas dos espetáculos de que participou.

Na mesma época, li também "A Outra Crítica", de Miroel Silveira, que conheci ao mudar para São Paulo, através de uma amiga, sua sobrinha-neta. Era também uma coletânea, no caso de textos escritos nos anos 40 e 50 na Folha. Tanto Fernando como Miroel eram alternativos, "a outra crítica", em relação à do "Estadão", hegemônica desde os anos 40.

Apresentavam também uma versão muito diferente da trajetória do teatro brasileiro moderno. Com o tempo, ecoando o que eles escreveram nos livros citados e em outros ("Teatro em Movimento" e "Teatro em Questão", de Fernando, e "A Contribuição Italiana ao Teatro Brasileiro", de Miroel), acabei por concluir que muito do que se tem por história do teatro, do modernismo e da própria crítica no Brasil não se sustenta em pé.

A presença do palco no modernismo não foi inexistente ou menor, como havia aprendido em outras partes. Em linha direta, partia de Renato Vianna, Villa-Lobos e Ronald de Carvalho em 1922, passava por Oswald de Andrade, Pagu, Álvaro e Eugênia Moreyra; Flávio de Carvalho e Eugênio Kusnet; Paschoal Carlos Magno e Itália Fausta; Ruggero Jacobbi e Ziembinski; Maria Della Costa, Cacilda Becker e Sérgio Cardoso _até culminar com o teatro no poder na década de 60.

Este último foi o teatro que Fernando Peixoto, acima de tudo, viveu e descreveu, como um Horácio de Hamlet.

Boa parte dessa trajetória moderna foi e ainda é questionada pelo simples fato de que seus protagonistas eram comunistas ou próximos. Mas no caso de Fernando, pelo menos, será difícil esconder, com o tempo e com o acesso maior à informação. Nem falo da história do Oficina, onde foi chave nos anos 60, inclusive nos conflitos que dividiram o grupo _e que reproduziram a fragmentação da esquerda, então.

Ainda restrito à experiência que tive, como leitor, foi através dele que conheci Brecht, tanto na "Vida e Obra" que escreveu quanto nos 12 volumes do "Teatro Completo" que editou na Paz e Terra. Foi através dele que conheci "O Melhor Teatro do CPC da UNE", que selecionou para a Global Editora. A mesma coisa com o "Teatro de Heiner Müller" e o recolhido (mas eu tenho uma cópia) "Teatro de Bernard-Marie Koltès".

Ele realizou muito mais, como editor e jornalista, como diretor de teatro e ópera. Aos poucos, quem sabe pela Hucitec ou em estudos acadêmicos, será possível saber mais das suas seis décadas de devoção ao teatro.

Escrito por Nelson de Sá às 16h08

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"Bartolomeu Que Será Que Nele Deu?"

Concepção Geral, Dramaturgia e Figurinos Claudia Schapira

Direção Georgette Fadel

Direção Musical Eugenio Lima

Atrizes Ana Roxo, Claudia Schapira, Daniela Evelise, Geogette Fadel,

Luaa Gabanini, Paula Klein e Roberta Estrela d’Alva



DJ  Eugenio Lima
MCs  Dugueto Shabazz e Roberta Estrela D’Alva



Percussão  Alan Gonçalves

Iluminação e Operação de Luz Carol Autran

e Marcela Katzin

 

Núcleo Bartolomeu de Depoimentos - SP

Quintas, Sextas e Sábados 21h Domingos 20h

Escrito por Lenise Pinheiro às 13h32

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Cartas a um Jovem Poeta

Texto Rainer Maria Rilke

Adaptação, Concepção e Interpretação  Ivo Müller

Codireção  Claudio Cabral

Supervisão Arieta Corrêa

Iluminação  Davi de Brito e Vânia Jaconis

Figurinos  Domingas Person

Música  Gustav Mahler

Contraregragem, Edição e Operação de Som Daniel Becker

Pesquisa de Textos e Elementos de Cena  Ivo Müller e Eric Lenate

Produção  Helena Sroulevich e Domingas Person

Realização   Caribe Produções e Blauengel Produções

SESC Consolação - Espaço Beta - SP

Segundas e Terças 20h

Meu muito obrigada a Simone Mina

Escrito por Lenise Pinheiro às 13h33

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Lenise PinheiroO blog Cacilda é coordenado por Nelson de Sá, articulista da Folha, e pela repórter-fotográfica Lenise Pinheiro.

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