Cacilda
 

Como vc me quer

Texto de Luigi Pirandello

Direção de Maurício Paroni de Castro

Desenhos

e figurinos de Giampaolo Köhler

Fernanda Moura

Ziza Brizola

Vanderlei Bernardino

Fabio Marcoff

Alexandre Magno

Esboços para estrear em abril

Teatro Sérgio Cardoso - SP

Escrito por Lenise Pinheiro às 18h11

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O retorno do açougueiro

Frank Rich voltou a escrever de teatro. Foi por estes dias, num dos blogs do “New York Times”. Ele é um dos principais colunistas americanos, mas antes foi “o açougueiro da Broadway”. E foi Rowan Atkinson, hoje o célebre Mr. Bean, quem o apelidou, ao voltar à Inglaterra depois de ver uma revista que produziu ser destroçada por Rich.

 

Jamais achei que ele fosse “açougueiro”, mas sempre um apaixonado, partidário de poucas peças, adversário impaciente do resto. Foi ele quem fez campanha por “Angels in America”, desde a montagem original em San Francisco até explodir mundialmente no National, em Londres _e chegando ao João Caetano, aqui em São Paulo.

 

Foi a peça que, finalmente, ressuscitou a dramaturgia, após uma ou duas décadas de ditadura da encenação. Estimulou o teatro “in-yer-face” e também o retorno dos grandes todos, antes perdidos em “one-acts” ou calados inteiramente. Pinter, Albee, Osborne, até Arthur Miller, de repente eles voltaram a escrever.

 

Primo americano do “in-yer-face”, Tracy Letts escreveu “August: Osage County”, a nova paixão que levou Frank Rich a voltar os olhos mais uma vez para o teatro. Letts não é nenhum novato. Seu “Killer Joe” causou furor na Edimburgo de Mark Ravenhill e Martin McDonagh, de mesma geração _e imaginário semelhante.

 

Eu só fui assistir a “Killer Joe” alguns anos depois, em “downtowm” Nova York, no SoHo Playhouse, teatrinho apertado para as estrelas em cena, de Scott Glenn à Amanda Plummer de “Pulp Fiction”. Lembrava “Blasted”, “Shopping and Fucking”, mas transportada ao desolamento americano de Sam Shepard.

 

E era violenta, “grand-guignol”, como eu jamais havia presenciado no teatro americano.

 

“August”, agora, encenada pelo Steppenwolf de Chicago, se aprofunda na mesma linha, pelo que conta Frank Rich. Aproxima-se mais da tradição americana do “drama familiar”, dos retratos patriarcais de O’Neill e Tennessee Williams, mas com um acento crescente nas imagens “in-yer-face”, do incesto à pedofilia, do vício e ao suicídio.

 

Com o endosso do “açougueiro”, que até deixou por um breve momento seu exílio no teatro da política, a peça de Letts deve se estender em temporadas por Nova York, Londres, Berlim. Mas certamente vai demorar, se é que vem, para aparecer em algum palco por aqui. Da minha parte, já encomendei na Amazon.

Escrito por Nelson de Sá às 09h49

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Duas amigas atrizes

Na pele de carpideiras nordestinas.

As Centenárias de Newton Moreno

Direção Aderbal Freire Filho

Marieta Severo e Andréa Beltrão

No Teatro Poeira - RJ

Qui, sex e sáb 21h

Dom 20h

Escrito por Lenise Pinheiro às 09h17

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Paulo Francis está morto

A peça em cartaz no Teatrix é pouco mais do que um bom título. Amontoa one-liners tiradas daqui e dali e confunde o ator/jornalista com uma caricatura de misoginia e preconceitos em geral, supostos traços de independência e individualidade reprimidos nos dias de hoje, 2008.

 

Como é que ele, que conheci oposto, estimulou esse amontoado de lugares-comuns? De fato, “Paulo Francis está morto” é a prova de que ele morreu; a peça e toda a degradação racista, homófoba que se escuda nele, mascarando de politicamente incorreto o que é, tão-somente, reacionário.

 

Por outro lado, o aniversário da morte de Francis passou, dias atrás, e ninguém percebeu. Ele só é lembrado agora para autojustificar as ofensas deste ou daquele, como na peça _ela que, não à toa, resulta em justificação do poder da televisão por quem, afinal, faz parte dela.

 

Mas talvez seja meu o equívoco original. Sempre tentei guardar que o homem com quem convivi, duas décadas atrás, não era aquele que falava em açoitar negro ou atacava homossexual, no fim de sua carreira. Depois ele também não era, pensava eu, aquele que ofendeu a atriz, no início da carreira de jornalista.

 

Ultimamente me pergunto se o Francis que recordo com saudades realmente existiu, se o trato pessoal não confundiu o entendimento.

 

Se fui crítico teatral por uns tempos, foi espelhado nele _e em Miroel Silveira, Frank Rich, mas sobretudo nele. Se fui escrever sobre o teatro da política, na mídia, foi também por causa dele. Ele deixou o teatro, em que também foi ator, pelo colunismo de mídia no “Última Hora” de Samuel Wainer.

 

É nesta última, dentre as muitas máscaras de Francis, que ainda me seguro, para não ceder à projeção do Franz Paul Heilborn nazista que predomina por aí. Ele foi o brizolista apaixonado, contra Carlos Lacerda e o golpe; foi a marca do jornal popular que Zé Celso e outros até hoje festejam como único.

 

Era irresponsável, radical, mas também extremamente vulnerável, principalmente fora do palco do jornalismo. Foi o Francis que conheci, que tinha por melhor amigo, talvez único, Regis Nestrovski, que ele ia visitar em Queens, setor colombiano, sozinho, de metrô.

 

Esse Paulo Francis, abençoado por Paschoal Carlos Magno, era frágil, desmistificador, cruel como um ator. E não foi morto, não ainda.

Escrito por Nelson de Sá às 11h23

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Pálido Colosso

Companhia do Feijão - 10 anos

Diretores e dramaturgos:

Pedro Pires e Zernesto Pessoa

Fernanda Haucke e Fernanda Rapisarda

Teatro da Companhia do Feijão

Sextas e sábados às 21:00 hs e domingos às 20 hs

Escrito por Lenise Pinheiro às 10h46

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Lenise PinheiroO blog Cacilda é coordenado por Nelson de Sá, articulista da Folha, e pela repórter-fotográfica Lenise Pinheiro.

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