Cacilda
 

O Teatro está na Moda

Atriz Iara Jamra

Figurino Lino Villaventura

Direção de Arte Bete Coelho

Teatro Oficina 2000

Escrito por Lenise Pinheiro às 19h25

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NU de mim mesmo

Criação Cia Teatro Autônomo


Direção e Roteiro Jefferson Miranda


Atores Adriano Garib, Fabio Dultra, Julia Lund,

Miwa Yanagizawa e Otto Jr


Concepção, direção de arte, dispositivo cenográfico

e figurinos Flavio Graff e Jefferson Miranda



Musica Original Felipe Storino

Iluminação Renato Machado

Idéias e Afetos Cia Teatro Autônomo

Sesc Paulista - SP

Sextas a Domingos às 19h30

Escrito por Lenise Pinheiro às 08h27

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Entre o Céu e a Terra - Experimento Videocênico

Contos de Machado de Assis

Direção e Dramaturgia Sérgio de Carvalho

Cenografia Bruno Anselmo

Iluminação Melissa Guimarães





Direção Musical Martin Eikmeier


Atores Ana Cristina Petta, Carlos Escher,

Helena Albergaria, Maurício Braz, Ney Piacentini,

Rodrigo Bolzan





Teatro Coletivo - SP

Hoje 21h

Escrito por Lenise Pinheiro às 09h31

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Hollywood e o teatro

Coisa mais estranha Hugh Jackman apresentar o Oscar. Ele não é comediante, como é regra desde Bob Hope. Até pelo contrário, é alvo de comediantes. É ator de musicais, fez um célebre "Oklahoma!" no West End e já venceu e até apresentou o Tony, o prêmio da Broadway.

E vai apresentar agora a cerimônia num teatro remodelado por seu próprio arquiteto original, David Rockwell, aliás, também cenógrafo da Broadway, com o propósito declarado de remeter ao vaudeville, a Ziegfeld Follies.

Prenuncia-se assim um Oscar dos menos cínicos, característica do humor das cerimônias nas últimas décadas, e dos mais teatrais. Mas não é o espetáculo que vem sendo preparado para a transmissão de domingo que me impressiona, desta vez.

Hollywood parece ter se entregue ao teatro da Londres de uma, duas décadas atrás, quando eu frequentava o West End e as suas salas com patrocínio público.

O diretor Stephen Daldry, um dos heróis do palco inglês, diretor-artístico do Royal Court que lançou uma geração de dramaturgos, a começar de Sarah Kane, volta com "The Reader", candidato a melhor filme e direção.

É um dos que já vi e tem ecos evidentes daquele teatro, mais até na direção do que no texto do dramaturgo David Hare, formalmente sempre conservador.
 
Uma cena em especial, da nazista de Kate Winslet se emocionando com o canto de jovens cristãos em uma igreja, é bem característica daquele teatro "raw", cru, que Daldry advogava. De modo geral, o que não falta em "Reader" é ambiguidade, com situações de extremo conflito interno dos personagens.

Também o diretor Sam Mendes, que moldou em parte meu gosto teatral com um "Jardim das Cerejeiras" que redescobriu o humor popular em Anton Tchecov, está na lista com "Revolutionary Road" (Foi Apenas um Sonho).

Ele se estabeleceu com apenas 24 anos em pleno West End, com seu "Jardim", e depois atravessou os anos 90 como diretor-artístico do Donmar Warehouse, curiosamente em concorrência direta com o Royal Court de Daldry.

Winslet, sua mulher, está ainda mais exuberante como intérprete em "Road". Mas o drama familiar de subúrbio americano, retratado no filme, não chega a ser um salto para o diretor de "American Beauty" (Beleza Americana).

Ainda não assisti, mas um terceiro diretor teatral inglês, aliás, também diretor-artístico do Royal Court, só que nos anos 80, é dado como favorito para filme e direção, Danny Boile, de "Slumdog Millionaire". No teatro, foi marcado por encenações de Edward Bond e Howard Barker, modelos da geração de Sarah Kane.

E seu filme de maior impacto até hoje foi "Trainspotting", inspirado em uma montagem _e no romance original_ que marcou época no mesmo Royal Court, em meio às estréias de SK, Mark Ravenhill, Martin McDonagh.
 
Por falar em McDonagh, também ele está no Oscar com "In Bruges", candidato a melhor roteiro em sua estréia como diretor também. E a lista continua, com Mike Leigh, atores.
 
