Homens de Papel

Texto Plínio Marcos

Direção e Sonoplastia Sérgio Audi


Atores Bruna Aragão, Carlos Landucci, Dênete Reis, Fernanda Assef,
Mônica Raphael, Nélson Peres, Rodrigo Soller, Rodrigo Valim,
Sérgio Audi, Sílvia Garcia e Thiago Barros



Cenário e Figurinos Grupo Chão
Iluminação Amanda Felisbino





Teatro Coletivo- SP

Sábados 19h Domingos 18h
Escrito por Lenise Pinheiro às 11h20
Inspirado no Blog do Rodolfo Garcia Vazquez
É a Blogosfera.
Reverenciando os primeiros trabalhos com a Cia de Ópera Seca.

Bete Coelho e Vera Holtz em Electra com Creta em 1987


Luiz Damasceno em A Metamorfose 1988


Na Companhia cada um carregou a sua cruz!

O Jô (foto) que o diga.
Gerald? Fim de Jogo?

Vai ver vc deixou o teatro sem ter trabalhado com o Pascoal da Conceição.
Foi por isso.
Bj da Lenise
Escrito por Lenise Pinheiro às 14h56
A Mulher que escreveu a Bíblia

Texto Moacyr Scliar




Adaptação Thereza Falcão

Direção Guilherme Piva

Atriz Inez Viana

Direção Musical Marcelo Alonso Neves
Cenário Sérgio Marimba

ILuminação Maneco Quinderé
Figurino Rui Cortez

Operador de Som Diogo Camargos

Operador de Luz Leandro Justino (esq).
Meu muito obrigada!
Caixa Cultural São Paulo - SP
Sábado 19h30 e Domingo 18h
Escrito por Lenise Pinheiro às 07h32
O Livro dos Monstros Guardados

Texto Rafael Primo

Direção Zé Henrique de Paula

Atores Fabio Redkowicz, Luciano Gatti, Sandra Corveloni, Otávio Martins,
Patricia Pichamone, Daniel Tavares e Fabrício Pietro



Teatro Imprensa - SP
Terças, Quartas e Quintas às 21h
Escrito por Lenise Pinheiro às 20h15
Pós-produção
No último fim de semana, tarde de Sol, um auditório na avenida Paulista lotou para ouvir o teórico alemão Hans-Thies Lehmann. Era parte do Próximo Ato que Antônio Araújo, Maria Tendlau e José Fernando Azevedo organizam para o Itaucultural, braço de marketing cultural do maior banco privado do país.
Lehmann começou aberto, desarmado, introduzindo alguns poucos temas do que identificou como "teatro pós-dramático", seu livro de dez anos atrás, lançado dois anos atrás no Brasil _e, na verdade, apresentado como teoria uns dezoito anos atrás. Não sou fã, como já postei por aqui, mas queria ouvir.
Porém o filósofo Paulo Arantes, próximo de grupos de teatro e convidado a dialogar com Lehmann no palco, não estava para conversa. Em lugar de responder ao que ouviu, falou umas cinco vezes mais, em tempo, enquadrou Lehmann à direita e pronto.
O alemão, com alguma ironia mas também incomodado, contou de um relato que ouviu sobre o pensamento "tic tac", de relógio, binário. Depois foi além, questionando quem ainda pensa como se o muro de Berlim estivesse de pé. Era, afinal, o vigésimo aniversário da queda.
A coisa só fez piorar, com Arantes encerrando o suposto diálogo equiparando Lehmann ao Heidegger da fase "nazista". Na conversa de surdo, sobrou para Antônio Araújo, na plateia, ele que antes era tratado por "idealista" e agora se viu indexado como "vitimista".
(Sobrou até para os "travestis" e outros que Arantes identifica, inacreditavelmente, como manifestações do decadentismo ou do "gueto" em que estaria o teatro.)

