Quase Dercy
Brincando em cima daquilo
Texto Dario Fo

Direção Otávio Müller
Atriz Débora Bloch

Teatro dos Quatro - Rio de Janeiro
Hoje às 21h
Escrito por Lenise Pinheiro às 11h31
A Idéia
Fui parar no teatro Vivo, na ponte do Morumbi, perto de casa mas longe de tudo mais na cidade, com a esperança de encontrar uma mistura de Sandra Bernhard com Sarah Silverman. A primeira cheguei a ver no palco, a segunda só conheço de vídeo. São as comediantes que mais acompanho, hoje, porque misturam ataques violentos a celebridades com extrema politização, aliás politicamente incorreta.
Talvez por aproximação física, achei que Fernanda Young teria alguma coisa delas. Com certeza, o talento para o humor e para carregar nos palavrões é semelhante, pelo que acompanhei de "Os Normais". (Não conheço, a não ser por comerciais, o recente "Irritando Fernanda Young".)
"A Idéia", por outro lado, soava petulante, o que a aproximava mais de Sandra & Sarah. Começa a apresentação e é bem assim. Não é uma atriz, propriamente; dirige-se à platéia, faz tiradas sem parar, espera reação. De início se mostra intimidada, depois passa a mandar no jogo.
Mas não sei bem o que ela pensou ao estrear num teatro como o Vivo, com seus casais paulistanos de Morumbi ou Panamby, tão avessos ao humor mais transgressivo. Mas aos poucos ela derruba resistências, a frieza, e tira dos espectadores mais do que o fascínio por televisão ou a intimidação pelo besteirol agressivo. Caem todos na narrativa, passam a seguir aquela história sem pé nem cabeça.
Da minha parte, já gostei a partir da entrada em cena, quando evidenciou a tensão, o medo quase amador do público. Gostei mais quando entrou a voz de Mario Bortolotto, como uma paródia de Lou Rawls ou coisa parecida, fazendo um canastrão afetado a dizer obviedades de amor.
E me descontrolei de vez em risadas quando ela soltou a piada sobre como os homens acreditam que os cabelos com luzes são naturais, algo assim. Nem chega a ser especialmente engraçado, mas a maneira como falou, o prazer do conflito, até o sotaque, tudo foi adorável.
Porém a petulância não vai muito além daí. Restringe-se à confrontação da platéia, muitas vezes à maneira do besteirol mais grosseiro de Miguel Falabella _e não Pedro Cardoso, que subverte ou subvertia, ao menos nos tempos de "A Macaca" e da dupla com Felipe Pinheiro.
Pior, o que eu mais aguardava, o enfrentamento destrutivo da cultura de celebridades, com um olhar de dentro a exemplo de Sandra & Sarah, acabou se revelando o oposto. (Que é o que costuma acontecer em casos assim, como o de Fausto Silva, que conheci transgressor num programa de auditório na Excelsior, praça Marechal Deodoro, e hoje vende de tudo, a começar de sua própria personagem.)
Eu não sabia, mas entra uma celebridade no final, em participação especial. No caso, Otávio Mesquita, cronista social das madrugadas. Não poderia ser mais constrangedor. Nos aplausos, bajulou Fernanda Young exagerando seu talento, como se estivesse na televisão. Mas fez bem, arrancou de vez a máscara de transgressão de "A Idéia".
E acabou com o meu auto-engano.
Escrito por Nelson de Sá às 22h51
Peças com Luiz Paetow
Texto Gertrude Stein


Adaptação e interpretação inusitada, carregada de concentração,
energia e poros. Unhas avantajadas arranhando a cena muda.

O palco tocado pelas transcendências de Luiz Paetow.



Menino que me veio aos poucos e hoje estabelece comigo
conflitos e magias para nossos instantâneos de alta voltagem.
Ardemos da mesma flebite cênica.



A inspiração do trabalho ainda está navegando em mim.


No cenário, um livro e a arpa de arame farpado.
Acordes em tempo real.
Saí do teatro sozinha, arranhada e suada.
Numa noite fria, amarfanhada em minhas lembranças,
me identificando com os desgastes e cortes do
figurino (e dos braços) do Luiz.

