Cacilda
 

Os Cafajestes

Texto Aninha Franco

Direção Fernando Guerreiro

Atores Fábio Lago, Juan Alba, Leo Jaime e Osvaldo Mil

Teatro das Artes - RJ  Segundas e Terças às 21h

Teatro Procópio Ferreira - SP Quintas às 21h30

Escrito por Lenise Pinheiro às 09h55

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Os Meninos e as Pedras

Texto Antônio Rogério Toscano

Direção Juliana Monteiro

Atores Cecília Schuman, Judson Cabral, Luiz Gustavo Jahjah

e Tatiana Caltabiano

Teatro Coletivo Fábrica - SP

Última apresentação Hoje às 20h

Escrito por Lenise Pinheiro às 14h12

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As Três Graças

Texto Luís Alberto de Abreu

Direção Ednaldo Freire

 

Atores Aiman Hammoud, Edgar Campos, Fernando Paz,

Isadora Petrin, Luciana Viacava, Márcia de Oliveira,

Marcio Castro e Mirtes Nogueira

Teatro Célia Helena - SP

Última apresentação hoje às 19h

Próxima temporada no Teatro Paulo Eiró em outubro

Escrito por Lenise Pinheiro às 14h11

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Sonho de uma Noite de Verão

Texto William Shakespeare

Direção Hector Lopez Girondo

Atores: Andreza Domingues, Cristiana Gimenes, Fábio Parpinelli,

Gustavo Martins, Lanna Moura, Márcia Nunes, Neto Medeiros,

Péricles Raggio e Wagner Dutra Sobrinho

Teatro Sesi Leopoldina - SP

Última apresentação hoje às 18h

Escrito por Lenise Pinheiro às 14h11

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Tapa na Pantera - Na Íntegra

Autora Maria Alice Vergueiro

Uma autobiografia não-autorizada

Editora Ficções

"Primeiro nós vivemos nossa juventude, em seguida nossa juventude vive em nós"

Lou Andreas-Salomé (pág. 11)

Lançamento no Centro Cultural São Paulo - SP

Hoje às 20h

Escrito por Lenise Pinheiro às 19h24

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A Terceira Margem do Rio

Texto Guimarães Rosa

Direção Henrique Rodovalho

Ator Guido Campos Correa

Teatro Sesc Santo André - Gde SP

Sábado 20h e Domingo 19h

Escrito por Lenise Pinheiro às 12h43

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Oito a Zero

Texto Pedro Garrafa e Ricardo Sawaya 

Direção Pedro Garrafa

Atores Alexandre Freitas, Carol Ferretti, Lucianpo Gatti,

Marco Aurélio Campos, Paulo Coronato, Ricardo Sawaya,

Sérgio Ruffino e Thiago Adorno

Figurinos Paula di Paoli

Teatro União Cultural - SP

Sextas às 21h30, Sábados às 21h e Domingos às 20h

Escrito por Lenise Pinheiro às 10h03

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O Mistério de Irma Vap

Texto Charles Ludlam

Direção Marília Pêra

Direção de Cena Ney Mandarino

Atores Cássio Scapin e Marcelo Médici

Cenário e Figurinos Fábio Namatame

Teatro Shopping Frei Caneca - SP

Quintas e Sextas às 21h30 Sábados às 21h Domingos às 19h

Escrito por Lenise Pinheiro às 13h55

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7 peças, de novo

Comecei a desconfiar que havia mais de dramaturgo em Sérgio de Carvalho do que eu pensava quando conheci uma versão sua para o mais célebre solilóquio de Hamlet. Naquele ponto especial, na tradução para o Oficina, a nossa solução sempre me incomodou.

E Sérgio, não me lembro exatamente para que trabalho seu, anos depois, apareceu com "ser ou não ser/é a questão". Pode parecer pouco, mas não para mim. Achei exato, redondo, aquilo que eu gostaria de ter oferecido a Zé Celso e não veio à cabeça na época.

Quando leio as peças agora, do que a edição chama de Imagens do Brasil, é a mesma precisão, a um só tempo rigorosa e suave, sem arestas. Como na representação de Gustavo Bayer, que tanto me impressionava de início, ou de Otávio Martins.