O produtor Ricardo Fernandes, que estava na calçada da avenida Paulista, do outro lado da rua, no Sesc, encontrou Lenise Pinheiro e alertou que Lehman não era o que mais interessava na programação do Próximo Ato. Sobre o "próximo ato", quem tinha mesmo o que falar era o curador francês Nicolas Bourriaud.
Eu perdi, ainda vou atrás do vídeo do encontro que ele comandou no Itaucultural, "Formas de convívio: os limites da coabitação". Tratei de ler as duas pequenas obras, lançadas pela Martins Fontes no mesmo encontro, "Estética Relacional" e "Pós-Produção", em princípio voltadas às artes plásticas.
O primeiro livro, originalmente de dez anos atrás, guarda alguma relação com o pós-dramático de Lehmann, da mesma época. Mas o mais recente "Pós-Produção", que leva o subtítulo "Como a arte reprograma o mundo contemporâneo", é uma revelação e um passo adiante.
Ricardo já havia me falado dele tempos atrás, quando pouco guardei, mas em nova conversa relatou que Bourriaud concretizou suas ideias no período em que foi diretor do Palais de Tokyo, com a melhor programação de arte das instituições de Paris, e daí foi para a Tate de Londres, onde está hoje.
Nas palavras do próprio Bourriaud, sobre seu "comunismo das formas" e o recurso ao "termo técnico" pós-produção:
Designa o conjunto de tratamentos dados a um material registrado: a montagem, o acréscimo de outras fontes visuais ou sonoras, as legendas. Como conjunto de atividades ligadas ao mundo dos serviços, a pós-produção faz parte do setor terciário em oposição ao setor industrial ou agrícola, que lida com as matérias-primas... Os artistas que inserem seu trabalho no dos outros contribuem para abolir a distinção entre produção e consumo, criação e cópia. Já não lidam com uma matéria-prima. Não se trata de elaborar uma forma a partir de um material bruto e sim de trabalhar com objetos atuais em circulação no mercado cultural, isto é, que já possuem uma forma dada por outrem. Assim as noções de originalidade (estar na origem) e mesmo de criação (fazer a partir do nada) esfumam-se na nova paisagem cultural marcada pelas figuras gêmeas do dj e do programador, cujas tarefas consistem em selecionar objetos culturais e inseri-los em contextos definidos.
A arte que ele define como pós-produção, em suma, "apreende as formas de saber geradas pelo surgimento da rede", a internet.
Escrito por Nelson de Sá às 14h55
Strindbergman
Texto Persona Ingmar Bergman
Texto A Mais Forte August Strindberg



Direção Marie Dupleix
Atrizes Clara Carvalho, Nicole Cordery e Janaína Suaudeau

Cenografia/Iluminação e Imagens Nicolas Simonin

Figurinos Anne Bothuon

Viga Espaço Cênico - SP
Sextas e sábados 21h Domingos 19h
Escrito por Lenise Pinheiro às 11h40
Palhaças
Cacildas despertas. Peitudas. Brasileiras.
Mulheres à frente de suas companhias.
Equipes encantadas. Formadas pela inspiração.
Talentos luminosos. Protagonistas.
Dramáticas, sensuais e circenses.
Ungidas de luz e Hermés.
Sacralizadas pelo ofício de representar.
Dirigidas por José Possi Neto e por João Fonseca.
Timoneiros a serviço dos sonhos de suas atrizes.
Loucas de Ray Ban nas carroças da coragem para abrir o pano.
Lindas. Velhas de guerra.
Parturientes da dramaturgia nacional.
Ao encenarem com ineditismo Renato Borghi e Fabio Porchat.
Vozes e rostos que povoam o imaginário do público que vai chegar.
O eixo Rio-SP imantado de teatro. Em horário nobre.
Cruzadas que se embrenham no Drama e na Comédia.
Coagulando nas veias dessas atrizes. Estrelas.
Infâncias germinadas por Procópios e Dercys.
O jogo de cena. O jeito de corpo. Roupa de ensaio.