É um pouco frustrante, mas era previsível, ver como aquele teatro "raw", aquele teatro "in-yer-face", na sua cara, acabou virando establishment global, absorvido quase integralmente por Hollywood.

Escrito por Nelson de Sá às 13h53

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Memória da Cana 2

Texto Inspirado em "Álbum de Família" de Nelson Rodrigues e "Casa Grande e Senzala" de Gilberto Freyre

Direção e Roteiro Newton Moreno

Atores  Kátia Daher, Luciana Lyra, Carlos Ataíde e Paulo de Pontes

Sede Cia Fofos em Cena - SP

Em Breve

Escrito por Lenise Pinheiro às 09h56

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Memória da Cana

Newton Moreno e Os Fofos Encenam remetem, de fato, a Nelson Rodrigues. Newton, autor e desta vez mais para diretor, e o elenco inteiro também se encontram desenraizados, com a memória da cana-de-açúcar, mas já distantes dela.

"Memória da Cana", nome dado à obra em progresso que o grupo vem criando publicamente a partir do "Álbum de Família", até amanhã no Itaucultural, traz um conforto de esperança, para Nelson renascer além dos limites em que está fechado, hoje.

Ele surgiu popular, entre a comédia e o melodrama, mas também já multifacetado, ambicionando ao longe a tragédia moderna de Eugene O'Neill.

Depois de sua morte, veio o crítico do "Teatro Completo", Sábato Magaldi, e o identificou aqui e ali como mítico, à moda de Jung. Veio o diretor Antunes Filho e o revelou universal e desenraizado, não mais carioca e certamente não pernambucano. Veio o biógrafo Ruy Castro e elevou seu jornalismo à altura de sua dramaturgia. Mais recentemente, o editor Caco Coelho completou o serviço com o folhetinista, o cronista etc.

Diante de tantos Nelsons, alguns enriquecedores, outros redutores, sempre me esforcei em reencontrar o primeiro, o original, que imaginava inspirado na Zona Norte do Rio, na testemunha ocular do subúrbio, de sua família imediata na Aldeia Campista dos "três apitos".

Daí, imaginava eu, a comédia popular, ainda que ele vá muito além dela, à maneira de O'Neill ou, em paralelo talvez mais adequado, Anton Tchecov. Mas vem agora Newton Moreno e vislumbra mais: a "memória da cana" em Nelson Rodrigues e sua família quase toda pernambucana.

Os quatro citados, ao reapresentarem o dramaturgo após sua morte, retrataram mais de si mesmos do que do grande autor, propriamente. Aliás, é qualidade de todo artista maior retornar como um espelho em outros tempos, reviver em outros artistas, dissolver-se na humanidade.

Newton é um dos mais talentosos e ricos dentre os dramaturgos contemporâneos, nascidos de companhias mais ou menos estáveis, principalmente a partir da Lei do Fomento.

Ele e os Fofos se aproximam de Nelson sem qualquer resguardo ou reverência. São generosos com ele, querem conhecer mais dele e levar outros a conhecer mais. Daí a obra em progresso, como se o público fizesse também parte da busca ao tesouro rodriguiano.

Um dos guias ocultos da jornada seria Gilberto Freyre, pernambucano como Nelson e Newton e fonte de espetáculo anterior dos Fofos, mas que se manteve mais enraizado por lá _e se orgulhava dos elogios que o dramaturgo lançava em sua direção.

Para o espectador, é como se o autor de "Casa-Grande & Senzala" encaminhasse toda a mise-en-scène em construção, nos quartos da casa grande, na mesa imensa, como estrela a guiar o diretor e adaptador e seus atores, que reescrevem nos corpos um Nelson Rodrigues que só eles e Gilberto Freyre conheciam.

Escrito por Nelson de Sá às 17h15

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Prêt-à-Porter - Coletânea 2

Textos: Centro de Pesquisa Teatral do Sesc

Coordenação Geral: Antunes Filho

Movimento 1 - Estrela da Manhã

Atores: Emerson Danesi e Kaio Pezzutti

Movimento 2 - Bibelô de Estrada

Atores: Emerson Danesi e Marília Simões

Movimento 3 - Poente do Sol Nascente

Atores Emerson Danesi e Susan Damasceno

No programa da peça: Gilberto Freyre

"Acredito que nunca ficarei completamente maduro nem nas idéias,

nem no estilo, mas sempre verde, incompleto e experimental".

