Cacilda
 

Quase Dercy

Brincando em cima daquilo

Texto Dario Fo

Direção Otávio Müller

Atriz Débora Bloch

Teatro dos Quatro - Rio de Janeiro

Hoje às 21h

Escrito por Lenise Pinheiro às 11h31

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A Idéia

Fui parar no teatro Vivo, na ponte do Morumbi, perto de casa mas longe de tudo mais na cidade, com a esperança de encontrar uma mistura de Sandra Bernhard com Sarah Silverman. A primeira cheguei a ver no palco, a segunda só conheço de vídeo. São as comediantes que mais acompanho, hoje, porque misturam ataques violentos a celebridades com extrema politização, aliás politicamente incorreta.

Talvez por aproximação física, achei que Fernanda Young teria alguma coisa delas. Com certeza, o talento para o humor e para carregar nos palavrões é semelhante, pelo que acompanhei de "Os Normais". (Não conheço, a não ser por comerciais, o recente "Irritando Fernanda Young".)

"A Idéia", por outro lado, soava petulante, o que a aproximava mais de Sandra & Sarah. Começa a apresentação e é bem assim. Não é uma atriz, propriamente; dirige-se à platéia, faz tiradas sem parar, espera reação. De início se mostra intimidada, depois passa a mandar no jogo.

Mas não sei bem o que ela pensou ao estrear num teatro como o Vivo, com seus casais paulistanos de Morumbi ou Panamby, tão avessos ao humor mais transgressivo. Mas aos poucos ela derruba resistências, a frieza, e tira dos espectadores mais do que o fascínio por televisão ou a intimidação pelo besteirol agressivo. Caem todos na narrativa, passam a seguir aquela história sem pé nem cabeça.

Da minha parte, já gostei a partir da entrada em cena, quando evidenciou a tensão, o medo quase amador do público. Gostei mais quando entrou a voz de Mario Bortolotto, como uma paródia de Lou Rawls ou coisa parecida, fazendo um canastrão afetado a dizer obviedades de amor.

E me descontrolei de vez em risadas quando ela soltou a piada sobre como os homens acreditam que os cabelos com luzes são naturais, algo assim. Nem chega a ser especialmente engraçado, mas a maneira como falou, o prazer do conflito, até o sotaque, tudo foi adorável.

Porém a petulância não vai muito além daí. Restringe-se à confrontação da platéia, muitas vezes à maneira do besteirol mais grosseiro de Miguel Falabella _e não Pedro Cardoso, que subverte ou subvertia, ao menos nos tempos de "A Macaca" e da dupla com Felipe Pinheiro.

Pior, o que eu mais aguardava, o enfrentamento destrutivo da cultura de celebridades, com um olhar de dentro a exemplo de Sandra & Sarah, acabou se revelando o oposto. (Que é o que costuma acontecer em casos assim, como o de Fausto Silva, que conheci transgressor num programa de auditório na Excelsior, praça Marechal Deodoro, e hoje vende de tudo, a começar de sua própria personagem.)

Eu não sabia, mas entra uma celebridade no final, em participação especial. No caso, Otávio Mesquita, cronista social das madrugadas. Não poderia ser mais constrangedor. Nos aplausos, bajulou Fernanda Young exagerando seu talento, como se estivesse na televisão. Mas fez bem, arrancou de vez a máscara de transgressão de "A Idéia".

E acabou com o meu auto-engano.

Escrito por Nelson de Sá às 22h51

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Peças com Luiz Paetow

Texto Gertrude Stein

Adaptação e interpretação inusitada, carregada de concentração,

energia e poros. Unhas avantajadas arranhando a cena muda.

O palco tocado pelas transcendências de Luiz Paetow.

Menino que me veio aos poucos e hoje estabelece comigo

conflitos e magias para nossos instantâneos de alta voltagem.

Ardemos da mesma flebite cênica.

A inspiração do trabalho ainda está navegando em mim.

No cenário, um livro e a arpa de arame farpado.

Acordes em tempo real.

Saí do teatro sozinha, arranhada e suada.

Numa noite fria, amarfanhada em minhas lembranças,

me identificando com os desgastes e cortes do

figurino (e dos braços) do Luiz.

Frestas de um teatro iluminado.

