Cacilda
 

"Peças"

"Peças" encerrou temporada no último domingo e éramos dezessete pessoas na platéia do Fábrica, agora Coletivo Fábrica.

Sou fascinado por platéias mínimas. Em "A Boa", de Aimar Labaki, éramos quatro pessoas, eu, Lenise, Paulo José, pai da atriz Ana Kutner, que estava em cena, e um quarto espectador que não conhecia, no festival de Curitiba. E foi um espetáculo magnífico.

Com "Peças" foi até mais intrigante, porque nela Gertrude Stein discorre sobre a experiência do teatro ou, mais exatamente, sobre o descompasso, o ritmo atravessado entre o andamento no palco e os pensamentos e sentimentos na platéia.

Entre o caminho que o ator persegue e o pouco em que o espectador consegue acompanhar. Pois são duas vidas. Daí a tensão do espectador, sempre tentando alcançar ou frear para se pôr ao lado do ator.

O espetáculo fala também, se compreendi alguma coisa de "Peças", que a magia se dá quando em alguns poucos momentos, raríssimos, os ritmos se encontram. Então, o teatro vale o ingresso.

Na apresentação, aconteceu nas passagens em que imaginei entender o que Stein queria dizer. E aconteceu, sobretudo, quando consegui distinguir o ator e assistente de Antunes Filho, o Luiz Paetow que vi pela primeira vez nos bastidores do CPT, uns dez anos atrás.

Desde então considero Luiz, com quem trabalhei em "4.48 Psicose", o próprio "wunderkind", garoto prodígio. Foi quem fez a transposição das cenas realistas nas coxias para o "Prêt-à-Porter", até o entrevistei então.

Ele sabe bem do descompasso de que fala Gertrude Stein. Quando levantamos Sarah Kane, a obsessão teatral embutida por ela na peça era reunir corpo e mente, acordar a mente para o corpo e vice-versa, ecoando Artaud.

Foi o que Luiz fez na sua representação, em que enviava mensagens para seu próprio corpo. E é o que faz agora em "Peças", em que busca sem parar aqueles poucos momentos, raríssimos, de comunhão.

Escrito por Nelson de Sá às 14h29

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"West Side Story" aqui

Não sei até que ponto Stephen Sondheim, então com 20 e poucos anos, influenciou no enredo de "West Side Story", não só nas letras. Ele certamente foi voz ativa junto a Jerome Robbins, diretor, coreógrafo e o principal criador do musical clássico.

E quem vai ao Alfa na expectativa de um "Romeu e Julieta" musical, tão romântico, sai do teatro com um gosto amargo no espírito. Pois não é de amor juvenil que se trata, mas daquilo que, acusam tantos, Sondheim introduziu na Broadway e com isso estragou o gênero: o cinismo, a fazer em pedaços o romance.

Entre outras diferenças, o que detona o incômodo no espectador é o assassinato do irmão de Maria, a versão de Julieta, por Tony, a versão de Romeu. Após a morte do irmão _e não do primo violento, como na peça_ o amor de ambos se torna absurdo, por egoísta e traiçoeiro.

O musical, muito superior às coisas de Andrew Lloyd Webber e semelhantes, merecia da dupla de protagonistas uma construção mais complexa dos papéis, o que nem Bianca Tadini, mais concentrada na voz, nem Fred Silveira conseguiram ou foram dirigidos para alcançar.

Os dois, que atuaram antes em "O Fantasma da Ópera" e "My Fair Lady", têm grandes momentos, sobretudo Silveira na interpretação, mas acompanham os altos e baixos da encenação como um todo, ao longo das duas horas e meia de apresentação.

Sara Sarres, em personagem original do musical, Anita, a cunhada e confidente de Maria, criada na Broadway e no cinema por Chita Rivera, está mais constante na interpretação e aproveita melhor a sensualidade de "West Side Story".

Mas a estrela da montagem brasileira, que parece se concentrar exagerada e algo friamente na busca de qualidade técnica, a começar da voz, termina sendo a coreografia, sob os cuidados da diretora associada, Tânia Nardini, ao que parece a partir do desenho origianal de Jerome Robbins.

Uma cena como a do baile no ginásio é das melhores que o gênero já produziu em São Paulo. Coreógrafa de "Theatro Musical Brasileiro 3" e diretora de "Rent", Tânia Nardini trabalhou com "O Fantasma da Ópera", "My Fair Lady", "Chicago", aqui e no exterior, e é artista em ascensão na cena dos musicais.

