Cacilda
 

A Pantera/Disney Killer/Rebú

Não escrevo críticas, aqui no Cacilda. Ou pelo menos tento não escrever. Tomei há algum tempo a decisão de evitar falar de peças de que não gosto. Não sou crítico, só um blogueiro.

Mas às vezes o texto tem qualidade, apenas não encontrou sua melhor forma no palco. Ou então o oposto. Ou é possível vislumbrar alguma coisa, não inteiramente realizada, mas alguma coisa. Enfim, não se pode deixar passar em branco.

"A Pantera", no Viga, é uma peça de Camila Appel, filha de Leilah Assunção, em que se vislumbra, cena a cena, o início do conflito, para imediatamente ele se desmanchar.

Na justaposição de situações de um casal num supermercado, quase quadros autônomos, apresenta-se a piada, ameaça-se o confronto, a revelação, mas então o diálogo se enfraquece, quase temeroso de levar o choque até o fim.

Os personagens não têm tempo, a cada solavanco, para ganhar forma.

É um dos problemas da peça, que não é possível resolver com a troca de direção, agora nas mãos de Marco Antônio Braz.

O encenador é qualificado, os atores também (Bruno Autran e Silvia Lourenço). Mas o autor, no caso, estreante em peças longas, tem que se dispor a mudar, acrescentar, cortar, reescrever o que for necessário; só assim se desenvolve. É o que parece faltar. Mas a semente está lá.

PS - Não custa lembrar que, apesar da lenda, Shakespeare reescrevia sem parar e cortava sem piedade, como atestam Ann Thompson e Neil Taylor na edição Arden para os textos de 1604/51603 e 1623 de "Hamlet".  

Com "Disney Killer", no Sesc Pompéia, a pressa está na direção ou, talvez, na produção. O texto tem as medidas perfeitas de carpintaria e inovação, risco.

Philip Ridley não é dos meus autores preferidos no teatro "in-yer-face", que renovou a dramaturgia inglesa e mundial nos anos 90, mas seus pesadelos, o ambiente que cria, a decadência _são singulares.

Mas a encenação de Darson Ribeiro não estava pronta para ir ao palco, ainda que tenha tomado anos, como parece indicar o programa.

Cenas inteiras, no segundo dia de apresentação, que eu presenciei, ainda estavam por ser reveladas, talvez para os próprios atores.

Novamente, um grande texto e um elenco qualificado (Samantha Dalsoglio, ex-Monteiro, enfim de volta ao palco, Felipe Folgosi, o próprio Darson) não tiveram como carregar uma encenação que não se deu o aprofundamento necessário.

Por fim, depois de ver "Savana Glacial" e "Limpe Todo o Sangue" e sair um pouco frustrado com a grande capacidade formal, mas não muito mais, do jovem dramaturgo carioca Jô Bilac, tentei uma terceira vez com "Rebú", que voltou para apresentações no Sesc Ipiranga.

É melhor como comédia, o elenco todo é ainda mais afinado e Julia Marini é uma atriz assombrosa.

Mas continuou a sensação de estar diante de um ótimo exercício estético _no caso, quase um ensaio sobre Nelson Rodrigues_ que pouco se dispõe a dar humanidade, estofo aos próprios personagens. É como se o autor se escondesse em seu próprio talento.

Escrito por Nelson de Sá às 17h18

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O menino que vendia palavras

Inspirado na obra de Ignácio de Loyola Brandão

Direção Cristina Moura

Atores Eduardo Moscovis, Letícia Colin, Luciana Fróes,

Pablo Sanábio, Raquel Rocha e Renato Linhares

Teatro Shopping Frei Caneca - SP

Sábados e Domingos 16h

 

Escrito por Lenise Pinheiro às 19h41

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TôTatiando

Homenagem ao Compositor Luiz Tatit

Direção Regina Braga

Cantora/Atriz Zélia Duncan

Músicos Webster Santos e Will Bone

Direção Musical Bia Paes Leme

Direção de Arte Simone Mina

Iluminação Wagner Freire

Assistente de Direção Bel Teixeira

Maquiagem Silvana Gurgel

SESC Belenzinho - SP

Hoje 18h

Escrito por Lenise Pinheiro às 11h45

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Lenise PinheiroO blog Cacilda é coordenado por Nelson de Sá, articulista da Folha, e pela repórter-fotográfica Lenise Pinheiro.

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