Lusco fusco dirigido por Márcio Aurélio. Aplausos.

Foi prorrogada a temporada até dia 31 de agosto.

Teatro Ágora - SP

Domingos às 18h

Escrito por Lenise Pinheiro às 08h20

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South Pacific

O musical “South Pacific”, neste momento o ingresso mais difícil de achar na Broadway, é Paulo Szot, tudo corre em torno dele, de seu Emile de Becque.

 

Três outras personagens marcadamente americanas, a loira linda e engraçada, o jovem e atlético oficial e o marinheiro “zanni”, alívio cômico no espetáculo, tem até mais boca de cena, mas é como se tudo preparasse para os momentos em que Emile vai cantar.

 

E quando o barítono tão “handsome”, que remete aos galãs dos anos 30 e 40, canta pela primeira vez “Some enchanted evening/ You may see a stranger”, sobre encontrar um estranho, um desconhecido, a platéia do teatro Vivian Beaumont parece prender a respiração.

 

Em parte, a razão é que se concentra em sua personagem o que o musical clássico tem de mais contemporâneo, aquilo em que “South Pacific” fala melhor e mais claramente ao público de hoje.

 

O fazendeiro francês que se recusa a ajudar os militares americanos, que afirma aquela guerra não é dele, que não acredita em “bully” de lado nenhum, é o espelho do resto do mundo para a América de hoje.

 

Outra personagem em que isso se reflete é vietnamita Liat, de Li Jun Li, o amor do tenente americano e por quem ele, afinal, se deixa morrer. Seus poucos movimentos de dança, em cena, remetem à delicada sombra asiática que volta a assustar a América.

 

 

Mas às vezes o musical, nesta remontagem, mais parece peça de museu, e não apenas nos cenários e figurinos, com seus biquínis “vintage”, anos 40.

 

O que o diretor Bartlett Sher buscou, ao que parece, foi um instantâneo do modo de vida americano, quando ainda era ingênuo, auto-enganado, tanto na Broadway de meados do século 20 como na “guerra certa” que foi a luta contra alemães e japoneses imperialistas.

 

É significativo, como relata Harold Prince na revista do Lincoln Center, que tanto ele como Stephen Sondheim estivessem lá, na platéia da estréia de “South Pacific” na Broadway, no Majestic, em 1949.

 

Convidados respectivamente por Richard Rodgers e Oscar Hammerstein II, os compositores de “South Pacific”, Prince e Sondheim se conheceram naquela noite _e nas décadas seguintes sepultaram, como diretor e compositor, a Broadway ingênua de seus respectivos mentores.

 

Em parte, a remontagem de “South Pacific” por Sher é saudada por críticos como Ben Brantley, do “New York Times”, exatamente por trazer de volta aquela América que não existe mais.

 

Mas não tem jeito, o veneno está lá, lançado na origem por Rodgers & Hammerstein: é o fazendeiro francês _ou o ator brasileiro_ que comanda atenções, não a enfermeira de Arkansas ou o marujo de livre iniciativa.

 

 

Sobre Szot, um último registro: ele, que foi bailarino e é cantor de ópera, em “South Pacific” se revela um ator de presença superior, cuja contenção de gestos e emoções serve para intensificar ainda mais cada explosão.

 

É o que acontece em canções tristes como “This Nearly Was Mine”, mas também em diálogos como a recusa resoluta da guerra e a posterior aceitação dela, pela simples amizade por um jovem que, como ele, sofre de amor.

Escrito por Nelson de Sá às 16h43

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A Pena da Galhofa: Contos de Machado de Assis

Os contos "O Espelho" e "A Cartomante" são encenados

pela cia. Elevador de Teatro Panorâmico

Direção Marcelo Lazzaratto

Atores Ademir Emboava,

Gabriel Mizziara,

Atrizes Marina Vieira (esq) e Carolina Fabri

Sesc Carmo - Centro de SP

Hoje, quarta, quinta e sexta às 18h

Escrito por Lenise Pinheiro às 09h38

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Dercy Gonçalves

Nos camarins da Ethernidade

Comemorações por ocasião dos 100 anos

Rio de Janeiro, 11 de abril de 2007

Escrito por Lenise Pinheiro às 20h19

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August: Osage County

Lá pelo final das três horas e meia de “August: Osage County”, uma das três filhas se pergunta por que o pai quase septuagenário, poeta e alcóolatra, se matou.

