Cacilda
 

A Culpa é da Ciência

Estréia HOJE

Núcleo Arte e Ciência no Palco

Texto Oswaldo Mendes e Alessandro Greco

Direção Rachel Araújo

Figurinos Daniel Infantini

PUC  Auditório - SP

Sáb 21h

INTEGRANTES
Núcleo artístico e técnico

Carlos Palma
Oswaldo Mendes
Adriana Carui
Adriana Dham
Monika Plöger
Sérgio Yamamoto
Lilian Blanc
Glaciane Rocha
Edgar Bustamante
Edson Alves
Selma Luchesi
Rosangela Desider

NOVOS INTEGRANTES
Ana Fuser
Carol Leiderfarb
Paula Lopez
Roberta Gonzalez
André Falcão
Renato Rodrigues
Alessandro Barros Greco

Escrito por Lenise Pinheiro às 00h02

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A Idéia

Texto e Interpretação Fernanda Young

Direção Alexandre Reineche

 

Teatro Vivo - SP

Sex 21h30 Sáb 21h e Dom 19h

Escrito por Lenise Pinheiro às 12h33

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Pod Minoga 2

O ator Carlos Moreno

A atriz Mira Haar

As assistentes (da esq para a dir)

Amanda Mirage, Ana Maria Grinzanti e Talita Kynskomo

O arquiteto Felipe Crescenti

E as atrizes Iara Jamra e Patrícia Gaspar

Esperam por nós no Sesc Pompéia.

Exposição Retrospecto/Festiva

do Grupo PodMinoga

Escrito por Lenise Pinheiro às 10h32

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Pod Minoga

Onze anos, recorda Naum Alves de Souza, vagamente. Era a idade de Carlos Moreno, Mira Haar e dos outros, quando começaram a freqüentar as aulas de teatro e artes plásticas que ele dava na Faap no meio dos anos 60. Com o tempo, saiu da escola, montou ateliê em casa, na rua Mato Grosso, ali mesmo em Higienópolis, e para lá foram todos.

Naquele espaço, antes ainda do Pod Minoga Studio, apareciam Luiz Antônio Martinez Corrêa, amigo de Naum, com o irmão Zé. Aparecia Antunes Filho, que já o seguia desde a Faap e que acabou por levar Naum para fazer "Macunaíma", com o mesmo processo de criação coletiva de texto e apuro visual do Pod Minoga.

A partir de sinopses das tragédias e comédias de Shakespeare e outros, contadas por Naum, lembra Carlos Moreno, ele, Mira, Dionísio Jacob e Flavio de Souza improvisavam, estabeleciam cenas, peças inteiras como "Júlia Pastrana". Assim foi das aulas à pequena casa de vila na Mato Grosso, desenhando em uma mesa, até o grupo ganhar teatro e nome.

São essas e outras memórias das crianças que se tornaram adolescentes e adultos em cena, ludicamente, sob "a cor predominante do Pod Minoga, o azul royal", que fazem a exposição "A arte de brincar no palco sem pedir licença". Abre hoje no Sesc Pompéia, 20h, e vai até agosto com oficinas e performances e, para a história, duas peças filmadas.

Moreno brinca que se esforçou tanto pela exposição para não esquecer de tudo, ele que já não conseguia recordar falas, nomes de peças e, mais um pouco, arriscava nem lembrar mais da existência da companhia. De quebra, o Pod Minoga deve virar livro, organizado por Silvia Fernandes com textos sobre o grupo e dossiês de cada um dos espetáculos da fase profissional, como "Folias Bíblicas", de 77.

Em torno do núcleo original, dos cinco, giraram muitos artistas e amigos, Naum deixou a companhia em meados dos anos 70, até o Pod Minoga fechar as portas em 80. Iara Jamra estava lá na Faap, no princípio de tudo, saiu e voltou depois. Também Roney Facchini. E Cristina Mutarelli, que não fez as peças mas estava perto, amiga, lembra Moreno.

