Cacilda
 

Dueto para um

Texto Tom Kempinski

Direção Mika Lins

Atores Bel Kovarick e Marcos Suchara

Direção de Arte Cassio Brasil

Iluminação Caetano Vilela

SESC Consolação - Sala Beta - SP

Quintas e sextas 21h

 

Escrito por Lenise Pinheiro às 11h31

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Blitz

Texto Bosco Brasil

Direção Ivan Sugahara

Atores Janaína Ávila e Marcello Escorel

Centro Cultural São Paulo - Sala Paulo Emílio Sales Gomes - SP

Sextas e Sábados 21h Domingos 20h

Escrito por Lenise Pinheiro às 10h13

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Volume 1

Já tem mais de três anos que vi Rafinha Bastos e Danilo Gentili num palco pela primeira vez. Como comentou Hugo Possolo outro dia e com outras palavras, foi no último sinal antes de explodirem na televisão. (Na verdade, se não errei a conta, ainda passaria um ano.)

Com alguma relutância, temeroso do efeito triturador de talento que tem a televisão, fui finalmente rever Gentili na sexta à meia-noite, no Frei Caneca. Ele perdeu um pouco do que me parecia, naquela primeira vez, uma ingenuidade genuína, da juventude. Agora está mais cínico, talvez.

Mas nada perdeu, até pelo contrário, do que me chocou então como muito próximo da genialidade. A rapidez na adaptação do texto à plateia, o controle sobre ela, a liberdade de seguir para qualquer lado, sem atentar demais para o roteiro.

Muitas das piadas, da mãe no ABC, da Praia Grande, já estavam lá, mas ele agora mergulha no público, sai estimulando diálogo, depois se livra com impressionante facilidade dos mais chatos.

Ainda assim, não escondia um certo cansaço, talvez da "routine", talvez dos shows sem parada ou das gravações. E não parecia à vontade, por mais que amontoasse piadas sobre o assunto, com a celebridade, o fato de ser conhecido por tudo e todos, quase escravo de um personagem que não é mais.

Citou a certa altura a idade, 30 anos, e como que raspou pela melancolia.

Rafinha Bastos também não está tão diferente, passados esses anos. Ele não estava no programa do show, entrou já perto do final, das coxias, chamado por Gentili, que o deixou no palco sozinho por um longo tempo.

A apresentação se estendeu até duas da manhã, mas foi um prêmio, ninguém arredou pé do teatro lotado. E eu acho que compreendi, afinal, toda a qualidade iconoclasta de Rafinha.

Das primeiras vezes, no Espaço Parlapatões, no Bleecker da Vila Madalena, no Crowne Plaza com seu espetáculo solo, eu sabia que estava diante de um comediante de primeira linha, mas confundia ainda seu amontoar de palavrões e de heresias politicamente incorretas com um certo viés conservador.

Que nada, no meio do caminho fui introduzido a George Carlin por Agnes Zuliani, que tem o grande "stand up" americano como um de seus ídolos, e a chave estava lá. Até na barba.

Como Gentili, Rafinha não é mais o mesmo moleque, em tão pouco tempo as tiradas mudaram, agora acrescenta piada com a mulher, criança, é pai. E ambos entraram pela política, ao menos na sexta, o que não é ganho menor, aliás, talvez estimulado pela televisão.

Nenhum se transformou inteiramente, é como se estivessem na muda, perto de estabelecerem novas máscaras para si mesmos e para a cena. Preciso ficar atento, não quero perder.

PS - Faltou falar de uma peculiaridade do "stand up" nacional, de que os dois são prova, que é a origem na propaganda. Vem daí, acho, parte da resistência do teatro ao gênero e também da resistência de Gentili, por exemplo, em se aceitar como comediante, ator.

Não é de hoje que a comédia nacional se associou à publicidade. Vem do rádio, que foi o palco seguinte para o teatro de revista. E um momento essencial para a televisão, antes da Globo, foi a reunião do publicitário José Bonifácio de Oliveira Sobrinho com Max Nunes.

Até para seguirem na trilha dos modelos americanos, Gentili, Rafinha e a cena toda, tomada também por jornalistas, precisariam acordar do equívoco que é a máscara da realidade. Do auto-engano de que são eles, de verdade, no palco. É representação.

Escrito por Nelson de Sá às 01h50

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Mário Bortolotto

Lançamento Um bom lugar para morrer

O amigo Ayalla

No Coletivo Galeria

E no Cruzamento da Av Brasil com a Nove de Julho

Ricardo Pinochet

 

Escrito por Lenise Pinheiro às 20h07

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Lenise PinheiroO blog Cacilda é coordenado por Nelson de Sá, articulista da Folha, e pela repórter-fotográfica Lenise Pinheiro.

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