Saúde, Felicidades e Teatro para 2009!!!

Lenise Pinheiro e Nelson de Sá recomendam muito
entusiasmo em 2009!
MERDA!!!!!
Escrito por Lenise Pinheiro às 09h51
Harold Pinter
Volta ao Lar

Teatro da Universidade Católica SalaTucarena - SP
Ensaio realizado em Janeiro de 2007
Direção Alexandre Heinecke
Elenco Antônio Petrin, Ester Laccava, Eucir de Souza, Jorge Cerruti,
Gustavo Haddad e Renato Modesto.










Escrito por Lenise Pinheiro às 17h26
Maria Manoella e Martha Nowill
Rumo à Rússia!

Estudos e ensaios. Tchekhov e Stanislaviski




Tios Vânias, Helenas e Sônias desejam BOA VIAGEM!!!!
Escrito por Lenise Pinheiro às 08h57
Shakespeare: o mundo é um palco
Se tivesse de indicar um livro de teatro para presente, para quem ainda corre à livraria de algum shopping, o melhor do ano seria "Machado de Assis do Teatro", obra de João Roberto Faria que é, em si mesma, um presente para o teatro brasileiro, mais um, aliás.
E agora tem outro. Descobri há tempos que, em biblioteca teatral, o que vende por aqui é Shakespeare. Nem tanto as peças, que poucos lêem, traduzidas ou não, mas livros com especulações sobre sua obra e vida, da qual pouco se sabe e muito se escreve.
Seguem-se duas vertentes. De um lado, obras como "Shakespeare, Uma Vida", traduzida aqui, que fantasia sem freios sobre cada passagem da trajetória do dramaturgo. O outro caminho ergue alternativas aristocráticas para a autoria das peças.
"Shakespeare, the world as a stage" ou "o mundo é um palco", como preferiu a tradução de José Rubens Siqueira, busca reagir principalmente às primeiras, às fantasias que perfilam um William Shakespeare para além do que confirmam os registros históricos.
Com menos de 200 páginas contra as quase 600 de "Uma Vida", o autor Bill Bryson se orgulha de nada extrapolar, de limitar-se estritamente às provas coletadas até hoje e de ainda assim contar uma história envolvente, de Shakespeare e do teatro de seu mundo.
Assim é, de fato. Mas o que mais me envolveu em "o mundo como um palco" foi menos a narrativa central e mais uma outra, paralela, com uma espécie de história das próprias conjecturas sobre Shakespeare. Aquelas que se provaram, mas sobretudo aquelas que são plena imaginação.
O autor é bastante sarcástico, impiedoso até, mas é inevitável simpatizar com as teorias que ele vai listando, em torno dos "anos perdidos" da juventude shakespeariana, de sua sexualidade, formação, dos primeiros tempos em Londres etc.
Bryson relaciona e refuta grande parte delas e é esta, em parte ao menos, a motivação do livro, que é mais do que "uma biografia".
Nas últimas páginas, ele não se contém e atira também nas teorias que negam a Shakespeare a autoria, dizendo que elas envolvem "manipulações intelectuais e deturpações totais dos fatos". E cita mais uma série de provas documentais.
Porém na frase que fecha o volume, com ironia um pouco inconformada, Bill Bryson afirma que o autor de tamanho teatro foi "inquestionavelmente" William Shakespeare de Straford: "Quem quer que tenha sido ele."
Ele também, Bryson, parece não compreender que criação tão grandiosa possa ser de alguém como eu e você.
Escrito por Nelson de Sá às 19h13
Cypriano e Chan-ta-lan
Texto Luís Antônio Martinez Corrêa (foto) e Analu Prestes