São diálogos lapidados, em que a imperfeição, se existe, foi atenuada. Ajuda para tal sensação, é claro, a opção de época feita pela companhia, pois não se trata de um só autor, mas ele e Mário Marciano e ainda todos os elencos que colaboraram.

Evaldo Cabral de Melo e Luiz Felipe de Alencastro parecem muito mais presentes aqui, de fato, do que Bertolt Brecht ou Heiner Mueller. E com eles uma certa heráldica se espalha por "O Nome do Sujeito" e "Auto dos bons tratos", em conexão bastante incômoda com o armorialismo de Ariano Suassuna.

Incômoda porque, embora tenha me embevecido com "O Santo e a Porca" e todo o resto, sempre vislumbrei uma certa má consciência naquelas comédias tão distantes, acreditava eu, da vivência de seu criador.

Mas não é assim com a Companhia do Latão e sua criação coletiva, a partir da sala de ensaios, em vários dos textos. Quando a contradição se apresenta, ela pode ser e aparentemente é incorporada e explorada para o bem da cena.

Mas os vícios "cordiais" daquele velho e distante Brasil, tanto quanto denunciados, me soam também evocados com nostalgia, como em Suassuna ou Gilberto Freyre ou até em boa parte de Euclydes da Cunha, por maior que seja a polifonia neste último.

Nostalgia que eu mesmo sinto ao ler e me deixar levar pela oratória do padre Antonio Vieira ou pelo drama do padre José de Anchieta, capazes ambos de monstruosidades de preconceito e intolerância.

Daí preferir agora "O Mercado do Gozo", uma das Cenas da Mercantilização, outra divisão de "7 peças". Não se trata mais de coisa distante, mas por aqui, da cidade feia e enjeitada, sem fim e com uns seres perambulando pelas ruas sem cor.

Obviamente, ao menos para mim, remete a Oswald de Andrade, foco de estudo do diretor mas estranhamente sem presença nas referências da companhia ao longo de seus mais de dez anos. Também "A comédia do trabalho" ecoa Oswald, de novo, ao menos para mim.

É quando a derrisão oswaldiana _ou talvez muelleriana_ se revela mais. E quando o controle das arestas se perde um pouco, na aparência que seja. Melhor que isso, só a versão recente e tão marcante de "O Círculo de Giz Caucasiano".

Escrito por Nelson de Sá às 22h55

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Trieiros

Dramaturgia Doró Cross Silva e Regina Galdino

Direção Regina Galdino

Atrizes Doró Cross Silva, Juçara Morais, Soraya Saide e

a sanfoneira Duda Maya

Viga Espaço Cênico - SP

Sexta e Sábado às 21h e Domingo às 19h 

(últimas apresentações dessa temporada)

Escrito por Lenise Pinheiro às 11h40

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Teatro Inflamável

Teatro de Dionisio Neto

Martha Nowill, Luciana Caruso, Maria Manoella, Gustavo Machado com

o Fotografia de Palco nas mãos

e o Dionisio Neto. Ouro!

Abertura Hoje.

Horas????

Já começaram os trabalhos!

Escrito por Lenise Pinheiro às 12h06

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Aos ossos que tanto doem no inverno

Texto Sergio Mello

Direção Soledad Yunge

Atores Mario Bortolotto e Nelson Peres

Espaço dos Satyros 1 - SP

Domingo às 19h

(última apresentação dessa temporada)

 

Escrito por Lenise Pinheiro às 09h00

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Máquinas III

Série Pequeno Repertório de Performances

com Guto Lacaz

Contra regra Fernando Vianna

Teatro da Aliança Francesa - SP

Sábado 21h Domingo 19h

Escrito por Lenise Pinheiro às 10h30

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Os Bandidos

Texto Friedrich Schiller

Direção Zé Celso Martinez Corrêa

Grupo Oficina Uzyna Uzona

15º Festival POA em Cena

Usina - Porto Alegre

Hoje às 21h

Escrito por Lenise Pinheiro às 11h01

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7 peças

Dos meus tempos de crítico, carrego frustração especial por não ter identificado de cara o que significava "O Paraíso Perdido".

O que soou imediatamente como uma desordem de dramaturgia fechou os meus sentidos. Era uma reunião de John Milton com, vim a saber depois, a Bíblia, Shakespeare e até Lya Luft. Naquela longíngua apresentação na igreja de Santa Ifigênia, perdida no tempo, não achei ordem e me ceguei para a explosão que o texto guardava.