 

Foi por um sem-n’umero de razões, mas ao fim e ao cabo foi pela decadência da América, metaforizada na peça pela família torta, pelo amontoado de horrores diante do qual o público é levado a rir e também chorar pelo talento do dramaturgo Tracy Letts.

 

Sempre imaginei o que aconteceria com Sarah Kane e seu teatro “in-yer-face” se ela sobrevivesse e se tornasse parte do “mainstream”, do teatro mais estabelecido. Pois Letts é um galho americano daquela dramaturgia que cresceu década e meia atrás, do outro lado do Atlântico, e agora está em pleno Music Box, rua 45 com Times Square.

 

Por “August”, este ano, ele levou não apenas o Tony de peça séria, ou seja, não musical, mas também o Pulitzer. E todas as obsessões “in-yer-face” seguem lá, na boca de cena: suicídio, pedofilia, incesto.

 

Mas agora é possível rir delas. Ou melhor, elas se integraram de vez à tradição realista do drama familiar americano, desde Eugene O`Neill até Tony Kushner, só que agora, talvez, com um pouco mais de naturalismo e auto-ironia.

 

É uma grande peça, inesperadamente popular para sua duração e pelas imagens que trabalha. Mas é também um pouco frustrante pelo contraste com o rigor e o sentido trágico que transpiravam de “Killer Joe”, do mesmo Letts, que vi num pequeno teatro do Village, exatos dez anos atrás.

 

Em parte, imagino que seja porque Letts, de Oklahoma, e o Steppenwolf, o célebre grupo de Chicago, não são mais novatos ou jovens.

 

A dramaturgia é de pleno domínio, quase perfeita ao menor detalhe de mudança na trama ou de “one-liner”. As interpretações de todo o elenco “ensemble”, mas especialmente de Amy Morton como a filha mais velha (Barbara) e de Stella Parsons como a mãe (Violet), são emblemáticas, sumários complexos da família americana.

 

Mas é a América, a própria nação, que está sendo questionada por “August”, no histórico teatro de Irving Berlin.

 

Como alerta o pai e confirma a filha, nos quase solilóquios de abertura e perto do final, ambos diante da empregada indígena, “americana nativa”, alguma coisa aconteceu na América. Ninguém percebeu, talvez algum poeta, mas aquele país que tanto prometia, da geração dos pais das três irmãs de Osage County, vive hoje estagnação e decadência.

 

Espelha o que se sente nas ruas, nos jornais e telejornais de NY, atrás da máscara do chauvinismo militar e econômico.

 

PS 20.7 - Letts, hoje em página e meia no "Arts & Leisure", fala de "August", dos prêmios, do pai que morreu em fevereiro e que interpretou o patriarca na montagem original de Chicago. E conta de sua nova peça, "Superior Noduts", inspirada em outra, de seu amigo anglo-irlandês Martin McDonagh, para quem dramaturgos devem jogar as coisas na cara das pessoas, "in-yer-face".

Escrito por Nelson de Sá às 19h54

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Festival de Teatro de Rio Preto - 2008

L'Oratorio d'Aurélia

Direção Victoria Thierrée Chaplin

Atriz, dançarina, acrobata e ilusionista

Aurélia Thierrée

Teatro Municipal - São José do Rio Preto

Hoje às 21h30

Escrito por Lenise Pinheiro às 11h51

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Cordélia Brasil

Texto Antonio Bivar

Direção Gilberto Gawronski

Elenco Maria Padilha,

George Salmo

e Cadu Fávero

Cenário Luiz Henrique Sá

Iluminação Maneco Quinderé

Figurino Marcelo Pies

Visagismo Márcio Mitkay

Teatro Seta - São José do Rio Preto

Dias 18 e 19 de julho às 21h30 

Escrito por Lenise Pinheiro às 14h21

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Congresso Internacional do Medo