Direção Marcelo Drummond
Elenco
Adriana Capparelli, Adriana Viegas, Adriano Salhab,
Anna Guilhermina, Anelie, Ariclenes, Camila Mota, Célia Nascimento,
Daniel Camilo, Débora, Fabiana Serroni, Fred Stefen, Geni Lira,
Guilherme Calzavara, Isabela Santana, Julianne Elting, Leticia Coura
Lucas Wegliski, Naomy Scholing, Ricardo Nash.
Coro Bexigão
Adailton Bruno Almeida, Ageboh Cyrille Didiane, Caio Rocha,
Carolina Coelho, Geni Lira, Isabela Santana, Ivan Cardoso,
Juscelino Wabes, Lara Lima, Leidiane Oliveira, Tiago M Jesus
Companhia Uzyna Uzona e Celso Sim













































Teat(r)o Oficina - SP
Hoje às 14h30
Escrito por Lenise Pinheiro às 10h16
Naomy Schölling
Bandida e Moçinha!








Teatro Oficina - SP
Hoje às 18h
Escrito por Lenise Pinheiro às 08h19
O Assalto
Texto José Vicente
Direção Marcelo Drummond
Atores Fransérgio Araújo e Haroldo Costa Ferrari






Espaço dos Satyros 1 - SP
Sexta e Sábado às 21h
Escrito por Lenise Pinheiro às 12h49
Mercadorias e Futuro 2
Acabei de assistir ao Lirinha, do Cordel do Fogo Encantado, em "Mercadorias e Futuro". Era a última chance de ver em São Paulo, avisou a Lenise. E era uma chance especial de fechar bem o ano no teatro.
Já sabia dele do Oficina, dos dois melhores "Sertões", e tinha visto o "Árido Movie". Mas a peça, que não pode ser chamada de monólogo, é algo especial, de fato.
Ele sai pelo palco a dialogar estranhamente com máquinas, de um carrinho de som com laptop e estranhos sintonizadores a pedais espalhados pelo chão, microfones e caixas; um amontoado de aparelhos que, imagino, são parte de seu cotidiano na música e reaparecem ali distorcidos, lembrando algum sonho infantil.
Também a dramaturgia é inusitada, ao que tudo indica uma colagem de heterônimos, a começar do narrador _e casada ainda a pedaços de gravações e sonoplastia que ele comanda diretamente do palco, bem como a luz, ao menos em parte.
De alguma maneira, não soa confuso nem distante aquele amontoado de supostas profecias/poesias recolhidas por um certo Lirovsky, parodiando Leminsky e dado por autor de um livro que ele está o tempo todo a vender _e que, descobre-se na saída, realmente existe e está à venda.
O microfone e outras partes da maquinaria da performance se conectam a seu próprio figurino e, com um sem fim de fios, parecem virar uma coisa só.
Também as gravações acionadas e sampleadas ou editadas pelo próprio ator em cena, ao vivo, ligam José Paes de Lira ao faz-de-conta de Lirovsky, a ponto de não se distinguir mais o que é meia mentira ou meia verdade.
Daí não se poder falar em monólogo, pois ele jamais está sozinho; mantém-se cercado e interagindo não apenas com suas máquinas e áudios e luzes, mas com os operadores e, mais diretamente, com a platéia.
Remete ostensivamente a um stand-up, não só pelo humor contínuo e auto-referente, ao menos na aparência, mas por ser uma conversa em primeira pessoa com a platéia, querendo dela reação, retorno.
Quando chega ao final e ele diz ser uma obra ainda em criação com os espectadores, já um ano depois de sua estréia no Sesc Pompéia, mas então sem o livro e sabe-se lá sem mais o quê, o ator e dramaturgo parece estar dizendo a verdade.
Ele criou ou lapidou mais um pouco sua performance, no início da noite, e vai levar agora para o Rio, para acrescentar ainda um pouco mais na temporada de janeiro no Oi Futuro.
Achei um texto revelador, inteligente, com passagens especialmente inventivas, mas as palavras não se diferenciam da encenação ou da interpretação, então nem sei vislumbrar como coisas apartadas _e nunca são mesmo, no teatro.
Imaginei ter percebido a leveza e o humor de Leandra Leal, que só conheço como atriz, na encenação que ela divide com o autor e ator.
PS - Mais do que as tantas passagens em que Lirinha trata da mercantilização da arte, questão que não me envolve como antes, uma cena e seu tema me assombraram _aquela em que ele revive a suposta abertura de uma apresentação de Roberto Carlos em sua cidade natal, com um golpe de teatro. É a consciência de espetáculo, brada Lirovsky.
A cena retomada é espetacular, de fato, mesmo com sua ironia mesclada a nostalgia, com "Lady Laura" em alto volume. Fez até lembrar algumas invenções cênicas do Oficina, como a decapitação de Cacilda.
Escrito por Nelson de Sá às 00h57
Mercadorias e Futuro
Texto e interpretação José Paes Lira

