Cacilda
 

Medéia - A Mulher Fera

Texto Reinaldo Maia

Direção Dagoberto Feliz

Atores Junior Docini

 Jerônimo Martins  e Melany Kern

Suzana Aragão e Mirela Lima

Adriano Merlini e Débora Lobo

Espaço dos Satyros 2 - SP

Sextas 11h59

Escrito por Lenise Pinheiro às 07h40

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Rebú

Texto Jô Bilac

Direção Vinicius Arneiro

Atores Carolina Prismel, Diego Becker, Julia Marini e Paulo Verlings

Cenário Daniele Geammal

Iluminação Paulo César Medeiros

Figurinos Marcelo Olinto

SESC Consolação - Sala Beta - SP

Quintas e Sextas 21h

 

Escrito por Lenise Pinheiro às 04h19

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Frenesi

Texto Cristina Mutarelli e Naum Alves de Souza

Direção Naum Alves de Souza

Atrizes Ana Andreatta, Cristina Mutarelli e Lena Roque

Maquiagem Omar de Lucca

Meus agradecimentos a Sarah Nassralla e Mauro Felix

CB Bar - SP

Terças e Quartas 21h

Escrito por Lenise Pinheiro às 10h07

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O Ovo e a Galinha

Tem uma frase que não me sai da cabeça, desde o último festival de Curitiba, há três meses. A vida é fringe. Foi uma brincadeira, depois de uma encenação inacreditável de Tocantins, "Torrenegra".

Era o retrato mais perfeito do pouco que acompanhei do festival _e que me trouxe de volta a São Paulo imaginando que a mostra, que segui por 19 anos, poderia não chegar aos 20.

O espírito se perdeu. Não me importo em ver peça sem ritmo, com equívoco na dramaturgia ou na encenação ou na interpretação, se em algum momento iluminar uma centelha qualquer de vida. É tão raro que vale pela temporada.

Não foi o que encontrei no Paraná, dentro e fora do palco, nem depois em São Paulo, cronicamente inviável semana após semana.

Não se trata de fringe, parece estar em toda parte, de uma "Dorotéia" no teatro Uniban a um "Basílio, o Destemido" no centro Capobianco, avançando sobre "A Máquina de Abraçar" no Sesc Pompéia, para ficar nas últimas vezes.

Fui ver esta última como preparação para a mostra de José Sanchis Sinisterra na cidade, também por conta de Mariana Lima, e deixei a zona oeste com a convicção de que devo seguir distante da dramaturgia espanhola por mais uma década.

A coisa avança pelos encenadores brasileiros de referência. Já ameaçava concordar com o manifesto de Luís Antônio Giron, passando a me restringir aos musicais, quando fui avisado de uma peça no meio da tarde de terça-feira, de duas pupilas de Antunes Filho.

Era uma sessão para terceira idade, para uma plateia quase toda de senhoras de cabelos brancos, como nas matinês do teatro de antigamente, às quintas-feiras. (Por que não voltam as matinês?)

Eu já tinha visto uma encenação de "O Ovo e a Galinha", de Clarice Lispector, e não guardava boa lembrança da transferência do conto para o palco.  Mas resisti ao chamado de Giron e fui ao teatro, uma vez mais.

A atriz Angélica di Paula e a diretora Vanessa Bruno _e a luz de Lenise Pinheiro_ me resgataram do cinismo.

A encenação não responde às grandes questões do dia, sociais ou políticas, e mal se consegue distinguir seu tema central, para além daquele cenário de fogão e mesa, parte de nossa estúpida-pequena-vida.

Mas Clarice/Angélica, esta com uma perspicácia espantosa para tanta juventude, preencheram pouco a pouco o vazio de vida, que era meu, naquela tarde no Sesc Consolação. Valeu pela temporada.

Escrito por Nelson de Sá às 22h53

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Lenise PinheiroO blog Cacilda é coordenado por Nelson de Sá, articulista da Folha, e pela repórter-fotográfica Lenise Pinheiro.

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