Cacilda
 

Orestéia, O Canto do Bode

Texto Ésquilo

Dramaturgia Reinaldo Maia

Direção Marco Antonio Rodrigues

Elenco Atílio Beline Vaz, Bira Nogueira, Bruna Bressani,

Carlos Francisco, Dagoberto Feliz, Danilo Grangheia,

Flávio Tolezani, Gisele Valeri, Jeronimo Martins,

Nani de Oliveira, Paloma Galasso e Patrícia Barros

Galpão do Folias - SP

Sextas e sábados 20h domingos 19h

Escrito por Lenise Pinheiro às 18h18

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Chapetuba Futebol Clube

Texto Oduvaldo Vianna Filho
Direção José Renato

 

Diretoras Assistentes: Elis Meneses e Fernanda Sanches 

Elenco Fábio Pinheiro, Pedro Monticelli, Fernando Prata,
Flávio Kena, Luiz Fernando Albertoni,
Melina Menghini | João Ribeiro | Emerson Natividade
Vinicius Meloni | Álvaro Gomes 


 
Teatro de Arena Eugênio Kusnet - SP

Quintas, sextas e sábados, às 21h e domingos às 20h




Escrito por Lenise Pinheiro às 13h34

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Robert Wilson 2

Ontem no MASP, por ocasião das comemorações

 dos   50 anos da Ilustrada

Viva!

Escrito por Lenise Pinheiro às 13h17

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Robert Wilson

Já assisti a algumas peças de Bob Wilson. Não "The Life and Times of Dave Clark", como se renomeou "Josef Stalin" por aqui, no meio da ditadura, 35 anos atrás.

Um espetáculo histórico que, nas lendas que contam, marcou o teatro brasileiro pelo apoio manifestado por Antunes Filho, em altos brados, nos corredores do Teatro Municipal. (E pela repressão policial, mal percebida, a um jovem ator que teria subido ao palco após a apresentação para denunciar a prisão de Zé Celso.)

Já desgostei de "When We Dead Awaken" em São Paulo, apesar de Joel Grey, e gostei de "Woyzeck" em Paris, em grande parte pela música de Tom Waits. Gostei mais de "Alice" no Brooklyn, um musical também com música de Waits e desbragadamente popular, quase populista.

Andei muito atrás das peças de Willson. Mas a melhor apresentação para mim foi agora à noite, na sabatina do jornal, no Masp.

Foi uma aula-espetáculo, como aquelas de Ariano Suassuna, mas lembrando mais as performances de Zé, dirigindo-se às pessoas, quase tocando, buscando nelas o que está em suas mentes, mas expresso de alguma maneira em sua linguagem de corpo. Expressando-se, ele também, fisicamente.

Wilson não gostou de uma primeira pergunta que fiz, sobre o "teatro pós-dramático" que o crítico Hans-Thies Lehmann construiu, quase integralmente, em torno de sua obra. Ele não gosta de classificações, no que faz bem, e arrancou risadas contando que já não compreendia quando era tratado por pós-moderno, nos distantes anos 70. Quando muito, aceita rotular seu trabalho como teatro formal.

Mas ele falou muito mais. Abordou Andy Warhol longamente, dizendo como suas obras nos anos 60 foram mais significativas do que o teatro que escreviam Tennessee William ou Edward Albee. Questionou a obsessão por linearidade e pela dramaturgia. Exortou o teatro a abraçar a abstração, como fizeram a dança e as artes plásticas.

Diz que nada tem contra a palavra, mas acredita que o que se ouve e o que se vê devem ser tratados sem hierarquia, na cena. Mais, que a palavra e a imagem não devem guardar relação nenhuma. Contou de uma ópera que encenou antes, toda ela, sem qualquer dos cantores abrir a boca. Só depois entrou Wagner.

Comparou-se a Merce Cunningham, cujas coreografias eram criadas sem a música, que por vezes só vinha a ser conhecida pelos bailarinos no momento da própria estréia. Deu como seu ideal um teatro que reunisse o cinema mudo ao drama de rádio.

Foi inteligente, jovial, irônico. Representou em pé o mais que conseguiu, remetendo a Buster Keaton, Hamlet. Gostou do público e falou mais do que estava previsto, aparentemente feliz. Diante da pergunta de um estudante de teatro sobre como são seus ensaios, mostrou como demanda as criações de seus atores e depois brinca ordenando as imagens e os gestos.

De "Hamlet" ele lembrou um solilóquio que diz ter memorizado ainda criança e que volta sempre, mas sempre de maneira diferente, não mais preso à mensagem ou às muitas mensagens que William Shakespeare impregnou nos versos _ou que ele, tantas décadas atrás, compreendeu ao ler pela primeira vez.

Se percebi corretamente, foi sua maneira de revelar como alguém tão avesso à dramaturgia e tão aberto à imagem se mostra, no fundo, um viciado do verbo. Sei que nos anos 60 e 70 ele fez muito teatro sem palavras ou balbuciado, ele mesmo voltou a contar, mas tudo a que assisti vai em direção oposta. Ibsen, Büchner, agora vai fazer Beckett, "Krapp's Last Tape".

E foi só depois de ler Gertrude Stein que ele se deu conta de que o teatro era a sua praia.

PS - Veja passagens de Bob Wilson no Masp, aqui.

Escrito por Nelson de Sá às 23h17

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Um Segundo e Meio

Texto e Interpretação Marcelo Airoldi

Direção Antonio Januzelli

Teatro Gualharufa - SP

Terças 21h30

Escrito por Lenise Pinheiro às 09h06

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Calígula - Ensaio

Texto Albert Camus

Tradução Dib Carneiro Neto

Direção Gabriel Villela

Elenco Thiago Lacerda, Magali Biff, Pedro Henrique Moutinho (ensaio)

e Pascoal da Conceição, Ando Camargo, Rodrigo Fregnan e Jorge Emil

Cenários J.C. Serroni

Figurinos Caio da Rocha

Iluminação Domingos Quintilliano

Sesc Pinheiros - SP

Sextas e Sábados às 21h e Domingos às 18h

Escrito por Lenise Pinheiro às 10h39

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Lenise PinheiroO blog Cacilda é coordenado por Nelson de Sá, articulista da Folha, e pela repórter-fotográfica Lenise Pinheiro.

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