Direção Leandra Leal e José Paes Lira



















Espaço dos Satyros - SP
Hoje às 21h
Escrito por Lenise Pinheiro às 08h34
El dia que me quieras
Texto José Inácio Cabrujas

Direção Marco Antonio Rodrigues
Com o Grupo Folias


































Galpão do Folias - SP
Sábado 21h e Domingo 20h
Escrito por Lenise Pinheiro às 13h16
Rainha[(s)] - Duas atrizes em busca de um coração
Texto Schiller
Dramaturgia Isabel Teixeira, Georgette Fadel e Cibele Forjaz
Direção Cibele Forjaz
Atrizes Georgette Fadel






e Isabel Teixeira
Unidade Provisória Sesc Paulista - SP
Sextas, Sábados e Domingos 20h30
Escrito por Lenise Pinheiro às 10h18
50 ANOS da Ilustrada
O Cacilda Blog de Teatro comemora!!


Espetáculos
O caderno Rosa de Lory Lambe com Iara Jamra
Cacilda! com Leona Cavalli
Vida, névoa, nada com Bete Coelho
Apocalipse 1.11 com Mariana Lima
Fragmentos Troianos com Gabriela Flôres e Sabrina Greve
Da Gaivota com Fernanda Montenegro e Fernanda Torres
Salve Rainhas!

