Cacilda
 

As Tres Velhas

Texto Alejandro Jodorowsky


Tradução Fábio Furtado
Direção Maria Alice Vergueiro


Atores Maria Alice Vergueiro, Luciano Chirolli, Pascoal da Conceição

e Marco Luz



Assistência de Direção Carolina Splendore, Aila Rodrigues e Viviane Palandi
Direção de Produção e Administração Marcio Gallacci
Produção Executiva Marco Luz

Direção de Arte Simone Mina e Carolina Bertier
Desenho de Luz  Alessandra Domingues

Assistente de Produção e Direção de Palco Tiago Miranda

Idealização  Teatro Pândega

Centro Cultural Banco do Brasil - SP

Sextas e Sábados 19h30 Domingos 18h

Escrito por Lenise Pinheiro às 18h39

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O Inverno da Luz Vermelha

Texto Adam Rapp

Direção Monique Gardenberg

Co Direção Michele Matalon

Cenário Daniela Thomas

Atores André Frateschi, Marjorie Estiano e Rafael Primot

Iluminação Maneco Quinderé

Figurinos Cassio Brasil

Teatro Faap - SP

Sextas e Sábados 21h Domingos 18h

 

Escrito por Lenise Pinheiro às 00h03

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O primeiro dia depois de tudo

Texto e Direção Leo Lama

Co Direção Joana Levi

Atores Leonardo Ventura e Priscilla Carvalho

Iluminação Fábio Retti

Figurinos Thais Gurgel

Confecção das Assas Pedro Alcântara

Trilha Sonora Leo Lama e Paulo Prestes Franco

Meu muito obrigada ao Ciso

Teatro Imprensa - Sala Vitrine - SP

Quintas e Sextas 21h30

Escrito por Lenise Pinheiro às 10h54

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Gypsy

John Lahr, filho de Bert Lahr, o leão covarde de "O Mágico de Oz" e comediante celebrizado no vaudeville e no burlesco dos anos 20 e 30, filho também de uma ex-showgirl, não gosta do que Stephen Sondheim fez com o teatro musical. O crítico da "New Yorker" questiona seu "niilismo de boulevard".

Se recordo bem o perfil que publicou do compositor, na revista e depois também em livro, Lahr acredita que Sondheim acabou com a inocência da Broadway, infectou a comédia musical americana com um cinismo que tornou o gênero doente, perdido num beco sem saída.

Porém o questionamento pode ser visto pelo verso, como o maior elogio que se pode fazer a Sondheim. E nos últimos anos Lahr só tem, de fato, publicado louvores às remontagens.

Sondheim tornou o musical uma criação adulta, em que as emoções desconfiam de si mesmas e corroem quem assiste.

Lahr diz que a revolução de Sondheim aconteceu com "Company", de 1970, sob impacto da perda da inocência americana no Vietnã. Mas uma crítica de Walter Kerr para "Gypsy", que é de 1959, foi traduzida para o programa da montagem em cartaz no teatro Alfa e comprova que a inovação é anterior.

O lendário crítico do "New York Times" descreve como o personagem Tulsa ensaia um número de dança e é acompanhado por Louise, futura Gypsy, que se imagina tomada nos braços pelo jovem ator. Mas este desaparece com outra, minutos depois.

"Tudo se dá através e durante uma única canção, 'All I Need Is a Girl': a criação da esperança, a evolução do sonho e o corte brusco para a realidade infeliz", escreve Kerr. Com "Gypsy", Arthur Laurents, Jule Styne e Stephen Sondheim, este nas letras, tornaram o musical "tão sólido e elevado quanto qualquer outro gênero teatral".

Na verdade, Sondheim e tudo o que criou desde meados do século 20 tiraram o gênero do limbo e fizeram dele teatro, sem qualificação.

Para tanto, "Gypsy" vai buscar redenção no que havia de mais vergonhoso, recusado então pelo próprio teatro _o burlesco. Ou, mais precisamente, a decadência do teatro de variedades, de quadros patrióticos e musicais desconexos, mais ou menos como a revista brasileira, para o burlesco, de apelo sexual e mais característico da depressão americana.

A peça segue a trajetória de Louise ou Gypsy, célebre stripper, desde os primeiros tempos de vaudeville, quando servia de figurante para a irmã, June.

Mas a razão de existir do espetáculo é a mãe de ambas, Rose, que se realiza atriz e estrela através das filhas. São suas as duas grandes canções do musical, a primeira no quadro que fecha o primeiro ato, melhor momento da produção brasileira, "Everything's Coming Up Roses", quando passa a apostar em Louise, não mais June.

Protagonista, Rose é interpretada pela prodigiosa Totia Meireles, que já havia feito "Company", de Sondheim, encenada pelos mesmos Möeller & Botelho.

Não tenho como comparar, mas seu forte impacto no papel talvez faça justiça a uma tradição de grandes atrizes que se projetaram ou ganharam grandeza com a personagem _de Ethel Merman na montagem original a Bette Midler e Bernadette Peters, mais recentemente.

Mas nem tudo funciona, a começar da pouca desenvoltura de Gypsy e June e de uma concessão ou outra a referências mais populares, como no quadro de "You Gotta Get a Gimmick", que remete a "Priscila, a Rainha do Deserto".

Por outro lado, a versão para o português não soou estranha como em "Company", aliás vista no mesmo teatro Alfa.

A montagem tem grandes números, tanto musical quanto comicamente, levados pelo talento de Totia Meireles, mas sente-se a falta daquele que viria para arrebatar inteiramente, "Rose's Turn", quando o humor dá lugar ao desalento, à frustração trágica de Rose.

A canção surgiu, ao menos na apresentação que presenciei, quando protagonista e o público já não pareciam tão envolvidos, perto do final.

De qualquer maneira, "Gypsy" é de uma afirmação artística que parece preparar o caminho para aquele que, imagino eu, embora nem esteja programado, será a apoteose de Möeller & Botelho com Sondheim, "A Little Night Music", também sobre o teatro.

Escrito por Nelson de Sá às 03h46

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Labirinto Kafka

Livremente inspirado na obra de Franz Kafka

Adaptação e encenação Janssen Hugo Lage

Atores Anderson Cicconni e Leandro Borges

Teatro João Caetano - SP

Sextas e Sábados 21h e Domingos 19h

Escrito por Lenise Pinheiro às 14h32

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Lenise PinheiroO blog Cacilda é coordenado por Nelson de Sá, articulista da Folha, e pela repórter-fotográfica Lenise Pinheiro.

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