Só uma década depois, com a peça de Sergio de Carvalho em livro, é que vim a perceber nela a própria gênese do Teatro da Vertigem, "o bico do abismo se abre para me tragar, a terra me atrai, quase desejo cair, já pressinto embaixo a matéria sangrenta, a carne informe, vou explodir na pedra como um ovo de sangue".

Não tenho a menor idéia do que apartou o então jovem autor daquela vertigem dos céus e da carne, tão romântica e artaudiana, mas recordo vagamente algum questionamento ao idealismo.

Se havia mesmo idealismo germânico naquele paraído perdido de fim do século 20, ele achou um meio de vazar para o materialismo dialético da obra rigorosa que o dramaturgo e agora também diretor passou a erguer nos anos seguintes _com sua Companhia do Latão, ao lado de Marcio Marciano, Ney Piacentini, Helena Albergaria, Gustavo Bayer, Gustavo Machado, Georgette Fadel.

Ainda estou longe de terminar e mais ainda de ordenar na minha cabeça as "7 peças" lançadas agora em livro pela Cosacnaify, mas reencontrar o "Ensaio para Danton" foi especial e bastante revelador para mim, tantos anos depois de presenciar aquele palco tornado platéia, no Cacilda Becker.

Com texto escrito por Sergio e Marcio quatro anos depois, também em parte adaptação e colagem e em parte resultado de ação coletiva, com Kil Abreu entre os colaboradores, o que não falta é a ordenação que eu tanto queria, o domínio da carpintaria, a exploração do conflito _e a abertura para o contrário, ainda que visando ao choque.

Já então a obsessão com a negativa, a recusa dialética mostrava potência dramática, ao menos no que posso recordar através do texto agora publicado. Carvalho e seus camaradas parecem querer confrontar Georg Büchner, ele mesmo tão pouco materialista, mas não sem antes abraçá-lo, explorá-lo ao extremo também.

A edição não segue ordem de cronologia, mas foi o que busquei e aos poucos imaginei distinguir uma opção crescente pela parábola, em princípio brechtiana mas também com ecos do que pude conhecer, em livro, da dramaturgia do Centro Popular de Cultura de Oduvaldo Vianna Filho, Carlos Estevam Martins.

Falta o deboche, o sarcasmo à brasileira tão característico daquele teatro de imenso talento e ambições limitadas. Mas não quero prejulgar e me fechar, de novo. Estou ainda a ler, tentando me apresentar sempre aberto. Qualquer hora volto ao assunto.

Escrito por Nelson de Sá às 22h56

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A Filosofia na Alcova

Texto e Direção Rodolfo García Vázquez

Atores Grupo Os Satyros

Espaço dos Satyros 2

Terças e sextas às 21h

Escrito por Lenise Pinheiro às 08h59

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Doce Deleite em São Paulo

Texto Alcione Araújo

Direção Marília Pêra

Atores Camila Morgado e Reynaldo Gianecchini

Teatro Raul Cortez - SP

Quintas, sextas e sábados às 21h30, domingos às 18h

Escrito por Lenise Pinheiro às 10h17

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Literatura Contemporânea

Texto e Direção Fernando Bonassi

Ator César Figueiredo

 

Iluminação Ricardo Marañez

Unidade Provisória Sesc Avenida Paulista - SP

Sextas, sábados e domingos às 20h

Escrito por Lenise Pinheiro às 10h23

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Borboletas de Sol de Asas Magoadas

Texto Evelyn Ligoki

Direção Celina Alcântara

Atriz Evelyn Ligoki

Espaço dos Satyros 1 - SP

Quartas às 21h

Escrito por Lenise Pinheiro às 12h25

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Dido e Enéas

Só fui ler a "Eneida" tarde, quando ajudava a traduzir "Hamlet" e dei com a morte de Príamo pelas mãos de Pirro, contada por Enéas, para Dido. Como qualquer um que se aproxima de Shakespeare, já estava obsessivo, vasculhando cada verso, toda referência possível.

E o livro era uma revelação, havia em Virgílio muito mais chaves para desvendar aquela e outras tragédias. Na encenação, depois, era a cena em que eu sempre chorava, com Zé como Príamo. A razão de estar na tragédia shakespariana, penso até hoje, era tratar-se de passagem que envolve também suicídio, no caso, de Dido.

