Cacilda
 

Reestréia de O Natimorto

Texto de Lourenço Mutarelli

Direção Mario Bortolotto

Martha Nowill

Nilton Bicudo e Maria Manoella

Teatro da Aliança Francesa - SP

Qui e Sex 21h30

 

Escrito por Lenise Pinheiro às 13h45

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Hamlet

Direção Aderbal Freire Filho

Diretor Assistente Fernando Philbert

Atores Wagner Moura, Caio Junqueira, Tonico Pereira, Fabio Lago,

Carla Ribas, Georgiana Góes, Gillray Coutinho e Felipe Koury

"Podrera" e Silêncio

Estréia sexta feira dia 20 de junho

Teatro da FAAP - SP

Sex e Sáb 20h Dom 18h

Escrito por Lenise Pinheiro às 16h48

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Confissões das Mulheres de 30

Texto Domingos de Oliveira

Direção Fernanda D'Umbra

Atrizes Juliana Araripe

Camila Raffanti

e Melissa Vettore

Teatro Folha -SP

Qua e qui 21h

 

Escrito por Lenise Pinheiro às 10h11

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Nietzsche X Wagner

Paulo Szot, o Barítono no teatro

Direção Gerald Thomas

Figurinos Walter Rodrigues

Junho de 2000

Sesc Ipiranga - SP

Escrito por Lenise Pinheiro às 17h15

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Carne viva

Não sei bem por que Paulo Francis foi tão detonado neste último romance, inclusive por amigos e antigos fãs. Quer dizer, sei como foi difícil chegar até o fim do livro. Como a narrativa soa às vezes, não solta e descompromissada, mas ofensiva ou displicentemente mal realizada.

Personagens surgem e desaparecem ou mudam quase integralmente, como se virassem outros, só com o mesmo nome. Como se a escritura fosse abandonada e depois retomada com outro projeto, outras linhas, e o autor optasse por colar as páginas de qualquer jeito.

Quaisquer que sejam suas máscaras e razões, atravessei "Carne Viva" como se estivesse diante de um só personagem na encruzilhada. Que não é o protagonista Francisco Guerra, mas o autor Paulo Francis, personagem vivido pelo ator Franz Paulo Trannin da Matta Heilborn.

Em contraste com os "Cabeças", formalmente mais rigorosos e seguros, este agora é vazado o tempo todo por dois caminhos, que imagino serem do próprio personagem desde que ele começou a se apresentar em jornal e revista, depois televisão, abandonando aos poucos o palco.

De um lado, o provocador racista e anti-semita, sexista e homófobo, obcecado em apresentar "crioulas e mulatas" como "assanhadas", em dizer e repisar "como seria bom que fosse restabelecida a escravidão".

De outro, o homem de teatro que expõe tais conflitos sem se deixar confundir neles. Que lembra "Private Lives" de Noel Coward como "imoral", mas "em silêncio" afirma que ser imoral "é o que lhe dá molho".

Não faltam tentativas de conciliar as duas frentes, que duelam em tiradas ofensivas e citações teatrais ao longo do livro. Por exemplo, nesta aula de um "reacionário" da Sorbonne sobre a tragédia de Eurípides:

_ Vocês não vão acreditar, mas Medéia, mãe de filhos de Jasão, ao se sentir traída por ele, que a trocou por outra mulher, mata os dois filhos que teve de Jasão. Algum judeu psicanalista, humanitário, progressista e, sem dúvida, muito simpático aos problemas de imberbes como vocês dirá que Medéia, jogada fora e já estando próxima da menopausa, ou nela, é um caso agudo da síndrome pré-menstrual, que é homicida... Medéia teve uma compulsão assassina e liqüidou os filhos quando estava fora de si. Quer dizer, é o que os senhores gostam: ninguém é responsável pelo que faz; tudo é produto de forças sociais e psíquicas independentes do livro arbítrio do homem. Eu vos digo merda, merda aos psicanalistas, judeus ou gentios. Medéia sabia muito bem o que estava fazendo. Com ela, era tudo ou nada. Não podemos sequer imaginar a dimensão do que sentiu, porque saímos de uma fôrma diferente, da burguesia sentimental e vulgar, enquanto Medéia e Jasão eram príncipes, com paixões correspondentes à sua exaltação como aristocratas. É essa exaltação, essa altitude de emoções, que gerou esse verso esplêndido de Eurípides. Eurípides deve ter visto e ouvido, ou até experimentado na carne, paixões como a de Medéia, que estão fora do alcance dos senhores, filhos de uma sociedade atomizada, em que o indivíduo é nada e a horda é tudo.

Estava, obviamente, falando de si mesmo, para si mesmo.

Mais sobre Paulo Francis e o teatro aqui, aqui e aqui.

Escrito por Nelson de Sá às 08h20

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"Some Enchanted Evening"

Aqui em São Paulo, em teatros como o Alfa, nestes últimos dez anos, ele foi dirigido por Jorge Takla, José Possi Neto, Flavio de Souza, até por Gerald Thomas, pelo que eu soube.

E hoje à noite é um dos favoritos para vencer o Tony de melhor ator em musical, na cerimônia do Radio City Music Hall que, se não chega a ser Oscar ou festival de Cannes, é o que o teatro tem de mais próximo de um evento de mídia global.

Ele é Paulo Szot, que pode ser o primeiro brasileiro, até segunda ordem, a levar o prêmio. A exemplo de Villa-Lobos, 60 anos atrás com "Magdalena", Szot saiu direto da cena local de óperas e operetas para a Broadway, sem passar pelo teatro, propriamente. Charles Isherwood, um dos críticos do "New York Times", acha que ele vai vencer.

Mas a centenária resistência da Broadway a estrangeiros, a começar do sindicato, é um dos muitos obstáculos.

Procurei por toda parte, mas parece que não está mesmo prevista a transmissão ao vivo para o Brasil, pela televisão, por global que seja o acontecimento. Apesar de Szot, nem apresentação o prêmio Tony recebeu, hoje na cobertura brasileira.

Para quem se interessar, como eu, o site da rede CBS promete transmissão dos bastidores em "live streaming", antes, durante e depois do evento. Ainda que a cerimônica seja "corny" como só a Broadway sabe ser, vale pela disputa de Szot com Lin-Manuel Miranda, de "In the Heights", e Daniel Evans, de "Sunday in the Park with George", com a apresentação das respectivas cenas.

O CD de "South Pacific" com todo o elenco do Lincoln Center, de qualquer maneira, já está na Amazon.

E o solo de Szot para "This Nearly Was Mine", valsa que é um dos "standards" da dupla Rodgers & Hammerstein, gravado também por Frank Sinatra e muitos mais, pode ser apreciado em áudio no YouTube, junto com a reprodução de alguns "stills" que ajudam a explicar por que o brasileiro entusiasma tanto as americanas.

Outro "standard" da Broadway tirado do musical e apresentando Szot em dueto com Kelli O'Hara, "Some Enchanted Evening" pode ser visto em vídeo da ABC. Das canções de "South Pacific", é minha preferida.

PS 24h - Por Dionísio! Ele venceu!!

Escrito por Nelson de Sá às 10h03

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Lenise PinheiroO blog Cacilda é coordenado por Nelson de Sá, articulista da Folha, e pela repórter-fotográfica Lenise Pinheiro.

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