Cacilda
 

Ópera Dido e Enéas

De Henry Purcell

Direção Antonio Araújo

Luísa Francesconi (mezzo-soprano) e Leonardo Neiva (barítono)

Maestro Tiago Pinheiro

Central de Produção Chico Giacchieri

Novo Galpão do Municipal

Hoje (06/09) e amanhã às 17h

Escrito por Lenise Pinheiro às 09h47

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Tom e Vinicius

Texto Daniela Pereira de Carvalho e Eucanaã Ferraz

Direção Daniel Herz

Atores Marcelo Serrado e Lilian Valeska

Teatro Copa Air Lines - SP

Sextas e sábados às 21h30 e domingos às 18h

Escrito por Lenise Pinheiro às 10h15

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Dido e Enéas

Direção Antonio Araújo

 

Luisa Francesconi, Leonardo Neiva e Roberto Audio

Maestro Tiago Pinheiro

Maestro de Luz Guilherme Bonfanti

Ensaio hoje às 19h

Escrito por Lenise Pinheiro às 15h34

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Cordélia Brasil 2

Antônio Bivar estava no teatro quando fui assistir. Sentado na escada de uma das pequenas arquibancadas, num dos andares altos do Sesc Paulista. Evidenciava ainda, com semanas em cartaz da remontagem de sua peça de 40 anos, o jovem autor, tenso a cada palavra dos atores.

Por qualquer motivo, Bivar perdeu com o tempo o reconhecimento que tinha nos anos 60 e 70. Não partiu para o misticismo de Plínio Marcos ou de seu amigo José Vicente, dois colegas de censura e de maldição. Virou jornalista, foi descobrir o movimento punk.

Depois ensaiou voltar ao palco, uma, duas, várias vezes, sem recepção. (Lembro bem sua revolta quando do lançamento do "Dicionário de Teatro Brasileiro" por João Roberto Faria e outros nomes respeitados, que deixaram de fora ele e sua geração de dramaturgos.)

Este agora é mais do que um ensaio de retorno. É sua primeira peça de impacto revisitada, não mais diante de uma platéia tropicalista, mas como uma jóia trazida para os dias de hoje por Gilberto Gawronski _que encontra pontes para a metrópole niilista e assim mesmo alegre, dançante.

Como aconteceu no reencontro dos últimos anos com peças como "O Assalto", "Cordélia Brasil" soa inesperadamente contemporânea, não propriamente em seus temas, mas no desamparo dos personagens, fantasmas desgarrados, sem eira nem beira.

Os sonhos deles são pequenos, suas esperanças, quase inexistentes. Não à toa, encerram suas vidas de repente, com uma granada em explosão na rua ou com remédios em apoteose kitsch.

Eram, certamente, referências românticas à luta armada _e prováveis motivos para a repressão, mais do que a censura, que cercou a primeira montagem. E elas voltam, agora, com desesperança até quanto ao próprio romantismo.

Diante de "Barrela" e "Santidade", também censuradas naquele ano de 1968, Bivar não demonstra a mesma "febre" de conflito de Plínio e Zé Vicente, não encadeia com tanta naturalidade o diálogo dramático.

Sua trilha é outra. Tão próximo de Vicente, como retrata nas duas biografias daqueles anos, ele parece ao mesmo tempo de outra geração. Adianta o espírito que desembocaria em Asdrubal Trouxe o Trombone, Ornitorrinco, Pod Minoga, por fim o besteirol.

Mas eles ainda traziam esperança. Bivar, não. Não à toa, novamente, "Cordélia Brasil" termina em suicídio, ridículo, meio cômico, mas suicídio.

Maria Padilha não esconde sensualidade nem rugas e agarra Cordélia com bravura que eu desconhecia. É a própria, abraçando seus amantes patéticos, buscando neles o que não podem dar e, mesmo assim, entregando tudo a eles, a própria vida. É cafonamente trágica.

E apresenta um jovem ator carioca, George Saumo, que faz lembrar os jovens de "Z.É.", todos ou quase todos saídos do Tablado, como o próprio Antônio Bivar. Por algum caminho, ele se reencontra jovem, já perto dos 70, nesta "Cordélia Brasil".

Escrito por Nelson de Sá às 22h25

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Cordélia Brasil

Texto Antônio Bivar

Direção Gilberto Gawronski

Atores Maria Padilha

George Saumo (esq.) e Cadú Fávero

Teatro Sesc Paulista - SP

Sextas, sábados e domingos às 20h30 

Escrito por Lenise Pinheiro às 10h11

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31 de agosto - Aniversário da Lígia Cortez

Parece que foi ontem.

Cacilda! Direção Zé Celso Martinez Corrêa

Teat(r)o Oficina - SP 1999

Saúde. Amor e felicidades!!!! Mete os peitos.

Escrito por Lenise Pinheiro às 17h21

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Vau da Sarapalha

Grupo Piolin - Paraíba

Direção Luiz Carlos Vasconcelos

Ator Sevílio Gomes (abaixo)

Sesc Pompéia - SP 2008

 

Atores Everaldo Pontes e Nanego Lira (Cor e P/B)

Sesc Pompéia - SP 1992

Escrito por Lenise Pinheiro às 11h11

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Lenise PinheiroO blog Cacilda é coordenado por Nelson de Sá, articulista da Folha, e pela repórter-fotográfica Lenise Pinheiro.

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