Cacilda
 

Doce Deleite

Texto Alcione Araújo

Direção Marília Pera

Atores Camila Morgado e Reynaldo Gianecchini

Octogésima apresentação.

Palmas!

Comemoradas junto ao produtor Eduardo Barata!

Teatro dos Quatro - Rio de Janeiro

Hoje 21h30

Escrito por Lenise Pinheiro às 12h04

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Quase Dercy

Brincando em cima daquilo

Texto Dario Fo

Direção Otávio Müller

Atriz Débora Bloch

Teatro dos Quatro - Rio de Janeiro

Hoje às 21h

Escrito por Lenise Pinheiro às 11h31

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

A Idéia

Fui parar no teatro Vivo, na ponte do Morumbi, perto de casa mas longe de tudo mais na cidade, com a esperança de encontrar uma mistura de Sandra Bernhard com Sarah Silverman. A primeira cheguei a ver no palco, a segunda só conheço de vídeo. São as comediantes que mais acompanho, hoje, porque misturam ataques violentos a celebridades com extrema politização, aliás politicamente incorreta.

Talvez por aproximação física, achei que Fernanda Young teria alguma coisa delas. Com certeza, o talento para o humor e para carregar nos palavrões é semelhante, pelo que acompanhei de "Os Normais". (Não conheço, a não ser por comerciais, o recente "Irritando Fernanda Young".)

"A Idéia", por outro lado, soava petulante, o que a aproximava mais de Sandra & Sarah. Começa a apresentação e é bem assim. Não é uma atriz, propriamente; dirige-se à platéia, faz tiradas sem parar, espera reação. De início se mostra intimidada, depois passa a mandar no jogo.

Mas não sei bem o que ela pensou ao estrear num teatro como o Vivo, com seus casais paulistanos de Morumbi ou Panamby, tão avessos ao humor mais transgressivo. Mas aos poucos ela derruba resistências, a frieza, e tira dos espectadores mais do que o fascínio por televisão ou a intimidação pelo besteirol agressivo. Caem todos na narrativa, passam a seguir aquela história sem pé nem cabeça.

Da minha parte, já gostei a partir da entrada em cena, quando evidenciou a tensão, o medo quase amador do público. Gostei mais quando entrou a voz de Mario Bortolotto, como uma paródia de Lou Rawls ou coisa parecida, fazendo um canastrão afetado a dizer obviedades de amor.

E me descontrolei de vez em risadas quando ela soltou a piada sobre como os homens acreditam que os cabelos com luzes são naturais, algo assim. Nem chega a ser especialmente engraçado, mas a maneira como falou, o prazer do conflito, até o sotaque, tudo foi adorável.

Porém a petulância não vai muito além daí. Restringe-se à confrontação da platéia, muitas vezes à maneira do besteirol mais grosseiro de Miguel Falabella _e não Pedro Cardoso, que subverte ou subvertia, ao menos nos tempos de "A Macaca" e da dupla com Felipe Pinheiro.

Pior, o que eu mais aguardava, o enfrentamento destrutivo da cultura de celebridades, com um olhar de dentro a exemplo de Sandra & Sarah, acabou se revelando o oposto. (Que é o que costuma acontecer em casos assim, como o de Fausto Silva, que conheci transgressor num programa de auditório na Excelsior, praça Marechal Deodoro, e hoje vende de tudo, a começar de sua própria personagem.)

Eu não sabia, mas entra uma celebridade no final, em participação especial. No caso, Otávio Mesquita, cronista social das madrugadas. Não poderia ser mais constrangedor. Nos aplausos, bajulou Fernanda Young exagerando seu talento, como se estivesse na televisão. Mas fez bem, arrancou de vez a máscara de transgressão de "A Idéia".

E acabou com o meu auto-engano.

Escrito por Nelson de Sá às 22h51

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Peças com Luiz Paetow

Texto Gertrude Stein

Adaptação e interpretação inusitada, carregada de concentração,

energia e poros. Unhas avantajadas arranhando a cena muda.

O palco tocado pelas transcendências de Luiz Paetow.

Menino que me veio aos poucos e hoje estabelece comigo

conflitos e magias para nossos instantâneos de alta voltagem.

Ardemos da mesma flebite cênica.

A inspiração do trabalho ainda está navegando em mim.

No cenário, um livro e a arpa de arame farpado.

Acordes em tempo real.

Saí do teatro sozinha, arranhada e suada.

Numa noite fria, amarfanhada em minhas lembranças,

me identificando com os desgastes e cortes do

figurino (e dos braços) do Luiz.

Frestas de um teatro iluminado.

Lusco fusco dirigido por Márcio Aurélio. Aplausos.

Foi prorrogada a temporada até dia 31 de agosto.

Teatro Ágora - SP

Domingos às 18h

Escrito por Lenise Pinheiro às 08h20

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Ver mensagens anteriores

PERFIL

Lenise PinheiroO blog Cacilda é coordenado por Nelson de Sá, articulista da Folha, e pela repórter-fotográfica Lenise Pinheiro.

SITES RELACIONADOS

RSS

BUSCA NO BLOG


ARQUIVO


Ver mensagens anteriores
 

Copyright Folha Online. Todos os direitos reservados. ɉ proibida a reprodução do conteúdo desta página
em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização escrita da Folha Online.