Cacilda
 

Como vc me quer - Iluminação

Texto Luigi Pirandello

Direção Mauricio Paroni

Hilton Ribeiro fotógrafo convidado

Elenco Alexandre Magno, Fabio Morcoff, Fernanda Moura, Roberto Alencar

Vanderlei Bernardino e Ziza Brisola

Os Criadores Assistentes Luiz Claudio Coelho e Matheus Parizi

Cena de Fotografia

Ensaios de Luz

Teatro Sérgio Cardoso - Sala Paschoal Carlos Magno - SP

Escrito por Lenise Pinheiro às 13h48

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Paulo Szot

Desde adolescente, Paulo Szot sonhava com “A Chorus Line”, queria tomar parte no coro, como na histórica montagem de Walter Clark, duas décadas atrás no Sérgio Cardoso. Para tanto, chegou a fazer dança na Europa, um ou dois anos, mas uma contusão no joelho acabou cortando o projeto.

 

Então foi cantar. Nos últimos anos, tornou-se estrela do Municipal e até da City de Nova York. Foi dirigido na cena paulistana de ópera por gente originalmente de teatro como José Possi Neto e Carla Camuratti.

 

Mas ele queria ser “artista de teatro musical” _e conseguiu, afinal, na Broadway, melhor ainda, no Lincoln Center, não sem antes enfrentar audição e passar, entrando para clube tão fechado a estrangeiros.

 

É o que Paulo Szot conta em entrevista postada hoje no “New York Times”. Ele amanheceu na capa do jornal, ao lado de Kelli O’Hara. A dupla “reveladora” abre o clássico “South Pacific” e o “amor floresce” entre eles dois e entre o palco e a platéia, no dizer de Ben Brantley, um dos dois críticos do jornal.

 

_ Este “South Pacific” recria o desabrido romance que os americanos freqüentadores de teatro tinham com o musical de meados do século 20, antes que o gênero se tornasse todo constrangido sobre si mesmo. Não tem nada da ironia nós-sabemos-mais. E ainda assim a sensação é de um espetáculo vital demais, sensual demais para ser peça de museu. Eu podia sentir as pessoas ao meu lado se inclinando para o palco, como se fosse uma fonte de calor num dia úmido.

 

O tom do “NYT” é de registro para a história, como se a Broadway estivesse se redescobrindo em “South Pacific” após mais de meio século _e após tantos musicais cínicos de Stephen Sondheim.

 

Szot é dado por “seriamente charmoso” e de “rica sinceridade”, com voz de “alcance profundo”, em standards de Rodgers & Hammerstein como “This Nearly Was Mine” e “Some Enchanted Evening”, que tem trechos reproduzidos no site, na voz do brasileiro.

Escrito por Nelson de Sá às 11h55

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Sesc Consolação

MSTesão

Texto e direção Aimar Labaki

Cenários Ulysses Cohn

Iluminação Domingos Quintiliano

Luciana Domschke

Augusto Pompeo

Mario Cesar Camargo

Murillo Carraro

O teatro e a luta pelo latifúndio

Maurício Inafre e movimento

Hoje em São Paulo

Escrito por Lenise Pinheiro às 13h16

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Outros horizontes

Perdi a segunda e última semana em Curitiba, mas Valmir Santos estava lá com a Lenise e destacou o novo teatro mineiro, domingo na Folha (assinantes). Em três peças no Fringe e uma na mostra oficial, pelo que o Vals escreve, o festival voltou a reafirmar sua vocação de romper com o eixo e iluminar a diversidade: 

_ O território do teatro mineiro desenhado neste festival dá notícia de outros horizontes. “Alguns Leões Falam”, da cia. Clara, “Rubros: Vestido - Bandeira – Batom”, dirigido por Rita Clemente, atriz também de “Dias Felizes: Suíte”, e “Aqueles Dois”, da cia. Lunera, não são tributários da linguagem popular que o Galpão forjou, ainda que o coletivo seja referência. A sensação é da fome pelo experimento com o desejo pelo rigor.

Menos “sensibilidade” e mais “sofisticação”, nos novos horizontes mineiros. E o Vals avançou no balanço do festival, hoje também no jornal, com o número de espectadores, que bateu em 144 mil, mas principalmente com o contraste entre as pré-estréias nacionais da mostra oficial e as revelações do Fringe.

