Cacilda
 

AUTOPEÇAS - Projeto da Cia. dos Atores

Esta propriedade está condenada

Texto Tennessee Williams

Direção Cristina Moura, Susana Ribeiro e

Renato Linhares

Atores Susana Ribeiro e Renato Linhares

Teatro Paiol - Curitiba

Mostra Oficial

Escrito por Lenise Pinheiro às 12h06

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Apropriação

Texto a partir da obra de Harold Pinter

Direção Bel Garcia

Atores Thierry Tremouroux e Leonardo Netto

Teatro Paiol - Curitiba

Mostra Oficial

Escrito por Lenise Pinheiro às 12h02

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Bate Man

Texto e Direção Gerald Thomas

Ator Marcelo Olinto

Teatro Paiol - Curitiba

Mostra Oficial

Escrito por Lenise Pinheiro às 12h00

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Talvez

Texto Álamo Facó

Direção César Augusto

Ator Álamo Facó

Teatro Paiol - Curitiba

Mostra Oficial

Escrito por Lenise Pinheiro às 11h58

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Galharufas 12

Paulo Biscaia no detalhe Nehle Franke

Eu sou diretor, então minhas histórias com galharufas são parcas,
mas se pensar bem o diretor de teatro nada mais é do que um
galharufeiro. 
De cara a única coisa que me lembro é de quando eu fiz assistência
de direção para o Gerald no Nowhere Man. Durante os ensaios, eu
ficava dando o ponto e o Dama sempre engasgava em uma frase:
"eu prefiro morrer de inanição ...". e o restante da frase eu dava
o ponto : "... E com pregos cravados nas minhas costas..."

No começo eu dava o ponto dizendo a palavra "prego" ,
mas um dia resolvi fazer um gesto ridículo. Fiz uma mímica apontando
meus indicadores para as costas. Ele pegou esse gesto e transformou
isso em uma deliciosa marca grotesca. 

Pra mim isso foi maravilhoso porque é uma galharufa de mão dupla.
Eu galharufei ele e ele me galharufava em todas as apresentações. 
em tempo: sobre susperstições e rituais.
antes de começar cada apresentação a gente na Vigor Mortis tem um
ritual: junta as mãos como um time de vôlei (em sentido anti horário e
tem que ser num ritmo legal) e a cada mão que se junta ao monte se
grita " Thunder... thunder..." e ao  final "Thundercats Ho!!! "
Entrar em cena sem fazer isso é garantia de insegurança...
...mas nunca deixamos de fazer isso.  

Fátima Ortiz

GAlharufas?
A palavra me leva para 1972 quando comecei a

circular pelas coxias do Teatro Guaira. Lembro de

corre-corre dos novos para achá-las e não recebi

nenhuma nem passei pra frente o ritual.

Acho que na época  era praticado sem cuidados ,

achei confuso.

Depois disso nunca mais ouvi falarr nas tais.

Juro que não saberia dizer direito do que se trata.

Mandiga nossa de cada dia é a imprescíndivel merda.

Não me lembro de nenhuma vez ter liberado a platéia

sem convocá-la.


Também aplaudimos depois da Merda que é para chamar

os deuses do teatro e eles sempre aparecem para nos

proteger

Escrito por Lenise Pinheiro às 11h56

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Camile Claudel

Direção Carlos Eduardo Veríssimo Placa

Com a Cia Casa 3 de Artes

Teatro Londrina - Curitiba

Escrito por Lenise Pinheiro às 12h22

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Galharufas 11

Eu tenho vários níveis de Galharufas, a galharufa geral dos  grupos

que participo,  Cia Senhas e Antropofocus, e os meus.

A Cia Senhas tem um ritual que antes de começar o espetaculo todos

os atores e técnicos fazem uma roda com um copinho de vinho, se olham

nos olhos, fazem um brinde, jogam um pouco pro santo e no final sempre

sai um grito de Boa Viagem!

