Cacilda
 

A Mulher que escreveu a Bíblia

Texto Moacyr Scliar

Adaptação Thereza Falcão

Direção Guilherme Piva

Atriz Inez Viana

Direção Musical Marcelo Alonso Neves

Cenário Sérgio Marimba

ILuminação Maneco Quinderé

Figurino Rui Cortez

Operador de Som Diogo Camargos

Operador de Luz Leandro Justino (esq).

Meu muito obrigada!

Caixa Cultural São Paulo - SP

Sábado 19h30 e Domingo 18h

 

Escrito por Lenise Pinheiro às 07h32

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Teatro Cacilda Becker - SP

Reinauguração Hoje!!  

 

Escrito por Lenise Pinheiro às 11h58

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O Livro dos Monstros Guardados

Texto Rafael Primo

Direção Zé Henrique de Paula

Atores Fabio Redkowicz, Luciano Gatti, Sandra Corveloni, Otávio Martins,

Patricia Pichamone, Daniel Tavares e Fabrício Pietro

Teatro Imprensa - SP

Terças, Quartas e Quintas às 21h

 

Escrito por Lenise Pinheiro às 20h15

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Pós-produção

No último fim de semana, tarde de Sol, um auditório na avenida Paulista lotou para ouvir o teórico alemão Hans-Thies Lehmann. Era parte do Próximo Ato que Antônio Araújo, Maria Tendlau e José Fernando Azevedo organizam para o Itaucultural, braço de marketing cultural do maior banco privado do país.

Lehmann começou aberto, desarmado, introduzindo alguns poucos temas do que identificou como "teatro pós-dramático", seu livro de dez anos atrás, lançado dois anos atrás no Brasil _e, na verdade, apresentado como teoria uns dezoito anos atrás. Não sou fã, como já postei por aqui, mas queria ouvir.

Porém o filósofo Paulo Arantes, próximo de grupos de teatro e convidado a dialogar com Lehmann no palco, não estava para conversa. Em lugar de responder ao que ouviu, falou umas cinco vezes mais, em tempo, enquadrou Lehmann à direita e pronto.

O alemão, com alguma ironia mas também incomodado, contou de um relato que ouviu sobre o pensamento "tic tac", de relógio, binário. Depois foi além, questionando quem ainda pensa como se o muro de Berlim estivesse de pé. Era, afinal, o vigésimo aniversário da queda.

A coisa só fez piorar, com Arantes encerrando o suposto diálogo equiparando Lehmann ao Heidegger da fase "nazista". Na conversa de surdo, sobrou para Antônio Araújo, na plateia, ele que antes era tratado por "idealista" e agora se viu indexado como "vitimista".

(Sobrou até para os "travestis" e outros que Arantes identifica, inacreditavelmente, como manifestações do decadentismo ou do "gueto" em que estaria o teatro.)

O produtor Ricardo Fernandes, que estava na calçada da avenida Paulista, do outro lado da rua, no Sesc, encontrou Lenise Pinheiro e alertou que Lehman não era o que mais interessava na programação do Próximo Ato. Sobre o "próximo ato", quem tinha mesmo o que falar era o curador francês Nicolas Bourriaud.

Eu perdi, ainda vou atrás do vídeo do encontro que ele comandou no Itaucultural, "Formas de convívio: os limites da coabitação". Tratei de ler as duas pequenas obras, lançadas pela Martins Fontes no mesmo encontro, "Estética Relacional" e "Pós-Produção", em princípio voltadas às artes plásticas.

O primeiro livro, originalmente de dez anos atrás, guarda alguma relação com o pós-dramático de Lehmann, da mesma época. Mas o mais recente "Pós-Produção", que leva o subtítulo "Como a arte reprograma o mundo contemporâneo", é uma revelação e um passo adiante.

Ricardo já havia me falado dele tempos atrás, quando pouco guardei, mas em nova conversa relatou que Bourriaud concretizou suas ideias no período em que foi diretor do Palais de Tokyo, com a melhor programação de arte das instituições de Paris, e daí foi para a Tate de Londres, onde está hoje.

Nas palavras do próprio Bourriaud, sobre seu "comunismo das formas" e o recurso ao "termo técnico" pós-produção:

Designa o conjunto de tratamentos dados a um material registrado: a montagem, o acréscimo de outras fontes visuais ou sonoras, as legendas. Como conjunto de atividades ligadas ao mundo dos serviços, a pós-produção faz parte do setor terciário em oposição ao setor industrial ou agrícola, que lida com as matérias-primas... Os artistas que inserem seu trabalho no dos outros contribuem para abolir a distinção entre produção e consumo, criação e cópia. Já não lidam com uma matéria-prima. Não se trata de elaborar uma forma a partir de um material bruto e sim de trabalhar com objetos atuais em circulação no mercado cultural, isto é, que já possuem uma forma dada por outrem. Assim as noções de originalidade (estar na origem) e mesmo de criação (fazer a partir do nada) esfumam-se na nova paisagem cultural marcada pelas figuras gêmeas do dj e do programador, cujas tarefas consistem em selecionar objetos culturais e inseri-los em contextos definidos.

A arte que ele define como pós-produção, em suma, "apreende as formas de saber geradas pelo surgimento da rede", a internet.

Escrito por Nelson de Sá às 14h55

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Strindbergman

Texto Persona Ingmar Bergman

Texto A Mais Forte August Strindberg


Direção Marie Dupleix

Atrizes Clara Carvalho, Nicole Cordery e Janaína Suaudeau


Cenografia/Iluminação e Imagens Nicolas Simonin


Figurinos Anne Bothuon

Viga Espaço Cênico - SP

Sextas e sábados 21h Domingos 19h

Escrito por Lenise Pinheiro às 11h40

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Lenise PinheiroO blog Cacilda é coordenado por Nelson de Sá, articulista da Folha, e pela repórter-fotográfica Lenise Pinheiro.

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