Grupo Espanca!_BELO HORIZONTE_MG

TEXTO E DIREÇÃO GRACE PASSÔ

ATORES MARISE DINIZ (MÁSCARA BRANCA), MARIANA MAIOLINE (BURCA),

MARCELO CASTRO (ÍNDIO), GUSTAVO BONES (ÓCULOS), SÉRGIO PENNA

(MÁSCARA BRANCA), ALEXANDRE DE SENA, GLÁUCIA VANDEVELD E

ISABEL STUART

Teatro do Colégio Ressurreição - São José do Rio Preto

Dias 17, 18 e 19 de julho às 19h

Escrito por Lenise Pinheiro às 10h52

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Na Broadway

Desembarquei, comprei o “New York Times” e lá estava em página inteira, capa de caderno, que “Bohemia” está nas últimas. Boêmia é como Jonathan Larson descreveu seu East Village em “Rent”, que estreou no século passado e, daqui a um mês, faz sua última apresentação na Broadway.

 

O que está nas últimas é também o East Village, como o conheceu o compositor Larson, que morreu às vésperas da estréia do musical, ainda off Broadway. Fui até o Live Café em Alphabet City, onde se passa parte do espetáculo, e não achei tão decadente assim. Nem o East Village tão mudado.

 

Está, sim, mais cheio de gente. A cidade inteira está, o Times Square, as ruas todas. Antes de viajar, Agnes Zuliani, que conheci nesta mesma NY há duas décadas e que estava aqui algumas semanas atrás, bem que avisou. A cidade está intransitável. Sempre foi, mas agora mal se consegue andar pelas calçadas.

 

“Rent” foi importante nem tanto por sua qualidade, apesar da óbvia filiação de Larson a Stephen Sondheim e das canções que deixa para a memória da Broadway, mas pelo impacto de mercado que representou para os musicais. De uma hora para outra, rejuvenesceu o público envelhecido por  Andrew Lloyd Weber.

 

 

Mas basta de “Rent”, de seus 12 intermináveis anos. Nem quis assistir de novo, estou ainda traumatizado pela odiosa versão para cinema que saiu há três anos. De musical pop, queria ver “Spamalot”, que seguiu “The Producers”, de Mel Brooks, e levou o melhor humor das últimas décadas para a Broadway.

 

Escrito e composto por Eric Idle, com John Du Prez, a partir do “Holy Grail” de 1975, reproduz quadros inteiros e canções que muita gente da platéia, eu inclusive, conhece de cor. Não falta nem a cena do cavaleiro que perde pernas e braços. Assim como “Producers”, a passagem ao palco foi sem maiores solavancos.

 

Para quem desconfia, como eu desconfiava, que Idle, apesar do apoio de John Cleese e Michael Palin, fez concessões demais ao gosto médio americano e segurou o humor corrosivo do grupo, logo vem uma cena sobre judeus na Broadway que não deixa dúvida de que carrega o espírito do Monty Python.

 

Merecidamente, ganhou Tony e tudo mais, há três edições. Não consigo acompanhar como antes, mas tenho a sensação muito clara de que, começando pelo “Bring in da Noise” de George C. Wolfe e Savion Glover, passando pelos citados e outros tantos nesta última década, os musicais se reencontraram no universo pop da América e do mundo.

Escrito por Nelson de Sá às 10h50

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As Três Velhas

Texto Alejandro Jodorowsky

Teatro Pândega (Risco Cênico) - São Paulo

Direção Maria Alice Vergueiro

Direção de Arte Simone Mina (foto) e Carolina Bertier

Iluminação Platão Capurro Filho

Teatro do Sesc - São José do Rio Preto

Ensaio aberto dia 16 de julho de 2008

Escrito por Lenise Pinheiro às 10h47

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Besouro Cordão de Ouro

Texto, músicas e letras Paulo César Pinheiro

Direção João das Neves

Direção musical Luciana Rabello

Coordenador geral de capoeira Mestre Camisa

Cenografia Ney Madeira

Figurinos Rodrigo Cohen

Iluminação Paulo Cesár Medeiros

Teatro Sesc Arena - São José do Rio Preto

Dias 16, 17 e 18 de julho às 21h30 

Escrito por Lenise Pinheiro às 14h14

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Será que ele é?

Escritor, quadrinista ou ator?

Não, ele não é Lourenço Mutarelli

Confundido o tempo todo, ele aproveita a participação no

Festival de Teatro.

