Cacilda
 

Novelo

Texto Nanna de Castro

Direção, Cenografia e Figurinos  Zé Henrique de Paula

Assistente de Direção Alexandra da Matta

Preparação de Atores Inês Aranha

Atores Alexandre Freitas, Fábio Cadôr, Elvis Shelton, Flavio Baiocchi e

Flavio Barollo

Iluminação Fran Barros

Produção Edinho Rodrigues e Marisa Medeiros

Teatro Sergio Cardoso - Sala Pachoal Carlos Magno - SP

Sextas 21h30 Sábados 21h Domingos 19h

Escrito por Lenise Pinheiro às 09h51

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Alberto Guzik

Começa daqui a pouco, às 18h, na igreja da Consolação, a missa de sétimo dia. E eu gostaria de registrar aqui um lado de Alberto Guzik que é pouco lembrado, que foi quase apagado do tempo.

Ao publicar “TBC: A Crônica de um Sonho”, o crítico foi de uma coragem que me espanta e confunde até hoje. Era então dado como pouco disposto à controvérsia e ao choque. Era o que diziam.

Porém, quando partiu para a briga, foi com audácia e risco raramente encontrados, questionando frontalmente a glória do teatro burguês de São Paulo, mantida sob estrita guarda pela história oficial.

Nas palavras dele em seu estudo, na passagem sobre a encenação de “A Ronda dos Malandros” de John Gay por Ruggero Jacobbi, com Cacilda Becker, Sérgio Cardoso e outros 15 atores, em 1950:

“Ronda” fica em cartaz apenas duas semanas, sendo bruscamente retirada pela direção da Sociedade Brasileira de Comédia. Ruggero imediatamente pede demissão. A peça foi retirada sob alegação de insucesso de crítica e público. O primeiro é real: Décio de Almeida Prado condena todos os aspectos da montagem. Mas os números desmentem o segundo. Em 19 apresentações, foi vista por quase seis mil pessoas, média de 294 por sessão, num teatro de 365 lugares. É a maior que o TBC obtivera. O que se deu, sem dúvida, foi a primeira tomada de posição política dos diretores da casa.

“Ronda” e, consequentemente, Jacobbi foram afastados por motivos ideológicos. Desde sua entrada na empresa, não procurava disfarçar o interesse por um teatro popular e engajado, e com “Ronda” afrontava diretamente os capitalistas conservadores que haviam bancado a produção. O clima hostil à montagem expressado por vozes influentes da casa (Alfredo Mesquita chega a afirmar que “Jacobbi foi o responsável talvez pelo maior fracasso”) deve ter concorrido para a decisão. Zimbinski e a companhia que formara no Rio são chamados às pressas para ocupar o palco vagado. Após essa montagem, Ziembinski é contratado em caráter definitivo.

Almeida Prado reagiu, desautorizando o livro pouco tempo depois, em 1998. E Guzik resistiu bravamente, reafirmando o que havia descoberto.

Sobre Jacobbi, de quem já escrevi longamente por aqui, estou lendo uma edição original de seu “Teatro in Brasile”, publicado em 1960 pela editora Cappelli e jamais traduzido, nem mesmo pela Perspectiva.

Não há traço de rancor no livro. É uma declaração de amor pela cultura brasileira e por seu teatro, com um relato sem restrições de todas as frentes do teatro moderno, desde Renato Vianna até o Arena, sem cortar o papel de ninguém.

Escrito por Nelson de Sá às 15h46

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O Grande Cerimonial

Texto Fernando Arrabal

Direção Reginaldo Nascimento

Atores Alessandro Hernandez, Amália Pereira, Débora Scavone

e Alessandro Hanel

Teatro Augusta - Sala Experimental - SP

Quartas e Quintas às 21h

Escrito por Lenise Pinheiro às 12h29

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Lenise PinheiroO blog Cacilda é coordenado por Nelson de Sá, articulista da Folha, e pela repórter-fotográfica Lenise Pinheiro.

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