O ator confirma e gosta de pensar que o Pod Minoga é visto até hoje como "um refúgio naquele tempo sombrio". Com humor e crítica de costumes, não diretamente política, como também buscavam outros, Asdrubal no Rio, Ornitorrinco em São Paulo, também Luiz Antônio, o Pessoal do Victor, "a dupla Miguel Magno e Ricardo Almeida", ele ajudou a atravessar os anos 70 e o pior da ditadura.

A exemplo também dos demais, o grupo abriu caminho para o teatro que se faria após a redemocratização, da melhor comédia besteirol à encenação marcadamente plástica, visual. E que chegaria à televisão com os programas lúdicos e coloridos da TV Cultura, que fizeram história pelas mãos de Flavio de Souza e seus amigos.

Aqui, um trecho da conversa com Naum Alves de Souza.

Escrito por Nelson de Sá às 08h32

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Domingo no Teatro

 

A Vaca de Nariz Sutil

Adaptação e direção Hugo Possolo

Espaço dos Parlapatões

Sex 21h30, Sáb 21h e Dom 20h 

Ator Henrique Stroeter

 

Idiota no País dos Absurdos

Tradução e Direção Domingos Nunes

Sala Crisantempo

Sex e Sáb 21h Dom 20h

 

Atores Priscila Jorge e Hélio Cícero

Escrito por Lenise Pinheiro às 11h02

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Reestréia de O Natimorto

Texto de Lourenço Mutarelli

Direção Mario Bortolotto

Martha Nowill

Nilton Bicudo e Maria Manoella

Teatro da Aliança Francesa - SP

Qui e Sex 21h30

 

Escrito por Lenise Pinheiro às 13h45

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Hamlet

Direção Aderbal Freire Filho

Diretor Assistente Fernando Philbert

Atores Wagner Moura, Caio Junqueira, Tonico Pereira, Fabio Lago,

Carla Ribas, Georgiana Góes, Gillray Coutinho e Felipe Koury

"Podrera" e Silêncio

Estréia sexta feira dia 20 de junho

Teatro da FAAP - SP

Sex e Sáb 20h Dom 18h

Escrito por Lenise Pinheiro às 16h48

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Confissões das Mulheres de 30

Texto Domingos de Oliveira

Direção Fernanda D'Umbra

Atrizes Juliana Araripe

Camila Raffanti

e Melissa Vettore

Teatro Folha -SP

Qua e qui 21h

 

Escrito por Lenise Pinheiro às 10h11

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Nietzsche X Wagner

Paulo Szot, o Barítono no teatro

Direção Gerald Thomas

Figurinos Walter Rodrigues

Junho de 2000

Sesc Ipiranga - SP

Escrito por Lenise Pinheiro às 17h15

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Carne viva

Não sei bem por que Paulo Francis foi tão detonado neste último romance, inclusive por amigos e antigos fãs. Quer dizer, sei como foi difícil chegar até o fim do livro. Como a narrativa soa às vezes, não solta e descompromissada, mas ofensiva ou displicentemente mal realizada.

Personagens surgem e desaparecem ou mudam quase integralmente, como se virassem outros, só com o mesmo nome. Como se a escritura fosse abandonada e depois retomada com outro projeto, outras linhas, e o autor optasse por colar as páginas de qualquer jeito.

Quaisquer que sejam suas máscaras e razões, atravessei "Carne Viva" como se estivesse diante de um só personagem na encruzilhada. Que não é o protagonista Francisco Guerra, mas o autor Paulo Francis, personagem vivido pelo ator Franz Paulo Trannin da Matta Heilborn.

Em contraste com os "Cabeças", formalmente mais rigorosos e seguros, este agora é vazado o tempo todo por dois caminhos, que imagino serem do próprio personagem desde que ele começou a se apresentar em jornal e revista, depois televisão, abandonando aos poucos o palco.

De um lado, o provocador racista e anti-semita, sexista e homófobo, obcecado em apresentar "crioulas e mulatas" como "assanhadas", em dizer e repisar "como seria bom que fosse restabelecida a escravidão".