Flávio Stevan é o nome dele. Técnico de palco e iluminação

Escrito por Lenise Pinheiro às 13h33

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Aqueles Dois

Texto Caio Fernando Abreu

Cia. Teatral Palhaços Noturnos - São José do Rio Preto

Direção, trilha sonora e iluminação Ricardo Mattiolli

Elenco Henrique Nerys, Luiz Perez,

Cibele Sampaio, Clara Tremura, Danilo Melo e Luciana Gadoti

Nos camarins, Luiz Perez

Cenografia Araguaí Garcia

Teatro Nelson Castro - São José do Rio Preto

Hoje 19h

Escrito por Lenise Pinheiro às 04h24

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Estréia hoje

O Pupilo Quer Ser Tutor

Cia. Teatro sim... por que não?!!!

Florianópolis - SC

Texto Peter Handke

Direção Francisco Medeiros

Co-direção José Ronaldo Faleiro

Atores Leon de Paula e Nazareno Pereira

Iluminação Domingos Quintiliano

Figurinos Fernando Marés

Trilha sonora Aline Meyer

Maquiagem Júlio Maurício

Teatro Swift 1 - São José do Rio Preto

Dias 14, 15 e 16 às 21h30

Escrito por Lenise Pinheiro às 13h11

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Cachorro!

Texto de Jô Bilac

TEATRO INDEPENDENTE - RIO DE JANEIRO

Direção Vinícius Arneiro

Atores Carolina Pismel, Lelipe Abib e Paulo Verlings

Cenário Daniele Geammal

Iluminação Paulo César Medeiros

Figurinos Júlia Marini

Teatro do Sesc - São José do Rio Preto

HOJE ÀS 19H

Escrito por Lenise Pinheiro às 13h05

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Aqueles Dois

Texto Caio Fernando Abreu

Concepção Cia. Luna Lunera - Belo Horizonte

Atores Odilon Esteves

Rômulo Braga (esq) e Marcelo Souza e Silva

e Cláudio Dias

Hoje 23h

Teatro do Sesi - São José do Rio Preto

Escrito por Lenise Pinheiro às 15h34

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Kavka - Agarrado num traço a lápis

Texto Lume Teatro - Campinas

Direção Naomi Silman

Ator Ricardo Puccetti

Cenografia Maxim Bucharetchi

Iluminação Eduardo Albergaria

Figurinos Juliana Pfeifer

Hoje 19h

Teatro Nelson Castro - São José do Rio Preto

Escrito por Lenise Pinheiro às 13h01

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Os Morenos em Rio Preto

Newton Moreno - Dramaturgo

Participa da discussão em torno da Dramaturgia

Brasileira Contemporânea

Carlos Moreno - Ator

Promove o lançamento do Livro Pod Minoga Studio - Sesc Edições

Afetividades, enredos e texturas projetadas para o

passado, presente e futuro

Aqui no Festival de Teatro - São José do Rio Preto

Escrito por Lenise Pinheiro às 12h24

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Estréia mundial

O RETORNO AO DESERTO

COMPAGNIE DRAMATIQUE PARNAS BRASIL FRANÇA

DIREÇÃO CATHERINE MARVAS

MOVIMENTAÇÃO, CENÁRIOS, CUMPRIMENTOS, AMORES DE AMIGOS,

FESTIVAL DE TEATRO, ENSAIOS PARA A COBERTURA

SANDRA COVERLONI CANNES(NIZADA) EM RIO PRETO

CENOGRAFIA CARLOS CALVO

LUZ MICHEL THEUIL

FIGURINOS BIA JUNQUEIRA

TEATRO MUNICIPAL HUMBERTO SINIBALDI NETO

SÃO JOSÉ DO RIO PRETO

HOJE 21H30

Escrito por Lenise Pinheiro às 12h11

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Romance, vol. II

Semanas atrás, um lingüista da universidade de Sheffield e um engenheiro de som apareceram com uma pesquisa provando que "a voz perfeita" é da atriz Judi Dench.

Ou melhor, é ela quem chega mais perto da fórmula que eles desenvolveram, com coisas como não expressar mais que 164 palavras por minuto, "pausar 0,48 segundos entre as sentenças" e deixar cair a entonação ao longo de cada sentença, não subir.

