Cacilda
 

Beatles num Céu de Diamantes

Um espetáculo de Charles Möeller e Claudio Botelho

Concentração, música e alto astral

Piano Delia Fisher, Violoncelo Luciano Corrêa (foto),

Percussão Jonas Hammar

Elenco Gottsha, Kacau Gomes, Mayra Bravo, Tatih Köhler,

Cristiano Gualda, crisiano Penna, Fabrício Negri, Jonas

Hammar, Jules Vandystadt, Raul Veiga e Rodrigo Cirne

Espaço do Sesc Copacabana - Rio de Janeiro

Até 24 de fevereiro

Escrito por Lenise Pinheiro às 12h32

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"Cunt"

Admiro muito Laerte Mello, o tradutor de Sarah Kane. Não sei o que aconteceu com seu belo projeto de editar as cinco peças em português, no Brasil. Mas sei que, mais que ninguém, é ele o responsável por levar os brasileiros a conheceram uma autora sem paralelo, no teatro que acompanho há três décadas.

 

Mas tenho uma diferença jamais esquecida com Laerte, algo que, se bem me lembro, também jamais contei a ele.

 

Quando sentamos, eu, Peterson Negreiros e Simone Mina, para um primeiro trabalho de mesa com “4.48 Psicose”, a tradução de “cunt” no texto era “cuzão”. Não é errado, é tradução possível, é o significado corrente, mas não tem cabimento.

 

Não só por se tratar de Sarah Kane, que não escolhia palavra à-toa, mas por ser “cunt” o que é. E não apenas seu significado, mas por ser o palavrão de maior tabu na língua inglesa nas últimas décadas, como antes acontecia com “motherfucker”. Mais até, virou arma nas eternas “guerras culturais” americanas.

 

“Cunt” é boceta, tem que ser traduzido por “boceta” por ser esta sua origem e por ser a imagem buscada por Sarah, em uma peça que afirmava o amor e que, seguindo Artaud, afirmava o corpo humano sobre Deus.

 

A divergência voltou à lembrança depois de ver “Desejo e Reparação”, ou melhor, “Atonement” (2001), só “Reparação”, o filme baseado no livro de mesmo título do inglês Ian McEwan.

 

Sempre fantasiei que McEwan partiu de “4.48” (99) para escrever o romance. Mas é claro que o palavrão já havia sido apropriado por neo ou pós-feministas, antes mesmo de Sarah, inclusive pelos “Vagina Monologues” (96) de Eve Ensler, no quadro "Reclaiming Cunt".

 

“Atonement” é um romance metalingüístico, à sua maneira, por detonar a tragédia com a palavra “cunt”.

 

Mas não é que a tradução do filme, no Brasil, trocou “boceta” por “vagina”? Para quem não assistiu ainda, é a palavra usada num bilhete de amor, que termina sendo lido por uma criança, aliás, uma criança dramaturga. Esta, em sua vertigem diante da expressão, fantasia e acusa o jovem que escreveu o bilhete de estupro.

 

O casal do bilhete se desfaz tragicamente, a criança se torna romancista e passa a reescrever a história seguidamente, até o final do livro, quando sua peça de infância é finalmente encenada _até depois, na verdade. O filme mudou tudo, deu um fim ao livro-dentro-do-livro, realçou uma personagem paralela para apelar à projeção de Keira Knightley.

 

Mas o filme ao menos deixou “cunt”, censurada agora nas legendas em português. Para registro, o trecho do bilhete, na tradução de Paulo Henriques Britto para o livro (Cia. das Letras):

_ Em meus sonhos, beijo tua boceta, tua boceta úmida.

Por fim, não é que anteontem Jane Fonda foi com Even Ensler ao “Today”, o programa matinal da rede NBC, e soltou a palavra no ar? Está em vídeo por todo lado, provovou as reações de sempre dos puritanos americanos _e também dos hipócritas_ e já levou a atriz e a própria rede NBC a pedir desculpas.

 

Para ver como “cunt” não é cuzão, vagina. É um tapa na cara, bem dado.

