Cacilda
 

Em algum lugar do planeta

Plan B

Cie 111 e Aurélien Bory para lembrar o Festival de Rio Preto.

Vem aí, Curitiba.

Escrito por Lenise Pinheiro às 11h28

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A princesa

Foi um risco e tanto das duas novas produtoras de São Paulo, Master e Break a Leg!, estrear com a montagem de “Aída”. Vi anos atrás, na estréia em Atlanta, Geórgia, e me espantei com a exposição tão franca e engajada de escravidão e racismo.

Porque não é do Egito que se trata, obviamente, mas dos Estados Unidos _o que se evidenciava ainda mais em Atlanta, o foco do movimento pelos direitos civis, grande alvo da guerra civil e quase capital do Sul que foi institucionalmente racista até pouco tempo atrás.

 

O que levou a pensar que o espetáculo poderia entusiasmar o público paulista de musicais, em pleno Cultura Artística?

 

Não que a encenação não seja bem-sucedida. Ela tem quadros de tirar o fôlego; outros nem tanto, que já não funcionavam no original. Mas a revolta no cativeiro não é tema que caia bem por aqui, no país condenado pela ONU por racismo, outra vez.

 

Talvez encontrasse menos resistência no Rio de Jorge Ben, filho de mãe etíope _e cujos versos de “África Brasil” eu sempre achei puro teatro: 

Aqui onde estão os homens
Há um grande leilão
Dizem que nele há uma princesa à venda
Que veio junto com os seus súditos
Acorrentados, acorrentados em carros de boi
Eu quero ver quando Zumbi chegar
Eu quero ver o que vai, o que vai acontecer
Zumbi é senhor das guerras

Quando sonhei com um musical sobre Nelson Triunfo, era a canção que fecharia em apoteose o primeiro ato. E é a mesma história da princesa núbia Aída, no musical que Elton John e Tim Rice criaram após o sucesso do “Rei Leão” de Julie Taymor, também inspirado na África.

 

Andréa Marquee, que já nasceu exuberante no palco do “Hair” de Jorge Fernando e confirmou o talento em “Rent”, tem carisma e voz para sustentar a peça. Não vi maior diferença entre ela e a idolatrada Heather Headley, que ganhou Tony quando se transferiu para a Broadway.

 

Mas o musical tem um grande problema que o diretor Augusto Thomas Vannucci não conseguiu sanar, ele também: o amor de Aída, seu opressor Radamés, é um personagem que não se sustenta em pé. Nos EUA, achei que era devido ao ator, mas o problema se repete.

 

O romance algo suicida, que ecoa “Romeu e Julieta”, é por demais desfavorável ao amante de Aída, na trama. De qualquer maneira, o “casting” tem equívocos, principalmente o desperdício que é Saulo Vasconcelos como Zoser. Talvez como Radamés ele garantisse maior equilíbrio, mas é passado, a peça é esta.

 

E melhor é lembrar que Naíma, que veio dos musicais de Rodrigo Pitta, está arrebatadora como Amnéris. Carol Bezerra também _e principalmente Danilo Morais, quase estreante, mas já com domínio de palco e tempo de comédia. Dele, sou capaz de apostar, ainda se vai ouvir muita coisa.

Escrito por Nelson de Sá às 11h02

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Bichos de Teatro

Grupo Caixa Preta apresenta

BARTLEBY, O ESCRITURÁRIO

de Herman Melville (1819-1891)



Uma das obras literárias mais importantes da
humanidade,

segundo Jorge Luis Borges, Bartleby, o escriturário. Parte do

legado de Melville, chamado pelo escritor francês

Albert Camus de "O Homero do Oceano Pacífico". 

Adaptação José Sanchis Sinisterra

Direção Jô Zacarias Goulart

Cácia Goulart e  Rodrigo Gaion.

André Cortez nos cenários.

e Produção Divina Elisete

"Prefiro não fazer", no dizer do ator.

No Sesc Paulista. Teatro de Câmara

Estréia 29 de fevereiro.

Escrito por Lenise Pinheiro às 09h25

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Como vc me quer

Texto de Luigi Pirandello

Direção de Maurício Paroni de Castro

Desenhos

e figurinos de Giampaolo Köhler

Fernanda Moura

Ziza Brizola

Vanderlei Bernardino

Fabio Marcoff

Alexandre Magno

Esboços para estrear em abril

Teatro Sérgio Cardoso - SP

Escrito por Lenise Pinheiro às 18h11

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O retorno do açougueiro

Frank Rich voltou a escrever de teatro. Foi por estes dias, num dos blogs do “New York Times”. Ele é um dos principais colunistas americanos, mas antes foi “o açougueiro da Broadway”. E foi Rowan Atkinson, hoje o célebre Mr. Bean, quem o apelidou, ao voltar à Inglaterra depois de ver uma revista que produziu ser destroçada por Rich.

 

Jamais achei que ele fosse “açougueiro”, mas sempre um apaixonado, partidário de poucas peças, adversário impaciente do resto. Foi ele quem fez campanha por “Angels in America”, desde a montagem original em San Francisco até explodir mundialmente no National, em Londres _e chegando ao João Caetano, aqui em São Paulo.

