Cacilda
 

Os Saltimbancos

Direção Fezú Duarte

Elenco Bruna Guerin, Marcelo Diaz, Rosy Aragão, William Anderson,

Daniel Cabral, Juliana Romano, Laura Carolina e Willian Franklin

Cenários Kléber Montanheiro

Figurinos As Mariposas

Teatro Folha - SP

Sábados e Domingos às 16h

Escrito por Lenise Pinheiro às 12h32

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Uma coisa muito louca

Texto Flávio de Souza

Direção Roberto Lage

Atores Luiza Gottschalk e Bruno Gradim

Assistente de Direção Inês Aranha

Trilha Sonora Aline Meyer

Cenários e Figurinos Márcio Vinícius

Iluminação Kléber Montanheiro

Teatro Bibi Ferreira - SP

Sextas 21h30 Sábados 21h e Domingos 19h

 

 

Escrito por Lenise Pinheiro às 12h02

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Zoológico de Vidro - Estréia

Texto Tennessee Williams

Direção Ulysses Cruz

Elenco Cássia Kiss, Karen Coelho, Erom Cordeiro e

Kiko Mascarenhas


















Teatro Sesc Anchieta - SP

Sextas e Sábados às 21h Domingos 18h

 

Escrito por Lenise Pinheiro às 00h53

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Harold Pinter

Lembro de viajar de trem até Bath, aproveitar a tarde para conhecer o banho romano e entrar à noite no envelhecido, quase decadente, teatro real da cidade. As mesmas cadeiras apertadas, sem lugar para as pernas, de quando os ingleses eram bem menores.

Naquele velho teatro regional, em que até os figurinos pareciam carregados de pó, descobri que Harold Pinter não era nada do que eu pensava. Depois de ver muito coisa por aqui, acreditava que era um subproduto becketiano, que sacrifica o envolvimento pela forma.

Não, pela voz dele mesmo, no palco, não era. Ator por quase uma década antes de ser autor, correndo pelos teatros daquelas pequenas e bonitas cidades do interior inglês, ele era um bicho de teatro. E escrevia assim, também para fazer rir.

"As risadas são um fator constante no meu trabalho. Você não perceberia isso através dos nossos velhos e velhos e queridos amigos, a imprensa. Nenhuma risada, nem o sussurro de um sorriso acompanha as peças." ("Conversations with Pinter", Mel Gussow, 1994)

Naquele ano distante de 1995, depois de ver Sarah Kane ser devorada pela crítica londrina por "Blasted" como ele havia sido devorado quatro décadas antes por "The Birthday Party" (57), Harold Pinter foi interpretar o diretor de hospício de "The Hothouse", a peça que escreveu logo em seguida (58).

Imagino que o Boote de "Hothouse" seja sua vingança contra aqueles que quiseram calar sua boca, da mesma maneira como o Tinker de "Cleansed" foi obviamente a vingança de SK. Aliás, imagino que ela tenha desenhado Tinker e imaginado a própria peça sob inspiração de "Hothouse" e, mais precisamente, daquela remontagem com Pinter como Boote.

Mas divago, porque SK provoca essas coisas. O importante então, para mim, foi entender que Pinter não era o que costumavam fazer dele por aqui. Era acessível e sarcástico, não empostado e distante. Era principalmente engraçado.

Admiro bastante a encenação de "The Room" ou "O Quarto" que Roberto Alvim fez para a primeira peça (também 57) escrita pelo então jovem ator David Baron, nome que Pinter adotou no teatro de "repertório", regional; admiro o espaço teatral primoroso que Alvim ergueu com Juliana Galdino, em pleno "baixo Augusta", e que ficou ainda mais envolvente sob chuva; também a cena limpa, com as palavras cortando a escuridão.

Admiro a tensão do ambiente. Obviamente, trata-se de um diretor de criação, que compõe cenas e sensações como quem pinta uma tela.

Mas não tem jeito, ele desperdiça as oportunidades de humor, a começar da cena de abertura. Desperdiça a própria narrativa, que é tênue, mas é de Pinter. Não tivesse lido antes e eu não saberia o que se passa naquela uma hora de peça.

Em suma, não foi o Pinter que vislumbrei em pleno labor teatral do interior inglês, tão generoso com seu público, esforçando-se por fazê-lo rir; enfim, gente de teatro.

Em tempo, mesmo sem interlocução maior em cena, quase fechada em si mesma no palco, Juliana Galdino volta a mostrar seu grande poder. Está aí, mais uma qualidade também do encenador, dirigir atores, ele que poderia tão-somente perder o medo da narrativa e dos golpes de teatro.

Escrito por Nelson de Sá às 00h30

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Navalha na Carne - Reestreia

Texto Plínio Marcos

Direção Pedro Granato

Elenco: Paula Cohen, Gero Camilo e Gustavo Machado

Cetro Cultural São Paulo - SP

Terças, quartas e quintas às 21h

Escrito por Lenise Pinheiro às 10h03

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Lenise PinheiroO blog Cacilda é coordenado por Nelson de Sá, articulista da Folha, e pela repórter-fotográfica Lenise Pinheiro.

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