Cacilda
 

Music-Hall

Texto Jean-Luc Lagarce


Tradução e Direção Luiz Päetow


Atores Donizete Mazonas, Gabriela Flores, Gilda Nomacce,

Silvio Restiffe e Priscilla Luz Gontijo



Teatro Imprensa - Sala Vitrine

Sábados 21h e Domingos 19h

Escrito por Lenise Pinheiro às 18h10

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Ocupação Zé Celso

Outro dia fiquei sabendo pelo blog Evoé! que começou a preparação do Segundo Ato dos "cadernos, depoimentos, entrevistas" em que a história do Oficina é revelada pelas próprias palavras de Zé Celso à época. Organização de Tommy Pietra.

O Primeiro Ato saiu há dez anos, com a primeira dentição do teatro, organizado por Ana Helena de Staal. Agora vem o exílio, a Revolução dos Cravos, a independência moçambicana, que o Oficina viveu e refletiu e que pouco se conhece no Brasil.

A Ocupação Zé Celso no Itaú Cultural, com curadoria de Marcelo Drummond e Elaine Cesar, é a maior prova de que, quanto mais eu penso ter conhecido e decifrado o homem, mais existe para encontrar e ser revelado.

Em vídeos e muito mais, as instalações vão abrindo janelas. Foi uma viagem emocionante, para mim, distinguir Catherine Hirsch, linda, numa caminhada de defesa do teatro pelo centro de São Paulo, quase três décadas atrás.

Ou então rever a grandiosidade da presença cênica de Raul Cortez, num confronto inteligente e sarcástico com Zé, respectivamente Madame e Solange, embalados por Jean Genet.

Ou a cena da coroação/decapitação de Cacilda, com Alleyona Cavalli. Com Bete Coelho, era aquela que me fazia chorar, invariavelmente, a cada ensaio e a cada apresentação.

(Outra cena de efeito igual, não presente na exposição, é aquela em que Zé, vivendo o Primeiro Ator, vivendo Príamo, paralisa a ação no instante que precede sua decapitação pelas mãos de Pirro, em "Ham-let".)

Poderia listar, da Ocupação, inúmeros achados _e criações_ que desvendam camadas desconhecidas e tão ricas para mim como as que se encontram ao ler ou encenar, por exemplo, Shakespeare.

Mas prefiro registrar que levei meu filho de sete anos e dois amiguinhos e que eles fizeram a festa com a areia na entrada, os fones dos vídeos, a parede para deixar a marca de cada um. E que pararam na sala que remete a um terreiro.

É talvez a revelação maior. Zé de cócoras, cabelos brancos, meio pelado como vem surgindo cada vez mais em suas peças, e também em movimentos circulares, rituais, escancara seu personagem dominante neste momento, o xamã.

Escrito por Nelson de Sá às 11h11

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Parasita

Texto Gabriela Mellão

Direção Lucianno Maza


Atores Luciana Ramanzini e Clóvis Tôrres


Figurinos Anne Cerutti

Cenário e iluminação Lucianno Maza



Produção Renata Bertelli


Realização O Grupo

Sesc Consolação - Sala Beta - SP

Quintas e sextas 21h

Escrito por Lenise Pinheiro às 11h54

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Vida e obra de Edgar Allan Poe

Direção Roberto Morettho

Ator Alessandro Hernandez

Cia. O Grito

Sesc Consolação - Sala de leitura - SP

Segundas 14h e quartas 19h

Escrito por Lenise Pinheiro às 21h17

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

O Pelicano

Texto August Strindberg

Direção Denise Weinberg


Direção Musical Eduardo Agni

Atores Flávio Baiocchi, Flávio Barollo, Mari Nogueira,

Sheila Gonçalves e Patrícia Castilho



Teatro Sérgio Cardoso - Sala Paschoal Carlos Magno

Quartas e Quintas às 21h

Escrito por Lenise Pinheiro às 11h47

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Terça Insana, musical

Grace Gianoukas está dando o salto talvez mais arriscado dos sete, oito anos de sua Terça Insana, com a temporada de agosto iniciada uma semana atrás e que prossegue hoje à noite no Bar Avenida.

De lá saiu parte da máquina em que se transformou o "stand up" e o humor recente de televisão, em São Paulo, Rio, Curitiba. E agora é ela quem deixa o palco, mas para a coxia, como diretora, e muda a sintonia do fenômeno Terça Insana para o musical.

Foi um choque perceber, após alguns segundos, que o primeiro quadro trazia ninguém menos que Cida Moreyra. A performer mítica do "Mahagonny Songspiel" do Ornitorrinco, ainda com Luiz Roberto Galizia.

Também de "Ópera do Malandro", que retorna em várias canções na voz dominante da cantora e agora diretora musical. É ela quem faz a ponte, da comédia para Bertolt Brecht, Chico Buarque e toda a tradição do "theatro musical brasileiro".

Cida Moreyra que, para registro, nasceu no besteirol paulistano há mais de três décadas e que depois acompanhou também os primeiros anos desta Terça Insana, como indica o primeiro DVD, lançado em 2004.

Nesta edição, para confirmar o enviesamento pop marcante da Terça Insana, não falta ainda uma homenagem à voz contemporânea de mesmo timbre, de Amy Winehouse, em versão emocionante de "Back in Black".

Mas a comédia é ainda a prova dos nove, no cabaré ou revista que a nova encarnação se revela. Talvez para permitir transição menos chocante ao público tão fiel, os quadros são adaptados.

É assim com a celebridade infantil hiperativa de Roberto Camargo e a varredora de rua desbocada de Agnes Zuliani. Em meio aos quadros já conhecidos e testados, uma música, alguma coreografia, pernas etc.

E também aqui a encenação não arrisca pouco, como é regra. A canção de mais impacto é "A Cocaína" que Sinhô criou quase um século atrás e dedicou a Roberto Marinho. Em cena, é um choque.

Mas na semana passada o elenco estava ainda em seus primeiros passos, constrangido nos movimentos, no canto e até nas letras, reportando-se à direção musical ali mesmo, no palco, como se ainda enfrentasse ensaio aberto.

Também o público estava em seus primeiros passos, curioso pela noite de terça-feira que já não é a mesma de sempre, mas também ansioso por piadas que viessem em seu socorro -e que vieram, como sempre.

Boas notícias para quem, como eu, segue o renascimento do teatro musical. "A Noviça Rebelde" abre temporada popular no fim de semana, para estabelecer o Sérgio Cardoso como sala voltada ao gênero.

E a Cooperativa Paulista de Teatro deu o primeiro passo, ela também, para a aproximação entre o teatro de grupo e o teatro musical.

Escrito por Nelson de Sá às 15h39

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Ver mensagens anteriores

PERFIL

Lenise PinheiroO blog Cacilda é coordenado por Nelson de Sá, articulista da Folha, e pela repórter-fotográfica Lenise Pinheiro.

SITES RELACIONADOS

RSS

BUSCA NO BLOG


ARQUIVO


Ver mensagens anteriores
 

Copyright Folha Online. Todos os direitos reservados. ɉ proibida a reprodução do conteúdo desta página
em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização escrita da Folha Online.