De outro, o homem de teatro que expõe tais conflitos sem se deixar confundir neles. Que lembra "Private Lives" de Noel Coward como "imoral", mas "em silêncio" afirma que ser imoral "é o que lhe dá molho".

Não faltam tentativas de conciliar as duas frentes, que duelam em tiradas ofensivas e citações teatrais ao longo do livro. Por exemplo, nesta aula de um "reacionário" da Sorbonne sobre a tragédia de Eurípides:

_ Vocês não vão acreditar, mas Medéia, mãe de filhos de Jasão, ao se sentir traída por ele, que a trocou por outra mulher, mata os dois filhos que teve de Jasão. Algum judeu psicanalista, humanitário, progressista e, sem dúvida, muito simpático aos problemas de imberbes como vocês dirá que Medéia, jogada fora e já estando próxima da menopausa, ou nela, é um caso agudo da síndrome pré-menstrual, que é homicida... Medéia teve uma compulsão assassina e liqüidou os filhos quando estava fora de si. Quer dizer, é o que os senhores gostam: ninguém é responsável pelo que faz; tudo é produto de forças sociais e psíquicas independentes do livro arbítrio do homem. Eu vos digo merda, merda aos psicanalistas, judeus ou gentios. Medéia sabia muito bem o que estava fazendo. Com ela, era tudo ou nada. Não podemos sequer imaginar a dimensão do que sentiu, porque saímos de uma fôrma diferente, da burguesia sentimental e vulgar, enquanto Medéia e Jasão eram príncipes, com paixões correspondentes à sua exaltação como aristocratas. É essa exaltação, essa altitude de emoções, que gerou esse verso esplêndido de Eurípides. Eurípides deve ter visto e ouvido, ou até experimentado na carne, paixões como a de Medéia, que estão fora do alcance dos senhores, filhos de uma sociedade atomizada, em que o indivíduo é nada e a horda é tudo.

Estava, obviamente, falando de si mesmo, para si mesmo.

Mais sobre Paulo Francis e o teatro aqui, aqui e aqui.

Escrito por Nelson de Sá às 08h20

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"Some Enchanted Evening"

Aqui em São Paulo, em teatros como o Alfa, nestes últimos dez anos, ele foi dirigido por Jorge Takla, José Possi Neto, Flavio de Souza, até por Gerald Thomas, pelo que eu soube.

E hoje à noite é um dos favoritos para vencer o Tony de melhor ator em musical, na cerimônia do Radio City Music Hall que, se não chega a ser Oscar ou festival de Cannes, é o que o teatro tem de mais próximo de um evento de mídia global.

Ele é Paulo Szot, que pode ser o primeiro brasileiro, até segunda ordem, a levar o prêmio. A exemplo de Villa-Lobos, 60 anos atrás com "Magdalena", Szot saiu direto da cena local de óperas e operetas para a Broadway, sem passar pelo teatro, propriamente. Charles Isherwood, um dos críticos do "New York Times", acha que ele vai vencer.

Mas a centenária resistência da Broadway a estrangeiros, a começar do sindicato, é um dos muitos obstáculos.

Procurei por toda parte, mas parece que não está mesmo prevista a transmissão ao vivo para o Brasil, pela televisão, por global que seja o acontecimento. Apesar de Szot, nem apresentação o prêmio Tony recebeu, hoje na cobertura brasileira.

Para quem se interessar, como eu, o site da rede CBS promete transmissão dos bastidores em "live streaming", antes, durante e depois do evento. Ainda que a cerimônica seja "corny" como só a Broadway sabe ser, vale pela disputa de Szot com Lin-Manuel Miranda, de "In the Heights", e Daniel Evans, de "Sunday in the Park with George", com a apresentação das respectivas cenas.

O CD de "South Pacific" com todo o elenco do Lincoln Center, de qualquer maneira, já está na Amazon.