Escrito por Lenise Pinheiro às 13h14
Arrufos
Daquela primeira peça de seis anos atrás, no prédio da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo na rua Maranhão, para esta que encerra temporada na Vila Maria Zélia, no Brás, o que primeiro salta aos olhos é que o diretor e guia Luiz Fernando Marques não é mais nenhum menino.
Antes pedia, tímido e sem jeito, um estudante, mas já queria então dirigir também o público. Agora ordena e conduz firme, com uma frieza de quem sabe o que faz, seguro da beleza do que vai apresentar.
Da mesma forma, também as atrizes Janaína Leite, Juliana Sanches e Sara Antunes estão hoje muito distantes da insegurança que escondiam, pelo que me recordo, na demência de seus personagens em "Hysteria".
Antes eram virginais até quando queriam parecer devassas, agora são irônicas, inteligentes e de sensualidade sem desculpas. Juliana Sanches se revela grávida, a certa altura, mas nem assim menos arrojada em movimentos e improviso.
E "Arrufos" se mostra uma experiência ainda mais envolvente do que foi a primeira peça, que consagrou o grupo XIX de teatro, surgido, pelo que me contava então o Valmir Santos, debaixo das asas de Antonio Araújo, mas desde logo com caminho próprio.
A dramaturgia e toda a mise-en-scène parecem vir, não propriamente de criação coletiva, mas da colagem que atores e atrizes realizaram de palavras e imagens sobre o amor, como indica o livro de criação que o público é levado a conhecer, no final da apresentação.
Da mesma maneira, não se prendem mais ao século 19, ainda que permaneça o viés histórico. Não deixa de ser um alívio ver a companhia se livrar de uma amarra formal, ainda que mantenha outras, como a obsessão com casais e a recusa da solidão.
Também a música de Gustavo Kurlat, para quem só conhecia o primeiro e silencioso espetáculo, é uma prazerosa libertação. Como o prédio da Vila Maria Zélia ou os figurinos e objetos de cena, ela se integra graciosamente.
Dos atores, guardei especialmente a petulância da juventude de Rodolfo Sanches, mas estavam todos comandantes de suas ações. Das atrizes, não tem jeito, a beleza tão estranha de Janaína Leite, mistura de ironia com tristeza, é a imagem que mais retorna.
O impacto da Vila Maria Zélia é também especial. Já havia lido a peça que Paulo Emílio Salles Gomes escreveu e apresentou no presídio da velha fábrica, ali ao lado, em 1936. E sabia que a primeira vila operária da cidade havia nascido com a grande greve de 1917.
Mas o lugar é bem mais do que sua história, seu traçado de ruas ou seu casario decadente. As ruelas, quando cheguei, estavam cheias de crianças brincando, saídas das casas hoje modificadas, mas não menos familiares. Cadeiras na calçada, mães conversando, o crepúsculo.
Lembrei não apenas da cidade do interior onde cresci, mas dos meus primeiros anos em São Paulo, três décadas atrás, no Bexiga que ainda parecia tão familiar, uma feliz comunidade. Ainda é, mas em grau menor, sufocado pelo desejo paulistano de destruição.
De certa maneira, a residência do grupo XIX de teatro na Vila Maria Zélia me parece o ápice de um projeto de teatro que misturou o trabalho em grupo com a vivência na cidade, em sua arquitetura mais bela e abandonada. Que passou pelo fomento e foi abraçado, no caso, pela Petrobras.
Cheguei a pensar algum tempo atrás que tal projeto, não da companhia, mas de décadas do teatro paulistano, poderia terminar. Mas ele não depende de ninguém, nem de seus supostos donos. Foi o que vislumbrei melhor na peça de Luiz Fernando Marques.
Escrito por Nelson de Sá às 23h58
Noite de Reis - Leitura Dramática
Texto William Shakespeare
Direção Amir Haddad

Diretora Assistente Maria Thais
Elenco Dalton Vigh, Maurício Marques, Edgar Bustamante, Jairo Mattos,
Leopoldo Pacheco, Virgínia Buckowski, Alinne Moraes, Haylton Farias,
Luiz Aráujo, Eloy Nunes, Lucas Barbudiani e Pedro Schwaraz











Mosteiro de São Bento - Salão Monástico
Hoje às 19h
Escrito por Lenise Pinheiro às 09h20
Calígula
Texto Albert Camus

Direção Gabriel Villela
Cenários J.C.Serroni
Elenco Magaly Biff, Thiago Lacerda, Pascoal da Conceição,Rodrigo
Fregnan, Pedro Henrique Moutinho, Jorge Emil e Ando Camargo















Detalhes de uma sequência

Teatro Paulo Autran - Sesc Pinheiros - SP
Sextas e Sábados 21h30 Domingos 19h
Escrito por Lenise Pinheiro às 11h26
Depois de muitos Festivais
Cia Carona de Teatro - Blumenau - SC
Os Camaradas
Texto Alfredo Megna e Cia Carona de Teatro
Elenco Fábio Luís Hostert, James Beck, Paula Braun e
Arno Alcântara Jr. ...continua











Ensaio realizado em 2002
Escrito por Lenise Pinheiro às 14h11
Comprei um treisoitão e fui brincar com Deus
Texto e Direção Joeli Pimentel
Elenco Nelson Peres, Danielli Avila, Joeli Pimentel e Fabio Arruda


O Técnico de Iluminação Taiguara (acima)









