Cacilda
 

Los juegos provechosos/Aranha marrom não usa Roberto Carlos

Avançando pela madrugada de sábado, foi hora de ver a mostra Novos Repertórios, que há muitos festivais vem servindo de referência para selecionar alguma coisa, na cacofonia de produções de Curitiba que tomaram a programação.

Desde uma revolta da classe teatral curitibana, anos atrás, o evento se abriu um pouco além da conta aos espetáculos locais, muitos deles amadores ou estudantis, que ocuparam grande parte do Fringe. Muita coisa boa vem saindo de Curitiba nas últimas décadas, mas está quase impossível distinguir, deste jeito, agora.

Novos Repertórios, que me parecia uma saída, frustrou um pouco desta vez, nas duas peças que foi possível.

"Los juegos provechosos", da Cia. Silenciosa, apresentada às 21h30 no calçadão de grande movimento em que se transformou a Boca Maldita, foi muito engraçada, uma "performance sexy" com loiras oxigenadas em intervenções como prostitutas ou lavando carro com os próprios corpos. Uma delas, bastante gorda e alcançando uma mistura inteligente de humor e sensualidade.

Também o loiro oxigenado Henrique Saidel, misto de "performer" e diretor, certamente o coração da ironia rasgante que a companhia faz com a cultura pop e, neste espetáculo, com a pornografia e até com o comércio evangélico.

Uma última loira, no momento exemplar do amadurecimento do grupo paranaense, desce sete andares carregando uma boneca inflável, que enfim joga sobre o público, e bradando contra o "relativismo". Arrisca para além do que devia a própria vida, mas mostra que o jogo da Cia. Silenciosa não é mera provocação inconsequente, como aparentava no anterior "Jesus vem de Hannover".

O problema, para mim ao menos, está no fato de que o mesmo grupo já vem da edição anterior, o que indica, por maior que seja o crescimento de Saidel como artista, uma certa acomodação dos Novos Repertórios.

Neste sentido, "Aranha marrom não usa Roberto Carlos", que começou depois da meia-noite na mesma mostra, na universidade federal, é novidade maior. São três jovens "intérpretes criadores", Emanuelle Sotoski, Lígia Oliveira e Rúbia Romani, que formam com outras atrizes a Cia. Acruel, inusitadamente pós-feminista.

A juventude transparece na criação dos diálogos e solilóquios confessionais ou, melhor, na falta de uma edição mais cruel dos mesmos. Achados significativos, em interpretação, encenação e até no texto, se perdem em meio a frivolidades.

Mas é o próprio retrato do Fringe, creio eu. É preciso uma paciência extrema até chegar a um pequeno prazer, um relance do futuro. "Aranha marrom" tem isso em várias cenas. E tem Roberto Carlos.

Escrito por Nelson de Sá às 12h55

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A inveja dos anjos

Armazém Companhia de Teatro

Dramaturgia Maurício Arruda Mendonça e Paulo de Moraes

Direção Paulo de Moraes

Elenco Marcelo Guerra, Patrícia Selonk, Ricardo Martins ,

Simone Mazzer, Simone Vianna, Thales Coutinho e Verônica Rocha

Cenografia Carla Berri e Paulo de Moraes

Iluminação Maneco Quinderé

Figurinos Rita Murtinho

Teatro da Reitoria - Curitiba

Mostra Oficial

 

Escrito por Lenise Pinheiro às 12h50

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As ruas de Bagdá ou Aranha marron NÃO USA Roberto Carlos

Criação e Interpretação

Emanuelle Sotoski

Lígia Oliveira e

Rubia Romani

Iluminação Beto Bruel

TEUNI - Curitiba

Fringe

Escrito por Lenise Pinheiro às 12h39

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Galharufas 5

Estava eu fazendo minha primeira peça profissional com

Paulo Autram, que veio fazer A Vida de Galileu, de Brecht,

no Teatro de Comédia do Paraná, em 1990, no papel de um

menino, aprendiz de Galileu, quando o Paulo me diz, no meio

da cena, nossa que peitinho tem esse menino, e eu me matei

de rir, é claro que ele adorava te desconcertar, mas adorei essa

brincadeira no meio de toda aquela seriedade que era a peça.