E o solo de Szot para "This Nearly Was Mine", valsa que é um dos "standards" da dupla Rodgers & Hammerstein, gravado também por Frank Sinatra e muitos mais, pode ser apreciado em áudio no YouTube, junto com a reprodução de alguns "stills" que ajudam a explicar por que o brasileiro entusiasma tanto as americanas.

Outro "standard" da Broadway tirado do musical e apresentando Szot em dueto com Kelli O'Hara, "Some Enchanted Evening" pode ser visto em vídeo da ABC. Das canções de "South Pacific", é minha preferida.

PS 24h - Por Dionísio! Ele venceu!!

Escrito por Nelson de Sá às 10h03

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A Serpente

Texto Nelson Rodrigues

Direção Yara de Novaes

Elenco Cynthia Falabella, Débora Falabella,

Alexandre Cioletti, Cida Morenyx e Mario Hermeto

Tuca - SP

Sex e Sáb 21h   Dom 19h

Escrito por Lenise Pinheiro às 11h34

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Sem comentários

Fica aí a inspiração

Escrito por Lenise Pinheiro às 17h47

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Desconhecidos

Costumo enquadrar Dionísio Neto com Mark Ravenhill, de "Shopping and Fucking", ou Martin McDonagh, de "The Beauty Queen of Leenane", naqueles meados dos anos 90 de redescoberta da dramaturgia por EUA e Europa e também por aqui. "Opus Profundum" e "Perpétua" eram peças que contavam histórias, como aquelas duas inglesas e outras.

Mais até, que paravam tudo, cortavam a linha da narrativa, para anunciar uma história, que então contavam. Era, paradoxalmente, um tapa na cara da não-linearidade, uma das normas então do modernismo ou pós-modernismo tornado canônico. Eram assim também os diálogos de Quentin Tarantino, nos seus primeiros roteiros para cinema, e os primeiros contos de Irvine Welsh.

Agora, passado tanto tempo, Dionísio ou seu personagem em "Desconhecidos", em cartaz no Sesc Consolação, até ameaça contar uma "história", pergunta se a personagem de Simona Queiroz não quer ouvir. Mas ela não demonstra o menor interesse, ele mesmo pouco se importa e a peça segue sem história-dentro-da-história, ao menos como narração.

Esse aparente abandono de um certo vício metalinguístico não é obviamente a única diferença, na dramaturgia de Dionísio. Como ele já havia evidenciado em "Os Dois Lados da Rua Augusta", intervenção urbana que realizou também com Ivan Feijó no ano passado, a ironia cortante e tantas vezes arrogante de antes deu lugar ao humor mais desabrido, popular.

E muitas vezes voltado contra si mesmo. Em "Desconhecidos", como indica o humor retratado por Lenise Pinheiro aqui mesmo no blog, ele chega a contar piadas, em diálogo com o público, como um stand-up que expõe a cena teatral do eixo Rio-São Paulo, mas, em especial, que expõe a si mesmo, até fisicamente, seus erros, fracassos, meias certezas.

Disse que não havia história-dentro-da-história, mas "Desconhecidos" é integralmente, na verdade, uma peça-dentro-da-peça-dentro-da-peça. É introduzida aparentemente pelo próprio autor, que depois ressurge como um ator de televisão casado com uma atriz de teatro, passando-se por fim à cena teatral de um assassino e sua vítima.

Com direito, ainda, ao delírio do assassino e a introdução de um último e mais arquetípico personagem.

No amontoado cênico resultante, um porto seguro, de empatia crescente ao longo da apresentação, é Simona Queiroz. Nas encenações de Ivan Feijó e nas personagens criadas por Dionísio, no que acompanhei até hoje, as atrizes ou suas personagens surgem sempre tocantes, belas, avassaladoras, mas também frágeis e quebradiças. Como em Chico Buarque, por vezes.

Escrito por Nelson de Sá às 08h20

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Assombrações

A experiência se repete em toda cidade, pelo mundo. Os teatros vão surgindo onde ela está mais exposta e feia e decadente. Em São Paulo, por onde passa o Minhocão, um dos monstros urbanos nascidos do pesadelo militar, o teatro vai atrás, tentando dar vida ao entorno. Foi assim com Satyros, Folias, Next e muitos mais.

