Cacilda
 

Milagre Brasileiro

Dramaturgia e Encenação Marcio Marciano

Atores Adriano Cabral, Ana Marinho, Daniel Atraújo, Daniel Porpini, Fernanda

Ferreira, Paula Coelho, Verônica Sousa e Zezita Matos

Músicos Diego Souza e Wilame AC

Iluminação Ronaldo Costa

Direção de Arte Maria Botelho

Coletivo de Teatro Alfenim

Funarte - SP

Escrito por Lenise Pinheiro às 18h27

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O Predador entra na sala

Texto e Direção Marcelo Rubens Paiva

Atores Anna Cecília Junqueira, Raul Barretto e Celso Melez

Direção de Arte Henrique Carcacrah

Espaço dos Parlapatões - SP

Quartas e Quintas 21h

Escrito por Lenise Pinheiro às 22h19

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O Terceiro Sinal

Ensaio entre aspas, como descrito por Bete Coelho no programa, "O Terceiro Sinal" parece ter sido escrito, na realidade, para o palco. Uma a uma, suas falas carregam ação e, no que eu não havia sequer percebido ao ler pela primeira vez, humor.

O monólogo que estreou sexta no teatro Eva Herz, para três únicas apresentações, é comédia, mas com um mergulho fundo.

Em sua concentração no relato direto, individual, e na exposição dos constrangimentos com a inadequação da própria personagem, poderia passar até por "stand up", não fosse uma atriz a representar o papel.

É também uma aula, de alguém que estudou atenta ou obsessivamente a interpretação e busca chaves para compreender e responder às demandas daquele ambiente em que decidiu se jogar.

Na origem, antes dos cortes que retiraram informação para, ao que parece, iluminar sua espinha teatral, o texto é um ensaio sem aspas, parte de uma coleção de experiências relatadas em "Queda Livre", publicado sete anos atrás pela Companhia das Letras.

Os outros escritos "de risco" de Otavio Frias Filho, todos de grande impacto, vão do salto de pára-quedas ao atendimento de suicidas no Centro de Valorização da Vida.

Mas o teatro e, mais precisamente, viver uma personagem diante de público foi um passo além e singular, flagrantemente próximo, a ponto de transparecer na escrita, treinada para buscar o conflito da dramaturgia.

(Não eram diferentes os contos que Plínio Marcos vendia nas portas de teatro, décadas atrás, e cuja prosa denunciava o treino do escritor para o palco, do qual parecia não ter mais como escapar, como maldição.)

Mas a novidade maior deste "O Terceiro Sinal" no palco _e representando uma experiência no palco, o que acrescenta à comédia de erros_ é mesmo o riso destravado pela encenação de Ricardo Bittencourt, ator tornado diretor, e pelo talento generoso da atriz.

Ele surge em todo canto, a partir do choque entre o despreparo físico e emocional do autor e as exigências da cena, mas avançando pelas descrições de ambientes e personalidades, cômicas até quando reverentes, e pelo amontoar farsesco dos menores eventos.

Das muitas encenações que vi, de peças do dramaturgo, a mais bem realizada foi "Rancor", não por acaso montada por Bete Coelho. Mas aquela de que sempre esperei mais, "Tutankaton", tão formal quanto "O Terceiro Sinal", nem chegou a receber encenação, propriamente.

Ainda hoje, duas décadas depois, vejo o texto como o reflexo teatral mais perfeito da época, tanto estética como tematicamente. Como "Angels in America" e seus anjos de atração turística, que nasceram no mesmo instante e com os mesmos defeitos e qualidades.

Otavio, imagino, deixou de escrever para o palco, ao menos no ritmo que mantinha, mas sua escrita segue impregnada na forma e no conteúdo.

"O Terceiro Sinal" é também ou antes de tudo uma chance de constatar que o afastamento temporário de Bete Coelho da cena não fez refluir a amplitude da intérprete.

Entrando e saindo da personagem e de outros, a começar de si mesma; dialogando alternadamente com a plateia, com as coxias, com o próprio personagem; saltando entre fantasia e racionalização sem pontes: ela é outra vez o próprio teatro, em um texto que o tem por objeto.

O registro é inescapável: é uma aula-espetáculo, no sentido que Ariano Suassuna costuma dar a seu renascimento renitente no palco.

Ricardo Bittencourt, com quem a atriz estabelece agora uma companhia e de quem conheço os trabalhos como ator no Oficina e em monólogo dirigido pela mesma Bete Coelho, é perceptível por toda a apresentação.

Se Otavio Frias Filho jamais foi tão cômico, também a atriz jamais foi tão engraçada e livre, em uma chave que é dada pelo diretor.

Escrito por Nelson de Sá às 23h35

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O Terceiro Sinal

Texto Otavio Frias Filho

Atriz Bete Coelho

Direção Ricardo Bittencourt

Co Direção Muriel Matalon

Direção de Arte Flávia Soares

Direção de Imagem e Som Gabriel Fernandes

Direção de Palco Domingos Varella

Iluminação Michele Matalon e Carlos Moraes

Cenotécnico e Contra regragem João Carvalho

Teatro Eva Herz - SP

Escrito por Lenise Pinheiro às 09h41

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Festival de Teatro de São José do Rio Preto

Bofes, poros e risos

Em Rio Preto...o Festival dos Festivais. As escolhas para emaranhar caminhos e tendências. Muita criatividade na parceria do SESC com os Curadores. Acompanhei a cobertura que num primeiro momento se deslocou para o Rio de Janeiro. A participação da Armazém Companhia de Teatro arejou a abertura. Antes de o pano abrir fui até as coxias a céu aberto, lá estavam os atores maquiados e concentrados. Minutos depois dariam vida à finitude que chamamos ... Teatro. Faltaram as saídas de cena que havía visto no ensaio, na sede do grupo. Os atores sugados para fora de cena. Pura magia. Os dias exigindo cada vez mais da reportagem. Notas diárias, esforços somados à fé cênica. Trupes se amontoando na programação do primeiro final de semana, para lentamente minguar ao término da grade. Nessa edição novidadeira, o rítmo perdeu a força para a logística. Em festivais, o contágio e a vivência enriquecem as coberturas. Nesse certame...escretes bons de bola. Brasileiros e estrangeiros. Hotéis, transportes, locações e motoristas. A vibração do trabalho e os profissionais da cobertura. Antropofagiamos em tempo integral, captando frequências para o jornal do futuro. A bandeira da cidade de Rio Preto, flamenjante à frente do Teatro Municipal. A praça Cacilda Becker. O encontro entre Roberto Alvim e Antônio Araújo que acabou em aplausos.

Lembranças de um Festival que trouxe mais experiência a essa fotógrafa que registra processos colaborativos, ensaios de formação, linguagens e paixões...mantendo a chama acesa e a iris colorida de teatro! Cadê o Nelson???

Pela estrada afora o teatro se encontrou e desencontrou. E em São José do Rio Preto o público desejou...MERDA!  

Escrito por Lenise Pinheiro às 00h26

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Lenise PinheiroO blog Cacilda é coordenado por Nelson de Sá, articulista da Folha, e pela repórter-fotográfica Lenise Pinheiro.

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