Christiane e Louise. A graça das bruxas.

E o meu muito obrigada.
Por permitirem que eu tb voe nas suas vassouras.
Para desvendar olhares e coxias.
Emaranhadas nos cenários de Jean Pierre Tortil e Nello Marrese.
Defendendo personagens e mitos.
Pé na estrada. Casa Cheia.
Novembro de 2009
Bj Lenise
Escrito por Lenise Pinheiro às 13h13
A FARSA DA BOA PREGUIÇA
Texto Ariano Suassuna
Direção João das Neves

Atores Guilherme Piva, Joaquim Simão, Bianca Byington, Dona Clarabela
Ernani Moraes, Aderaldo Catacão, Daniela Fontan, Nevinha, Flavio Pardal,
Francisco Salgado, Leandro Castilho e Vilma Melo
Teatro Carlos Gomes - Rio de Janeiro
Quintas, Sextas e Sábados 19h30 Domingos 19h
Escrito por Lenise Pinheiro às 09h09
Concentração

E o clima de amizade pelas coxias
Teatro do SESI - Rio de Janeiro
Escrito por Lenise Pinheiro às 09h42
Em Concerto
Grupo Contadores de Estórias

Direção Marcos Caetano Ribas


Atrizes Rachel Joffily Ribas e Branca Borba

Cenários, Bonecos e Adereços Rachel Joffily Ribas e Marcos Caetano Ribas


Produção Teatro Espaço de Paraty

SESC Avenida Paulista - SP
Hoje 18h
Escrito por Lenise Pinheiro às 07h29
Quem vem lá


Texto: Alexandre Dal Farra
Direção: Rodolfo Amorim
Atores: Alexandra Tavares, Clayton Mariano, Felipe Riquelme, Lígia Oliveira, Vitor Vieira



Músicos: Danilo Dal Farra, Bruno Elizabetsky, Gabriela Favre


Preparação de ator: João Otávio

Iluminação: Hernandez de Oliveira

Cenário: Rodolfo Amorim
Figurinos: Eliana Saletti

Direção de produção: Paulo Matos
Produção executiva: Paulo Arcuri
SESC Avenida Paulista - SP
Sextas, Sábados e Domingos 19h30
Escrito por Lenise Pinheiro às 14h05
Meio Dia do Fim

Texto Paulo Faria

Direção e Iluminacão Iarlei Rangel


Atores Marilza Batista e Paulo Faria











Cenografia e Figurinos Livia Loureiro

Trilha Sonora Tunica

Sede Luz do Faroeste - SP

Quintas e Sextas 20h
Escrito por Lenise Pinheiro às 08h18
THEATRO MUSICAL BRAZILEIRO I

Roteiro e pesquisa Luis Antônio Martinez Corrêa e Marshall Netherland
Surpevisão geral Bibi Ferreira
Direção Fábio Pilar
Direção musical e arranjos Marcelo Alonso Neves
Atores Helga Nemeczyk, Jorge Luís Cardoso, José Mauro Brant,
Mona Vilardo, Pedro Paulo Malta, Renata Celidonio
Mímico Fernanda Coelho
Cenário Analu Prestes
Iluminação Aurélio de Simone
Figurinos Kalma Murtinho
Coreografia Suely Guerra
Centro Cultural Banco do Brasil - Teatro I - RJ
Quartas, Quintas, Sextas, Sábados e Domingos 19h30
Escrito por Lenise Pinheiro às 16h27
Restos
Descobri que "Restos" ou "Wreck" começava às oito quando já eram sete e meia. Corri com o carro do Morumbi até o Pacaembu, cheguei faltando poucos minutos e ainda havia ingressos. Começou a apresentação com algum atraso e havia lugares vazios. E era um espetáculo com Antonio Fagundes, na relativamente pequena sala do teatro Faap.
No final, depois de uma hora e pouco, o ator e produtor sugere aos espectadores que fiquem para conversar. Saí para avisar em casa e quase fiquei trancado do lado de fora. Seria uma pena, pois perderia o grande ator admitindo que nem tudo vai bem no teatro nacional.
Ele remete o problema, que nem chega a definir precisamente, aos ministérios e secretarias, ao orçamento que não dedica nem 1% à cultura, aos funcionários. Mas é flagrante que também ele não distingue bem o que acontece ou o que é preciso fazer, em resposta.
Defende-se de estar em um monólogo, por exemplo, apelando a Jô Soares, que prefere o eufemismo espetáculo solo. Afinal, é sempre um diálogo com a plateia.
Mas o problema não é o monólogo, propriamente. Não é o "teatro possível" que Fernanda Montenegro descreveu com tanta infelicidade. A depressão da cena parece estar mais embaixo, num intervalo da história, na ausência de poder do palco.
No caso de "Restos", o diálogo posterior e relativamente conflituoso com a plateia acaba por superar a própria apresentação. Foi o melhor da noite, "com efeito".

