Cacilda
 

1º Festival de Teatro Grotesco de São Paulo

Organizador Antonio Rocco

Na programação de hoje: Os Piratas do Caribe

Texto Otavio Frias Filho

Direção Marcos Loureiro

Elenco Luciana Caruso, Nora Toledo, Laerte Késsimos, Fabiano Augusto,

Ivan Capúa e Eloy Nunes

Teatro Next - SP

Sábados 21h30

Escrito por Lenise Pinheiro às 10h32

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Macbeth - Como Nasce um Deserto

Texto William Shakespeare

Direção Éderson José e Arieta Corrêa

Participação Especial Irmãs Poroca, Maroca e Indaiá

Atores Marcelo Diaz,

...Continua

Sesc Avenida Paulista - SP

Sestas, Sábados e Domingos às 19h30

Escrito por Lenise Pinheiro às 10h48

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Artistas!

Texto Waldemar Neves

Direção Felipe Sant'Angelo

Co Direção Pedro Granatto

Atores Marina Wisnik, Bruna Lessa e Luiz Gustavo Jahjah

Teatro Coletivo Fábrica - SP

Quartas e Quintas 21h30

Escrito por Lenise Pinheiro às 12h03

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Machado de Assis do Teatro

Volta e meia, penso o que João Roberto Faria escreveria sobre o teatro contemporâneo. O que revelaria de Zé Celso ou de Antônio Araújo em São Paulo. Ou então o que teria a descobrir de José de Anchieta e das festas barrocas, voltando alguns séculos em Salvador.

Quanto mais leio de teatro brasileiro e passa o tempo, mais fica claro que "Idéias Teatrais", livro anterior seu, é a melhor obra já escrita sobre o vasto mundo que é "o teatro nacional".

O "João Caetano" de Décio de Almeida Prado, de quem herdou a cadeira acadêmica, é o mais próximo que vem à cabeça. E este "Machado de Assis do Teatro", agora.

Não é difícil compreender o que levou Décio e João Roberto a se fixarem naquela segunda metade do século 19.  De seus livros, por mais que os dois autores sejam rigorosos e até cruéis com seus objetos, salta uma cena complexa _que em décadas passou da virtual inexistência para um "sistema", com artistas e espectadores integrados, pressões para avançar por este ou aquele caminho, com vitoriosos pontuais, depois derrotados.

Deve ter sido assim em outros períodos de ouro, como os anos 40 no Rio e 50 em São Paulo.

No caso, se "Idéias Teatrais" retratava um entrechoque até agressivo de vertentes, uma maravilhosa polifonia neste que é um "enjeitado" sempre em criação, "o teatro nacional", agora "Machado de Assis do Teatro" descobre como ele se manteve ao longo do tempo no coração do maior escritor brasileiro.

Não que este tivesse maiores ilusões. Desde logo, sabe bem que "o nosso teatro é um mito", não existe. Por mais de década, bate-se contra o teatro como "indústria", aquele das traduções, e como "mercadoria". Quer o teatro realista, que chama "moderno", e quer o autor brasileiro.

Foi uma paixão que, para enfim ceder lugar ao romancista de gênio, precisou antes passar pela decepção de confirmar que "o teatro não se criou", não aquele que ele tanto desejava. E o que restou em cena, a certa altura, foram "espetáculos de feira".

Ainda assim, distante, seus "textos críticos e escritos diversos", subtítulo do livro, voltam de ano em ano aos teatros, como se não pudessem se manter distantes muito tempo. E ele escreve sobre revistas e "mágicas", algumas até elogia.

Também e da mesma maneira, entre admirado e estrito, escreve das atrizes Sarah Bernhardt e Eleonora Duse, cuja beleza o livro expõe em fotos de então.

É assim também com seus pareceres de censor, tarefa que não deve ser olhada anacronicamente mas, entre outras coisas, pelo que revela de sua persistência em erguer o teatro.

A menos de um mês de sua morte, já doente, ele encontra força para, em carta, dizer como lamenta ter perdido uma apresentação teatral.

Revelou-se com o tempo um converso de Shakespeare, que conheceu italiano no palco, mas o amor pelo teatro, ao que tudo indica, nasceu com Alexandre Dumas. Ele escreve, na morte deste, sobre "o tempo da nossa adolescência, a minha e a de outros":

_ Naquela quadra cada peça nova de Dumas Filho vinha logo impressa no primeiro paquete, os rapazes corriam a lê-la, a traduzi-la, a levá-la ao teatro, onde os atores a estudavam e a representavam ante um público atento e entusiasta, que a ouvia dez, vinte, trinta vezes. E adverti que não eram, como agora, teatros de verão, com jardim, mesas, cerveja e mulheres. Eram teatros fechados, alguns tinham as célebres e incômodas travessas, que aumentavam na platéia o número de assentos. Noites de festas; os rapazes corriam a ver a "Dama das Camélias". Bons rapazes, onde vão eles?

Ele abre sua trajetória no teatro, de fato, empolgado. Adolescente, escreve no primeiro texto selecionado por João Roberto Faria para o livro, "Ao teatro! Ao teatro! Oh! que é sublime!". Lembrei da Lenise.

Escrito por Nelson de Sá às 23h38

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Ménage

Texto Joe Pintauro, David Ives, Guilherme Solari e Ivo Müller

Direção Marina Person

Atores Domingas Person e Ivo Müller

Sesc Avenida Paulista - SP

Terças e Quartas às 21h30

Escrito por Lenise Pinheiro às 09h16

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Hygiene

Concepção e Interpretação Grupo XIX de Teatro

Direção Luiz Fernando Marques

Vila Maria Zélia - SP

Domingo às 16h

Escrito por Lenise Pinheiro às 23h29

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Lenise PinheiroO blog Cacilda é coordenado por Nelson de Sá, articulista da Folha, e pela repórter-fotográfica Lenise Pinheiro.

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