Frestas de um teatro iluminado.
Lusco fusco dirigido por Márcio Aurélio. Aplausos.
Foi prorrogada a temporada até dia 31 de agosto.
Teatro Ágora - SP
Domingos às 18h
Escrito por Lenise Pinheiro às 08h20
South Pacific
O musical “South Pacific”, neste momento o ingresso mais difícil de achar na Broadway, é Paulo Szot, tudo corre em torno dele, de seu Emile de Becque.
Três outras personagens marcadamente americanas, a loira linda e engraçada, o jovem e atlético oficial e o marinheiro “zanni”, alívio cômico no espetáculo, tem até mais boca de cena, mas é como se tudo preparasse para os momentos
E quando o barítono tão “handsome”, que remete aos galãs dos anos 30 e 40, canta pela primeira vez “Some enchanted evening/ You may see a stranger”, sobre encontrar um estranho, um desconhecido, a platéia do teatro Vivian Beaumont parece prender a respiração.
Em parte, a razão é que se concentra em sua personagem o que o musical clássico tem de mais contemporâneo, aquilo em que “South Pacific” fala melhor e mais claramente ao público de hoje.
O fazendeiro francês que se recusa a ajudar os militares americanos, que afirma aquela guerra não é dele, que não acredita em “bully” de lado nenhum, é o espelho do resto do mundo para a América de hoje.
Outra personagem em que isso se reflete é vietnamita Liat, de Li Jun Li, o amor do tenente americano e por quem ele, afinal, se deixa morrer. Seus poucos movimentos de dança, em cena, remetem à delicada sombra asiática que volta a assustar a América.

Mas às vezes o musical, nesta remontagem, mais parece peça de museu, e não apenas nos cenários e figurinos, com seus biquínis “vintage”, anos 40.
O que o diretor Bartlett Sher buscou, ao que parece, foi um instantâneo do modo de vida americano, quando ainda era ingênuo, auto-enganado, tanto na Broadway de meados do século 20 como na “guerra certa” que foi a luta contra alemães e japoneses imperialistas.
É significativo, como relata Harold Prince na revista do Lincoln Center, que tanto ele como Stephen Sondheim estivessem lá, na platéia da estréia de “South Pacific” na Broadway, no Majestic, em 1949.
Convidados respectivamente por Richard Rodgers e Oscar Hammerstein II, os compositores de “South Pacific”, Prince e Sondheim se conheceram naquela noite _e nas décadas seguintes sepultaram, como diretor e compositor, a Broadway ingênua de seus respectivos mentores.
Em parte, a remontagem de “South Pacific” por Sher é saudada por críticos como Ben Brantley, do “New York Times”, exatamente por trazer de volta aquela América que não existe mais.
Mas não tem jeito, o veneno está lá, lançado na origem por Rodgers & Hammerstein: é o fazendeiro francês _ou o ator brasileiro_ que comanda atenções, não a enfermeira de Arkansas ou o marujo de livre iniciativa.

Sobre Szot, um último registro: ele, que foi bailarino e é cantor de ópera, em “South Pacific” se revela um ator de presença superior, cuja contenção de gestos e emoções serve para intensificar ainda mais cada explosão.
É o que acontece em canções tristes como “This Nearly Was Mine”, mas também em diálogos como a recusa resoluta da guerra e a posterior aceitação dela, pela simples amizade por um jovem que, como ele, sofre de amor.
Escrito por Nelson de Sá às 16h43
A Pena da Galhofa: Contos de Machado de Assis

Os contos "O Espelho" e "A Cartomante" são encenados
pela cia. Elevador de Teatro Panorâmico

Direção Marcelo Lazzaratto



Atores Ademir Emboava,

Gabriel Mizziara,

Atrizes Marina Vieira (esq) e Carolina Fabri









Sesc Carmo - Centro de SP
Hoje, quarta, quinta e sexta às 18h
Escrito por Lenise Pinheiro às 09h38
Dercy Gonçalves
Nos camarins da Ethernidade


