Cacilda
 

Vestido de Noiva

Versão dos Satyros para o texto de Nelson Rodrigues

Direção: Rodolfo Garcia Vázquez

Norma Benguell e Cléo de Paris

Ivam Cabral, Nora Toledo e Cléo de Paris

Sala Itaú Cultural - Sextas, sábados e domingos às 19:30 hs.

Escrito por Lenise Pinheiro às 12h54

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EAD ECA USP - Turma 57

Prepare seu Coração na Escola de Arte Dramática

Texto: Mario Viana e Fábio Torres

Direção: Iacov Hillel

Direção musical: Carlos Bauzys

Figurinos: Antonio Vanfill, Carla Martelli e

Jeronimo Martins

Músicos: Daniel Rocha, Felipe S. Alberti,

Guilherme Muniz e João Gabriel Fideles

Quarta a sábado às 20:30 hs. Domingo às 19:00 hs

Atores/Personagens:

Antonio Vanfill - Carlinhos

Carla Martelli - Marta

Carolina Bianchi - Tereza

Fernanda Camargo - Heloisa

Jairo Leme - Edson

Jeronimo Martins - Alberto

Júlia Hardy - Olga

Kelly Jardim - Sônia

Leandro Goddinho - Otávio

Leonardo Devitto - José Carlos

Lucas Valadares - Sr. Walter

Marcos Feitosa - Luiz Fernando

Paula Bega - Célia

Potiguara Novazzi - Eduardo

Valdir Grillo - Jonas

Vanessa Pietro - Hilda

Vania Vaitekas - Cristina

Viviane Marques - Silvia

Escrito por Lenise Pinheiro às 16h03

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Ariano e o reino perdido

Ariano Suassuna foi tema de uma escola de samba em São Paulo este ano, por uma efeméride, creio que seus 80 anos. E foi no ano passado no Rio, por outra, creio que os 60 anos de carreira.

 

Mas tem outra efeméride ainda, que dificilmente será celebrada neste 2008: o cinqüentenário do início da feitura do “Romance d’A Pedra do Reino”. Virou peça de Antunes Filho e minissérie de Luiz Fernando Carvalho nos últimos tempos, com resultados torturados como no próprio romance original.

 

Jamais compreendi por que Ariano e muitos de seus seguidores “armoriais” privilegiam tanto a sua prosa ou até a poesia sobre sua dramaturgia. Que eu saiba, nas últimas duas ou três décadas ele só escreveu duas peças, uma delas protagonizada também pelo “alter ego” do romance, Quaderna, e a outra narrada por ele também, Quaderna.

 

Lendo o “ABC de Ariano Suassuna” de Bráulio Tavares, publicado no ano passado aparentamente por conta das mesmas efemérides, os motivos começaram a se mostrar.

 

Para começo de conversa, o biógrafo, ele que foi o autor do “Brincante” de Antônio Nóbrega encenado por Romero de Andrade Lima, “armoriais” todos os três, registra que com o sucesso popular e financeiro de “Auto da Compadecida”, Ariano finalmente se casou e quase imediatamente iniciou “A Pedra do Reino”.

 

Não por coincidência, também imediatamente antes explodiu o “Grande Sertão Veredas” de Guimarães Rosa.

 

O romance tão autobiográfico de Ariano demoraria uma década e seria publicado em meio às experiências do escritor com a administração da cultura em plena ditadura, em Pernambuco. Antes, ele havia rompido com Hermilo Borba Filho, brechtiano convertido, e iniciado seu caminho “armorial” e conservador, sob o autoritarismo.

 

Fim dos anos 70, redemocratização e Ariano rompeu consigo mesmo, com seu romance. Nas palavras dele aos “Cadernos de Literatura Brasileira”, sobre o conflito que retrata e sobre sua própria genealogia: 

_ Eu não tinha visão suficiente para notar que havia uma diferença que não permitia comparar a guerra de Princesa com a guerra de Canudos. Em Canudos, o Brasil urbano e privilegiado se lançou contra o arraial popular; no caso de Princesa, eram privilegiados da cidade contra privilegiados do campo. Quando percebi isso, entrei em crise. Pensei em abandonar a literatura, pois até então eu estava idealizando a causa de meu pai.

Seu pai foi governador da Paraíba, Ariano até nasceu no palácio, e fez parte da resistência oligárquica à Revolução de 30.

 

A “crise” do autor na entrada dos anos 80 explica por que, imagino eu, Antunes esperou desde então pela autorização para adaptar e encenar “A Pedra do Reino”. E por que o resultado é tão frustrante, no espetáculo como também na minissérie global.

 

Daí também por que Ariano não pára de reescrever o romance, o que é um pouco reescrever sua própria história.

 

No ano passado, pelo que relata Tavares, sua previsão era que a obra final levaria o título “A Ilumiara”, com quatro livros _o primeiro “uma versão retrabalhada da ‘Pedra do Reino’”, mais “Quaderna, o Decifrador”, “A Onça Castanha” e “O Palco dos Pecadores”.

Escrito por Nelson de Sá às 10h03

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Carnaval no Circo

Baile de Máscaras no Cirque du Soleil

Pra tudo começar na quarta-feira!

Alegria.

No parque Villa Lobos à partir do dia 7 de fevereiro

São Paulo

Escrito por Lenise Pinheiro às 21h38

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Lenise PinheiroO blog Cacilda é coordenado por Nelson de Sá, articulista da Folha, e pela repórter-fotográfica Lenise Pinheiro.

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