 

Drica Moraes em nova peça de Patrícia Melo e Deborah Colker também com trabalho novo marcaram o fim do evento, mas: 

_ Em seus dez anos, o Fringe desbancou de vez a anacrônica Mostra de Teatro Contemporâneo. Nem tudo o que se vê na oficial, amparada por curadoria, com cachê, supera em qualidade a mostra paralela, de produções que pagam de R$ 30 a R$ 50 e são auto-sustentadas. Um exemplo foi a constrangedora e pretensa comédia “Nada que Eu Disser Será Suficiente” (RJ), escalada pela organização. Sua antítese foi “Três Mulheres e Aparecida”, esmerada atuação-solo de Rita Assemany, de Salvador, com textos de Aninha Franco e direção de Nadja Turenko. Nomes que o Brasil deveria conhecer mais.

A Folha Online, por outro lado, entrevistou Leandro Knopfholz para um balanço em que os destaques foram o público sempre crescente e o Risorama, a mostra paralela de stand up que confirma em Curitiba o fenômeno que já se conhece de São Paulo.

 

As quase 300 peças, o público aos milhares, o envolvimento da cidade e do entorno, até o êxito do Risorama: o festival está cada vez mais parecido com seu modelo, Edimburgo, como tanto queria Leandro, seu idealizador, de volta agora à direção.

Escrito por Nelson de Sá às 10h32

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Senhora dos Afogados

Na saída, Bete Coelho lembra “Nelson 2 Rodrigues”, que fez com Antunes, e como “Senhora dos Afogados” redescobre agora o autor e seu diretor, a exemplo daquela montagem histórica. Ricardo Fernandes concorda e acrescenta que o circo está muito presente nesta montagem. Que Nelson Rodrigues está na fronteira do Brasil popular com a grande arte.

 

Também eu concordo, mas não vi “Nelson 2 Rodrigues”. Assisti a “Paraizo Zona Norte” e a marca histórica que foi, junto com a anterior, por revelar sob a máscara da comédia de costumes a tragédia em Nelson Rodrigues.

 

Mas jamais consegui comprar a história de “peças míticas”, a divisão com que Sábato Magaldi organizou editorialmente as 17 peças para o Teatro Completo. E divisão que faz de “Senhora dos Afogados a “última peça mítica” do autor, como escreve Leyla Perrone-Moisés no lindo programa da peça _que o espectador tem que procurar no saguão, pois é grátis mas não está à vista.

 

(Nem eles dois, o autor e seu editor, me parecem muito convencidos da classificação usada no Teatro Completo, pela conversa que Sábato relata no livro. Registre-se porém que seu estudo sobre Nelson vai muito além de datações e classificações. Também sua visão da história do teatro brasileiro, tão diversa de Décio de Almeida Prado.)

 

De volta à estréia de sexta, a platéia do Sesc Anchieta estava lotada e num canto, escondido pelo escuro, mas não muito, apareceu Antunes. D. Eduarda (Valentina Lattuada) confrontava Misael (Lee Thalor) sobre a morte da prostituta. Foi a cena em que o horror aflorou claramente pela primeira vez, na montagem.

 

Uma espectadora, na minha frente, teve um espasmo, uma reação involuntária diante da cena, como outros tiveram em outros momentos da encenação, por vezes diante do vazamento da tragédia no humor, por vezes o contrário _o patético e cômico escapando do terrível.

 

No dia seguinte à estréia, ouvi em outra platéia que d. Eduarda não estava bem. E fiquei pensando que era, precisamente, a interpretação que mais marcava o espetáculo. É incômoda, carrega na distorção da voz, típica do CPT há tanto tempo, mas agora com um histrionismo que eu desconhecia na escola “antuniana”.

 

É o oposto, creio eu: Valentina ou d. Eduarda está bem demais; Moema é que talvez pedisse uma maior aproximação com o mito trágico de Electra ou com Iemanjá, fontes sempre citadas de Nelson Rodrigues. Mas é questão de ajuste e tempo para uma atriz estreante e promissora como é Angélica di Paula.

 

Esta “Senhora dos Afogados”, independente de detalhes, talvez até por eles, é das encenações mais significativas e arriscadas de Antunes em anos.

Escrito por Nelson de Sá às 11h40

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Lenise PinheiroO blog Cacilda é coordenado por Nelson de Sá, articulista da Folha, e pela repórter-fotográfica Lenise Pinheiro.

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