Cacilda
 

A Ordem do Mundo

Texto Patrícia Melo

Direção Aderbal Freire Filho

Atriz Drica  Moraes

Teatro da Reitoria - Curitiba

Escrito por Lenise Pinheiro às 12h13

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Para um amigo de tênis All Star

Que novas cores se apresentem em sua vida!

Foto do espetáculo Bolacha Maria, um punhado de neve que restou

da tempestade.

Texto Manoel Carlos Karam

Direção Nadja Naira

Elenco Alan Raffo, Alexandre Nero, Diego Fortes, Sol

Faganello, Tatiana Blum

Teuni - Curitiba

Escrito por Lenise Pinheiro às 18h01

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Deserto

Mostra de Processo Criativo

da Cia. Brasielira de Teatro

Dramaturgia Bianca Ramoneda

Direção Marcio Abreu

Ator Luis Melo

Teatro Novelas Curitibanas - Curitiba

Escrito por Lenise Pinheiro às 17h55

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Não assim tão longe

Criação Insólita Cia. de Teatro

Direção Maureen Miranda

Atores Adriana Seiffert e Daniel Siwek

 

Espaço Dois - Curitiba

Escrito por Lenise Pinheiro às 17h51

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Transparência da Carne

Texto João Nunes e Maurício de Almeida

Atores Fernando Aleixo e Ana Carolina Mundim

Teatro Londrina - Curitiba

Escrito por Lenise Pinheiro às 17h47

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Don Juan

Em tempos de hipocrisia, nada melhor que Molière. Não tem para Shakespeare nem para Nelson Rodrigues, por mais que ambos sejam universais, atemporais. Para retratar vida pública e mentira, moral e religião e política, Molière é indispensável.

Fui ver "Don Juan", em parte porque a escola do meu filho pré-adolescente pediu. (As escolas paulistanas andam encantadas com o teatro.) Fui também porque havia encontrado Jairo Mattos no teatro Maria Della Costa, no final da temporada lotada de "Carro de Paulista", de Mário Vianna, que ele encenou e da qual gostei muito.

Fomos então ao Ágora, na semana em que se revelou o "escândalo" do governador em Nova York, assistir a "Don Juan", direção de Roberto Lage, com Jairo no personagem-título. E foi como conhecer de fato, como ser apresentado pela primeira vez à peça e seu protagonista.

Já tinha visto "Don Juan" em outras encenações e leituras, mas sempre como um Molière maior, comédia alta em contraste com as farsas. Jairo, agora, traz a peça aos mortais, sem ilusão com o papel como alguns dos antecessores. Desta vez, seu d. Juan divide com o Sganarello de Angelo Brandini o melhor do humor de Molière. São uma dupla, de fato, a lembrar d. Quixote e Sancho Pança ou, por aqui, Oscarito e Grande Otelo.

Com Hermes Baroli nos papéis de Pierrot e d. Carlos, detalhadamente construídos em gesto e fala, mais o elenco em intervenções pontuais, é uma das companhias de comédia mais afinadas que pude ver em muito tempo, no teatro de São Paulo. (Assim como musical, sempre lembro, comédia não é para ver nas primeiras semanas, precisa de tempo, ganhar coesão e ritmo.)

Mas "Don Juan" é sim, não tem jeito, teatro maior. E o que ecoa depois de deixar a apresentação são as palavras de Molière. Pela boca de d. Juan Tenório:

_ A hipocrisia é o vício da moda e os vícios da moda passam por virtudes. O personagem do homem de bem é o melhor de todos os que se podem interpretar hoje em dia... Não abandonarei meus hábitos agradáveis, mas terei o cuidado de me divertir na surdina. Essa é a maneira de fazer impunemente tudo o que quiser. Vou me erigir censor das ações dos outros. Julgarei duramente e terei apenas boa opinião de mim mesmo. Farei oposição ferrenha aos meus adversários acusando-os dos crimes que sempre cometi. Obstruirei as ações de quem discordar de meus atos denegrindo-os publicamente ao revelar suas vidas íntimas inconfessáveis, pois você sabe, Sganarello, que a intimidade é sempre inconfessável... Perseguirei meus inimigos acusando-os impiedosamente e desencadeando campanhas sordidamente moralistas. As pessoas os cobrirão de injúrias e os condenarão antes de qualquer julgamento. É assim que se aproveitam as fraquezas dos homens. É assim que um sábio se acomoda aos vícios de seu século.

