Cacilda
 

A Loucadora de Vídeo

Texto e Direção Antonio Rocco


Atores Lulu Pavarin, Luciana Caruso e Ivan Capúa

Iluminação Marcos Loureiro


N.Ex.T. - Núcleo Experimental de Teatro - SP


Sextas e Sábados 21h30 Domingos 19h30

Escrito por Lenise Pinheiro às 18h31

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Manter em local seco e arejado

Criadores [ph2]: estado de teatro


Iluminação Luana Gouveia


Atores Daniel Mazzarolo, Julia Moretti, Luiz Paulo Pimentel,

Maria Emilia Faganello, Paola Lopes e Rodrigo Batista







Cenário Hémon Vieira



Figurinos Bárbara Wada


SESC Paulista - SP

Quartas e quintas 20h

Escrito por Lenise Pinheiro às 11h43

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Solilóquios

Na fila para comprar um ingresso para o teatro Eva Herz, na ótima sessão das 14h30 de domingo, chegou José Possi Neto. Gosto dele desde que trabalhamos em "As Boas", ambos em esforço solidário para evitar que os conflitos inviabilizassem a montagem. (No fim inviabilizaram, mas só depois de um mês em cartaz.)

Conversamos sobre tantos monólogos na cidade. Ele culpa o governo e conta como seu trabalho foi impossibilitado durante meses, ano passado, por procrastinações em Brasília. Eu não vejo assim. Acho em grande parte um resultado de contingências de produção, com tantas pequenas, mínimas salas espalhadas por São Paulo.

Quando a plateia passa dos cem lugares, como no teatro da Livraria Cultura, é o próprio palco que limita. Muitos outros motivos podem ser especulados, do acanhamento dos artistas à eventual ganância. O certo é que estou há semanas num entra-e-sai de solilóquios.

Sobre o "Doido" de Elias Andreato, um Steven Berkoff entre nós, de quem já vi os estrondosos "Van Gogh" e "Oscar Wilde", os relatos já corriam antes da estreia em Curitiba e agora em São Paulo. Afinal, são textos sobre o teatro, representados por um ator consagrado por atores, hoje quase uma efígie para o palco paulistano das últimas décadas.

E está tudo lá, nas passagens de Tchecov ou Shakespeare, muito "Hamlet". No público, domingo, estavam outros atores, diretores, produtores. Ele foi chamado de volta várias vezes, no final. Da minha parte, respeito, mas meu envolvimento era maior com Van Gogh, Wilde.

Desta vez, cenário, figurino, cenas parecem todos caminhar em sentidos diversos. Mas o que faltou do ator "berkoffiano" dos monólogos anteriores resultou também, agora, na revelação de sua singeleza, na representação sem proteção, aberta, verdadeira celebração do teatro.

Não consigo dizer o mesmo de Fernanda Montenegro em "Viver sem Tempos Mortos", edição de Simone de Beauvoir que se estende além da conta em detalhes de alcova de Jean-Paul Sartre. E aquém, no pensamento de sua própria personagem.

No caso, os problemas já começaram por ela declarar antes, ao Lucas Neves, que faz o teatro possível. Desde então, só escuto questionamentos à grande atriz, por todo lado. Não é verdade, não para ela. Nem é preciso recorrer ao levantamento da revista Bacantes para ver que um monólogo não é seu teatro possível.

Perto dos 80, é uma recusa de si mesma aos outros artistas, jovens atores, como aqueles que Paulo Autran não se cansava de reunir, em clássicos. Sendo o teatro um ofício, ela poderia transmitir por exemplo, como me descreveu certa vez, que a criação só começa nas horas avançadas do ensaio, quando a exaustão leva à entrega.

Por falar em Autran, havia também desnudamento maior, pessoal, em seus personagens das últimas décadas. Fernanda Montenegro, agora, soa distante do papel, parece antes proteger-se em Simone de Beauvoir, suas palavras, seu comportamento. Em "Dona Doida", seu monólogo anterior, parecia existir mais dela mesma naquela máscara.

Preciso reconhecer, como aconteceu com Elias Andreato, que a percepção da plateia foi muito diferente da minha, aplaudindo sem fim.

A minha divergência com outros espectadores de tantos monólogos só foi mudar no terceiro em sequência, "Calendário da Pedra", na sala Funarte da alameda Nothmann. No salão de espera, antes de começar, um jovem ironizava o Teatro Essencial de Denise Stoklos, toda a teorização que, em outros tempos, também me aborrecia.

Não penso mais assim. Aliás, minha própria reação diante do espetáculo, que estreou uns oito anos atrás e que havia visto neste intervalo de tempo, mudou muito. Agora me identifico com o humor, com o dia-a-dia repetitivo e que enxerga o melhor da existência nos detalhes mais patéticos. Que brinca com a prisão que é sua própria mímica.

Stoklos, raciocino agora, é tão engraçada como um melhor exemplar de "stand up", ainda que deitada em sua pedra. Faz as mesmas observações cortantes do cotidiano, do indivíduo, das notícias que nos seguram por instantes e desaparecem no calendário.

No fim, palmas entusiasmadas de todos. E seu agradecimento me pareceu especialmente emocionado e sincero.

PS - Para registro, ao meu lado, uma pré-adolescente passou a apresentação toda com os olhos pregados em Denise, mas os dedos colados no celular ligado e mudo. Escrevia. Depois até sofreu repreensão de uma produtora, se ouvi bem, por interferir nas transmissões do equipamento. Até agora estou tentando entender o significado de coisa, para mim, tão inusitada.

Escrito por Nelson de Sá às 02h39

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A Alma Imoral

Texto Nilton Bonder

Supervisão Amir Haddad

Adaptação e Interpretação Clarice Niskier

Iluminação Aurélio de Simoni

Teatro Eva Herz - Livraria Cultura - SP

Segundas e terças às 21h

Escrito por Lenise Pinheiro às 09h37

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Gardênia

Texto Ana Roxo

Livremente inspirado "O Amor em Tempos de Cólera" de Gabriel

Garcia Marquez

Direção Marat Descartes

Atores Cybele Jácome e Luís Marmora

Cenário e Iluminação Cristina Souto

Figurinos Simone Mina

Tecnicos Operadores Ciro Godoy e Jordana Dolores

SESC Consolação - Sala Beta_ SP

Segundas, tercas e quartas às 21h

 

Escrito por Lenise Pinheiro às 11h31

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Lenise PinheiroO blog Cacilda é coordenado por Nelson de Sá, articulista da Folha, e pela repórter-fotográfica Lenise Pinheiro.

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