Cacilda
 

C'est du Chinois

Edit Kaldor é a mesma artista que, seis anos atrás, apresentou a inventiva "Or Press Scape" em São Paulo. Era uma peça ou performance que refletia a penetração da tecnologia nas relações e na própria existência de uma pessoa. Como a influência material externa afetava uma vida, seu cotidiano, sua própria criação.

Recorria a ferramentas não muito diversas daquelas que seguem em uso, hoje, apenas mais disseminado. E hoje ela não quer mais tratar das redes sociais, dos vídeos on-line. Ela trata da China.

É uma sensibilidade quase jornalística. Se o mundo vai se voltando para o Oriente, para essa sociedade de pensamento e costumes milenares, é nela que a búlgara, depois americana, hoje belgo-holandesa Edit Kaldor quer entrar, conhecer.

Mais uma vez é de comunicação e inter-relação que se fala _e de seu reflexo na experiência individual. A peça ou performance "C'est du Chinois", dirigida por Kaldor, que desta vez não entra em cena, é uma aula de mandarim por uma família de Xangai, os Yao-Lu.

É de fato, com ironia, mas também com empatia, uma aula em que se aprendem umas poucas palavras do cotidiano chinês, a começar de "obrigado" e passando para "eu", para "amar", para "cerveja".

Porém o que se apreende antes de tudo, através dessas poucas expressões e principalmente do esforço para torná-las compreensíveis para o espectador ocidental, é a família que está lá _e é o indivíduo.

"C'est du Chinois", que em português equivaleria a "isso é grego" ou incompreensível, busca permitir compreender não a língua, mas os chineses. E eles não são diferentes ou, melhor, tem a singularidade que é própria de cada ser humano, não de um povo ou uma raça.

Assim o pai é saudoso de seus tempos de ator, a mãe é dominadora e não aceita a nora, o filho mais velho é trabalhador, o mais novo gosta de Coca-Cola e sente saudades de Xangai. E por aí vai.

De certa maneira, é o oposto do que escreve François Jullien sobre os chineses, ele que busca a diferença. Reduzidos aos conflitos familiares, aos dilemas pessoais, eles não diferem de mim ou de você.

"C'est du Chinois" foi apresentada na semana passada, como parte da Mostra Sesc de Artes _até onde estou podendo acompanhar, o festival de teatro e assemelhados de maior qualidade no ano, com invenção e risco de sobra. Termina amanhã.

Escrito por Nelson de Sá às 01h46

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Essa Moça - Ligando para Tom Waits ainda acordado em Istambul

Texto Alberto Guiraldelli

Direção Einat Falbel

Assistente de Direção Gaby Vieira e Nathalia Amadei

Atores Alberto Guiraldelli e Mônica Granndo

Cenografia Fábio Jerônimo e Mônica Granndo

Iluminação Denílson Marques

Trilha Sonora Original Reinaldo Guiraldelli

Figurinos Pedro de Alcântara Neto

Operadora de Som Gaby Vieira

Operador de Luz Peterson Cupolillo

Teatro Augusta - Sala Experimental - SP

Quartas e Quintas 21h

Escrito por Lenise Pinheiro às 11h09

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A Gaiola das Loucas

Texto Harvey Fierstein
Músicas e Letras Jerry Herman
Versão Brasileira e Direção Miguel Falabella
Direção Musical e Adaptação da Partitura Original Carlos Bauzys
Diretor Musical Assistente Daniel Rocha

Coreógrafo Chet Walker
Coreógrafa Associada Fernanda Chamma
Figurinista Claudio Tovar
Cenógrafa Clivia Cohen
Designer de Luz Maneco Quindere

Designer de Som Ademir Moraes Jr.
Visagista Anderson Bueno

 

 

Atores

DIOGO VILELA                                           Albin / Zazá
MIGUEL FALABELLA                                     Georges
SYLVIA MASSARI (participação especial)      Jacqueline
CARLA MARTELLI                                       Anne Dindon
DAVI GUILHERMME                                    Jean Michel
GUSTAVO KLEIN                                         Francis
JORGE MAYA                                               Jacob
MAURICIO MOÇO                                      Sr. Dindon
MIRNA RUBIM                        Sra. Renauld e Sra. Dindon

 

 

Bailarinos

ALBERTO GOYA                                          Dherma
ALISSON KLEIN                                          Clo Clo
BRENDA NADLER                                        Monique
BRUNO KIMURA                                          Lo Singh
CARLOS LEÇA                              Nicole e Sr. Renauld
CLARA CAMARGO                                         Bitelle

DANIEL CABRAL                                      Antoinette         
LEONARDO SANDOVAL                              Josefine
MARCELO FREIRE                                       Swing
MARCELO VASQUEZ                                    Hanna
MAYSA MUNDIM                                      Angelique
OLIVIA TEIXEIRA                                      Paulette
PAULO DE MELO                                       Phaedra
RENATO BELLINI                                       Chantal

RODRIGO NEGRINI                                 Mercedes
THATI ABRA                                               Odette

 

 

Teatro Bradesco - SP

Quintas 21h Sextas 21h30 Sábados 21h e Domingos 19h

Escrito por Lenise Pinheiro às 08h03

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Como ser uma pessoa pior

Texto Germano Melo e Michelle Ferreira

Direção Mario Bortolotto

Atriz Lulu Pavarin

Cenário André Cortez

Iluminação Marcus Cardelíquio

Figurino e Visagismo Paula Valéria Andrade

Assessoria de Imprensa Tuca Notarnicola

Espaço Parlapatões - SP

Sábados Meia Noite

 

Escrito por Lenise Pinheiro às 21h24

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Lenise PinheiroO blog Cacilda é coordenado por Nelson de Sá, articulista da Folha, e pela repórter-fotográfica Lenise Pinheiro.

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