Como estava dizendo, em tempos de hipocrisia, nada melhor.

Escrito por Nelson de Sá às 16h02

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Dia do Teatro

O Globo Online anuncia que, em Belo Horizonte, o movimento Redemoinho se mobiliza hoje pelo Dia Internacional do Circo. É mais ou menos a notícia, mas não só em BH e não só pelo circo. Em Curitiba aconteceu manifestação agora há pouco, pelo Dia Internacional do Teatro, com umas duzentas pessoas no Memorial. Ivam Cabral leu o Manifesto.

 

E no país inteiro tem. Em São Paulo, o site da cooperativa de teatro avisa que, na praça Patriarca, desde as 10h tem “overdose teatral”, às 16h começa a “concentração” e às 17h sai a “caminhada” para o Teatro Municipal, do outro lado do viaduto do Chá, para a leitura do Manifesto. No meio do caminho, intervenções de Eugênio Lima etc.

 

Ao fundo, como se sabe, está o conflito entre os dois modelos de política cultural, ambos com recursos públicos: incentivo fiscal ou fomento.

 

Celso Frateschi, da Funarte, escreve hoje na Folha, não por coincidência, um artigo contra o projeto de lei que cria uma secretaria de teatro “para apressar o fluxo de financiamento via renúncia fiscal” e que “permite o abatimento de até 125% (sic) sobre o valor financiado”. É o projeto de lei bancado pelos produtores do Rio e Globo.

 

Do outro lado, o Manifesto de hoje propõe o prêmio Teatro Brasileiro para produção e circulação de trabalhos “com relevância artística” e para “manutenção de núcleos artísticos com trabalho contínuo”. Isso tudo, “descentralizado por região”. É o fomento federal, bancado pelo Redemoinho e grupos em geral. O projeto também já está no Congresso.

 

No final do artigo de Celso Frateschi, escrito com Juca Ferreira, do Ministério da Cultura:

 

_ Comemoramos o Dia Internacional do Teatro com velhas angústias e novas esperanças, mas com ânimo renovado para o debate e a busca de soluções mais estruturantes para a atividade, que atendam ao teatro não apenas como atividade econômica, mas também na sua dimensão simbólica e, principalmente, como direito do cidadão.

 

PS 29.3 - O artigo rendeu. A Folha publica hoje a reportagem "Palco da discórdia", em que Eduardo Barata, da associação dos produtores do Rio, e outros questionam Celso Frateschi. "Somos a classe média do teatro, que está tão achacada quanto toda a classe média brasileira", diz ele. Ney Piacentini, da Cooperativa Paulista de Teatro, defende o artigo.

 

Em entrevista, Juca Ferreira diz que é preciso "ter coragem de dar um salto muito grande, no sentido de substituir os mecanismos de financiamento, que são praticamente centrados na Lei Rouanet", e informa que o MinC já tem "um desenho feito". Mas ele "contempla a modificação da Lei Rouanet", não sua extinção. Diz que, por meio dela, a cultura levantou "quase R$ 1 bilhão" no ano passado.

 

Da minha parte, fiquei triste de ler que os escandalosos R$ 40 milhões levantados via renúncia fiscal e denunciados no artigo eram da Time for Fun, antiga CIE, comprada por Armínio Fraga, de quem eu esperava um choque de capitalismo e não a persistente dependência do Estado.

Escrito por Nelson de Sá às 13h42

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Rubros

Vestido - Bandeira - Baton

Texto Adélia Nicolete

Direção Rita Clemente

Atrizes Ana Regis

e Patrícia Reis

Teatro José Maria Santos - Curitiba

Escrito por Lenise Pinheiro às 14h47

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Hitchcock Blonde

Companhia Vigor Mortis

Texto Terry Johnson

Direção Paulo Biscaia Filho

Atores Chico Nogueira, Edson Bueno,

Michelle Pucci, Mariana Zanette, Marco Novack

e Rafaella Marques

Cenário Guilherme Sant'ana

Iluminação Wagner Corrêa

Teatro Novelas Curitibanas

 

Escrito por Lenise Pinheiro às 14h18

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Avental Todo Sujo de Ovo

Texto Marcos Barbosa

Direção Fábio Nieto Lopes

Elenco Leo Passos

Sensibilidade baiana, truculência universal

Teatro travestido em emoção

Christiane Veigga

Lino Costa

Eva Kowalska

Teatro Reikrauss - Curitiba

Escrito por Lenise Pinheiro às 14h09

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Henfil Já

Textos Henfil

Direção Nena Inoue

Elenco André Coelho

Moa Leal

Gabriel Gorosito

Teatro Teuni - Curitiba

 

Escrito por Lenise Pinheiro às 13h57

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Alguns Leões Falam

Esses emocionam.

