Cacilda
 

Cleide, Eló e as Pêras

Texto Gero Camilo

Direção Gustavo Machado

Atores Gero Camilo e Paula Cohen

Figurinos  Tatiana Thomé

Iluminação Alessandra Domingues

Teatro Augusta - Sala Experimental - SP

Sextas e Sábados 21h Domingos 19h

Escrito por Lenise Pinheiro às 12h45

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Versão Brasileira

Pelo que leio, "Hairspray" estreia sexta-feira no teatro Bradesco. "O Rei e Eu", sábado, no Alfa. "Cats", dia 4, no Abril. "O Despertar da Primavera", dia 12, no Sérgio Cardoso. E por aí vai, em São Paulo como no Rio.

Antes mesmo de saber da grande invasão pós-Carnaval, mas já curioso diante de tudo que vem acontecendo nos últimos anos, fui ao teatro de arena do Sesc Copabacana ver a "Versão Brasileira" de Charles Möeller, diretor, e Claudio Botelho, ator e tradutor.

A certa altura, sozinho em cena em seu espetáculo de câmara, Botelho conta com alguma amargura que "7", há três anos, foi o musical que deu maior prazer à dupla que faz com Möeller há duas décadas. Mas foi também o que mais deixou contar a pagar.

O relato é a melhor expressão da encruzilhada em que está a cena dos musicais no Brasil. Para que deixe de ser "versão brasileira" da Broadway e do West End, são necessários tamanhos riscos, artísticos e financeiros, que a coisa vai ficando como está.

Afinal, dinheiro dá. E não pouco prazer estético, para os criadores _e tradutores_ como para as plateias, cada vez maiores.

"Versão Brasileira" é um pot-pourri dos prazeres da dupla ao longo do tempos, desde um obscuro musical em que se conheceram, Möeller como cenógrafo e figurinista, Botelho como protagonista, "Hello Gershwin!".

Em comparação com as plateias de oito, nove amigos de então, às segundas no teatro Ipanema, com dinheiro contado para o ônibus no fim da apresentação, ele saúda os teatros de mil lugares lotados de hoje.

Mas também lamenta e ironiza que, com o sucesso comercial no Brasil, vieram em seguida os vendilhões, aos montes. Não dá nomes, embora não seja difícil distinguir a quem se refere, talvez com excesso de rigor.

Möeller & Botelho, como "Versão Brasileira" vai aos poucos descortinando, arriscaram Chico Buarque e Stephen Sondheim, arriscaram principalmente com o "7" de Ed Motta, mas nos 24 musicais produzidos sobressaem Andrew Lloyd Weber e congêneres.

O quadro final anuncia o que vem por aí, para a dupla, sempre buscando no baú da Broadway: "Gypsy", com letras de Sondheim, dos anos 50; "Hair" e "Um Violinista no Telhado", anos 60; "Annie", anos 70; e "Nine", anos 80 e que acaba de virar filme.

Para não desanimar inteiramente quem esperava maiores voos criativos, como em "7", surge por fim o logo do musical "Aquela Canção do Roberto", enquanto Botelho canta "Se Você Pensa". RC vai ter, mesmo, sua versão de "Mamma Mia".

Para quem deseja compreender um pouco mais do fenômeno dos musicais no Brasil, "Versão Brasileira" foi programado para o Festival de Curitiba, que reúne artistas de todo o país, no mês que vem.

A programação toda, aqui.

Escrito por Nelson de Sá às 16h24

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Pornô Falcatrua Número 18.633

Texto Irvine Welsh
Adaptação  Eduardo Ruiz


Direção Gustavo Machado


Atores Ana Liz, Ana Nero, Fábio Ock, Fernando Fecchio,

Pablo Sgarbi, Ravel Cabral, Sergio Guizé e Sofia Botelho


Figurinos Nana Calazans

Iluminação Alessandra Domingues

Vegas Club Rua Augusta 765 - SP



Terças e quartas às 21h00


Escrito por Lenise Pinheiro às 09h58

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Ver mensagens anteriores

PERFIL

Lenise PinheiroO blog Cacilda é coordenado por Nelson de Sá, articulista da Folha, e pela repórter-fotográfica Lenise Pinheiro.

SITES RELACIONADOS

RSS

BUSCA NO BLOG


ARQUIVO


Ver mensagens anteriores
 

Copyright Folha Online. Todos os direitos reservados. ɉ proibida a reprodução do conteúdo desta página
em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização escrita da Folha Online.