Sobre a peça, não é demais contar que se trata de uma versão de "Édipo Rei". As sinopses de jornal já entregam, não há por que esconder.
Um de seus muitos problemas é que o ator e o próprio Neil LaBute, pelo jeito, partem da precondição de morte da tragédia, de impossibilidade da tragédia no mundo moderno. Pior, vinculam o terror de Édipo à culpa pelo sexo com a mãe, tabu por séculos, mas não hoje, supostamente.
(A tragédia original advém, na verdade, da recusa do rei em dar atenção aos alertas, cego pela onipotência.)
Jamais fui admirador de LaBute, versão pasteurizada de David Mamet. Não parece compreender ou refletir a cultura americana, mas antes uma fração dela, maneirosa.
A tradução da expressão tão repetida, "com efeito", soa perfeita. Efeito é o vírus que torna LaBute tão limitado. No caso, deixa para trás a amplidão do mito em troca de um jogo de gato-e-rato, até atingir o final revelador, como na peça em cartaz sem fim de Agatha Christie.
Daí o diálogo, depois do fim, ser tão mais rico. Ao menos três espectadores, dois deles mais velhos, um deles uma senhora muito incisiva, questionaram a opção do autor _e por extensão do ator_ pela canhestra crítica a Sófocles como datado, antimoderno.
Fagundes se defendeu e à sua produção, então, com maestria. Ele sabe o que realizou, é cruel com os limites do que está em cena, mas também se orgulha e sabe sustentar o que tem de bom, a começar de sua interpretação, em muitas cenas certamente.
O problema é ainda e sempre que ele se volta ao entendimento comum, ao acesso do povo, como prioridade utilitária. Parece jamais ter se deixado convencer pelo discurso de Hamlet aos atores, sobre o erro de querer agradar à geral.
Escrito por Nelson de Sá às 01h26
Cacilda!!

Texto e Direção Zé Celso Martinez Corrêa
Atores Cia. Uzyna Uzona


Anna Guilhermina e Marcelo Drummond (foto)
Teat(r)o Oficina - SP
Hoje às 18h
Escrito por Lenise Pinheiro às 08h28
Till A saga de um Herói Torto

Texto Luís Alberto de Abreu
Direção Júlio Maciel

Direção Musical Ernani Maletta
Preparacão Vocal Babaya

Atores Inês Peixoto, Teuda Bara, Lydia Del Picchia, Simone
Ordones, Antonio Edson, Arildo de Barros, Beto Franco,
Chico Pelúcio e Eduardo Moreira








Cenografia e Figurinos Márcio Medina

Iluminação Alexandre Galvão e Wladimir Medeiros

Direção de Produção Gilma Oliveira
Parque da Independência - SP
Hoje 20h
Escrito por Lenise Pinheiro às 09h00