E ficou uma lição dessa convivência com Paulo, que acima de tudo,

no fazer teatral, você tem que se divertir, e viva Paulo Autram.

Agora tem outra que aconteceu com Damaceno (Diretor Teatral).

Mandaram ele buscar a chave para abrir a boca de cena e lá foi ele

buscá-la, ou então, recentemente, a Regina Vogue mandou um

contra-regra novo pegar a arara, e ele ficou horas procurando um

pássaro!


Eu sempre faço um ritual de proteção antes de entrar em cena,

seja no teatro ou no show, é um signo de proteção e poder que

minha guru Zankara me ensinou, mas não posso revelar qual é,

também bato três vezes no chão do palco e peço aos meus guias

 que me protejam, haja proteção!


Rosana Stavis

Escrito por Lenise Pinheiro às 12h03

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Amêsa

Estou com pouco tempo em Curitiba. Desci do avião e corri para o largo da Ordem, Sala Londrina, ontem no fim da tarde. Espetáculo baiano para texto angolano, eu tinha que ver.

Não conhecia nada de José Mena Abrantes, mas na forma em que foi adaptado e encenado por Suelma Costa ele foi uma viagem.

O palco tem uma mesa, "Amêsa" é o nome da peça e também do objeto-quase-personagem, e flores espalhadas pelo entorno. A iluminação marcada e a música ritmada e sempre presente fazem o resto. E a atriz Heloisa Jorge brilha.

Ela é linda e dança, desdobra seu corpo ao redor, em cima e embaixo da mesa, vestido vermelho, enquanto dispara versos sobre como, tão bonita, precisa ter cuidado, "se não vão te meter em magia". Daí salta para "a criança morreu", no nascimento, "vida não-vivida".

É bem mais sensual e triste do que eu consigo descrever. Seu corpo, de cócoras, de ponta-cabeça, remete para imagens de natureza e mulher.

Da paixão ela vai para a morte da criança e desta parte para a revolta contra o "verdugo" de olhos verdes.

Firme, resoluta, busca deixar "o eu que então eu era" para "o nós que havia no meu eu". E é então que tira o pano negro que prendia seu cabelo e ele se abre, gigantesco e exuberante como o de Nelson Triunfo.

Mas Heloisa Jorge é o Anti-Nelson Triunfo. De Pernambuco, ele partiu do maracatu para o break de São Paulo, é industrial, moderno.

Heloisa parte da Bahia e volta no tempo, cruza o oceano até a Mina que Abrantes ajudou a tirar da colonização européia. A revolta da personagem, no final, é espelho da revolta política, que é africana e que tem suas raízes, deste lado, na Bahia.

Enfim, eu viajei na apresentação. A última é hoje, também às 21h.

