Cacilda
 

Querida Senhorita O.

Concepção e Interpretação Juliana Moraes

Trilha Sonora Jonas Tatit

Figurino Paulo Babonni e Gisela Minasse

Vídeo César Ramos

Desenho de Luz Marque Xavier

Produção Stella Marini

Noite dessas em Jacareí, ontem em Jaboticabal e

quem sabe o mundo!

Operação de Luz Bruno Natale

Operação de Som César Ramos

Escrito por Lenise Pinheiro às 16h37

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Tio Vânia - 1998

Para comemorar os 50 anos de teatro do

Renato Borghi

Direção Élcio Nogueira

Atores Luciano Chirolli, Leona Cavalli, Mariana Lima,

Walney Siqueira e Abraão Farc

VIVA!!!!

Escrito por Lenise Pinheiro às 16h19

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Cada um a seu modo

Direção Maurício Paroni de Castro

Companhia Linhas Aéreas e

Atelier de Manufactura Suspeita

Cada realidade um engano

Em Cartaz no Teatro João Caetano -SP

Quintas às 21h

Escrito por Lenise Pinheiro às 09h18

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"Peças"

"Peças" encerrou temporada no último domingo e éramos dezessete pessoas na platéia do Fábrica, agora Coletivo Fábrica.

Sou fascinado por platéias mínimas. Em "A Boa", de Aimar Labaki, éramos quatro pessoas, eu, Lenise, Paulo José, pai da atriz Ana Kutner, que estava em cena, e um quarto espectador que não conhecia, no festival de Curitiba. E foi um espetáculo magnífico.

Com "Peças" foi até mais intrigante, porque nela Gertrude Stein discorre sobre a experiência do teatro ou, mais exatamente, sobre o descompasso, o ritmo atravessado entre o andamento no palco e os pensamentos e sentimentos na platéia.

Entre o caminho que o ator persegue e o pouco em que o espectador consegue acompanhar. Pois são duas vidas. Daí a tensão do espectador, sempre tentando alcançar ou frear para se pôr ao lado do ator.

O espetáculo fala também, se compreendi alguma coisa de "Peças", que a magia se dá quando em alguns poucos momentos, raríssimos, os ritmos se encontram. Então, o teatro vale o ingresso.

Na apresentação, aconteceu nas passagens em que imaginei entender o que Stein queria dizer. E aconteceu, sobretudo, quando consegui distinguir o ator e assistente de Antunes Filho, o Luiz Paetow que vi pela primeira vez nos bastidores do CPT, uns dez anos atrás.

Desde então considero Luiz, com quem trabalhei em "4.48 Psicose", o próprio "wunderkind", garoto prodígio. Foi quem fez a transposição das cenas realistas nas coxias para o "Prêt-à-Porter", até o entrevistei então.

Ele sabe bem do descompasso de que fala Gertrude Stein. Quando levantamos Sarah Kane, a obsessão teatral embutida por ela na peça era reunir corpo e mente, acordar a mente para o corpo e vice-versa, ecoando Artaud.

Foi o que Luiz fez na sua representação, em que enviava mensagens para seu próprio corpo. E é o que faz agora em "Peças", em que busca sem parar aqueles poucos momentos, raríssimos, de comunhão.

Escrito por Nelson de Sá às 14h29

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"West Side Story" aqui

Não sei até que ponto Stephen Sondheim, então com 20 e poucos anos, influenciou no enredo de "West Side Story", não só nas letras. Ele certamente foi voz ativa junto a Jerome Robbins, diretor, coreógrafo e o principal criador do musical clássico.

E quem vai ao Alfa na expectativa de um "Romeu e Julieta" musical, tão romântico, sai do teatro com um gosto amargo no espírito. Pois não é de amor juvenil que se trata, mas daquilo que, acusam tantos, Sondheim introduziu na Broadway e com isso estragou o gênero: o cinismo, a fazer em pedaços o romance.

Entre outras diferenças, o que detona o incômodo no espectador é o assassinato do irmão de Maria, a versão de Julieta, por Tony, a versão de Romeu. Após a morte do irmão _e não do primo violento, como na peça_ o amor de ambos se torna absurdo, por egoísta e traiçoeiro.

O musical, muito superior às coisas de Andrew Lloyd Webber e semelhantes, merecia da dupla de protagonistas uma construção mais complexa dos papéis, o que nem Bianca Tadini, mais concentrada na voz, nem Fred Silveira conseguiram ou foram dirigidos para alcançar.

Os dois, que atuaram antes em "O Fantasma da Ópera" e "My Fair Lady", têm grandes momentos, sobretudo Silveira na interpretação, mas acompanham os altos e baixos da encenação como um todo, ao longo das duas horas e meia de apresentação.

Sara Sarres, em personagem original do musical, Anita, a cunhada e confidente de Maria, criada na Broadway e no cinema por Chita Rivera, está mais constante na interpretação e aproveita melhor a sensualidade de "West Side Story".

Mas a estrela da montagem brasileira, que parece se concentrar exagerada e algo friamente na busca de qualidade técnica, a começar da voz, termina sendo a coreografia, sob os cuidados da diretora associada, Tânia Nardini, ao que parece a partir do desenho origianal de Jerome Robbins.

Uma cena como a do baile no ginásio é das melhores que o gênero já produziu em São Paulo. Coreógrafa de "Theatro Musical Brasileiro 3" e diretora de "Rent", Tânia Nardini trabalhou com "O Fantasma da Ópera", "My Fair Lady", "Chicago", aqui e no exterior, e é artista em ascensão na cena dos musicais.

Escrito por Nelson de Sá às 13h49

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Ferro em Brasa - Hoje final da Temporada

Texto Antonio Sampaio

Adaptação Newton Moreno

Direção Fernando Neves

 

Com a Companhia dos Fofos Encenam

Espaço dos Fofos

Domingo 20h

Escrito por Lenise Pinheiro às 10h40

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Lenise PinheiroO blog Cacilda é coordenado por Nelson de Sá, articulista da Folha, e pela repórter-fotográfica Lenise Pinheiro.

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