Desde a virada do ano, também com Os Fofos Encenam. Finalmente consegui ver "Assombrações do Recife Velho", de três anos atrás, que tentei assistir então, em outra intervenção urbana do grupo, mas parecia estar sempre cheio. Agora, no novo espaço da companhia, é ainda mais carregado de memória pessoal.

O teatro fico do lado oposto ao Oficina, com o Minhocão no meio, e perto do Imprensa, Abril. Mas sobretudo, para mim, fica onde eu e outros estudantes fazíamos vigília no Comitê Brasileiro pela Anistia, antes de retornarem ex-guerrilheiros e tantos mais. (José Serra, conta a lenda, chorou ao encontrar o Minhocão que rasgou São Paulo.)

É curioso ver uma peça de espírito tão pernambucano, mais até, recifense em locação tão paulistana, ao menos para mim. Já atravessei madrugada pelas ruas do Recife então em recuperação arquitetônica, até o amanhecer, ao lado de Ney Piacentini, e "Assombrações" me trouxe um pouco daquelas andanças soltas.

O sotaque, o São João no calor da noite, até o Boca-de-Ouro que, imagino, inspirou Nelson Rodrigues. O dramaturgo do subúrbio carioca, mas de raiz recifense, registrou sobre o conterrâneo Gilberto Freyre, autor das "Assombrações do Recife Velho", que "ninguém escreve tão bem, aqui ou em qualquer outro idioma".

O eco do grande escritor está na invariavelmente bela adaptação de Newton Moreno para as lendas urbanas recontadas, do lobisomem ao bode vermelho. Mas é a partir dos poucos registros sobre o revolucionário pernambucano frei Caneca, feitos no livro de 1951, que o diretor ergue a cena mais envolvente.

O frei do ator pernambucano Paulo de Pontes e as assombrações que ele evoca, dos anos 70 no Recife, são também aquelas que acompanham até hoje o Brasil _e São Paulo em especial, dos mortos e desaparecidos da ditadura militar, na ferida nacional que não dá indicação de que vai se fechar tão cedo.

Escrito por Nelson de Sá às 12h21

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Acqua Toffana

Acqua Toffana Direção Pedro Brício Atriz Dani Barros

Sesc Avenida Paulista - 12º andar - SP

Sex a Dom 21h

Escrito por Lenise Pinheiro às 12h01

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Idiota no país dos Absurdos

Concentração na noite de estréia

Texto Bernard Shaw

Direção e adaptação Domingos Nunez

Cenário André Cortez

Figurinos Marina Reis

Elenco Hélio Cícero

Priscila Jorge, Fausto Franco

Eliseu Parnahos, Sylvia Jatobá, Chico Cardoso,

Márcia Nunez, Xico Abreu, Liv Izar e Julio Cesar Pompeu

Sala Crisantempo

Sex e sáb 21h Dom 20h

Escrito por Lenise Pinheiro às 12h02

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A Coleira de Bóris

Texto Sergio Roveri

Direção Marco Antônio Rodrigues

Atores Nicolas Trevijano e Rafael Losso

Iluminação Carlos Gaúcho

Figurinos Cássio Brasil

Espaço dos Satyros 1 - SP

Sex e sáb 21h e Dom 19h

Escrito por Lenise Pinheiro às 13h00

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Espaço Cenográfico - 10 ANOS

O trabalho e os nervos eXpostos de

J C Serroni

Rua Theodoro Baina nº39 - SP

 

 

Escrito por Lenise Pinheiro às 13h05

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Marcelo Médici em

Cada um com seus pobrema

Direção Ricardo Rathsam

Teatro Shopping Frei Caneca - SP

Quintas e Sextas às 21H30

Sábados às 21h e Domingos às 19h

Escrito por Lenise Pinheiro às 12h04

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Os mestres e os meninos

Não sei quem teve a idéia, neste centenário da imigração, mas buscar Antunes Filho e Zé Celso para expressarem os seus vínculos com a cultura do Japão foi brilhante. Melhor ainda, "Foi Carmen" e "Taniko" nasceram anos antes, nada têm de dependência da efeméride, retratando primordialmente uma ligação que é individual, pessoal.
 