No Antropofocus antes de começar também fazemos uma roda colocamos
as mãos uma sobre a outra, como um time que vai começar o jogo, e claro, 
temos um grito de guerra. Depois quando acaba o espetáculo também
fazemos a mesma roda com o mesmo grito, para encerrar o jogo.
As minhas galharufas são bem simples, antes de entrar em cena, 
na maioria das vezes peço proteção esfregando as mãos e fazendo
um circulo em volta do corpo.Também sinto muita vontade de fazer xixi,
pois sei que no mínimo de uma hora eu não vou poder ir ao banheiro,
então fico indo de 5 em 5 minutos, as vezes me irrita.
Para mim,os rituais dos grupos são mais importante do que os meus,
se a gente deixa de fazer, sempre fica aquela sensação de estar faltando
alguma coisa para iniciar o espetáculo, acho que todos os integrantes
sentem isso,  é como se esses rituais disessem : 
Estamos todos juntos no jogo. 
Por isso evitamos deixar de fazer
Anne Sibele Celli

 

Escrito por Lenise Pinheiro às 11h56

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Galharufas 10

Como todo atriz em início de carreira, também fui vítima das tais

galharufas!

Me recordo quando estava estagiando no Teatro Guaira, da mesma história

que é de praxe, de ter ido atrás da chave da boca de cena! Mas melhor

ainda, um colega meu foi buscar uma arara ( de roupas!) no zoológico!

Acredito ser uma brincadeira saudável que acaba enriquecendo o

convívio dos artistas envolvidos no espetáculo, criando assim uma maior

cumplicidade entre nós, que acaba sendo percebida em cena.

Recebí minhas Galharufas dos técnicos do Teatro Guaira quando era

estagiária! Tive minha “vingança saudável” quando repassava o trote

para os novos estagiários!

Infelizmente, acredito que essa tradição caiu no esquecimento.

Mas isso não impede que coisas engraçadas deixem de acontecer em cena.

Me recordo certa vez, quando encenava o espetáculo “O Marido

Confundido” de Moliére, que em minha cena final quando minha

personagem fingia que se matava com uma faca, na boca de cena,

desce  da platéia uma senhora enlouquecida e começa a me

chacoalhar em pleno palco, gritando:

“Não se mate, não se mate!!”. (risos)

Mandingas faço várias...! Eu sempre chego muito tempo antes do

horário combinado, checo mais de três vezes todos os acessórios

que irei utilizar em cena, faço meu ritual de rezas e  entro no palco

sempre com o pé direito!

Giovana de Liz

Escrito por Lenise Pinheiro às 02h15

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O homem que salvou a cabra ou Silvya não foi pro brejo

Max Leean

Diretor de Produção responsável pelo "record" em tempo de montagem de cenário e iluminação na 18a. Edição do Festival de Curitiba

Escrito por Lenise Pinheiro às 11h34

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Galharufas 9

Eu fiz curso superior de teatro (nos idos de 1990), pra me tornar atriz. Mas na verdade cresci profissionalmente no meio técnico, entre os iluminadores. Aqui em Curitiba, claro, à sombra do nosso grande Beto Bruel, que além de excelente profissional é um arqueólogo da cultura teatral curitibana. Recebi um apadrinhamento do Beto Bruel, meio informalmente, como é sua característica.
Tive a honra também de cruzar muito cedo meu caminho com Jorginho de Carvalho, este dinossauro das tradições. Deles ouvi muitas histórias e herdei algumas superstições, estas bobagens que a gente nunca conta pra ninguém. Mas acho que ninguém mais lembra dessas tradições, porque ninguém tem mais grandes mestres, as pessoas hoje se formam sozinhas, em muitos cursos rápidos. Não existe mais aquele aprendizado de artesão.
 