Escrito por Nelson de Sá às 11h21

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Cabaços no Fringe

Curitiba

Escrito por Lenise Pinheiro às 11h59

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Cabaços no Fringe 2

Curitiba

Escrito por Lenise Pinheiro às 11h46

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Galharufas 4

Até fiquei um pouco complexado porque nunca recebi as Galharufas! Será que é porque eu fiz uma escola clássica e constituí o meu grupo lá dentro e nunca trabalhei com veteranos quando estava começando a fazer teatro? Sim, porque era bem comum. Mas também porque eu acho que sempre fui metido a chefão do meu grupo e ninguém
arriscou-se a pregar-me uma peça. E claro, fico mais complexado ainda porque nunca passei pra frente o que nunca recebi. Mas gosto de dar uns trotes.
Hoje mesmo, tomando café da tarde com uma atriz, amiga minha, a Martina Gallarza, falei naturalmente, enquanto mastigava pão com presunto e queijo, que ela não ia mais fazer nosso próximo espetáculo, "Kafka - Escrever é um sono mais profundo do que a morte", porque o produtor resolveu substituí-la pela Letícia Sabatella. Ela estanhou os olhos e eu, tomando um gole de café com leite, rebati mais naturalmente ainda: "Mas ele não te falou? Pra mim ele disse que tinha falado. Mas não é pessoal. É uma questão de ampliar horizontes." Ainda falamos sobre o assunto durante uns 10 minutos e depois que ela estava decepcionadíssima eu desmenti, rindo, claro! Mas diretor é meio sádico.
Veteranos de um modo geral tendem a bancar os engraçadinhos com os novos. Só que os novos andam tão espertos que nem sei se cairiam assim tão fácil. Ver para crer. Tem um ator bem jovem fazendo "O Evangelho Segundo São Mateus", que estamos ensaiando para fazer no Festival a partir do final da semana, chamado Guilherme Almeida. Amanhã, no ensaio à tarde, vou tentar passar-lhe as Garalhufas só pra ver se ele cai. Uma experiência. Depois conto.
Agora seguindo o e-mail. Se eu tenho ritual? Sim. Mas é puramente emocional, quase melodramático. Sempre, sempre, sempre... antes de entrar em cena eu peço
que meus pais (que já faleceram) me acompanhem, ajudando o filho a não pisar na bola. Às vezes eles não ouvem e eu faço umas merdas, mas só às vezes.
Beijo.
Edson Bueno

Escrito por Lenise Pinheiro às 11h42

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Galharufas 3

Lembro de minha primeira Galharufa. Eu fazia parte do elenco de apoio de uma adaptação de OTELO do grupo universitário Tanahora da PUC-PR. Eu tinha pouquíssimas falas. O espetáculo começava com cinco soldados, cada um com um jornal na mão. Todos diziam em jogral a palavra “Morto!” e “Morta!”. Pois bem, enquanto estava compenetrado para entrar em cena, nervoso com o começo de tudo, os outros atores atrás de mim sussurravam no meu ouvido “Merda!”, repetidamente, e ao começar a cena eu me policiava para não dizer “Merda!” ao invés de “Morta!”.

Outra. No espetáculo Cãocoisa e a Coisa Homem, primeiro espetáculo do ACT - Ateliê de Criação Teatral, havia uma cena linda no final onde eu fazia um filhote de lobo que morria nos braços de seu dono em plena nevasca. Nesta época eu tinha um piercing no mamilo esquerdo. E o grande Luis Melo, que fazia o dono do filhote morto, falava brilhantemente seu texto, comovia todos da platéia enquanto apertava discretamente o meu piercing. Ninguém percebia, mas eu me segurava para permanecer “morto”...

Como ritual, gosto de ficar alguns minutos sozinho, esvaziando a cabeça e respirando. Depois abraçar os colegas e fazer um brinde com Xiboquinha. (*)

(*) Xiboquinha é uma espécie de cachaça curtida com canela, bem popular.

O meu último projeto (HENFIL JÁ!) começou com um brinde de Xiboquinha num momento em que estávamos todos desiludidos, mas com esperança... Não desistimos, o espetáculo nasceu, e desde então brindamos o nosso ofício com Xiboquinha... rs André Coelho

Comemoro, em 2009, 35 anos de teatro profissional e 55 de vida.
Eu lembro que, até uns 20 e poucos anos atrás, ainda havia essa tradição de se falar, ao menos, em galharufa. Acredito que isso se perdeu muito por aqui.
Quando converso sobre isso com atores mais novos, sinto que estou sendo anacrônico, velho, passado, etc. e tal.
Eu, sempre que entro em cena, faço o sinal da cruz e bato três vezes na madeira do palco.
Já tive o costume de pedir "ajudinha" a Dionísio, Mnemósine (deusa da memória) e a Thalia e Melpomene (as musas do teatro, representadas pelas máscaras da tragédia e da comédia).
Hoje em dia, conservo apenas o sinal e as três batidinhas.
Chico Nogueira