Comemorações por ocasião dos 100 anos
Rio de Janeiro, 11 de abril de 2007
Escrito por Lenise Pinheiro às 20h19
August: Osage County
Lá pelo final das três horas e meia de “August:
Foi por um sem-n’umero de razões, mas ao fim e ao cabo foi pela decadência da América, metaforizada na peça pela família torta, pelo amontoado de horrores diante do qual o público é levado a rir e também chorar pelo talento do dramaturgo Tracy Letts.
Sempre imaginei o que aconteceria com Sarah Kane e seu teatro “in-yer-face” se ela sobrevivesse e se tornasse parte do “mainstream”, do teatro mais estabelecido. Pois Letts é um galho americano daquela dramaturgia que cresceu década e meia atrás, do outro lado do Atlântico, e agora está em pleno Music Box, rua 45 com Times Square.
Por “August”, este ano, ele levou não apenas o Tony de peça séria, ou seja, não musical, mas também o Pulitzer. E todas as obsessões “in-yer-face” seguem lá, na boca de cena: suicídio, pedofilia, incesto.
Mas agora é possível rir delas. Ou melhor, elas se integraram de vez à tradição realista do drama familiar americano, desde Eugene O`Neill até Tony Kushner, só que agora, talvez, com um pouco mais de naturalismo e auto-ironia.
É uma grande peça, inesperadamente popular para sua duração e pelas imagens que trabalha. Mas é também um pouco frustrante pelo contraste com o rigor e o sentido trágico que transpiravam de “Killer Joe”, do mesmo Letts, que vi num pequeno teatro do Village, exatos dez anos atrás.
Em parte, imagino que seja porque Letts, de Oklahoma, e o Steppenwolf, o célebre grupo de Chicago, não são mais novatos ou jovens.
A dramaturgia é de pleno domínio, quase perfeita ao menor detalhe de mudança na trama ou de “one-liner”. As interpretações de todo o elenco “ensemble”, mas especialmente de Amy Morton como a filha mais velha (Barbara) e de Stella Parsons como a mãe (Violet), são emblemáticas, sumários complexos da família americana.
Mas é a América, a própria nação, que está sendo questionada por “August”, no histórico teatro de Irving Berlin.
Como alerta o pai e confirma a filha, nos quase solilóquios de abertura e perto do final, ambos diante da empregada indígena, “americana nativa”, alguma coisa aconteceu na América. Ninguém percebeu, talvez algum poeta, mas aquele país que tanto prometia, da geração dos pais das três irmãs de Osage County, vive hoje estagnação e decadência.
Espelha o que se sente nas ruas, nos jornais e telejornais de NY, atrás da máscara do chauvinismo militar e econômico.
PS 20.7 - Letts, hoje em página e meia no "Arts & Leisure", fala de "August", dos prêmios, do pai que morreu em fevereiro e que interpretou o patriarca na montagem original de Chicago. E conta de sua nova peça, "Superior Noduts", inspirada em outra, de seu amigo anglo-irlandês Martin McDonagh, para quem dramaturgos devem jogar as coisas na cara das pessoas, "in-yer-face".
Escrito por Nelson de Sá às 19h54
Festival de Teatro de Rio Preto - 2008
L'Oratorio d'Aurélia
Direção Victoria Thierrée Chaplin
Atriz, dançarina, acrobata e ilusionista
Aurélia Thierrée






Teatro Municipal - São José do Rio Preto
Hoje às 21h30
Escrito por Lenise Pinheiro às 11h51
Cordélia Brasil
Texto Antonio Bivar
Direção Gilberto Gawronski

Elenco Maria Padilha,

George Salmo

e Cadu Fávero


Cenário Luiz Henrique Sá

Iluminação Maneco Quinderé
Figurino Marcelo Pies
Visagismo Márcio Mitkay



Teatro Seta - São José do Rio Preto
Dias 18 e 19 de julho às 21h30
Escrito por Lenise Pinheiro às 14h21
Congresso Internacional do Medo
Grupo Espanca!_BELO HORIZONTE_MG