Minhas supertições
Sempre gosto de agradecer ao palco, em silêncio, quando ele já está vazio, após a última apresentação da temporada. Faço uma reverência, ou gasto um tempo num olhar mais demorado. E sempre, sempre que passo pelo palco do Guairão e ele está vazio, faço questão de parar lá uns segundos e observar aquela imensa platéia cheia de expectativa, de lugares que nos esperam.
Nadja Naira

Escrito por Lenise Pinheiro às 11h27

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Galharufas 8

Eu comecei muito cedo. Aos 15 já tava em cena, fazendo teatro na escola. Com 17 já estava na escola de teatro e atuava profissionalmente. E com 18 tive convite para atuar com o Marcelo Marchioro. Marcelo é um dos grandes diretores de Curitiba e que nos anos 90 formou a maioria dos nossos grandes atores. Eu tive a sorte de começar com ele, que foi quem me ensinou a falar em cena. E tive a sorte também de namorar na mesma época o Carlos Manuel, filósofo e diretor (que também foi assistente do Marchioro por muito tempo) que me levou pra morar na França e me ensinou, literalmente, tudo o que sei sobre teatro até hoje. Ele que me pôs no "bom caminho"; me fez ter boa formação e me levou pra ver tudo o que tinha de melhor no mundo. Não foi pouca coisa. Hoje mora na Alemanha (há mais de 10 anos) e se tornou um grande diretor.
Além desses, trabalhei muito com Regina Vogue e Isidoro Diniz, que também considero meus padrinhos de profissão em Curitiba. Em outra esfera tenho como padrinho na profissão de Produtora e Programadora o Janjão (João Carlos Couto), que conheci em Paris e com quem trabalhei no Teatro Alfa em SP.
Acho que pude exercitar essa passagem de conhecimento só agora, na companhia brasileira de teatro, onde encontrei ressonância e compartilhamento das ideias que faço sobre o exercício do teatro. A tradição dos grandes mestres, diretores, já não se vê mais como
antigamente (salvo raras exceções)... as parcerias já não duram mais como antes... assim como os casamentos.
Acho que, pelo fato de eu não ter expectativas com relação a ser atriz (isso é só mais uma coisa que faço relacionada ao teatro; eu sobretudo produzo, escrevo, dirijo e traduzo), eu sinto que desenvolvi uma ligação de igual pra igual com o momento de estar em cena, entre a cena e eu.
Este momento não me assusta (e raramente fico nervosa), ele é apenas mais um dos momentos de um longo caminho (claro, com o detalhe do prazer da presença do publico). Mas o fato de não mitificar este momento acho que me ajudou até mesmo a ser uma atriz melhor. E, como fiz dele um momento igual aos outros, aqui não cabem mais ritos. O Rito pra mim é o "trabalho nosso de cada dia". Eu rezo todos os dias e trabalho muito.
Giovana Soar

Recebi. Demorei pra lembrar, mas posso dizer que recebi.

A minha memória sobre isso talvez seja inventada, como quando você conta coisas sobre a infância.  

É como se você passasse a fazer parte de uma grande família.

A família do teatro.

O objeto eu ganhei da Sabrina Rosa, uma atriz de Curitiba que vive atualmente em Madrid. Mas considero que ganhei também as galharufas em forma de palavras de alguns mestres que cruzaram meu caminho no teatro.

O objeto se perdeu, era de papel, frágil, durou pouco. As palavras passo para os meus inestimáveis atores e companheiros de todo o dia.

Acho que o ritual vem caindo no esquecimento, mas talvez esteja na consciência sobre o que herdamos dos maravilhosos artistas que vieram
antes de nós.
 
Sempre que entro num teatro pra montar uma peça, pego o primeiro objeto pequeno que encontro no chão e guardo comigo. Tenho uma coleção enorme de pregos, parafusos, pedaços de fio e coisas afins.

Ficar sozinho no palco ou no cenário andando de um lado pro outro, continuamente.

Isso me ajuda a pensar e a me sentir em casa.