Espaço CPT/SESC - SP

Sábados 18h30

 

Escrito por Lenise Pinheiro às 12h03

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Cachorro - Reestreia

Texto Jô Bilac

Direção Vinicius Arneiro

Atores Carolina Pismel, Felipe Abib

e Paulo Verlings

Caixa Cultural Sé - SP

Quintas a Sábados 19h30 Domingos 18h

Escrito por Lenise Pinheiro às 10h26

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Amigo é coisa pra se guardar...

...no lado esquerdo da plateia!!!

O precioso apoio do Jader Rocha!!! Fotógrafo!!!

Aluno da oficina, na primeira edição do Festival de Curitiba, há 18 anos.

Meu muito obrigada e um beijo para a Tania Araújo.

Escrito por Lenise Pinheiro às 21h34

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Instruções para Lavar Roupa Suja

Texto Pagu Leal

Direção Silvia Monteiro

Elenco Pagu Leal e Flavio Streit

Cenário Cleverson de Oliveira

Iluminação Waldo Léon

Teatro Guaíra - Miniauditório Glauco Flores de Sá Brito - Curitiba

Quartas a Sábados 21h Domingos 20h

Escrito por Lenise Pinheiro às 21h20

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Tieta do Agreste

É o oposto extremo do teatro musical do Abril, poucas quadras abaixo, na Brigadeiro Luís Antônio. A direção musical de Pedro Paulo Bogosian é solta, não constrange, não limita _e dá a deixa para que todo o espetáculo se desenhe assim.

Trata-se de "Tieta do Agreste", no teatro Brigadeiro. Nem sempre atinge o mais bem-sucedido dos resultados, como na coreografia, que só dá as caras quando as poucas bailarinas de fato estão em cena, sem coro. E ainda assim ergue quadros memoráveis, caso do bordel em São Paulo.

Até cenas de canto, em menor número do que se espera num musical, podem escorregar nos limites de voz. Mas pouco importa, não com Pedro Paulo, ao vivo, em uma extensão do palco, com seu sorriso aberto para a ação diante dele, sem se deixar obcecar e desviar pelo detalhe.

Devo ter feito parte de um de seus primeiros laboratórios musicais, muito jovem, três décadas atrás, os dois na mesma classe de teatro. Ele criou e dirigiu. Lembro pouco, mas tenho claro que Pedro Paulo já era assim, sereno e de olhar carinhoso. E criativo.

Acompanhei muito da peça pelo seu olhar, estava perto da banda. Alegrava-se com a comédia de Neusa Romano e Maria do Carmo Soares e se admirava de reações da platéia, obviamente envolvida pela apresentação, em passagens ao que parece inusitadas.

O público é atração em si mesmo. É também o oposto do Abril, mais popular, com respostas espontâneas e quase impertinentes ao que ocorre no palco. Reage mais à nudez dos homens do que à das mulheres, aos gritos, como em auditório.

Inspirada em Jorge Amado, a peça não desperdiça as sugestões de sensualidade. Concentram-se em Tânia Alves, que faz a prostituta que retorna à cidade, mas não só. Não vi Emanuelle Araújo como Estela, mas Vyvian Albouquerque, no papel, pelo que indica o programa, foi delicada e envolvente.

Não posso dizer que tenha me empolgado pelos cenários decorativos ou pelos figurinos irregulares, mas as letras das canções, tão centrais no gênero, assinadas pela diretora Christina Trevisan e por Pedro Paulo, são inteligentes e tratam seu tema de forma nada ingênua.

É quase um musical cínico, apesar de toda a exaltação da lubricidade, tirada do escritor. Foi o que me fez sair do teatro pensando por que não se tem ainda um prêmio, ao menos como categoria separada, para o teatro musical. Não é por falta de produção ou de qualidade.

Escrito por Nelson de Sá às 02h26

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Hitchcock Blonde Reestreia

Texto Terry Johnson

Tradução e Direção Paulo Biscaia Filho

Atores Chico Nogueira, Edson Bueno, Marco Novak,

Michelle Pucci e Rafaella Marques


Realização Vigor Mortis

Teatro Nelson Rodrigues - RJ

Quintas, sextas, sábados e domingos às 20h

Escrito por Lenise Pinheiro às 13h43

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Complexo Sistema de Enfraquecimento da Sensibilidade

Texto e Direção Ruy Filho

Música Original Patrick Grant


Realização Antro-Exposto Cia de Teatro


Atores Diego Torraca, Guilherme Gorski,

Gabriela Rosas, Giuliana Rocha, Raianni Teichmann

e Tiago Torraca



Espaço dos Satyros 2 - SP

Quartas e Quintas às 22h30

Escrito por Lenise Pinheiro às 13h19

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A Alma Boa de Setsuan

Arnaldo Jabor estava lá, Hector Babenco também. Era, afinal de contas, um espetáculo com muitas indicações _ou já premiações, nunca sei_ para o Shell, em cartaz no teatro Renaissance, do opulento hotel de mesmo nome, nos Jardins.