No primeiro caso, de Antunes com Kazuo Ohno, na homenagem ao artista centenário que tanto o influenciou e enlevou. Desde a primeira vez em que entrei na pequena sala de Antunes no Sesc, décadas atrás, lá está a imagem de Ohno, em cena, abençoando. "Foi Carmen" é o presente de aniversário que o diretor levou até ele, há três anos, no Japão.
 
No segundo caso, trata-se do vínculo transcendente de Zé com o irmão Luís Antônio Martinez Corrêa, que traduziu o texto e o encenou. E que, para mim, está presente em cena no eco do amor entre os dois irmãos diretores, nas personagens do mestre e do menino. Amor que se sobrepõe à tradição do rito, até mesmo do teatro.
 
Assisti há mais de dez anos à primeira versão de Zé para "Taniko", peça em que Zeami retrata por sua parte, acredito eu, a relação com seu pai e mestre _ambos criadores do Nô, seis séculos atrás. Agora, Zé acresce alguma adaptação para ela se tornar também "o rito do mar", transferindo o cenário para o Kasato Maru e a longa viagem de 1908, trazendo os primeiros imigrantes da grande onda, desde Kobe.
 
Antunes também sublinha a distante ligação com o Japão, em sua peça tão estranha e delicada. Acentua o humor algo brasileiro de Ohno, o que poucos, ao menos por aqui, gostam de vislumbrar nas obras do grande criador do Butô. É uma homenagem aparentemente descompromissada, aberta, mas verdadeiramente emocionante e profunda, de um artista para outro.
 
Em "Taniko", os atores Marcelo Drummond e Sylvia Prado não poderiam estar mais contidos, com seus passos evocando Nô e a elocução de Bossa Nova, nos papéis, tão evidentes hoje, de novos mestres no Oficina. E o menino Ariclenes Barroso, como o Kogata, faz olhar para a frente e ver um Oficina inteiramente diferente, fusão do que começou há meio século como intuição e potência.
 
Em "Foi Carmen", Paula Arruda, a espevitada menina que assiste à Carmen como fã, Emily Sugai, Lee Thalor e Patricia Carvalho também não reproduzem o Butô, antes se inspiram nele para cenas essenciais. É tocante, a ponto de levantar o grande público que foi ao Sesc Anchieta na última terça-feira de frio e trânsito na cidade.

Escrito por Nelson de Sá às 14h22

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A Megera Domada

Texto William Shakespeare

Tradução e Direção Cacá Rosset

Assistente Laura di Marc

Atriz Chistiane Tricerri

Diretor de Cena Alexandre Torres

Cenografia e Figurinos José de Anchieta

Direção Musical Pedro Paulo Bogossian

Iluminação Wagner Freire

Elenco Rubens Caribé, Maureen Miranda, Eduardo Silva, Anderson

Faganello, William Amaral, Gerson Freitas, Paulo Vasconcelos,

Chris Gomes, Gabriela Fontana, Rafaella Caetano, Danuza Cordeiro e

Carola Costa

Músicos Betinho Sodré, Amilcar Rodrigues, Itamar Vidal

e Pedro Paulo Bogossian

Teatro Sérgio Cardoso - SP

Sex 21h30, sáb 21h e Dom 19h

 

 

Escrito por Lenise Pinheiro às 11h47

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Lenise Pinheiro Blog de teatro com textos e fotografias de peças em cartaz ou por estrear. Montagens antigas, ensaios, indicações e vivências e experimentos. Eventuais visitas a salas de teatro, e suas respectivas companhias. Coberturas de Festivais de Teatro, apontamentos com novidades e curiosidades em torno do tema.

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