Escrito por Lenise Pinheiro às 11h05

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Álbum de Família - Salvador - Bahia

Texto Nelson Rodrigues

Direção Paulo Henrique Alcântara

Grupo Monotauro

Teatro Regina Vogue - Curitiba

Fringe

Escrito por Lenise Pinheiro às 08h46

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Ascensão e Queda da Cidade de Mahagonny - Campinas - São Paulo

Texto Bertolt Brecht

Direção Marcelo Ramos Lazzaratto

Companhia de Teatro Acidental

Teatro José Maria Santos - Curitiba

Fringe

Escrito por Lenise Pinheiro às 08h43

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Galharufas 2 - Enéas Lour

Lembro muito bem da "pegadinha" da galarufa quando comecei

minha carreira lá no Teatro Guaíra.

Na verdade era uma variação dela : Os "maquinistas"

(carpinteiros) lá do Guaíra pediam aos cenógrafos

novatos, como eu na época, que fossem buscar no

almoxarifado a "chave-da-boca-de-cena" e o

funcionário do almoxarife, sabendo do trote, dava

para a pessoa uma caixa cheia de pesos para que

ela levasse até o palco.


Acho saudável esse tipo de "ritual" que trazia um

contato amigável entre os novatos e os técnicos

mais experientes. Infelizmente, hoje não acontece

mais. Quanto a "mandingas" ou "rituais"teatrais,

não tenho nenhum(a).


Conheci dois diretores (Oraci Gemba e

Roberto Menghini) que não permitiam que ninguém

assoviasse dentro do teatro e muito menos no dia

da estreia, porque isso dava azar para a peça!



Enéas Lour - Diretor de Teatro

Curitiba

Escrito por Lenise Pinheiro às 08h29

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Galharufas - Aniversário de 2 anos do Cacilda Blog de Teatro

Hoje Edição de Aniversário  

Todos os teatros se encontram no Cacilda Blog de Teatro.

Criado em parceria com o Nelson de Sá.

Olhares de nós dois. Na net.

Ciscos. Picos de teatro na veia.

Mais de mil comentários, respondidos!
 
Desde 2007. O Nelson vê por escrito!
 
Enquanto isso...
Atores que atravessam a quarta parede das salas de teatro de Curitiba.
Galharufas = xiste desenvolvido no ambiente teatral, a título de trote para os novatos.
Em alguns casos a Galharufas é um presente.
Sei de atores que ganharam estojos de maquiagem, uma carta de baralho,
um anel ou mesma uma provocação.
E eu que já sou galharufada aproveito para contar como foi a minha experiência.
Ganhei um chiclete mastigado em cena aberta, depois de um beijo, 
durante o intervalo da peça.
Já passei adiante a experiência com menos apelo.
Dei de presente um pregador de roupas, para o ator Eliseu Paranhos,
um detalhe para melhorar a gola do figurino, no ensaio para as fotos.
 
18ª Edição do Festival (de Teatro) de Curitiba
A primeira convidada, Atriz Pagú Leal
Galharufas é um termo que eu ouvi pela primeira vez da boca do
Mário Shoemberger e, coincidentemente, foi ele que me aplicou
- se é que se aplica, dá ou concede uma. Em 2000 nós fazíamos
um espetáculo juntos, “Trecentina - A Verdadeira Descoberta”. 
Dessa vez a dupla Scaramucho e Arlecchino, respectivamente
Mario Shoemberger e Enéas Lour, descobria o Brasil antes
mesmo de Cabral. Essa era a quarta aventura da dupla, que a
cada ano juntava um elenco de comediantes e ocupava o mini
Guaíra à meia-noite. Autores, produtores e atores das “trecentinas”,
eles eram impagáveis nas quatro edições dessa comédia sobre os
costumes curitibanos. Eu fazia uma das Calmarias, sereia engraçada
toda vestida de azul. Pois na minha primeira aparição os dois param
a peça e cantam juntos “Pagu, Pagu, quantas pregas tem o teu...
...vestido azul”. Difícil retomar o texto.
"Uma, inocente, que às vezes aplico nos iniciantes é contar que há
uma tradição no teatro infalível: bater o pé três vezes antes de entrar e
pedir Vem Dionísio. Certa feita olhei pra outra coxia e lá estava o ator,
em sua estréia no teatro, sapateando e pedindo por Dionísio." Diz ela.
A Atriz Pagú Leal se apresenta durante o Festival no Fringe com texto de sua
autoria. Melan & Colia.
Sala Londrina - Curitiba