Escrito por Nelson de Sá às 13h49

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Ferro em Brasa - Hoje final da Temporada

Texto Antonio Sampaio

Adaptação Newton Moreno

Direção Fernando Neves

 

Com a Companhia dos Fofos Encenam

Espaço dos Fofos

Domingo 20h

Escrito por Lenise Pinheiro às 10h40

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Perfume e veneno na Praça Roosevelt

A Vaca de Nariz Sutil

De Walter Campos de Carvalho

Adaptação e Direção Hugo Possolo

Atores Raul Barreto, Claudinei Brandão, Henrique

Stroeter, Carolina Tilkian, Alexandre Bamba, Hugo

Possolo e Potiguara Novazzi

Espaço dos Parlapatões - SP

Sexta e sábados às 21h domingos às 20h

Escrito por Lenise Pinheiro às 13h17

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Cenários de Luz

Gertude Stein

Direção de Márcio Aurélio

Ator Luiz Paetöw

Das cordas dos teatros. De acordes.

Teatro Fabrica - SP

Escrito por Lenise Pinheiro às 21h45

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A Gente se vê no Teatro Cosipa

Hoje no Globo e no Estado de São Paulo - Entrevista na íntegra

concedida a Paula Anselmo.

Como foi reunir este tão seleto

grupo de atrizes para este projeto?

Foram momentos cheios de energia. Promovidos

entre os desencontros de agendas, algumas

viagens e muita concentração.

Diálogos concebidos para as atrizes que

representaram o mesmo papel, em épocas

e montagens diferentes.

Momentos fugazes capturados em fotografias

em  situações e contágios distintos, frente a

um espelho de camarim, escalado por mim,

para calafetar a ambiência teatral.

Nada escapou.

As atrizes recriaram climas e aconchegos.

Motivadas pelo confronto do reflexo.

O texto a seguir foi criado por mim para

compor o catálogo da mostra.

Atrizes notáveis, celebrizadas aos pares.

Encontros preconizados pela história e

suas personagens. Espelhos, reflexos e

luzes defletindo teatro nas expressões

faciais. Ensaios generosos, concisos e

acalorados, compondo esses diálogos,

que em uníssono sussurram MERDA!

O que é essencial para a

fotografia em teatro?

Mistério, rigor, técnica, charme, métrica,

dinâmica, clareza, contraste e brilho.

Muito brilho.

E qual o maior desafio para

um fotógrafo neste segmento?

O cotidiano do fazer teatral. A arte da

repetição nem sempre corresponde aos

anseios dos profissionais.

Você possui um arquivo

invejável de material

fotográfico, mas qual a

imagem que nunca esquece?

Ou

Como está organizado seu

arquivo de negativos e fotos¿

Mantenho meu acervo bem conservado,

organizado e ao meu alcance. Os arquivos

ficam em um escritório arejado e bem

iluminado; dispostos como totens, ocupam

a maior parte do espaço, despertando a

atenção dos visitantes.

Metaforicamente falando, esses módulos de

aço inox abrigam elencos que talvez nunca

contracenem numa montagem, histórias e

talentos memoráveis, fornicações homéricas,

temperamentos das mais distintas naturezas; 

meus arquivos carregam o valor da classe teatral,

revelando com as químicas do eufemismo a

fotografia de teatro.

Tenho projetos para digitalizá-lo.

A conservação das imagens está diretamente

relacionada com o armazenamento

em suportes digitais.

Qual das suas fotos é a

imagem que nunca é esquecida¿

É verdade, existe em meu imaginário uma

fotografia recorrente. Trata-se de um instante

de uma leitura encenada em 1990, no Teatro

Oficina. Era uma sexta feira santa, Zé Celso

promoveu o encerramento de uma série de

leituras de Cacilda! No canteiro de obra do teatro.

Reneé Gumiel (com relógio no pulso)e

Renato Borghi protagonizaram a imagem

que deixou rastros desse período, onde Zé

e Marcelo Drummond seguiram determinados

rumo à inauguração e ocupação do Teat(r)o Oficina.

