Cacilda
 

O Banquete

Concepção e Direção Zé Celso Martinez Correa

Coordenação de Projetos Ana Rúbia de Melo

Atores Ariclenes Barroso, Camila Mota, Flavio Rocha, Marcelo Drummond,

Mariano Mattos Martins, Rodrigo Andreolli, Lucas Weglinski, Sylvia Prado,

Zé Celso Martinez Correa, Márcio Telles, Ana Abbott, Hector Othon, Letícia

Coura, Patrícia Winceski, Naomy Scholling, Ageboh Cyrille e Acauã Sol




Produtores Carila Matzenbacher, Valério Peguini e Mariana Oliveira

Música Letícia Coura e Adriano Salhab


Elenco Musical Céllia Nascimento, Ito Alves,  Bret Flute e Rodrigo Jubelini



Iluminação Edu Reis e Juscelino Wabes



Figurino e Maquiagem Sylvia Prado, Cida Melo e Inara Gomide



Sonorização Rodrigo Gava e Ramon Monteiro


Vídeo Cassandra Melo, Fernanda Boechat, Renato Banti e Jair Molina Jr


Direção de Cena Elisete Jeremias


Teatro Oficina - SP

Escrito por Lenise Pinheiro às 10h26

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Escuro

Foi um pequeno grande presente, entre tantos que a Lenise Pinheiro vem me dando, há tantos anos. Algumas das melhores peças que vi, nas últimas duas décadas, foram descobertas que ela fez nas suas andanças pelas coxias, pelos ensaios.

Peças e artistas que encontra e, com o tempo, se mostram grandes, geniais, são reconhecidos. No caso, "Escuro" foi um pouco mais, para mim.

Por qualquer razão, falar não anda fácil, escrever menos ainda. E é do que fala a peça, com suas cenas esparsas, algumas repetidas por ângulos diferentes, num clube no interior de São Paulo, anos 50, 60.

Na sinopse do Sesc Pompéia, "ligados por um mesmo tema: a inadequação e a perda da linguagem... uma senhora recebe a costureira para aulas de natação _usam tigelas cheias de água; um menino míope passa as tardes mergulhando na piscina; um homem convive com a perda da fala enquanto ensaia seu discurso".

Vi na sala Galpão, num cenário luminoso e colorido como há meio século, com figurinos saídos do tempo e atrizes lindas. (A peça volta ao cartaz em março, no Tusp.)

O jovem autor, Leonardo Moreira, sabe escrever para teatro. Sua trama, engenhosa, intrincada, remete ao cinema independente americano; as situações _que cria e recria sem parar_ instigam e divertem.

A exposição dos desajustes, dos estranhamentos, dos mudos e dos ingênuos, dos gagos e do fanhos; tudo indica uma sensibilidade genuína, um olhar de artista sobre a própria existência.

E sua direção aponta para o risco e resulta em simplicidade e inventividade, com grandes achados.

Mas o que mais encanta _e encantamento é bem a palavra_ são as personagens e seus intérpretes. E não apenas a beleza, mas seus olhares, gestos obcecados, repetitivos, as pequenas tragédias individuais que representam.

Por qualquer razão, identifiquei cada uma das personagens, parecia já ter visto antes, na vida ou no palco. Cheguei a imaginar serem artistas de alguma representação de escola que eu, por acaso, tivesse assistido.

É um erro, num espetáculo tão flagrantemente coletivo, mas vou apontar o que me marcou mais: o humor de Aline Filócomo, o orgulho constrangido de Luciana Paes e a altivez de Paula Picarelli.

Faço um único reparo _ou deixo uma sugestão, melhor dizendo.

Valmir Santos, entusiasta desta e da peça anterior, "Cachorro Morto", que programou para o teatro Imprensa, conta que o teatro de Leonardo Moreira vem de sua própria experiência, em parte ao menos, e aproxima sua trajetória à de Bob Wilson.

Está aí a pequena falta que senti, ao fundo, como um ruído: Oliver Sacks, Wilson, Heiner Muller, Werner Herzog e muitos mais saíram do mesmo ambiente e tempo, em que a inadequação se emaranhou à polítização e tornou as obras explosivas.

Escrito por Nelson de Sá às 15h56

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Seios

Texto Walcyr Carrasco

Direção Ivan Feijó

Atores Dionísio Neto e Jeyne Stakflett

Natal 2009!

Especialmente convidado Antônio Haddad Aguerre

Teatro O Inflamável

Hoje 20h30

Felicidades para 2010!!!!

MERDA!

Escrito por Lenise Pinheiro às 08h36

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Lenise PinheiroO blog Cacilda é coordenado por Nelson de Sá, articulista da Folha, e pela repórter-fotográfica Lenise Pinheiro.

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