A especulação me fez rir porque Judi Dench, ela mesma, pensa diferente. A grande atriz, sem ter preparo, cantou maravilhosamente em "A Little Night Music", que eu vi. Cantou "Send in the Clowns" como ninguém, do que já ouvi em gravação.

Mas admitiu sem contrangimento não ter alcance de voz nem treinamento. Disse que consegue enganar, se recordo a expressão, porque é atriz, com envolvimento de atriz, não técnica vocal.

O musical é estupendo, o melhor de Sondheim ao lado de "Company", e desde então _e diante do que ela falou_ fantasio quem poderia fazer o papel de Desiree Armfeldt por aqui.

A protagonista, atriz consagrada e sozinha e avassaladora, no universo cruel e vazio de Sondheim e seu inspirador Ingmar Bergman, seria representada por Bete Coelho ou Marília Pêra ou Cristiane Torloni, quem sabe Denise Assunção, todas mulheres de teatro.

Mas sempre retorno, no elenco imaginário do meu musical de sonho, para Marisa Orth, a prima de Cacilda. Não só por cantar e ter aquelas pernas gigantescas, mas porque a atriz tem a marca da tristeza de Sondheim e Bergman, da consciência excessiva, da desesperança.

Dizem que é comediante, deve ser mesmo, mas em tudo o que pude assistir transpira muito mais. Deve ser o que a aproxima tanto de Flavio de Souza, que faz comédia com a morte.

Lá fui eu então ver "Romance, vol. II", seu show de cabaré no Café Uranus, perto do jornal. Sei que falam muito bem da voz de Marisa Orth, mas o que me levou na apresentação, a exemplo do que acontecia expressamente com Judi Dench, é a atriz.

É o que carrega as próprias canções: a concentração que ela atinge, a maneira como penetra e se entrega aos breves enredos, como se deixa tomar pelas palavras. Faz lembrar Marlene Dietrich.

Não tenho programa do espetáculo nem os textos escritos por Teté Martinho, mas guardei frases como aquela sobre "o sorriso triste que me acompanha até hoje".

Guardei também, pelo arrebatamento que me levou, as interpretações para "As Dores do Mundo", de Hyldon, e "Sofre", de Tim Maia, no momento maior da apresentação.
 
Depois de alguma delas, ela se virou e falou, "eu não sei de vocês, mas eu adoro fazer este show".

Escrito por Nelson de Sá às 22h38

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Prêt-à-Porter Coletânea 1

Coordenação Antunes Filho

A Garota da Internet

Atores Arieta Corrêa e Marcelo Szpektor

Ponto sem Retorno

Atores Emerson Danesi e Marcelo Szpektor

Cenas da série teatral na Livraria Cultura

Teatro Eva Herz

Terças às 19h30

Escrito por Lenise Pinheiro às 09h53

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A Reserva

Com Irene Ravache

e Evandro Soldatelli

Texto Marta Góes

Direção Regina Galdino

Cenários e figurinos Fabio Namatame

Teatro Cosipa - SP

Sex 21h30, sáb 21h e dom 18h

Escrito por Lenise Pinheiro às 10h56

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Encontros Notáveis

Núcleo Bartolomeu de Depoimentos

Jam teatral dirigida por Luaa Gabanini

Concepção e atuação Eugênio Lima

Dramaturgia e figurinos Claudia Schapira

Direção de arte Achiles Luciano

Iluminação Guilherme Bonfanti

Atriz Daniela Evelise

Sesc Paulista

Sex e Sáb 21h30 Dom 19h30

Até 06 de julho

Escrito por Lenise Pinheiro às 18h46

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Cachorro Morto

Texto e Direção Leonardo Moreira

Iluminação Marisa Bentivegna

Atores Aline Filócomo, Luciana Paez, Bruno Freire

Sesc Avenida Paulista - SP

Quintas às 20h

Escrito por Lenise Pinheiro às 17h21

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Porgy e Bess

Não sei se já contei esta história antes, mas ouvi do americano Stephen Sondheim certa vez, num evento do teatro National, em Londres, o motivo de ele não compor uma ópera e se manter nos musicais. Afinal, diziam todos, não falta a ele talento, conhecimento.
 
Sua resposta não poderia ser mais simples, quase ingênua. Ele gosta de misturar diálogos falados, "spoken", com canções.
 
