Cacilda
 

Hitchcock Blonde Reestreia

Texto Terry Johnson

Tradução e Direção Paulo Biscaia Filho

Atores Chico Nogueira, Edson Bueno, Marco Novak,

Michelle Pucci e Rafaella Marques


Realização Vigor Mortis

Teatro Nelson Rodrigues - RJ

Quintas, sextas, sábados e domingos às 20h

Escrito por Lenise Pinheiro às 13h43

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Complexo Sistema de Enfraquecimento da Sensibilidade

Texto e Direção Ruy Filho

Música Original Patrick Grant


Realização Antro-Exposto Cia de Teatro


Atores Diego Torraca, Guilherme Gorski,

Gabriela Rosas, Giuliana Rocha, Raianni Teichmann

e Tiago Torraca



Espaço dos Satyros 2 - SP

Quartas e Quintas às 22h30

Escrito por Lenise Pinheiro às 13h19

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A Alma Boa de Setsuan

Arnaldo Jabor estava lá, Hector Babenco também. Era, afinal de contas, um espetáculo com muitas indicações _ou já premiações, nunca sei_ para o Shell, em cartaz no teatro Renaissance, do opulento hotel de mesmo nome, nos Jardins.

Só achei ingresso na última fileira e já estava predisposto a não gostar, quando dei com o sorriso de Marco Antonio Braz, diretor que não larga sua peça, meses em cartaz, todos os dias lá. E era a mesma fisionomia de menino de uns 15 anos atrás, no Indac, nos primeiros passos com Nelson Rodrigues.

Nem Jabor nem Hector Babenco deixam de ser grandes artistas, de teatro inclusive, acordei logo do meu mau humor.

E por fim nem o Renaissance e os Jardins são majestosos ou coisa que o valha. Alguns minutos de apresentação, chovendo muito em São Paulo, e a luz caiu. No hotel, no bairro inteiro, por bem uns 20 minutos.

Era para estragar a noite, não fosse Ary França. O grande comediante já havia iniciado a peça em grande forma, desrespeitoso da quarta parede. Antes até, ao rodar em meio ao público no hall de entrada, já estava no comando.

Foi emocionante acompanhar, de longe, o momento em que encontrou José Rubens Chachá, também espectador naquela noite.

No início da apresentação, fazia recordar seu desempenho lendário no "Doente Imaginário", com rasgos de insanidade desestabilizando os esforços de diálogo de Maurício Marques, indefeso diante dele. Ary França falava já com o público, quando veio o blecaute.

Derrubou então o que ainda restava de resistência, dialogando com os espectadores também no escuro, sem diminuir a ironia, pelo contrário. De tempos em tempos, no ambiente iluminado por celulares e algumas velas no palco, ecoava sua voz para manter a atenção, não deixar qualquer reação negativa prosperar.

E ele marcou com alguém da platéia, com quem havia brincado antes do blecaute, para retomar quando voltasse a luz. E assim fez, retornou alguns versos antes, não sem antes representar o que seria sua incorporação do personagem, mas questionando tal idéia, de se deixar tomar, como ator.

Dali em diante, se alguém como eu ainda tinha alguma predisposição negativa, perdeu inteiramente. E foi possível apreciar abertamente a encenação de Braz, com grande e experiente elenco sobre cenário complexo, mas com mise-en-scène leve, clara, transparente de Brecht.

Pode ser que os percalços todos daquela noite, antes mesmo de começar o espetáculo, tenham me embevecido e cegado, mas cheguei ao fim com a sensação de que o Shell estava certo em suas tantas indicações ou premiações.

Mas preciso falar de Denise Fraga. Sempre me imaginei um dos seguidores da atriz, desde uma apresentação de terça ou quarta-feira no antigo teatro Jardel Filho, hoje Brigadeiro, do "Esperando Godot" dirigido por Moacir Chaves. Ela fazia Vladimir.

Como o vagabundo becketiano ou como a empregada doméstica de Marcos Caruso, no papel mais célebre, sempre havia honestidade e fascínio na sua representação cômica. O que se repete agora, como a prostituta e "alma boa de Setsuan", e ajuda a explicar a repercussão.

Mas era de esperar também alguma sensualidade e até tragicidade, tanto de Chen Tê como de Chui Ta _que expressam o altruísmo que é abusado e o egoísmo que garante a sobrevivência, na mesma personalidade que só consegue viver num regime de ganância destrutiva, como o capitalismo em crise de hoje, se dividida ao meio.

Escrito por Nelson de Sá às 02h13

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Réquiem

Texto Hanoch Levin


Direção Francisco Medeiros

Elenco André Blumenschein, Chico Carvalho,

Dinah Feldman, Fabrício Licursi, Felipe Schermann,

Fernanda Viacava e Priscilla Herrerias












Centro Cultural São Paulo - Sala Jardel Filho - SP

Terças, quartas e quintas às 21h

Escrito por Lenise Pinheiro às 20h10

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Lenise PinheiroO blog Cacilda é coordenado por Nelson de Sá, articulista da Folha, e pela repórter-fotográfica Lenise Pinheiro.

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