Só achei ingresso na última fileira e já estava predisposto a não gostar, quando dei com o sorriso de Marco Antonio Braz, diretor que não larga sua peça, meses em cartaz, todos os dias lá. E era a mesma fisionomia de menino de uns 15 anos atrás, no Indac, nos primeiros passos com Nelson Rodrigues.

Nem Jabor nem Hector Babenco deixam de ser grandes artistas, de teatro inclusive, acordei logo do meu mau humor.

E por fim nem o Renaissance e os Jardins são majestosos ou coisa que o valha. Alguns minutos de apresentação, chovendo muito em São Paulo, e a luz caiu. No hotel, no bairro inteiro, por bem uns 20 minutos.

Era para estragar a noite, não fosse Ary França. O grande comediante já havia iniciado a peça em grande forma, desrespeitoso da quarta parede. Antes até, ao rodar em meio ao público no hall de entrada, já estava no comando.

Foi emocionante acompanhar, de longe, o momento em que encontrou José Rubens Chachá, também espectador naquela noite.

No início da apresentação, fazia recordar seu desempenho lendário no "Doente Imaginário", com rasgos de insanidade desestabilizando os esforços de diálogo de Maurício Marques, indefeso diante dele. Ary França falava já com o público, quando veio o blecaute.

Derrubou então o que ainda restava de resistência, dialogando com os espectadores também no escuro, sem diminuir a ironia, pelo contrário. De tempos em tempos, no ambiente iluminado por celulares e algumas velas no palco, ecoava sua voz para manter a atenção, não deixar qualquer reação negativa prosperar.

E ele marcou com alguém da platéia, com quem havia brincado antes do blecaute, para retomar quando voltasse a luz. E assim fez, retornou alguns versos antes, não sem antes representar o que seria sua incorporação do personagem, mas questionando tal idéia, de se deixar tomar, como ator.

Dali em diante, se alguém como eu ainda tinha alguma predisposição negativa, perdeu inteiramente. E foi possível apreciar abertamente a encenação de Braz, com grande e experiente elenco sobre cenário complexo, mas com mise-en-scène leve, clara, transparente de Brecht.

Pode ser que os percalços todos daquela noite, antes mesmo de começar o espetáculo, tenham me embevecido e cegado, mas cheguei ao fim com a sensação de que o Shell estava certo em suas tantas indicações ou premiações.

Mas preciso falar de Denise Fraga. Sempre me imaginei um dos seguidores da atriz, desde uma apresentação de terça ou quarta-feira no antigo teatro Jardel Filho, hoje Brigadeiro, do "Esperando Godot" dirigido por Moacir Chaves. Ela fazia Vladimir.

Como o vagabundo becketiano ou como a empregada doméstica de Marcos Caruso, no papel mais célebre, sempre havia honestidade e fascínio na sua representação cômica. O que se repete agora, como a prostituta e "alma boa de Setsuan", e ajuda a explicar a repercussão.

Mas era de esperar também alguma sensualidade e até tragicidade, tanto de Chen Tê como de Chui Ta _que expressam o altruísmo que é abusado e o egoísmo que garante a sobrevivência, na mesma personalidade que só consegue viver num regime de ganância destrutiva, como o capitalismo em crise de hoje, se dividida ao meio.

Escrito por Nelson de Sá às 02h13

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Réquiem

Texto Hanoch Levin


Direção Francisco Medeiros

Elenco André Blumenschein, Chico Carvalho,

Dinah Feldman, Fabrício Licursi, Felipe Schermann,

Fernanda Viacava e Priscilla Herrerias












Centro Cultural São Paulo - Sala Jardel Filho - SP

Terças, quartas e quintas às 21h

Escrito por Lenise Pinheiro às 20h10

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Lenise Pinheiro Blog de teatro com textos e fotografias de peças em cartaz ou por estrear. Montagens antigas, ensaios, indicações e vivências e experimentos. Eventuais visitas a salas de teatro, e suas respectivas companhias. Coberturas de Festivais de Teatro, apontamentos com novidades e curiosidades em torno do tema.

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