Cia. Clara de Teatro - BH - MG

Texto e direção Anderson Aníbal

Na platéia, Miguel de Anunciação, olhar e coração no teatro.

Cássio Machado - André (dir)

Camile Gracian - Clara

Daniel Carfa - Rocha (esq)

Teatro Cléon Jacques - Curitiba

Escrito por Lenise Pinheiro às 16h03

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Jozú, o encantador de ratos

de Hilda Hilst

Direção Alexandre David

Atriz Carla Jausz

Cenografia Dudu Garcia

Iluminação Paulo Cezar Medeiros

Casa Vermelha - Curitiba

Escrito por Lenise Pinheiro às 15h53

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Vila Verde

“A Fauna” é o espetáculo de que mais gostei dos Satyros, à primeira vista, em quase duas décadas. Fazia tempo que eu e a Lê falávamos de ir à favela Pantanal, onde Rodolfo García Vázquez e Ivam Cabral têm um projeto de anos, até já combinamos com os dois.

 

Mas foi só na periferia de Curitiba, hoje agigantada ela também, muito diferente da cidade dada como modelo quando o festival começou, que pudemos vislumbrar o que a dupla busca, para além da praça Roosevelt e da Vila Madalena. No caso, por sugestão de Leandro Knopfholz.

 

A minha experiência, naquele lusco-fusco entre urbano e rural, foi de uma festa barroca, uma via meio sacra, meio profana, entre as alegorias do Brasil da miséria e da urbanidade.

 

O primeiro quadro trazia Ivam falando de si mesmo _e errando gloriosamente o texto_ seguido por uma criança toda de branco, a recitar. E foi num teatro de fato, palco, platéia, mais o entorno de escola, futebol.

 

Já a caminho, levados por um líder comunitário, vimos rappers dali mesmo, jovens, e uma cena sobre maternidade adolescente, em plena sala de aula, com atrizes saídos da comunidade. Caso de Célia Aparecida Mattos, que “não vive sem ler” e cujo “maior sonho é escrever um livro”.

 

Daí para as ruas e pequenas casas, a começar da tragédia _e da presença, com triste canto_ de uma personagem local, a Índia. Depois outra casa, uma cooperativa de costureiras antes depressivas, o depoimento/cena de uma grávida menor de idade, as crianças num carro depenado.

 

Nos quadros costurados pelos Satyros, alguns com atores da companhia mesclados aos artistas encontrados na Vila Verde, foi a realidade que emoldurou com fascínio todo o caminho. Não faltou tensão.

 

A certa altura, um SUV com quatro jovens negros parou ao lado do público ambulante, “rap” em alto volume, braços de fora, como se saídos de algum filme americano ou capa de CD dos Racionais. Noutro momento, passamos todos, cercados por crianças em festa, diante da sede dos Alcoólicos Anônimos.

 

Com peso inescapável, um templo neopentecostal, de uma igreja de nome comprido que eu não conhecia nem memorizei, fazia contraste com a obra inacabada de uma grande igreja católica, bem no coração da comunidade. Da procissão teatral, cruzamos olhares com o pastor e depois com o padre, tão semelhantes.

 

A festa vai até o fim de semana e não deve se repetir em lugar nenhum. É única.

Escrito por Nelson de Sá às 12h02

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Delas

Acompanhei Lenise no que me restou de fim de semana no festival, por duas peças, pequenas jóias. A primeira foi no Solar do Barão, que vem se estabelecendo ao lado da Federal como referência do Fringe.

 

Mas foi por acaso que chegamos lá. Na madrugada anterior, a atriz Júlia Ianina “felipetou” a nossa mesa, lembrando fotos que a Lê tirou e uma leitura que fez comigo, quando tentei montar “Vento Forte para Papagaio Subir”, pouco antes do Zé. Ela leu Maria das Dores soberbamente.