Escrito por Lenise Pinheiro às 11h33

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Cada um a seu modo

Texto Luigi Pirandello

Direção Mauricio Paroni

Elenco Alexandre Magno, Fabio Marcoff, Fernanda Moura,

Roberto Alencar, Vanderlei Bernardino e Ziza Brisola

Teatro Sergio Cardoso

Quinta a sábado 21h Domingo 19h

Escrito por Lenise Pinheiro às 11h51

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O que está errado com o mundo

Meses atrás, o diretor Rubens Velloso e o ator Marcos Azevedo, de "Play on Earth", contavam com entusiasmo na sede do grupo Phila 7, na Lapa paulistana, da montagem de "What's Wrong with the World", novamente com conexões com o mundo. Se bem me lembro, desta vez nem envolveria a sede do império britânico.
 
A nova peça se restringiu afinal a Rio e Londres mesmo, mas a inovação do projeto se mantém. Estréia ou entra no ar hoje às 19h, até me chamaram para ver, mas não podia deixar São Paulo. Vou tentar acompanhar on-line, se é que o link vai aparecer em algum momento, em algum lugar.
 
Antes mesmo de estrear, "What's Wrong with the World", o que está errado com o mundo, repercute e abre controvérsia, não pelo que apresenta como teatro, no conteúdo ao menos, mas pelo que abraça de técnica.
 
Lyn Gardner, do "Guardian", aproveitou a deixa para questionar anteontem o que vê como obsessão com aparelhos e eletrônica, não da parte do projeto unicamente, mas de todo o teatro contemporâneo em Londres. A tecnologia vira o espetáculo, em vez de servir ao espetáculo.
 
Ela tem lá sua razão, quando se recorda uma apresentação de "Play on Earth": o sinal que caía sem parar, como luzes que se apagam no estádio de futebol, se sobrepôs ao andamento do espetáculo, com cenas ao vivo de Newcastle, São Paulo e Cingapura.
 
Mas é próprio do teatro, não tem como resistir, espelhar o tempo _e o tempo é de comunicação técnica, mais até, de relação social mediada, com reflexo inevitável no palco, por mais essencial e representado em "carne" que ele seja, como queria Artaud. Diz Velloso, hoje no Globo Online:
_ O espetáculo se compõe de uma relação de telas entre aqui e Londres. O que se busca é que não sejam vistos palco nem tela, mas uma coisa nova. Ainda estamos imersos em elementos de teatro, cinema, de videoarte, mas estamos caminhando para uma nova dramaturgia, exclusiva para os novos meios. Continuamos longe de encontrar essa nova relação, mas já demos um grande salto.
De todo modo, o terror da falha eletrônica, aquela mesma que já suspendeu estréias de Robert Lepage e Peter Stein, como lembra Gardner, está no ar neste momento, a poucas horas de estrear "What's Wrong with the World", no Rio e em Londres. Na descrição de Ian Shuttleworth, hoje no "Financial Times":
_ Uma grande questão [o que está errado com o mundo] tratada de uma forma extraordinária. O grupo de performance experimental Station House Opera se linka ao vivo com o Phila 7 para criar um evento teatral apresentado simultaneamente em dois continentes. A ação ao vivo no bar do Soho Theatre, tarde da noite, será entrelaçada com links em vídeo com o Brasil, tudo para refletir sobre perda e descoberta. Uma hora de teatro pioneiro _desde que a tecnologia se comporte.

Escrito por Nelson de Sá às 13h34

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A Moratória

Texto Jorge Andrade

Direção Eduardo Tolentino

Atores Zecarlos Machado,Rosa Grobman,

Larissa Prado

Teatro Maria Della Costa

Sex 21h30, sáb 21h e dom 20h

Até 27 de abril

Escrito por Lenise Pinheiro às 11h34

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Theatron

Significa em grego,  O LUGAR DE ONDE SE VÊ?

Teatro em português pode significar descaso, má conservação e políticas

que espantam os moradores do entorno das salas de apresentação.

Até quando?

Escrito por Lenise Pinheiro às 21h49

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A Última Palavra é a Penúltima

Criação e Intervenção Cênica a partir de

"O ESGOTADO" de Gilles Deleuze

Diretores

André Semenza, Carlos Cueva, Eliana Monteiro e Fernanda Lippi

Hora e Local de Teatro

Atores Erika Aguilar, Lucia De Maria, Rafael Mendieta (LOT)

Atores Flávia Maria, Luciana Schwinden, Marília De Santis, Miriam

Rinaldi, Pardal, Roberto Audio e Sergio Siviero (VERTIGEM)

Atores Marçal Costa e Macarena Campbell (ZIKIZIRA)