Escrito por Lenise Pinheiro às 09h32

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Os festivais e a crise

Vai começar mais um festival de Curitiba e, para variar, só se fala do "line-up" de peças comerciais, com elenco de novela etc.

Acho cada vez menos aceitável a justificativa de que é para agradar ao público da cidade, classe média tão característica que a propaganda brasileira testa lá seus lançamentos.

Quase duas décadas depois do nascimento do festival, ou Curitiba se livra da pecha ou sua mostra de teatro vai acabar cedendo seu lugar de proeminência aos concorrentes nacionais _que já não são fracos e cujo maior defeito sempre foi a resistência ao modelo aberto e democrático do "fringe", desenvolvido em Edimburgo e Avignon.

A própria classe média brasileira, como mensurada por institutos de pesquisa e estudos publicitários, não é mais a mesma, hoje. E o festival de Curitiba, ao menos no formato oficial que sustenta, começa a soar como um anacronismo.

Mas eu nunca me animei muito mesmo com a mostra "oficial", fosse ela norteada comercial ou institucionalmente, pelos grupos de sempre, com as pesquisas formais de sempre.

Prefiro a franja, o "fringe" em que se mistura a produção de todo lado do país. Até porque considero o teatro a franja de toda comunidade, brotando nos "baixos" _como agora, na São Paulo do Baixo Augusta.

E estão aí, acho eu, os problemas de verdade, aqueles que ameaçam os festivais maiores e abertos de Curitiba, Avignon, Edimburgo. A realidade bate à porta, sobretudo lá, mas também aqui, um pouco.

A crise que começou financeira e americana vai derrubando patrocínios que permitiram décadas de produção cultural e vai, por outro lado, exacerbando problemas crônicos de gestão das "franjas".

Se Avignon chegou a ter toda uma edição suspensa por greve, para grande frustração do Valmir Santos, que foi até lá, agora é Edimburgo que se avizinha de coisa semelhante, em sua administração.

Já chegou perto no ano passado, quando a venda de ingressos entrou em colapso, a ponto de causar tumultos em muitas salas. A resposta para este ano foi profissionalizar a gestão, criar o cargo de "chief executive", recém-preenchido, e buscar patrocinadores comerciais de porte.

Em suma, tornar o festival um negócio _o que só fez ampliar a reação dos produtores independentes, inclusive das quatro salas principais, Assembly Rooms, Pleasence e outras, com dezenas de espetáculos todo ano e que ameaçam há tempos criar organização paralela.

Para piorar as coisas, veio a crise e os temores no início deste ano eram de que o festival precisaria apelar por fundos estatais de emergência, de até R$ 2 milhões, para garantir a edição.

Diante de ameaças tamanhas, como se vê, soa relativamente contornável a perda do dinheiro da Petrobras, que respondia por apenas um quinto dos recursos do festival de Curitiba.

Escrito por Nelson de Sá às 15h20

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A Alma Boa de Setsuan - Agradecimentos

Texto Bertolt Brecht

Direção Marco Antonio Braz

Elenco levanta platéia lotada em Curitiba.

Teatro Guaíra - Curitiba

Dom 19h

Escrito por Lenise Pinheiro às 23h46

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Lenise PinheiroO blog Cacilda é coordenado por Nelson de Sá, articulista da Folha, e pela repórter-fotográfica Lenise Pinheiro.

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