TEXTO E DIREÇÃO GRACE PASSÔ


ATORES MARISE DINIZ (MÁSCARA BRANCA), MARIANA MAIOLINE (BURCA),
MARCELO CASTRO (ÍNDIO), GUSTAVO BONES (ÓCULOS), SÉRGIO PENNA

(MÁSCARA BRANCA), ALEXANDRE DE SENA, GLÁUCIA VANDEVELD E
ISABEL STUART











Teatro do Colégio Ressurreição - São José do Rio Preto
Dias 17, 18 e 19 de julho às 19h
Escrito por Lenise Pinheiro às 10h52
Na Broadway
Desembarquei, comprei o “New York Times” e lá estava em página inteira, capa de caderno, que “
O que está nas últimas é também o East Village, como o conheceu o compositor Larson, que morreu às vésperas da estréia do musical, ainda off Broadway. Fui até o Live Café em
Está, sim, mais cheio de gente. A cidade inteira está, o
“Rent” foi importante nem tanto por sua qualidade, apesar da óbvia filiação de Larson a Stephen Sondheim e das canções que deixa para a memória da Broadway, mas pelo impacto de mercado que representou para os musicais. De uma hora para outra, rejuvenesceu o público envelhecido por Andrew Lloyd Weber.

Mas basta de “Rent”, de seus 12 intermináveis anos. Nem quis assistir de novo, estou ainda traumatizado pela odiosa versão para cinema que saiu há três anos. De musical pop, queria ver “Spamalot”, que seguiu “The Producers”, de Mel Brooks, e levou o melhor humor das últimas décadas para a Broadway.
Escrito e composto por Eric Idle, com John Du Prez, a partir do “Holy Grail” de 1975, reproduz quadros inteiros e canções que muita gente da platéia, eu inclusive, conhece de cor. Não falta nem a cena do cavaleiro que perde pernas e braços. Assim
Para quem desconfia,
Merecidamente, ganhou Tony e tudo mais, há três edições. Não consigo acompanhar
Escrito por Nelson de Sá às 10h50
As Três Velhas
Texto Alejandro Jodorowsky
Teatro Pândega (Risco Cênico) - São Paulo

Direção Maria Alice Vergueiro
Direção de Arte Simone Mina (foto) e Carolina Bertier



Iluminação Platão Capurro Filho










Teatro do Sesc - São José do Rio Preto
Ensaio aberto dia 16 de julho de 2008
Escrito por Lenise Pinheiro às 10h47
Besouro Cordão de Ouro
Texto, músicas e letras Paulo César Pinheiro
Direção João das Neves
Direção musical Luciana Rabello

Coordenador geral de capoeira Mestre Camisa
Cenografia Ney Madeira
Figurinos Rodrigo Cohen
Iluminação Paulo Cesár Medeiros
Teatro Sesc Arena - São José do Rio Preto
Dias 16, 17 e 18 de julho às 21h30
Escrito por Lenise Pinheiro às 14h14
Será que ele é?
Escritor, quadrinista ou ator?
Não, ele não é Lourenço Mutarelli

Confundido o tempo todo, ele aproveita a participação no
Festival de Teatro.
Flávio Stevan é o nome dele. Técnico de palco e iluminação
Escrito por Lenise Pinheiro às 13h33
Aqueles Dois
Texto Caio Fernando Abreu
Cia. Teatral Palhaços Noturnos - São José do Rio Preto
Direção, trilha sonora e iluminação Ricardo Mattiolli

Elenco Henrique Nerys, Luiz Perez,

Cibele Sampaio, Clara Tremura, Danilo Melo e Luciana Gadoti


Nos camarins, Luiz Perez

Cenografia Araguaí Garcia





Teatro Nelson Castro - São José do Rio Preto
Hoje 19h
Escrito por Lenise Pinheiro às 04h24
Estréia hoje
O Pupilo Quer Ser Tutor
Cia. Teatro sim... por que não?!!!
Florianópolis - SC



Texto Peter Handke
Direção Francisco Medeiros
Co-direção José Ronaldo Faleiro


Atores Leon de Paula e Nazareno Pereira





Iluminação Domingos Quintiliano
Figurinos Fernando Marés
Trilha sonora Aline Meyer
Maquiagem Júlio Maurício

