Cacilda
 

Drive-Thru Urgências

Texto Teatro Enlatado

Direção Kleber Montanheiro

Atriz Daniela Guê

Miniteatro - Cabine Externa - SP

Sexta e Sábados das 21h às 24h

Escrito por Lenise Pinheiro às 14h41

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Gotas ao Dia

Teatro Augusta - Sala Experimental - SP

Quartas e Quintas 21h

Escrito por Lenise Pinheiro às 15h35

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Justine

Texto e Direção: Rodolfo Garcia Vázquez
 
Atores: Andressa Cabral, Érika Forlim, Antônio Campos, Carolina Angrisani,


Marta Baião, Marcelo Tomás, Ruy Andrade, Danilo Amaral, Diogo Moura,


Eduardo Prado, Angrey Fiel, Gisa Gutervil, Henrique Mello, Luana Tanaka,


Luisa Valente, Mauro Persil, Robson Catalunha, Rodrigo Souza, Samira Lochter


e Tiago Martelli


Espaço dos Satyros 2 - SP

Terças e quartas 21h e sábados 23h59

Escrito por Lenise Pinheiro às 16h00

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Nova velha dramaturgia

Lucas Neves, incansável, fez uma lista de novos dramaturgos. Jô Bilac, Eduardo Ruiz, João Fábio Cabral, Marília Toledo, Leonardo Moreira.

Gabriela Mellão também fez. Grace Passô, Newton Moreno, Sérgio Roveri, Silvia Gomez, Paulo Santoro.

Lucas nota que um dos caminhos que percorrem é o das adaptações de romance ou inspiradas em biografias ou em arquétipos de outro autor _e pergunta: Não é mais possível ser completamente original?

Gabriela aponta autores nascidos ou projetados em concursos ou cursos e com leituras da realidade multifacetada.

Não tenho mais como acompanhar tantas apostas. Já fiz as minhas. Lembro de relacionar Patrícia Melo, Beatriz Azevedo, Léo Lama, Otavio Frias Filho, depois Dionísio Neto, Bosco Brasil, Marcelo Rubens Paiva.

Naqueles tempos idos, fiz também listas de velha e nova dramaturgia nos Estados Unidos e na Europa. Albee, Pinter, Botho Strauss, John Osborne, Arthur Miller, todos que retornavam depois de anos de peças curtas ou de silêncio diante do diretor.

Lá como cá, todos deviam a Tony Kushner, que abriu caminho para Howard Korder, Jim Cartwright, Klaus Pohl, Brad Fraser, até bater em Mark Ravenhill e SK.

Alguns vingaram, outros ainda não. Outros foram fabricar salsicha em televisão ou Hollywood. E eu perdi a capacidade de acreditar em movimento ou coisa semelhante.

Acredito ainda na expressão em teatro do espírito do tempo. Kushner foi assim com "Angels in America". Ravenhill, com "Shopping and Fucking". Luís Alberto de Abreu, com "O Livro de Jó". Talvez ocorra de novo.

Da lista de Lucas, ainda não pude ver muita coisa, mas Lavínia Pannunzio, que conheci atriz nos primeiros textos de Bosco para teatro, curiosamente já na praça Roosevelt, chamou a atenção para "Chorávamos Terra Ontem à Noite", de Eduardo Ruiz.

Com dois atores muito jovens mas seguros, a peça é um retrato sombrio do reencontro de dois irmãos, que fizeram opções divergentes em relação um ao outro e em relação à mãe, agora morta.

Ruiz não teme arriscar o drama e o realiza com conhecimento, sem escorregar para melodrama ou pieguice. As personagens se revelam aos poucos, bem desenhadas, em meio aos choques. Lembrou os dois perdidos de Plínio Marcos.

O que fica mais é sua atmosfera, proporcionada pelo autor e explorada por um lado de Lavínia que eu desconhecia, de encenadora.