Espaço dos Satyros 1 - SP
Quintas às 21h
Escrito por Lenise Pinheiro às 12h02
Orlando Furioso
Até o Sobrevento, a única imagem que eu guardava de "pupi", os desajeitados bonecos sicilianos, vinha da segunda parte de "O Poderoso Chefão" _quando o vilão don Fanucci vê uma apresentação na rua, comenta que é "muito violenta" e caminha pela festa católica até seu prédio, onde é assassinado por Vito Corleone ou Robert de Niro.
No dia em que fui ver "Orlando Furioso", encerrada a apresentação, o diretor, intérprete e manipulador Luiz André Cherubini não só convidou o público a conhecer e manipular ele mesmo os bonecos, mas explicou como funcionam e são feitos, um pouco de sua história, seus limites em relação aos bonecos modernos.
Foi uma breve aula prática, que fez com que me envolvesse no assunto, depois, até compreender que "Orlando Furioso" e os "pupi" são bem mais ligados do que parecia. Se juntei bem os pontos, a violência de Orlando e dos paladinos cristãos de Carlos Magno são a própria razão da rusticidade e dos movimentos bruscos dos bonecos sicilianos.
Mas não fui ao Centro Cultural pelos "pupi". Estava em outra fila, uma semana antes, quando vislumbrei na porta de entrada para o Sobrevento, também na fila, três monges. Vestiam batina preta, sandálias, um era mais gorducho, outro jovem. Estavam lá por Ariosto, pela Idade Média, a Igreja Católica, algo assim.
E eu vinha de assistir à "Mandrágora" de Maquiavel, pelo Tapa, no teatro de Wolf Maya. E era naquilo que queria continuar.
(Acabei vendo mesmo a outra peça do Centro Cultural, já havia comprado ingresso. Mas foi bem pouco estimulante, algo que selecionei por ser de algum lugar do Nordeste e se inspirar em Brecht. É o vício por diversidade, que já passou dos limites.)
Precisei esperar o outro fim de semana para encontrar Ariosto e sua crítica relativamente amena, se comparado a Maquiavel, à hipocrisia cristã. Mas ela está lá, no Orlando que rejeita covardemente seu grande amor para atender ao imperativo da fé cristã e do rei sacro, mas não suporta, deixa tudo e corre pelo mundo, até se ver "furioso", louco.
Além da paixão frustrada de Orlando e Angélica, que é também o coração do poema original, a encenação sublinha o conflito de cristãos e "sarracenos", aparentemente para criar pontes com o contemporâneo choque de civilizações, Iraque, Palestina etc. Mas nem era preciso carregar tanto.
Na própria história de amor, criada na Idade Média já a caminho da Reforma e da Contra-Reforma, está o questionamento de Ariosto não só às ordens do sacro império franco, mas a Deus e Roma _ainda que o poema tenha sido dedicado a um bispo, que pouco se deixou tocar.
O que mais permaneceu do espetáculo, por outro lado, foi a impressão deixada pelo rigor e pela riqueza do Sobrevento. Eu já devia saber que não tenho mais paciência para a diversidade em si _e que é a amplitude generosa de trabalhos como "Orlando Furioso" que mais instiga, que estimula a seguir novos ou até rever caminhos esquecidos.
Da música que dinamiza a cena ao cenário engenhoso de André Cortez, que ajuda a trazer para o presente o que poderia ser excessivamente respeitoso, até museológico, a peça vence as limitações eternas do porão do Centro Cultural _e ultimamente a falta de funcionários, o abandono das salas etc. É um espetáculo nada nada século 16, como o poema, ou 19, como seus bonecos.
Também importante, para tanto, é que Sandra Vargas, o próprio Luiz André, Maurício Santana e Anderson Gangla preenchem com veia cômica bem desenvolvida quase toda a apresentação. Para não falar da habilidade na manipulação de objetos tão pesados, com seus duelos de espada, suas cabeças cortadas.
Escrito por Nelson de Sá às 23h30
Trilogia de Alice
Texto Tom Murphy

Direção Carlos Gomes


Elenco Martha Meola, Evandro Soldatelli, Fábio Tomasini e Eliana Cesar






Centro Cultural São Paulo - SP
Terças, Quartas e Quintas às 21h
Escrito por Lenise Pinheiro às 08h32