Fui ao Canindé no sábado passado, atrás do estádio, aos galpões de produção do Teatro Municipal, já esperando tristeza.

E também com alguma prevenção, pois simpatizo muito com os cantores, mas nem tanto com o público das fileiras reservadas que fazem a cena lírica paulistana. Cria-se _e não apenas aqui_ uma aura que torna voz e corpo dos artistas coisa intocável, para deleite restrito.

Já imaginava, como havia percebido outras vezes com diretores chamados às montagens, que Antonio Araújo ergueria uma "mise-en-scène" eficiente, mas não seria permitido tocar no coração da ópera.

E de fato ele criou uma encenação de impacto, ainda que em poucas semanas, como é regra em tais produções. A fumaça de caminhão, o barulho do galpão aberto e sem tratamento, uma empilhadeira, escadas, andaimes: em tudo se percebia o aparente desejo de penetrar aquele mundo, aquelas vozes.

Ainda assim, atores do Vertigem como Míriam Rinaldi e Roberto Áudio pareciam estar em cena, antes de mais nada, para servir. Permitiam aproximar os rostos e corpos de pouca expressão, dos novos integrantes, às imagens tão significativas que o grupo erguia.

Mas desde logo, na apresentação, também ficou evidente o enfeitiçamento de Luisa Francesconi pela companhia teatral.

Linda e jovem como Dido, a meio-soprano se desprendeu em figurinos de toda ordem, subindo e descendo praticáveis amontoados, expondo corpo, face, voz. Quando chegou enfim ao lamento que precede seu suicídio e ao longo de toda a cena, foi emocionante como antes, com o Príamo de Zé.

A comunhão de teatro e teatro lírico não se deu somente aí. Estava, de certa maneira, por toda parte, na música de Henry Purcell, homem de teatro antes de mais nada, compondo quase sem parar para aquela Londres pós-shakespeariana. O lamento de Dido é a prova, hoje até parte da cultura pop britânica.

Escrito por Nelson de Sá às 23h33

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"Luna Clara & Apolo 11"

Texto: Adriana Falcão

 

Dramaturgia: Marcelo Romagnoli

 

 

Concepção e direção geral: Cris Lozano

 

 

Atores: Fausto Franco, Guto Togniazzolo, Jacqueline Obrigon,

 

Joaquim Lino, Marcelo Romagnoli, Priscila Jorge, Tatiana Thomé,

 

Vanderlei Bernardino e Vany Alves

 

 

Direção musical: Morris Picciotto

 

 

Composição e arranjos: Bruno Prado, Camila Lordy,

 

João Taubkin e Morris Picciotto

 

 

Iluminação: Marisa Bentivegna

 

 

Cenografia: Marco Lima

 

Figurinos e Visagismo: Marina Reis

 

Centro Cultural São Paulo - SP

 

Terças e quartas às 19h30

Escrito por Lenise Pinheiro às 08h16

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A Festa de Abigaiu

Texto - Mike Leigh.

Direção e trilha sonora - Mauro Baptista Vedia.

Elenco - Ana Andreatta, Eduardo Estrela, Ester Laccava,

Fernanda Couto e Kiko Vianello.

Figurinos - Maitê Chasseraux. 

Iluminação - Marcelo Montenegro.

Teatro Augusta - SP

Sextas 21h30, sábados 21h e domingos 19h

Escrito por Lenise Pinheiro às 10h31

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Ópera Dido e Enéas

De Henry Purcell

Direção Antonio Araújo

Luísa Francesconi (mezzo-soprano) e Leonardo Neiva (barítono)

Maestro Tiago Pinheiro

Central de Produção Chico Giacchieri

Novo Galpão do Municipal

Hoje (06/09) e amanhã às 17h

Escrito por Lenise Pinheiro às 09h47

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Tom e Vinicius

Texto Daniela Pereira de Carvalho e Eucanaã Ferraz

Direção Daniel Herz

Atores Marcelo Serrado e Lilian Valeska

Teatro Copa Air Lines - SP

Sextas e sábados às 21h30 e domingos às 18h

Escrito por Lenise Pinheiro às 10h15

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Dido e Enéas

Direção Antonio Araújo

 

Luisa Francesconi, Leonardo Neiva e Roberto Audio

Maestro Tiago Pinheiro

Maestro de Luz Guilherme Bonfanti

Ensaio hoje às 19h

Escrito por Lenise Pinheiro às 15h34

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Cordélia Brasil 2

Antônio Bivar estava no teatro quando fui assistir. Sentado na escada de uma das pequenas arquibancadas, num dos andares altos do Sesc Paulista. Evidenciava ainda, com semanas em cartaz da remontagem de sua peça de 40 anos, o jovem autor, tenso a cada palavra dos atores.

