Cacilda
 

Encontros Notáveis

Núcleo Bartolomeu de Depoimentos

Jam teatral dirigida por Luaa Gabanini

Concepção e atuação Eugênio Lima

Dramaturgia e figurinos Claudia Schapira

Direção de arte Achiles Luciano

Iluminação Guilherme Bonfanti

Atriz Daniela Evelise

Sesc Paulista

Sex e Sáb 21h30 Dom 19h30

Até 06 de julho

Escrito por Lenise Pinheiro às 18h46

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Cachorro Morto

Texto e Direção Leonardo Moreira

Iluminação Marisa Bentivegna

Atores Aline Filócomo, Luciana Paez, Bruno Freire

Sesc Avenida Paulista - SP

Quintas às 20h

Escrito por Lenise Pinheiro às 17h21

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Porgy e Bess

Não sei se já contei esta história antes, mas ouvi do americano Stephen Sondheim certa vez, num evento do teatro National, em Londres, o motivo de ele não compor uma ópera e se manter nos musicais. Afinal, diziam todos, não falta a ele talento, conhecimento.
 
Sua resposta não poderia ser mais simples, quase ingênua. Ele gosta de misturar diálogos falados, "spoken", com canções.
 
É o que penso desde então, quando testemunho qualquer desdém com o teatro musical, em relação ao teatro "straight" ou ao teatro lírico. É teatro, ponto.
 
O pensamento voltou ao ver "Porgy and Bess" na terceira e derradeira sessão no lindo teatro São Pedro, anteontem no final do dia. A criação é dada por ópera, daí as poucas apresentações lotadas, mas bem que poderia entrar em cartaz, talvez no Sergio Cardoso que, em pleno Bixiga, é administrado pela mesma "organização social" do São Pedro.
 
Poderia então enfrentar a exaustão dos intérpretes, meses em cartaz, a exigência de "stand-in", o comércio e tudo mais que faz do teatro uma arte de Dionísio, não de Apolo.
 
A biografia do americano George Gershwin, que tenho em edição de 93 da José Olympio, diz que ele mesmo escolheu estrear "Porgy" no teatro Guild por razões "muito práticas", a saber, "enquanto o Metropolitan colocaria 'Porgy' em cartaz poucas vezes, o Guild ofereceu a possibilidade de uma longa carreira na Broadway".
 
"Porgy and Bess" só viria a ser recebido como ópera pelo Metropolitan, não mais como musical, em 85, meio século após a estréia no Guild.
 
Mas a discussão é formal e importa apenas, no meu caso, porque como ópera caem as apresentações, nada mais. Até porque a encenação no São Pedro tem tudo de musical, aliás, lembra demais a montagem de Trevor Nunn no mesmo National.
 
Encontrei com João Batista Natali no intervalo, ele que sabe mais, e concordei: de Elenis Guimarães com "Summertime" na primeira cena a Geílson Santos com "It ain't necessarily so" fechando o primeiro ato, todos cantaram bem demais.
 
E atuaram também, Geílson em especial, de grande comicidade física e escorrendo ironia, mas também Ednéia de Oliveira, que faz Serena em sinal oposto, quase integralmente trágica e, para mim, emocionante. Não ficaram atrás David Marcondes e outros mais.
 
Mas "Porgy and Bess" foi de José Gallisa e Edna D'Oliveira, nos personagens-títulos. A trajetória do mendigo aleijado Porgy, que não tem nada e só quer Bess, e da lasciva Bess, que reconhece nele o seu amor, por mais fraca que seja à sedução, é o coração da história.
 
Os dois precisam se entrelaçar e romper perfeitamente, nos duetos e em tudo de "Porgy and Bess". Foi o que aconteceu.

Escrito por Nelson de Sá às 21h51

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Amigos Presentes

Amigos são portas, águas e sorrisos. Não podem faltar.

Eles nos preparam para os invernos da alma.

Saciam nossas curiosidades e sorriem para nos acariciar.

O toque vindo de um amigo tem a sedução das palavras.

Estabelece vínculos inquebrantáveis. 

Vivemos a vida dos amigos sempre de perto. Unidos.

Ensaiamos com eles cenas, convívios e conflitos.

Sob o calor dos refletores da felicidade que é ter um amigo.

Escolher um presente é fácil. Estar presente mais ainda.

Nossos amigos nos comovem como uma peça de teatro.

Eles nos emitem sinais para que o espetáculo continue.

Apontam à direção do amor nos cenários que a amizade constrói.

Aproveito para lembrar que Amigos Ausentes, texto de Alan Ayckbourn,

está em cartaz no Espaço dos Parlapatões, às terças, 21h.

Nilton Bicudo e Ivan Andrade dirigem o espetáculo, onde a tragédia humana

é negligenciada pela omissão daqueles que deixam para trás rastros

superficiais de companheirismo.

A amizade nos eleva ao grau máximo, para minimizar as dores da vida.

O poder da presença de um amigo, nas pegadas das trilhas da lógica.

Nos palcos das nossas existências.

MERDA

Atores: Alexandre Freitas, Daniel Warren e Edson Aranha

 

Escrito por Lenise Pinheiro às 07h30

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Lenise PinheiroO blog Cacilda é coordenado por Nelson de Sá, articulista da Folha, e pela repórter-fotográfica Lenise Pinheiro.

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