Cacilda
 

Cloaca

Texto Maria Goos

Direção Eduardo Tolentino de Araújo

Atores André Garolli, Brian Penido

Ross,


Dalton Vighi, Tony Giusti e Camila

Czerkes

Cenário e Figurinos Lola Tolentino


Teatro Nair Belo - SP

Quintas e Sábados 21h  Sextas 21h30 

Domingos 19h 

Escrito por Lenise Pinheiro às 20h08

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Honey/Uma Cama entre Lentilhas

Não é fácil acompanhar o ritmo de produção de Lavínia Pannunzio, atriz, diretora. Ela volta este fim de semana no Tusp com "Chorávamos Terra Ontem à Noite", que encenou e que foi indicada ao prêmio Shell de melhor autor, para Eduardo Ruiz.

Não faltam méritos ao texto, já registrados aqui no blog, mas a "mise en scène" certamente ajudou bastante na sua revelação.

E a atriz incansável estava em cartaz dirigida por Fernanda D'Umbra, até o fim de semana passado, em "Honey", peça algo lendária de Shelagh Delaney, mas que eu desconhecia.

Também desconhecia D'Umbra como encenadora e deixei o teatro envolvido pela atmosfera largada, com banda, conversa paralela em cena, Lavínia de costas para o público.

Gostei também da personagem, Helen, e até da tintura loira, que reflete inusitadamente a interpretação da mãe egoísta e irresponsável mas também dedicada, ao extremo do sacrifício, à filha adolescente.

Delaney, que escreveu a peça ainda adolescente, fim dos anos 50, ajudou a estabelecer com o John Osborne de "Look Back in Anger" todo um gênero que definiria o teatro inglês nos anos seguintes.

Apelidado e tratado até hoje por "kitchen sink", pia de cozinha, ecoou pela dramaturgia brasileira, com Plínio Marcos, Antonio Bivar e outros tantos. Ecoa até hoje, na verdade, nas peças de Bosco Brasil, Mario Bortolotto ou do novato Ruiz.

Mas hoje é também flagrante que "A Taste of Honey" tem os seus limites, apesar de tanto representar para duas artistas como Fernanda e Lavínia, que conhecem e se identificam em forma e conteúdo com a jovem autora que ajudou a transformar o teatro.

Mas talvez eu esteja mais e mais conservador, quanto a forma e conteúdo, daí a aversão à rusticidade juvenil da dramaturgia de Delaney. Ultimamente, até como retrato feminino e da Inglaterra, sou bem mais "Uma Cama entre Lentilhas".

Já tinha visto em Londres, uns 15 anos atrás, quando os monólogos "Talking Heads" de Alan Bennett, originalmente produzidos para televisão, foram levados pela primeira vez ao palco.

Maggie Smith fazia então o papel de Susan, a mulher de um padre anglicano e quase um "negativo" da Helen de "Honey".

Reservada, contida, cercada pelo cotidiano medíocre, ela se vinga no vinho da missa e no amor por um jovem indiano, dono do armazém onde se deitam, entre lentilhas. Seu relato, como é regra em Bennett, que surgiu na mesma virada dos anos 50 e 60 como comediante, escorre humor em meio à resignação.

Aqui, cumpriu temporada junto com outros monólogos dirigidos por Eduardo Tolentino no teatro Eva Herz. No papel, que é objeto de desejo de muita atriz, brilhou Clara Carvalho.

Embora a comparação seja injusta e até impossível, pois Maggie Smith, como se diz, "criou" a personagem, a atriz brasileira se saiu muito bem, no que a minha lembrança permite relacionar. Foi a interpretação mais nuançada que vi, de Clara.

Escrito por Nelson de Sá às 17h52

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A Inveja dos Anjos

Dramaturgia Maurício Arruda Mendonça e Paulo de Moraes


Direção Paulo de Moraes


Cenografia Paulo de Moraes e Carla Berri


Figurinos Rita Murtinho


Iluminacão Maneco Quinderé


Atores Marcelo Guerra, Patrícia Selonk,

Ricardo Martins, Simone Mazzer, Simone

Vianna, Thales Coutinho e Verônica Rocha


Produção Armazém Companhia de Teatro


Teatro SESC Anchieta - SP

Sextas e Sábados 21h Domingos 19h

Escrito por Lenise Pinheiro às 13h42

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Lenise PinheiroO blog Cacilda é coordenado por Nelson de Sá, articulista da Folha, e pela repórter-fotográfica Lenise Pinheiro.

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