Por qualquer motivo, Bivar perdeu com o tempo o reconhecimento que tinha nos anos 60 e 70. Não partiu para o misticismo de Plínio Marcos ou de seu amigo José Vicente, dois colegas de censura e de maldição. Virou jornalista, foi descobrir o movimento punk.

Depois ensaiou voltar ao palco, uma, duas, várias vezes, sem recepção. (Lembro bem sua revolta quando do lançamento do "Dicionário de Teatro Brasileiro" por João Roberto Faria e outros nomes respeitados, que deixaram de fora ele e sua geração de dramaturgos.)

Este agora é mais do que um ensaio de retorno. É sua primeira peça de impacto revisitada, não mais diante de uma platéia tropicalista, mas como uma jóia trazida para os dias de hoje por Gilberto Gawronski _que encontra pontes para a metrópole niilista e assim mesmo alegre, dançante.

Como aconteceu no reencontro dos últimos anos com peças como "O Assalto", "Cordélia Brasil" soa inesperadamente contemporânea, não propriamente em seus temas, mas no desamparo dos personagens, fantasmas desgarrados, sem eira nem beira.

Os sonhos deles são pequenos, suas esperanças, quase inexistentes. Não à toa, encerram suas vidas de repente, com uma granada em explosão na rua ou com remédios em apoteose kitsch.

Eram, certamente, referências românticas à luta armada _e prováveis motivos para a repressão, mais do que a censura, que cercou a primeira montagem. E elas voltam, agora, com desesperança até quanto ao próprio romantismo.

Diante de "Barrela" e "Santidade", também censuradas naquele ano de 1968, Bivar não demonstra a mesma "febre" de conflito de Plínio e Zé Vicente, não encadeia com tanta naturalidade o diálogo dramático.

Sua trilha é outra. Tão próximo de Vicente, como retrata nas duas biografias daqueles anos, ele parece ao mesmo tempo de outra geração. Adianta o espírito que desembocaria em Asdrubal Trouxe o Trombone, Ornitorrinco, Pod Minoga, por fim o besteirol.

Mas eles ainda traziam esperança. Bivar, não. Não à toa, novamente, "Cordélia Brasil" termina em suicídio, ridículo, meio cômico, mas suicídio.

Maria Padilha não esconde sensualidade nem rugas e agarra Cordélia com bravura que eu desconhecia. É a própria, abraçando seus amantes patéticos, buscando neles o que não podem dar e, mesmo assim, entregando tudo a eles, a própria vida. É cafonamente trágica.

E apresenta um jovem ator carioca, George Saumo, que faz lembrar os jovens de "Z.É.", todos ou quase todos saídos do Tablado, como o próprio Antônio Bivar. Por algum caminho, ele se reencontra jovem, já perto dos 70, nesta "Cordélia Brasil".

Escrito por Nelson de Sá às 22h25

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Cordélia Brasil

Texto Antônio Bivar

Direção Gilberto Gawronski

Atores Maria Padilha

George Saumo (esq.) e Cadú Fávero

Teatro Sesc Paulista - SP

Sextas, sábados e domingos às 20h30 

Escrito por Lenise Pinheiro às 10h11

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31 de agosto - Aniversário da Lígia Cortez

Parece que foi ontem.

Cacilda! Direção Zé Celso Martinez Corrêa

Teat(r)o Oficina - SP 1999

Saúde. Amor e felicidades!!!! Mete os peitos.

Escrito por Lenise Pinheiro às 17h21

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Lenise Pinheiro Blog de teatro com textos e fotografias de peças em cartaz ou por estrear. Montagens antigas, ensaios, indicações e vivências e experimentos. Eventuais visitas a salas de teatro, e suas respectivas companhias. Coberturas de Festivais de Teatro, apontamentos com novidades e curiosidades em torno do tema.

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