Cacilda
 

A Falecida Vapt-Vupt

Como é que ele faz? A entrada do CPT, no oitavo andar do Sesc Consolação, traz um painel com fotos dos elencos da série Prêt-à-Porter, atrizes como Gabriela Flores e Sabrina Greve, Juliana Galdino e Arieta Corrêa, também os atores. E é só a geração mais recente.

Por décadas, antes e já no Centro de Pesquisa Teatral, ele tem ofertado ao teatro brasileiro atrizes e atores de talento apurado _e com um compromisso com a arte que me parece, no conjunto, inigualável.

Ao ver Bruna Anauate como Zulmira em "A Falecida Vap-Vupt", também Lee Thalor como Tuninho tantos mais na sala de ensaio do próprio CPT, a curiosidade retorna: como é que Antunes Filho consegue?

Durante alguns anos, ele prometeu dar a vislumbrar seu método, que dizia ser mutante, sempre avançando, mas parece ter desistido ou querer deixar a edição para depois. Nem fala mais dele, o método.

Não importa, uma hora vai para o papel. E já basta deliciar-se com a jóia de comédia que ele achou e lapidou em Bruna Anauate.

A técnica de voz é uniformizada como sempre, uma tela em branco aos poucos preenchida. Também seu andar, seus pés plantados. (Por outro lado, também corpo e face trazem a beleza que é marca registrada.)

Mas pelo padrão vaza o riso, o humor que, talento dela, expressa também a criação de Nelson Rodrigues e de Antunes _que rompe, me parece, com o paradigma universalizante que ele mesmo havia estalecido para o teatro rodriguiano.

Deixei a apresentação concluindo que, em que pese o risco estético e moral presente em todas as peças, Antunes confirma "A Falecida" como a obra-prima, a grande contribuição do maior dramaturgo brasileiro.

Inteligente, cruel, nesta montagem ela surge tão perfeita e precisa como um "Macbeth", curta, direto ao ponto. Vapt-vupt, na contribuição carregada de auto-ironia de Antunes ao título original.

Na mise-en-scène do bar barulhento e no intermitente ruído de fundo formatado por Raul Teixeira está a principal mensagem da encenação, para além do texto e da representação.

É o comentário de Antunes Filho sobre este novo velho mundo moderno, do zunido sem fim da internet, da televisão, da mídia. É nele que se dá a pequena grande tragédia carioca de Zulmira, como nas crônicas de tabloide, do subúrbio, do futebol e do jogo do bicho.

Escrito por Nelson de Sá às 11h18

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As Traças da Paixão

Texto Alcides Nogueira

Direção Marco Antonio Braz

Atores Lucélia Santos e Maurício Machado

Produção Eduardo Figueiredo

O maquiador Mario Campiolli (primeiro a direita), a assistente dele Patrícia Chiattone,

(primeira a esquerda), Reinaldo Galvão (camisa vermelha) e o assistente de

direção  Breno Sanchez

Teatro Augusta- SP

Sextas 21h30 Sábados 21h e Domingos 19h

Escrito por Lenise Pinheiro às 12h22

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Miguel Magno

Cacilda!

5 X Comédia 1995

28 de março de 1951  -  17 de agosto de 2009

Escrito por Lenise Pinheiro às 09h04

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A História de Muitos Amores

Texto Domingos Oliveira


Direção Ednaldo Freire


Fraternal Cia de Arte e Malas Artes

Atores Aiman Hammoud, Edgar Campos, Fernando Paz,

Isadora Petrin, Luciana Viacava, Mirtes Nogueira e Marcio

Castro


Teatro do Sesi - SP

Quintas a Sábados 20h Domingos 19h

Escrito por Lenise Pinheiro às 11h38

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Lenise PinheiroO blog Cacilda é coordenado por Nelson de Sá, articulista da Folha, e pela repórter-fotográfica Lenise Pinheiro.

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