Desenho de Luz Guilherme Bonfanti

Operador de luz Camilo Bonfanti

Direção de Arte Marcos Pedroso

Figurinos Marcos Nasci

Na passagem subterrânea (desativada) para pedestres

Em frente ao Teatro Municipal

Praça Ramos de Azevedo - SP

 

Escrito por Lenise Pinheiro às 12h44

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Kusnet, Ariclenes, Jô

Tenho a sensação de que tudo o que aprecio em teatro passa pela referência de Zé Celso, depois de tanto tempo de trabalho e convivência. É assim com Jô Soares, que ensaiou no Oficina a tragédia “’Tis Pity She’s a Whore”, clássico do autor pós-shakespeariano John Ford, de 1630, e deixou no diretor a imagem de um grande ator.

 

Seria a primeira montagem depois da histórica “Pequenos Burgueses”, mas nem com o título de “Pena que Ela Seja uma P...” a peça venceu a censura, naqueles primeiros meses da ditadura. Zé lamenta até hoje, mas a memória da qualidade do ator sobreviveu.

 

Desde que ouvi histórias daquela montagem, não tenho como resistir a Jô Soares, por mais que me esforce. Dias atrás, jantava com Bete Coelho e Renato Godá quando ele ligou e apareceu. Já tínhamos nos encontrado antes, sabia de sua fixação _também minha_ por stand-up. E o que sobreveio foi, entremeado por diálogos, um espetáculo.

 

Sou fã de Grace Gianoukas, Danilo Gentili e toda a cena da comédia paulistana, mas Jô é caso à parte. Madrugada, no salão vazio do restaurante japonês, sem constrangimentos de linguagem, contando histórias supostamente verdadeiras _e escatológicas_ de Ary Barroso e do teatro que conheceu nos anos 50, ele confirmou Zé inteiramente.

 

Pensei e cobrei dele então que volte à cena, não em recital de Fernando Pessoa, por melhor que seja, e não na direção, mas no palco, propriamente. Como comediante stand-up, que seja.

 

Sobre Zé, ele entra em cena daqui a pouco, 15h no Oficina, para a aula magna “A Arte do Teat(r)o”. Ele deve contar, imagino, o que ensinou e aprendeu com Jô e tantos mais, do russo stanislaviskiano Eugênio Kusnet ao jovem Ariclenes, do Projeto Bixigão. É para “todos os mortais”, para “os que amam a Arte de Viver”. Depois eu relato.

Escrito por Nelson de Sá às 10h53

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My sweet prince

Conversando com Inácio Araújo ontem à noite, já depois do fechamento na redação, entrou “Tropa de Elite” no meio e de repente só falávamos do filme. Ele recebeu a edição dos “Cahiers”, que não precisou de muitas palavras para varrer com o filme, eu concordei e fui além, Inácio pensou que não é bem assim etc.

 

É sempre assim com o filme, parece. Foi um prazer assistir, naquele vídeo entrecortado, mas é um sem-fim, uma tortura de pensar. E é assim também Wagner Moura, o Capitão Nascimento na tela e o Hamlet já em ensaios, na representação mais antecipada em anos.

 

Sabe-se agora, pelo Daniel Castro, que Fernando Meirelles está até gravando os ensaios para uma série ou coisa que o valha na Globo, no lançamento de um formato de programa cuja franquia ele, o diretor, foi comprar no Canadá. Foi notícia até , pelo que acompanho.

 

Ontem também, com reapresentação domingo às 15h30 no Canal Brasil, Wagner Moura e seu Hamlet foram foco de um programa de cabo de nome “Todos os Homens do Mundo”, com uma interminável entrevista sem rumo, que só consigo descrever agora como superficial, em que até o narrador parecia entediado.

 

Mas gostei muito de uma resposta. Naquela promiscuidade de entrevista de celebridades, falaram de uma preparadora de atores dos filmes, ele elogiou, agradeceu, perguntaram então se usaria em “Hamlet” e ele disse não, o teatro é diferente. Outra: ele ouve Radiohead o dia inteiro. Como Sarah Kane.

 

Wagner Moura é obviamente um grande ator de cinema, consigo dizer agora, mas nem Daniel Day-Lewis e seu célebre episódio de “stage fright” com o personagem, diante do Fantasma, receberam tanto holofote. Imagino que seja, guardadas as diferenças de tempo e lugar, uma reencarnação de John Barrymore como mito de mídia.

