Cacilda
 

Escuta Zé Mané

Texto Paulo Cesar Peréio


Direção, iluminação, espaço cênico Lenerson Polonini


Elenco: Paulo César Peréio, João Velho e Neca Zarvos


Figurinos e maquiagem Carina Casuscelli


Trilha sonora Wilson Sukorski

Vídeo projeções Lara Velho, Cristian Cancino e Zzui Ferreira

Cenotécnico Carlos Orelha


Operação de luz e som Verônica Castro.

Produção Executiva Lenerson Polonini e Lara Velho   


 

Sesc Avenida  Paulista - Espaço Quinto Andar - SP


Sextas, Sábados e Domingos 21h

Escrito por Lenise Pinheiro às 18h27

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Kabarett

Texto e Direção Kleber Montanheiro

Atores Cris Rocha, Daniela Flor, Márcio Bueno e

Kleber Montanheiro

Miniteatro - SP


Sextas e Sábados à Meia Noite

 

Escrito por Lenise Pinheiro às 17h50

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TPM Katrina


Texto Paulo Coronato
Direção Alexandre Reinecke


Atores Flávia Garrafa e Paulo Coronato


Cenário Márcia Moon
Iluminação Ari Nagô
Figurinos Carol Mariottini
Trilha Sonora Fábio Ock e Zema


Teatro Folha- SP


Quartas e Quintas 21h

Escrito por Lenise Pinheiro às 15h47

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Estrela Brazyleira a Vagar - Cacilda!!

Gerald Thomas parou de verdade, parece, por um tempo ao menos. Deu entrevista a jornal argumentando com a mediocridade nas artes e proclamando que as verdadeiras estrelas estão fora do teatro.

Não vai mais entreter um pequeno número de pessoas em cadeiras, foi o que declarou. Outros da geração abandonaram antes, pela TV, Ulysses Cruz, Cacá Rosset. Da minha parte, quando alguém deixa o teatro, o interesse se perde automaticamente.

Em meio à depressão do teatro, que também reconheço, Antunes Filho está em cena e Zé Celso, como de regra, vai contra a corrente e celebra o próprio teatro, mais uma vez, em Cacilda Becker.

Para um pequeno número de pessoas em cadeiras em São Paulo, mas antes para casa lotada no Rio, revela o que o teatro brasileiro moderno aprendeu de Procópio e Bibi Ferreira, Grande Otelo, Raul Roulien, Dulcina.

Com seis horas, inclusive intervalo, são peças, não uma só. A aprendiz Cacilda tira um pouco de cada profissional, em cada peça, caso da Bibi desenhada com inteligência e graça pela carioca Camila Mota.

Foi uma das melhores sequências, na estreia no Oficina, mostrando um carinho irônico e delicioso pela encenação à antiga, com marcação de palco e cortes profundos de texto, para não passar de hora e meia.

(Pascoal da Conceição, que já foi dirigido por Bibi, conta que aquelas marcações, aparentemente artificiais, funcionam sempre, como achados inexplicáveis, mágicos, transmitidos pelo ofício de gerações de teatro.)

Por coincidência feliz, a peça de Bibi dentro da peça de Cacilda apresenta a jovem e romântica atriz tomando o lugar da protagonista na montagem da espanhola "É Proibido Suicidar-se na Primavera", num de seus primeiros trabalhos profissionais.

Melhor que o drama de Bibi, só a tragédia de Grande Otelo, por um estupendo Adão Filho. Cacilda atuou a seu lado na célebre filmagem realizada horas depois de ele ter achado os corpos da mulher, que se suicidou, e do filho morto por ela.

Corri para seguir a cena, do outro lado da pista, de Adão sentado na mesa de bar, destruído mas vivo. Ao chegar, dois atores já estavam lá, nas galerias, acompanhando vidrados as palavras e os movimentos.

Por outro lado, no terreiro eletrônico do Oficina, em espetáculo com tantas personagens que deixaram registros em película, a imagem mais chocante é aquela de Grande Otelo na cena filmada após o suicídio.

Já com o Raul Roulien de Marcelo Drummond, nada de tragédia. O primeiro galã brasileiro em Hollywood, também ator dono de companhia, como era regra então, é uma delícia de bastidores do teatro e humor.

E com o auxílio precioso de Vera Barreto Leite, engraçada como nunca e tornada, pela resposta seguida do público às suas entradas, um ícone de adoração. E muitos mais, vivendo de Sadi Cabral e Ziembinski a Miroel Silveira e Décio de Almeida Prado, em imitação do próprio Zé.

O que falta é a costura de tantas pequenas peças. Na Cacilda de Ana Guilhermina se veem beleza, juventude, paixão. Tem sentido, são os anos de formação, da Cacilda pupila de Maria Jacinta e dos outros todos.

Mas a protagonização de um espetáculo de seis horas exige mais foco e maleabilidade, ouvir e reagir mais. Cacilda é, afinal, a própria narrativa, o fio condutor a unir todos os teatros.

Uma frustração especial na estreia foi sentar diante de uma jovem que, na plateia como eu, do outro lado da pista, com uma pequena laterna, leu por horas num microfone. Era o ponto. Não há ritmo que sobreviva.

Escrito por Nelson de Sá às 08h50

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Lenise PinheiroO blog Cacilda é coordenado por Nelson de Sá, articulista da Folha, e pela repórter-fotográfica Lenise Pinheiro.

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