Marcio Abreu

Escrito por Lenise Pinheiro às 11h23

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Delicadas embalagens

Direção Sueli Cristina dos Santos Araújo

Cia. Senhas de Teatro

Figurinos Amábilis de Jesus

Solar do Rosário - Curitiba

Fringe

Escrito por Lenise Pinheiro às 11h21

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Fala comigo como a chuva

Texto Tennessee Williams

Direção Cynthia Paulino

Atores Samira Ávila e Luiz Arthur

Teatro Cleon Jacques - Curitiba

Fringe

Escrito por Lenise Pinheiro às 19h51

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D graça... mas tem que pagar/Árvores abatidas ou Para Luis Melo

Jaime Lerner renasceu, para mim ao menos, neste 18º festival de Curitiba, pelas mãos agradecidas de Leandro Knopfholz. O prefeito que transformou a cidade até então provinciana em experiência para o mundo foi também padrinho da primeira edição.

Ele fala com evidente orgulho do festival, um dos legados daquela renascença de duas, três décadas atrás.

Era brizolista então, o que se manteve por mais alguns anos, mas antes interessado em encenar uma outra Curitiba. Seu ofício é o urbanismo, ainda que a relação com o teatro vá além do apadrinhamento de 91. Uma de suas filhas está em cartaz este ano.

Lerner não é mais prefeito, atravessou uma gestão triste como governador, mas reaparece com nova instalação urbana, exposta no próprio festival. O nome é "rua portátil" e recria barracas de camelôs em cor vermelha e desenho delicado, que se montam e desmontam na frente dos teatros.

Mas decaiu o espírito da cidade. Curitiba agora faz lembrar São Paulo. A imagem que se leva dela _eu escrevo a caminho de São Paulo_ é do trânsito, das pessoas apressadas, do mau humor.

Por mais que Leandro faça para resgatar, inclusive reencenando Jaime Lerner, parece ser outra cidade, hoje. Dois exemplos são dois espetáculos do Fringe _que hoje é, antes de mais nada, curitibano.

Os comediantes da cidade foram pontas-de-lança da febre que se tornou força primordial do festival, a partir do Risorama, e depois tomou São Paulo e Rio. Obra de Leandro, inspirada por Edimburgo.

Mas o tempo passou e um talento local, Katiuscia Canoro, retorna agora explorando, dois anos após a revelação no mesmo Fringe, o que virou uma personagem popularesca de televisão, Lady Kate. Em cena, as referências são voltadas à televisão.

Não faltam nem bordões, "tô pagano", "dinheiro eu tenho, só me falta-me o gramour", essas coisas.

"D graça... mas tem que pagar" surgiu por aqui como um besteirol no teatro Lala Schneider. Reúne quadros que remetem a "stand up", números de cortina, de duplas, criados por Katiuscia e pela também curitibana Fabiula Nascimento, ambas de exuberante talento.

Mas o esgarçamento transforma agora o que era teatro em subproduto de "Zorra Total" e não, como foi na verdade, o contrário. Resulta até, aqui e ali, em reafirmação de preconceito, como o programa.

Outro exemplo, mais assustador, é "Árvores abatidas ou para Luis Melo". Em que pesem os múltiplos talentos da atriz Rosana Stavis, que celebra seus 20 anos de teatro curitibano também com uma opereta, a partir desta quinta, e em que pese o original de Thomas Bernhard, a peça resulta um ataque grosseiro.

Nada de "roman à clef". Enxertam-se nomes canhestramente no original, usando a qualidade de um dos maiores escritores europeus para atingir esta ou aquela personalidade local. A apresentação consegue ser engraçada, por conta de atriz e autor, mas os enxertos estragam até a graça.

Para quem vem de fora, mais parecem rancores, mau humor, mesquinharia seletiva.

A isso chegou a autofagia no teatro de Curitiba, espelho da cidade. Que não é mais de Jaime Lerner, embora ele, como Leandro Knopfholz, se apresente disposto ao resgate.