Teatro Swift 1 - São José do Rio Preto
Dias 14, 15 e 16 às 21h30
Escrito por Lenise Pinheiro às 13h11
Cachorro!
Texto de Jô Bilac

TEATRO INDEPENDENTE - RIO DE JANEIRO
Direção Vinícius Arneiro
Atores Carolina Pismel, Lelipe Abib e Paulo Verlings


Cenário Daniele Geammal
Iluminação Paulo César Medeiros
Figurinos Júlia Marini




Teatro do Sesc - São José do Rio Preto
HOJE ÀS 19H
Escrito por Lenise Pinheiro às 13h05
Aqueles Dois
Texto Caio Fernando Abreu

Concepção Cia. Luna Lunera - Belo Horizonte

Atores Odilon Esteves

Rômulo Braga (esq) e Marcelo Souza e Silva


e Cláudio Dias







Hoje 23h
Teatro do Sesi - São José do Rio Preto
Escrito por Lenise Pinheiro às 15h34
Kavka - Agarrado num traço a lápis
Texto Lume Teatro - Campinas

Direção Naomi Silman
Ator Ricardo Puccetti


Cenografia Maxim Bucharetchi




Iluminação Eduardo Albergaria
Figurinos Juliana Pfeifer





Hoje 19h
Teatro Nelson Castro - São José do Rio Preto
Escrito por Lenise Pinheiro às 13h01
Os Morenos em Rio Preto
Newton Moreno - Dramaturgo

Participa da discussão em torno da Dramaturgia
Brasileira Contemporânea
Carlos Moreno - Ator

Promove o lançamento do Livro Pod Minoga Studio - Sesc Edições

Afetividades, enredos e texturas projetadas para o
passado, presente e futuro
Aqui no Festival de Teatro - São José do Rio Preto
Escrito por Lenise Pinheiro às 12h24
Estréia mundial
O RETORNO AO DESERTO
COMPAGNIE DRAMATIQUE PARNAS BRASIL FRANÇA

DIREÇÃO CATHERINE MARVAS

MOVIMENTAÇÃO, CENÁRIOS, CUMPRIMENTOS, AMORES DE AMIGOS,
FESTIVAL DE TEATRO, ENSAIOS PARA A COBERTURA
SANDRA COVERLONI CANNES(NIZADA) EM RIO PRETO





CENOGRAFIA CARLOS CALVO
LUZ MICHEL THEUIL
FIGURINOS BIA JUNQUEIRA


TEATRO MUNICIPAL HUMBERTO SINIBALDI NETO
SÃO JOSÉ DO RIO PRETO
HOJE 21H30
Escrito por Lenise Pinheiro às 12h11
Romance, vol. II
Ou melhor, é ela quem chega mais perto da fórmula que eles desenvolveram, com coisas como não expressar mais que 164 palavras por minuto, "pausar 0,48 segundos entre as sentenças" e deixar cair a entonação ao longo de cada sentença, não subir.
A especulação me fez rir porque Judi Dench, ela mesma, pensa diferente. A grande atriz, sem ter preparo, cantou maravilhosamente em "A Little Night Music", que eu vi. Cantou "Send in the Clowns" como ninguém, do que já ouvi em gravação.
Mas admitiu sem contrangimento não ter alcance de voz nem treinamento. Disse que consegue enganar, se recordo a expressão, porque é atriz, com envolvimento de atriz, não técnica vocal.
O musical é estupendo, o melhor de Sondheim ao lado de "Company", e desde então _e diante do que ela falou_ fantasio quem poderia fazer o papel de Desiree Armfeldt por aqui.
A protagonista, atriz consagrada e sozinha e avassaladora, no universo cruel e vazio de Sondheim e seu inspirador Ingmar Bergman, seria representada por Bete Coelho ou Marília Pêra ou Cristiane Torloni, quem sabe Denise Assunção, todas mulheres de teatro.
Mas sempre retorno, no elenco imaginário do meu musical de sonho, para Marisa Orth, a prima de Cacilda. Não só por cantar e ter aquelas pernas gigantescas, mas porque a atriz tem a marca da tristeza de Sondheim e Bergman, da consciência excessiva, da desesperança.
Dizem que é comediante, deve ser mesmo, mas em tudo o que pude assistir transpira muito mais. Deve ser o que a aproxima tanto de Flavio de Souza, que faz comédia com a morte.
Lá fui eu então ver "Romance, vol. II", seu show de cabaré no Café Uranus, perto do jornal. Sei que falam muito bem da voz de Marisa Orth, mas o que me levou na apresentação, a exemplo do que acontecia expressamente com Judi Dench, é a atriz.
É o que carrega as próprias canções: a concentração que ela atinge, a maneira como penetra e se entrega aos breves enredos, como se deixa tomar pelas palavras. Faz lembrar Marlene Dietrich.
Não tenho programa do espetáculo nem os textos escritos por Teté Martinho, mas guardei frases como aquela sobre "o sorriso triste que me acompanha até hoje".
Guardei também, pelo arrebatamento que me levou, as interpretações para "As Dores do Mundo", de Hyldon, e "Sofre", de Tim Maia, no momento maior da apresentação.
Escrito por Nelson de Sá às 22h38
Prêt-à-Porter Coletânea 1
Coordenação Antunes Filho
A Garota da Internet

