Cacilda
 

O Contrato

Texto Mike Bartlett

Tradução Renata Calmon

Direção, Cenografia e Figurinos Zé Henrique de Paula

Atores Sergio Mastropasqua e Renata Calmon

Iluminação Fran Barros

Assistente de Direção Beto Amorim

Direçao Musical e Trilha Original Fernanda Maia

Preparaçao de Atores Inês Aranha

Assistente de Cenografia e Figurinos Ci Teixeira

Produçao Executiva Gabriela Germano

Produção Firma de Teatro

Teatro Cultura Inglesa - Pinheiros - SP

Sábado 21h Domingo 19h

Escrito por Lenise Pinheiro às 17h54

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Jogando no Quintal

Palhaços Chabilson (Allan Benatti), Olímpio (Cláudio Thebas),

Fandango (Cristiano Karnas), Manjericão (Eugênio La Salvia),

Rubra (Lu Lopes), Fonseca (Marco Gonçalves),

Comendador Nelson (Nando Bolognesi), Manela (Paola Musatti),

Mademoiselle Blanche (Rhena de Faria), Adão (Paulo Federal),

João Grandão (Márcio Ballas) e Cizar Parker (César Gouvêa)




Teatro Anhembí Morumbi - SP

Sábados 21h Domingos 20h

Escrito por Lenise Pinheiro às 15h18

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Performa Teatro

Silencio

Direção Beth Lopes

Atores Yedda Chaves e Matteo Bonfitto

Cenografia Marcio Tadeu


Iluminação Marisa Bentivegna


Trilha Sonora e Composição Original Marcelo Pellegrini



Descartes


Direção Beth Lopes

Ator Matteo Bonfitto

Trilha Sonora Marcelo Pellegrini


Muito Obrigada a Gisela Dória, Helena Maria e João Maria


Nativo


Concepção Geral Performa Teatro

Atores Matteo Bonfitto, Yedda Chaves, Beth Lopes e Ricardo Kakimoto


TUCALab - SP

Sábados 19h Descartes e Nativo alternadamente

Domingos 17 Silêncio

Escrito por Lenise Pinheiro às 17h39

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Brecht no Cinema

Depois de um bom tempo, encontrei Zé Celso para uma noite que começou com Catherine Hirsch na Boca do Luxo e atravessou a cidade, parando num restaurante francês, depois uma praça atrás de cemitério, uma festa e terminou no apartamento de Zé, perto da delegacia da rua Tutóia. (É sempre o que vem à cabeça, o DOI-Codi, tão perto.)

Pelo caminho, Lenise Pinheiro, Lírio Ferreira, Marcelo Drummond.

O que mais ecoa até agora foi um desacordo com o diretor, se posso dizer assim. Falávamos da caixa de longas, curtas e documentários de Bertolt Brecht, lançada pela Versátil Home Video, e ele lembrou com entusiasmo da atriz de "Os Mistérios de uma Barbearia", de 1923, Blandine Ebinger, tão moderna, mas nem tanto do mítico Karl Valentin.

A minha reação, ao assistir, havia sido oposta. Eu tinha gostado do velho comediante, que consegue tirar graça do nada, no filme. É quase uma brincadeira de Brecht, que na época preparava "Na Selva das Cidades", mas permite ver o que tanto fascinou o dramaturgo e diretor em Valentin, dado como base para o teatro épico posterior.

Quanto a Ebinger, embora oriunda do cabaré como o protagonista, me pareceu deslocada, tentando humor sem encontrar, uma linda atriz, mas fora de lugar _como o próprio filme, um Brecht fora de lugar.

O melhor da caixa _e nisso concordamos eu e Marcelo_ é o mais americano dos filmes, exatamente aquele que dá o único crédito a Brecht em Hollywood e que teria levado à sua convocação pelo Congresso, durante o macartismo.

"Os Carrascos Também Morrem", de 1943, é um thriller de espionagem, inteligente e dinâmico, que prende _e que não parece ter o menor traço do distanciamento e da contradição permanente das peças. É uma obra-prima política de Fritz Lang, também exilado da Alemanha.

"A ópera dos três vinténs", dirigido por G.W. Pabst, é mais próximo do teatro brechtiano. A ironia da cena da transformação de uma gangue em conselho de banco é chocante, em película. Também causa impacto o curta sobre operários, feito por um colaborador do dramaturgo.

É nos acessórios contemporâneos que a caixa deixa a desejar. O documentário é dispensável e chega a ser nauseante, em sua repetitiva defesa de Brecht da acusação de ter abusado dos colaboradores _como se o julgamento moral fizesse qualquer sentido, de um lado ou de outro. O debate todo, aliás, faz lembrar a tortura que é a "questão da autoria" em Shakespeare.

Mas é quase um milagre a caixa "Brecht no Cinema", em meio à produção costumeira e incessante de ortodoxia que cerca o grande homem de teatro do século 20. Eu havia tirado na 2001, no começo do ano, e indico com entusiasmo, é imperdível.

Estou agora à espera da segunda caixa, com adaptações das peças, prometida pela Versátil. Não tenho detalhes, mas poderia incluir "O Senhor Puntilla e seu Criado Matti", filmado por Alberto Cavalcanti em 1955, depois que o cineasta, denunciado como comunista na conservadora cena cultural paulista, deixou o Brasil e retornou à Europa.

Escrito por Nelson de Sá às 11h12

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Lenise PinheiroO blog Cacilda é coordenado por Nelson de Sá, articulista da Folha, e pela repórter-fotográfica Lenise Pinheiro.

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