Escrito por Nelson de Sá às 15h09

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Galharufas 7

Claudete Pereira Jorge

A primeira vez que ouvi falar em galharufa foi com o ator paranaense

Sansores França. Na época fiquei curiosíssima para saber o que era a

tal da galharufa. Sansores me dizia que para ser uma verdadeira atriz

eu deveria receber uma galharufa, o que me deixou de cabelo em pé,

pois não tinha idéia do que era. A partir de um determinado ponto da

minha carreira, ele disse que eu já tinha adquirido a dita cuja.

Fui saber o que era, de fato, quando recebi uma galharufa de verdade

do diretor Ademar Guerra, na peça Colônia Cecília, montada pelo TCP.

Ele, num certo momento dos ensaios, tirou todo o texto da minha

personagem para ver o que eu faria em cena. Ele me dizia

 “vamos ver o que você é capaz de fazer sem esta sua voz”.

Recebi ainda uma outra do diretor Marcelo Marchioro, quando tirei a

rótula do lugar durante um espetáculo e tive que colocá-la de volta

no mesmo instante para continuá-lo e, de fato, fui até o fim da peça.  


Galharufa é um ritual de passagem de “você achar que é uma

atriz”, para “ser de fato uma atriz”. Você ganha uma galharufa

sempre que você se supera. Quando num instante decisivo,

você realmente “atua".

Às vezes a galharufa é encarada como um trote.

Certa vez, o Alexandre França fez uma série de leituras dramáticas

com textos seus. Inventei uma história de que um deles seria lido

na língua do P.

Minha filha Helena Portela ajudou com a galharufa, ensaiando o texto

na língua do P sempre que o França aparecia aqui em casa. Ele caiu

direitinho. Só foi descobrir na hora da apresentação que tudo se

passava de uma grande brincadeira.

Sempre levo o meu São Jorge e o meu Santo Expedito para o camarim.

Chego bem cedo ao teatro para me tranquilizar.

Brinco com o elenco, com o pessoal da técnica. Faço uma oração,

fumo um cigarro e entro em cena. 

Teatro da Caixa Cultural - Curitiba

Fringe

Escrito por Lenise Pinheiro às 01h35

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Galharufas 6

Vc recebeu as Galharufas? Como pode definir esse ritual de passagem?

R: Sim. Sacanagem pura dos amigos, minha formação é do teatro de pavilhão,

logo que comecei a trabalhar... aprontaram, eu tinha que trocar de figurino

ato seguinte, qdo cheguei no camarim estava toda amarrada e cheia de nós,

comecei a chorar.

 

 R: Outra situação foi numa apresentação da Paixão de Cristo, que na apoteose

da ressurreição de Cristo levantou um painel que fazia parte do cenário e sem

querer os contra-regras levaram a peruca do Cristo enrolada no cenário, enfim, a

tragédia virou comédia.

Outra situação aconteceu no teatro Regina Vogue, íamos estrear O Menino

Maluquinho quando um dos atores recebeu uma caixinha preta com fita roxa da

ex-namorada, o elenco ficou todo assustado, não deixei que tocassem, pensei

que fosse uma bomba ou um feitiço, assim que o ator chegou eu o chamei e

comuniquei da caixa preta e disse não abra porque é coisa ruim, eu estou toda

arrepiada, ele começou a rir e disse que era um costume deles.

De quem ganhou as Galharufas? E para quem passou?

R: Dos colegas do teatro de pavilhão –minha formação teatral.

Eu não passei adiante... ainda.

Acha que essa tradição caiu no esquecimento?

R: Acho que não, não é muito comum mas acontece, existem ainda os adeptos.

Tem alguma mandinga? Conserva algum ritual teatral?

R: Purifico o teatro com incenso e coloco sal atrás das portas

Regina Vogue

atriz e diretora teatral

Curitiba

Escrito por Lenise Pinheiro às 01h18

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Lenise PinheiroO blog Cacilda é coordenado por Nelson de Sá, articulista da Folha, e pela repórter-fotográfica Lenise Pinheiro.

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