 

 

Pouco antes de encontrar Inácio, conversei com Silvana Arantes, a primeira jornalista, até onde sei, a escrever e publicar que o Capitão Nascimento era sua grande interpretação na tela, antes dos DVDs piratas, da febre nacional, da reação. Ela que foi do começo ao fim com “Tropa de Elite”, até o festival de Berlim.

 

Descobri que também ela viu “A Máquina”, dada por ele, no tal programa de cabo, como o marco zero de sua história de ator, ele que quase parou jornalista. Foi a encenação de João Falcão que deu às câmeras Wagner Moura, Lázaro Ramos, Wladimir Brichta. E já então, quase dez anos atrás, o primeiro marcou Silvana.

 

Da minha parte, não distingui nenhum dos três na montagem, achava os quatro atores um amontoado de exercícios físicos, coisa da encenação. Gostei e muito da presença de Karina Falcão, a sobrinha de João, tão inadequada, tão demasiado humana, como Sofia Coppola no terceiro “Chefão”, tudo maravilhosamente equivocado.

 

Silvana até concorda sobre Karina, mas é sobre Wagner _e Lázaro_ que ela discorre, tanto naquela peça como nos filmes que viria a fazer ao longo da década. Comento: na trilha até se tornar o homem de figurino preto que, nos intervalos, vende lojas Marisa e cerveja Antarctica. Pois agora é ele, como diz Horácio, o “meu doce príncipe”.

 

A partir de 20 de junho no teatro Faap.

Escrito por Nelson de Sá às 22h24

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Trabalho em equipe

José de Anchieta

Cenógrafo e Figurinista de

A Megera Domada

Direção Cacá Rosset

os protagonistas

Cristiane Tricerri e Hélio Barbosa

Descontração nos camarins do Teatro Sergio Cardoso

Maureen Miranda na prova de maquiagem

Criação de Westerley Dornellas

Carola Costa no mundo mágico de Shakespeare

Escrito por Lenise Pinheiro às 10h53

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O conflito continua

O Globo Online postou uma reportagem bastante equilibrada sobre as divergências entre os defensores da Lei Programa de Fomento ao Teatro Brasileiro e os defensores da Lei Geral do Teatro, uma versão da Lei Rouanet. Antes, aqui.

 

Mais importante, o site deu a íntegra dos dois projetos de lei, ambos já em tramitação no Congresso. Vale a pena ler e discutir, para compreender melhor o que está em jogo, de um lado e de outro.

 

E o debate prossegue. Domingo, a Folha deu editorial sobre os dois projetos, intitulado “Aperfeiçoar a Lei Rouanet”, e defendeu, em suma:

_ Não é o caso de ampliar a fatia de verbas públicas destinada às artes. O setor já recebe anualmente cerca de R$ 1 bilhão em renúncia fiscal. É o mesmo que o Orçamento de 2007 reservou para a habitação. O modelo de financiamento baseado na Lei Rouanet tem alguns defeitos e uma grande virtude, que é a de conter o aparelhamento político da cultura, inevitável no modelo estatal defendido pelo Ministério da Cultura [Fomento]. É o caso, assim, de tentar aperfeiçoar a legislação para desbastá-la dos defeitos. Uma proposta para evitar que os empresários apenas escolham quais artistas vão receber recursos públicos é baixar um pouco o limite de 100% de abatimento. Isso forçaria a empresa a colocar também algum dinheiro do próprio bolso.

Hoje, o diretor dos Satyros, Rodolfo García Vázquez, respondeu ou, melhor dizendo, desabafou no “Painel do Leitor”:

_ Fiquei chocado com o editorial. Pensei que a Folha soubesse dimensionar a aberração da referida lei [Rouanet]. É óbvio que existem espetáculos que são viáveis e não precisariam dessas leis. Mas então por que justamente eles são os maiores beneficiados pela isenção fiscal? O risco de manipulação ideológica caso a Lei Rouanet fosse extinta ignora que a própria lei já manipula verbas por meio dos departamentos de marketing das empresas. São pessoas de marketing os verdadeiros vetores ideológicos da cultura brasileira da última década! Alegar que a Lei Rouanet é adequada como parte de uma política cultural é desmerecer a cultura, atitude típica da nossa sociedade, que encara a arte como algo secundário e fútil.

PS - Sobre o manifesto no Dia do Teatro, leia mais na Bacante e no site da Cooperativa. Sobre o debate entre as duas partes no Senado, leia mais no blog de Regina Duarte, com a Agência Senado.