Não está em lista nenhuma, até por ser quase um veterano do teatro, como ator, mas Otávio Martins tem outra pegada em seu texto, se não me engano, de estreia.

Ele bem que poderia estar em alguma lista, por idade e sobretudo por marcar uma face sarcástica deste teatro, afinal, multifacedo.

A peça foi anunciada como um retrato de geração, na política das últimas três décadas. Foi em grande parte o que me levou até à pequena sala do Sesc Pinheiros. É a minha geração.

"Mediano" é frustrante, visto assim. Aquele período foi da esperança ao desalento, pouco a pouco, ao menos no que eu pude viver. E Otávio ou sua geração parece ter conhecido tão-somente o desalento.

É no fim da peça, quando a política é tomada pela corrupção, estabelecida como a própria definição da democracia entre nós, que sua dramaturgia se dá melhor. É cortante, ecoa a trajetória brechtiana do ator hoje autor.

E permite a Marco Antônio Pâmio, sob direção de Naum Alves de Souza, sua melhor representação. A mais madura, inteligente. Já é o bastante.

Só para registro, para não deixar passar, fui ver neste início de ano por pura saudade uma nova montagem de "Uma Coisa Muito Louca", de Flavio de Souza, que frequentava as minhas e quase todas as velhas listas de nova dramaturgia.

Se chequei bem, foi sua peça derradeira, ele parou de escrever para o palco mais de dez anos atrás. Não é "Fica Comigo esta Noite", certamente, mas é engenhosa, com jogos cênicos que funcionam.

Mas novos e velhos dramaturgos são assim e não só por aqui. Eles desistem. Depois acabam voltando, parte deles, ao menos.

Escrito por Nelson de Sá às 01h43

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Doido

Monólogo cardio teatral de um ator com pegada

Rastros deixados no palco que não quero esquecer

Sonhos, razão e desejos

Alinhavos e costuras sem linha

Missa profana, aliança promíscua

Compromisso com a descompostura

Lampejos de autores memoráveis

Atuação marcante

Cara pálida. Nariz Vermelho.

Sangue no rego. Dedo em riste

Ouro de Tolo. Cajú e Raul

De prosa com os demônios

Para a classe teatral

O charme de Elias Andreato

Junta água no feijão

Entorna o caldo do teatro. Serve o Banquete.

Nesses dias de domingo

Receitas decantadas em prosa e verbo

Trouxe da TV o mistério do mordomo

Quando descobriu Quixote com a Andrea Maltarolli

Beleza pura

Chronos, Zeus e Hera acordados nas prateleiras

Alojados nas metáforas do terceiro sinal

Fiat Lux com Wagner Freire

Energia elétrica versus força humana

Saio sem fome mas com vontade de morder

Morder o Elias

No Teatro Eva Herz

Onde brilham pequenas esmeraldas

Edith Piaf e Edith Siqueira

E minha madrinha Edith Pinheiro

Pluft. Adeus!

Hamlet, Lampião, Maria Bonita, Suzie e Barbie

Cobertos de terra na mesa do Rossi

Do gotejar do Samovar

As diferenças entre 16 e 25

Levo comigo as chaves dessa encenação

Vou precisar voltar

Um autêntico ritual de partilha

O espólio do teatro

Noves fora

MERDA!

 

Escrito por Lenise Pinheiro às 10h03

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Sonho de um homem ridículo

Baseado no conto homônimo de Fiodor Dostoievski

Dramaturgia e Interpretação Celso Frateschi

Direção Roberto Lage

Cenário e Figurino Sylvia Moreira

Iluminação Wagner Freire

Operação de Luz Andre Araujo

Teatro Ágora - SP

Sextas e Sábados 21h Domingos 19h

Escrito por Lenise Pinheiro às 10h02

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Lenise PinheiroO blog Cacilda é coordenado por Nelson de Sá, articulista da Folha, e pela repórter-fotográfica Lenise Pinheiro.

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