Atores Arieta Corrêa e Marcelo Szpektor

Ponto sem Retorno
Atores Emerson Danesi e Marcelo Szpektor



Cenas da série teatral na Livraria Cultura
Teatro Eva Herz
Terças às 19h30
Escrito por Lenise Pinheiro às 09h53
A Reserva
Com Irene Ravache

e Evandro Soldatelli

Texto Marta Góes
Direção Regina Galdino




Cenários e figurinos Fabio Namatame



Teatro Cosipa - SP
Sex 21h30, sáb 21h e dom 18h
Escrito por Lenise Pinheiro às 10h56
Encontros Notáveis
Núcleo Bartolomeu de Depoimentos

Jam teatral dirigida por Luaa Gabanini



Concepção e atuação Eugênio Lima

Dramaturgia e figurinos Claudia Schapira

Direção de arte Achiles Luciano
Iluminação Guilherme Bonfanti


Atriz Daniela Evelise

Sesc Paulista
Sex e Sáb 21h30 Dom 19h30
Até 06 de julho
Escrito por Lenise Pinheiro às 18h46
Cachorro Morto

Texto e Direção Leonardo Moreira


Iluminação Marisa Bentivegna
Atores Aline Filócomo, Luciana Paez, Bruno Freire










Sesc Avenida Paulista - SP
Quintas às 20h
Escrito por Lenise Pinheiro às 17h21
Porgy e Bess
Escrito por Nelson de Sá às 21h51
Amigos Presentes
Amigos são portas, águas e sorrisos. Não podem faltar.
Eles nos preparam para os invernos da alma.
Saciam nossas curiosidades e sorriem para nos acariciar.
O toque vindo de um amigo tem a sedução das palavras.
Estabelece vínculos inquebrantáveis.
Vivemos a vida dos amigos sempre de perto. Unidos.
Ensaiamos com eles cenas, convívios e conflitos.
Sob o calor dos refletores da felicidade que é ter um amigo.
Escolher um presente é fácil. Estar presente mais ainda.
Nossos amigos nos comovem como uma peça de teatro.
Eles nos emitem sinais para que o espetáculo continue.
Apontam à direção do amor nos cenários que a amizade constrói.

Aproveito para lembrar que Amigos Ausentes, texto de Alan Ayckbourn,
está em cartaz no Espaço dos Parlapatões, às terças, 21h.
Nilton Bicudo e Ivan Andrade dirigem o espetáculo, onde a tragédia humana
é negligenciada pela omissão daqueles que deixam para trás rastros
superficiais de companheirismo.
A amizade nos eleva ao grau máximo, para minimizar as dores da vida.
O poder da presença de um amigo, nas pegadas das trilhas da lógica.
Nos palcos das nossas existências.
MERDA

Atores: Alexandre Freitas, Daniel Warren e Edson Aranha
Escrito por Lenise Pinheiro às 07h30