É o que penso desde então, quando testemunho qualquer desdém com o teatro musical, em relação ao teatro "straight" ou ao teatro lírico. É teatro, ponto.
 
O pensamento voltou ao ver "Porgy and Bess" na terceira e derradeira sessão no lindo teatro São Pedro, anteontem no final do dia. A criação é dada por ópera, daí as poucas apresentações lotadas, mas bem que poderia entrar em cartaz, talvez no Sergio Cardoso que, em pleno Bixiga, é administrado pela mesma "organização social" do São Pedro.
 
Poderia então enfrentar a exaustão dos intérpretes, meses em cartaz, a exigência de "stand-in", o comércio e tudo mais que faz do teatro uma arte de Dionísio, não de Apolo.
 
A biografia do americano George Gershwin, que tenho em edição de 93 da José Olympio, diz que ele mesmo escolheu estrear "Porgy" no teatro Guild por razões "muito práticas", a saber, "enquanto o Metropolitan colocaria 'Porgy' em cartaz poucas vezes, o Guild ofereceu a possibilidade de uma longa carreira na Broadway".
 
"Porgy and Bess" só viria a ser recebido como ópera pelo Metropolitan, não mais como musical, em 85, meio século após a estréia no Guild.
 
Mas a discussão é formal e importa apenas, no meu caso, porque como ópera caem as apresentações, nada mais. Até porque a encenação no São Pedro tem tudo de musical, aliás, lembra demais a montagem de Trevor Nunn no mesmo National.
 
Encontrei com João Batista Natali no intervalo, ele que sabe mais, e concordei: de Elenis Guimarães com "Summertime" na primeira cena a Geílson Santos com "It ain't necessarily so" fechando o primeiro ato, todos cantaram bem demais.
 
E atuaram também, Geílson em especial, de grande comicidade física e escorrendo ironia, mas também Ednéia de Oliveira, que faz Serena em sinal oposto, quase integralmente trágica e, para mim, emocionante. Não ficaram atrás David Marcondes e outros mais.
 
Mas "Porgy and Bess" foi de José Gallisa e Edna D'Oliveira, nos personagens-títulos. A trajetória do mendigo aleijado Porgy, que não tem nada e só quer Bess, e da lasciva Bess, que reconhece nele o seu amor, por mais fraca que seja à sedução, é o coração da história.
 
Os dois precisam se entrelaçar e romper perfeitamente, nos duetos e em tudo de "Porgy and Bess". Foi o que aconteceu.

Escrito por Nelson de Sá às 21h51

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Amigos Presentes

Amigos são portas, águas e sorrisos. Não podem faltar.

Eles nos preparam para os invernos da alma.

Saciam nossas curiosidades e sorriem para nos acariciar.

O toque vindo de um amigo tem a sedução das palavras.

Estabelece vínculos inquebrantáveis. 

Vivemos a vida dos amigos sempre de perto. Unidos.

Ensaiamos com eles cenas, convívios e conflitos.

Sob o calor dos refletores da felicidade que é ter um amigo.

Escolher um presente é fácil. Estar presente mais ainda.

Nossos amigos nos comovem como uma peça de teatro.

Eles nos emitem sinais para que o espetáculo continue.

Apontam à direção do amor nos cenários que a amizade constrói.

Aproveito para lembrar que Amigos Ausentes, texto de Alan Ayckbourn,

está em cartaz no Espaço dos Parlapatões, às terças, 21h.

Nilton Bicudo e Ivan Andrade dirigem o espetáculo, onde a tragédia humana

é negligenciada pela omissão daqueles que deixam para trás rastros

superficiais de companheirismo.

A amizade nos eleva ao grau máximo, para minimizar as dores da vida.

O poder da presença de um amigo, nas pegadas das trilhas da lógica.

Nos palcos das nossas existências.

MERDA

Atores: Alexandre Freitas, Daniel Warren e Edson Aranha

 

Escrito por Lenise Pinheiro às 07h30

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PERFIL

Lenise Pinheiro Blog de teatro com textos e fotografias de peças em cartaz ou por estrear. Montagens antigas, ensaios, indicações e vivências e experimentos. Eventuais visitas a salas de teatro, e suas respectivas companhias. Coberturas de Festivais de Teatro, apontamentos com novidades e curiosidades em torno do tema.

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