Escrito por Nelson de Sá às 10h33

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Arrufos

Grupo XIX de Teatro

Direção Luiz Fernando Marques

Cenografia Renato Bolelli Rebouças

Ronaldo Serruya

Juliana Sanches e Rodolfo Sanches

Sara Antunes e Ronaldo Serruya

Janaína Leite

Rodolfo Amorim

Sara Antunes

Juliana Sanches

Paulo Celestino

Na Vila Maria Zélia - SP

Escrito por Lenise Pinheiro às 11h54

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"O Céu Cinco Minutos Antes da Tempestade"

Texto Silvia Gomez

Direção Eric Lenate

Supervisão Antunes Filho

Ator Carlos Morelli

Atriz Paula Arruda

Atriz Patrícia Carvalho

Pré-estréia hoje às 20:00 hs

Estréia amanhã às 21:00 hs

No Sesc Consolação - 7º andar

Escrito por Lenise Pinheiro às 08h21

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Taboão da Serra - SP

Grupo e Espaço Clariô de Teatro

Hospital da Gente estréia em fevereiro

Contos e Cantos de Marcelino Freire

Direção Mario Pazini

Todos os sentidos e Teatro.

Naruna Costa e a pianista Josy Nonatto

Na sede do Grupo Clariô de verdade

Cordialidade e carinho com a reportagem do Blog Cacilda

Renato Nascimento, Naloana Lima, Natalia Kesper, Maíra Galvão

Alaissa Rodrigues

Muita luz. Sábados às 21:00 hs e domingos às 20:00 hs.

Das paredes do cenógrafo Alexandre Souza (acima) ouvimos Cazuza mandar

"MOSTRE A SUA CARA"

Escrito por Lenise Pinheiro às 13h24

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Sondheim e pipoca

Saíram três ou quatro pessoas da sessão de “Sweeney Todd” no Kinoplex Itaim, no fim de semana. Saíram, pensei logo, porque não suportaram o ritmo do musical, talvez porque não sabiam, algo assim.

Mas não faz sentido, ninguém deixa os musicais do teatro Abril ou do Alfa, em versões bem mais longas de três, três horas e meia. Aí percebi que não era musical o que estava na tela. As apoteoses, as linhas de coro, os cenários, a música ao vivo: é outro mundo o que se tem no teatro.

No multiplex, a música era de Stephen Sondheim; Johnny Depp e Helena Bonham Carter e Alan Rickman cantavam bem; a fotografia, a cenografia, os figurinos, maquiagem, é tudo do melhor de Tim Burton. Até o humor funciona.

Mas não é musical aquilo. Sondheim com casais conversando na poltrona ao lado e pipoca estalando por toda parte não é a mesma coisa.

Para as estrelas de cinema não desafinarem, aliás, basta o filtro eletrônico. Mas cadê o coro? Onde a coreografia?

Parece um daqueles Chico Buarque “pocket”, muito bons, mas não musicais no gênero em que foram concebidos. Aprecio demais Depp e Burton, mas de “Sweeney Todd” eu prefiro o anterior, da OperÁria. Ou, melhor, vou aguardar algumas semanas pela EAD.

PS - Não é a primeira vez que gente de Hollywood, com o melhor dos propósitos, estraga ou estigmatiza um musical que eu venero. Os desastres recentes de “Rent” e “Chicago” são outros exemplos extremos. Deveriam deixar as obras em paz.

Escrito por Nelson de Sá às 10h27

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Festa na Oca - SP

Há sempre teatro nas novelas.

Andrea Maltarolli, autora de Beleza Pura

Projetos para teatro. O musical "Édipo Gay",

comédia em parceria com Bernardo Jablonsky.

Escrito por Lenise Pinheiro às 20h14

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Quase um Bibelô

Texto de Flavio de Souza

Direção Míriam Fontana

Ator Luis de Toledo

Cenário Ricardo de Castro

Centro Cultural São Paulo

Sextas e Sábados, 21:00 hs. Domingos, 20:00 hs

Escrito por Lenise Pinheiro às 10h07

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Lenise PinheiroO blog Cacilda é coordenado por Nelson de Sá, articulista da Folha, e pela repórter-fotográfica Lenise Pinheiro.

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