Escrito por Nelson de Sá às 13h08

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Terça-feira é dia de visita

Na Tamanduá. Empresa de Iluminação do

Beto Bruel

Tudo muito organizado

Para ser iluminador é preciso muita garra

Primeira mesa de luz do Teatro Cultura Artística

parte do acervo que inclui publicações, determinação e

alto astral 

Um coração valoroso e muitas portas abertas

Escrito por Lenise Pinheiro às 12h16

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No Céu da Avenida Paulista

Hoje dia 6 de abril aniversário de nascimento

da atriz Cacilda Becker

Festa na Paulista antigo endereço da atriz

Atual ocupação do Falso Espetáculo com a Companhia Vazia

Elisa Ohtake, Emerson Menesez e Ricardo Oliveira

No Sesc Paulista - Topo

Viva!! Também comemoro o aniversário de um amigo!

Escrito por Lenise Pinheiro às 10h51

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Como vc me quer - Iluminação

Texto Luigi Pirandello

Direção Mauricio Paroni

Hilton Ribeiro fotógrafo convidado

Elenco Alexandre Magno, Fabio Morcoff, Fernanda Moura, Roberto Alencar

Vanderlei Bernardino e Ziza Brisola

Os Criadores Assistentes Luiz Claudio Coelho e Matheus Parizi

Cena de Fotografia

Ensaios de Luz

Teatro Sérgio Cardoso - Sala Paschoal Carlos Magno - SP

Escrito por Lenise Pinheiro às 13h48

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Paulo Szot

Desde adolescente, Paulo Szot sonhava com “A Chorus Line”, queria tomar parte no coro, como na histórica montagem de Walter Clark, duas décadas atrás no Sérgio Cardoso. Para tanto, chegou a fazer dança na Europa, um ou dois anos, mas uma contusão no joelho acabou cortando o projeto.

 

Então foi cantar. Nos últimos anos, tornou-se estrela do Municipal e até da City de Nova York. Foi dirigido na cena paulistana de ópera por gente originalmente de teatro como José Possi Neto e Carla Camuratti.

 

Mas ele queria ser “artista de teatro musical” _e conseguiu, afinal, na Broadway, melhor ainda, no Lincoln Center, não sem antes enfrentar audição e passar, entrando para clube tão fechado a estrangeiros.

 

É o que Paulo Szot conta em entrevista postada hoje no “New York Times”. Ele amanheceu na capa do jornal, ao lado de Kelli O’Hara. A dupla “reveladora” abre o clássico “South Pacific” e o “amor floresce” entre eles dois e entre o palco e a platéia, no dizer de Ben Brantley, um dos dois críticos do jornal.

 

_ Este “South Pacific” recria o desabrido romance que os americanos freqüentadores de teatro tinham com o musical de meados do século 20, antes que o gênero se tornasse todo constrangido sobre si mesmo. Não tem nada da ironia nós-sabemos-mais. E ainda assim a sensação é de um espetáculo vital demais, sensual demais para ser peça de museu. Eu podia sentir as pessoas ao meu lado se inclinando para o palco, como se fosse uma fonte de calor num dia úmido.

 

O tom do “NYT” é de registro para a história, como se a Broadway estivesse se redescobrindo em “South Pacific” após mais de meio século _e após tantos musicais cínicos de Stephen Sondheim.

 

Szot é dado por “seriamente charmoso” e de “rica sinceridade”, com voz de “alcance profundo”, em standards de Rodgers & Hammerstein como “This Nearly Was Mine” e “Some Enchanted Evening”, que tem trechos reproduzidos no site, na voz do brasileiro.

Escrito por Nelson de Sá às 11h55

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Sesc Consolação

MSTesão

Texto e direção Aimar Labaki

Cenários Ulysses Cohn

Iluminação Domingos Quintiliano

Luciana Domschke

Augusto Pompeo

Mario Cesar Camargo

Murillo Carraro

O teatro e a luta pelo latifúndio

Maurício Inafre e movimento

Hoje em São Paulo

Escrito por Lenise Pinheiro às 13h16

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PERFIL

Lenise Pinheiro Blog de teatro com textos e fotografias de peças em cartaz ou por estrear. Montagens antigas, ensaios, indicações e vivências e experimentos. Eventuais visitas a salas de teatro, e suas respectivas companhias. Coberturas de Festivais de Teatro, apontamentos com novidades e curiosidades em torno do tema.

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