 

E lá fomos nós para a peça, horas depois, ao meio-dia no Solar. Escrita e co-dirigida por Ana Roxo, convidada pelas atrizes da Cia. Delas, “A Invenção de Loren” foi uma graça e um achado, no Fringe. Feminina, extremamente sensual, tratava porém da solidão _e de amor.

 

A curiosa sinopse “sci-fi”: uma jovem solitária cria um chip que, implantado na cabeça, leva a pessoa a fantasiar um amor, um amigo, muitos amigos. Abre um negócio de telemarketing, para explorar o serviço. Mas a coisa toda, como algum antidepressivo, acaba dando muito errado.

 

A peça é engraçada, inteligente, bem encenada. Mas “A Invenção de Loren” tem principalmente a pegada de suas quatro atrizes, Júlia, Thaís, Lillian e Fernanda, todas novas mas já experientes de palco, sem temor para o humor e o patético.

Escrito por Nelson de Sá às 11h57

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Instalações da Realidade

A Fauna - Os Satyros

Textos besuntados de Brasil

Reprises vivenciadas

Janelas de indiscrição

Passados abandonados

 

Vícios derramados

Asdrúbal trouxe o trombone mais uma vez

Latidos, toadas e rolemãs

Atritos e costura

Dirigidos por Rodolfo García Vázquez

Roda de bamba

Tênis All Star

Lua Cheia

Fiquei por lá

De olho no Mocarzel

Escrito por Lenise Pinheiro às 16h29

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A Invenção de Loren

Dramaturgia: Ana Roxo

Direção Ana Roxo e Dadniela Evelise

Lilian Damasceno

Julia Ianina

Thaís Medeiros

Fernanda Castello Branco e Julia Ianina

Solar do Barão - Curitiba

Escrito por Lenise Pinheiro às 16h12

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Por Júpiter

Júpiter: Conquista da Galáxia

Direção Ryohei Kondo

Teatro Ópera de Arame - Curitiba

Escrito por Lenise Pinheiro às 16h06

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Cenas curitibanas 2

Mais _e ainda_ do primeiro dia em Curitiba, sexta-feira, agora que o fim de semana vai acabando e retorno a São Paulo:

 

4. Encontro Lenise Pinheiro e Íris Cavalcanti e vamos a um bar com narguilé atrás de Valmir Santos. Mais tarde aparece Kil Abreu. A conversa é política e teatro, as manifestações do dia 27, o conflito entre grupos e produtores no Congresso, o fomento.

 

Em especial, meio comicamente, o jogo global e a perspectiva de uma Globo Teatro, repetindo no palco _e nos musicais_ o avanço fora da televisão, de Globo Filmes etc. Mas o melhor, em teoria de conspiração, foram as piadas em torno do nome do Festival de Curitiba, que teria perdido o “de Teatro” por exigência dos capitalistas antiteatrais.

 

5. Onze da noite, hora de ir ao Fringe, no teatro da Federal, com a mostra Novos Repertórios, mais experimental e, em geral, com melhor produção. Era “Jesus Vem de Hannover”, peça sem linearidade, antes seqüência aleatória de cenas em que um ou outro personagem se repete, mais pela presença dos atores que por nexo.

 

Foi exasperante durante parte do tempo, mas a direção promete. Sabe o que faz, ergue cenas com invenção visual e dramática que faz lembrar Zé Celso ou Gerald Thomas. E é um menino, aliás, ele operou em diálogo contínuo com o palco através da luz, do som, da projeção e até de uns aquecedores móveis que resumiam a ironia que escorreu do espetáculo.

 

Poderia ter programa para identificar personagens e atores, alguns muito bons.

 

6. Uma e meia  da manhã e estamos no Café do Teatro, fim de noite meio tradicional da cena curitibana, perto do que foi a primeira sede do festival, há 17 anos. Estava lotado, atores e atrizes, grupos inteiros, os garçons perdidos.

 

De repente, surge um amigo de outra vida, que não via desde o século passado e agora trabalha com elenco na Globo. Estava feliz, vinha de duas boas peças, atores e atrizes de qualidade. Um dia antes, uma montagem sem qualificação quase fez com que voltasse ao Rio. Mas as duas haviam contido a revolta e agora ele falava em ficar até o fim, para ver tudo o que puder, das 250 do festival.

Escrito por Nelson de Sá às 12h24

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Lenise PinheiroO blog Cacilda é coordenado por Nelson de Sá, articulista da Folha, e pela repórter-fotográfica Lenise Pinheiro.

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