A Noviça Rebelde
Direção Claudio Botelho
Atores Kiara Sasso e Herson Capri



Teatro Oi Casa Grande - RJ
Quartas, quintas e sextas 20h30
Sábados 16h e 20h30
Dom 18h
Escrito por Lenise Pinheiro às 18h06
O Ensaio
Texto Jean Anouilh

Direção Eduardo Tolentino de Araújo


Elenco Clara Carvalho, Zecarlos Machado e Ana Cecília
Junqueira


Teatro Imprensa - SP
Sextas e sábados 21h
Domingos às 19h
Escrito por Lenise Pinheiro às 12h16
Os Possessos
Já devia desconfiar, afinal fui espectador de "Um Certo Hamlet", também de Antonio Abujamra, com Claudia Abreu de príncipe, um besteirol em que Shakespeare entrou de alvo da chacota, pouco mais, no Rio do século passado. Nada mais natural, agora, que "Os Demônios" virasse chanchada.Postei aqui algum tempo atrás que sonhava com o romance no palco e até dei o livro a Ivam Cabral, na esperança de ver o que ele e Rodolfo Garcia Vázquez fariam com o monstro. Por qualquer razão, Celso Frateschi, um obcecado por Dostoiévski, chamou Abujamra para a encenação na Funarte. E o resultado é que a obra maior dostoiévskiana chega à cena bem diferente da experiência que eu trazia da leitura.
Antes de mais nada, é resultado de oficinas, às quais atores se inscreveram, democraticamente, e agora chegam no impraticável número de 29 à encenação, no pequeno teatro da alameda Nothman, centro de São Paulo. Dividem papéis, não faltam "sombras", dividem também narração, sentam-se em fileiras que cercam o palco todos, vestem figurinos semelhantes.
Agem como coro, com um sorriso intermitente de derrisão brechtiana, o que resulta conflitante com o niilismo dostoiévskiano.
Com personagens demais, alguns de que nem me lembrava, "Os Possessos" remete à paródia "The Complete Works of William Shakespeare (abridged)", que os Parlapatões adaptaram algum tempo atrás. Cenas, diálogos, tudo é atropelado.
A encenação se concentra no "princípe" Nicolas, que aproxima demais de Hamlet, até no figurino, e esconde o maquiavélico Piotre Vercovenski, sem explorar nele o potencial de Iago. Um e outro resultam caricaturas, não personagens multifacetados, o que é um bocado frustrante em se tratando da polifonia tão celebrada do autor. O mesmo vale para Stepan Vercovenski, esquecido num canto.
Mas o pior acontece com Kirilov, tornado um pateta, em opção aparentemente voltada a ridicularizar seu suicídio como opção de liberdade, o que a encenação tem dificuldade em aceitar, embora seja característica integral do personagem. Quando muito, a montagem acolhe o suicídio de Nicolas, mas desde que explicado pela culpa que carrega por seus atos.
Para tanto, recorreu ao capítulo originalmente censurado de "Os Demônios", que retornou ou estreou em português na tradução mais recente. Mas, em vez de "Os Demônios", preferiu-se "Os Possessos", equívoco de tradução já por demais conhecido. Talvez seja, como "Um Certo Hamlet", uma forma de avisar que não é mesmo, afinal, "Os Demônios".
Escrito por Nelson de Sá às 23h11
Rosa de Vidro ...continuação
Dramaturgia João Fábio Cabral



Direção Ruy Cortez



Elenco Julia Bobrow, Gilda Nomacce,

Tales Penteado e Ricardo Gelli



Cenários e Figurinos André Cortez
Iluminação Fábio Retti






Centro Cultural São Paulo - SP
Terças, quartas e quintas às 21h
Escrito por Lenise Pinheiro às 10h52