 

Foi a peça que, finalmente, ressuscitou a dramaturgia, após uma ou duas décadas de ditadura da encenação. Estimulou o teatro “in-yer-face” e também o retorno dos grandes todos, antes perdidos em “one-acts” ou calados inteiramente. Pinter, Albee, Osborne, até Arthur Miller, de repente eles voltaram a escrever.

 

Primo americano do “in-yer-face”, Tracy Letts escreveu “August: Osage County”, a nova paixão que levou Frank Rich a voltar os olhos mais uma vez para o teatro. Letts não é nenhum novato. Seu “Killer Joe” causou furor na Edimburgo de Mark Ravenhill e Martin McDonagh, de mesma geração _e imaginário semelhante.

 

Eu só fui assistir a “Killer Joe” alguns anos depois, em “downtowm” Nova York, no SoHo Playhouse, teatrinho apertado para as estrelas em cena, de Scott Glenn à Amanda Plummer de “Pulp Fiction”. Lembrava “Blasted”, “Shopping and Fucking”, mas transportada ao desolamento americano de Sam Shepard.

 

E era violenta, “grand-guignol”, como eu jamais havia presenciado no teatro americano.

 

“August”, agora, encenada pelo Steppenwolf de Chicago, se aprofunda na mesma linha, pelo que conta Frank Rich. Aproxima-se mais da tradição americana do “drama familiar”, dos retratos patriarcais de O’Neill e Tennessee Williams, mas com um acento crescente nas imagens “in-yer-face”, do incesto à pedofilia, do vício e ao suicídio.

 

Com o endosso do “açougueiro”, que até deixou por um breve momento seu exílio no teatro da política, a peça de Letts deve se estender em temporadas por Nova York, Londres, Berlim. Mas certamente vai demorar, se é que vem, para aparecer em algum palco por aqui. Da minha parte, já encomendei na Amazon.

Escrito por Nelson de Sá às 09h49

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Duas amigas atrizes

Na pele de carpideiras nordestinas.

As Centenárias de Newton Moreno

Direção Aderbal Freire Filho

Marieta Severo e Andréa Beltrão

No Teatro Poeira - RJ

Qui, sex e sáb 21h

Dom 20h

Escrito por Lenise Pinheiro às 09h17

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Paulo Francis está morto

A peça em cartaz no Teatrix é pouco mais do que um bom título. Amontoa one-liners tiradas daqui e dali e confunde o ator/jornalista com uma caricatura de misoginia e preconceitos em geral, supostos traços de independência e individualidade reprimidos nos dias de hoje, 2008.

 

Como é que ele, que conheci oposto, estimulou esse amontoado de lugares-comuns? De fato, “Paulo Francis está morto” é a prova de que ele morreu; a peça e toda a degradação racista, homófoba que se escuda nele, mascarando de politicamente incorreto o que é, tão-somente, reacionário.

 

Por outro lado, o aniversário da morte de Francis passou, dias atrás, e ninguém percebeu. Ele só é lembrado agora para autojustificar as ofensas deste ou daquele, como na peça _ela que, não à toa, resulta em justificação do poder da televisão por quem, afinal, faz parte dela.

 

Mas talvez seja meu o equívoco original. Sempre tentei guardar que o homem com quem convivi, duas décadas atrás, não era aquele que falava em açoitar negro ou atacava homossexual, no fim de sua carreira. Depois ele também não era, pensava eu, aquele que ofendeu a atriz, no início da carreira de jornalista.

 

Ultimamente me pergunto se o Francis que recordo com saudades realmente existiu, se o trato pessoal não confundiu o entendimento.

 

Se fui crítico teatral por uns tempos, foi espelhado nele _e em Miroel Silveira, Frank Rich, mas sobretudo nele. Se fui escrever sobre o teatro da política, na mídia, foi também por causa dele. Ele deixou o teatro, em que também foi ator, pelo colunismo de mídia no “Última Hora” de Samuel Wainer.

 

É nesta última, dentre as muitas máscaras de Francis, que ainda me seguro, para não ceder à projeção do Franz Paul Heilborn nazista que predomina por aí. Ele foi o brizolista apaixonado, contra Carlos Lacerda e o golpe; foi a marca do jornal popular que Zé Celso e outros até hoje festejam como único.

 

Era irresponsável, radical, mas também extremamente vulnerável, principalmente fora do palco do jornalismo. Foi o Francis que conheci, que tinha por melhor amigo, talvez único, Regis Nestrovski, que ele ia visitar em Queens, setor colombiano, sozinho, de metrô.

 

Esse Paulo Francis, abençoado por Paschoal Carlos Magno, era frágil, desmistificador, cruel como um ator. E não foi morto, não ainda.

Escrito por Nelson de Sá às 11h23

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Pálido Colosso

Companhia do Feijão - 10 anos

Diretores e dramaturgos:

Pedro Pires e Zernesto Pessoa

Fernanda Haucke e Fernanda Rapisarda

Teatro da Companhia do Feijão

Sextas e sábados às 21:00 hs e domingos às 20 hs

Escrito por Lenise Pinheiro às 10h46

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Beatles num Céu de Diamantes

Um espetáculo de Charles Möeller e Claudio Botelho

Concentração, música e alto astral

Piano Delia Fisher, Violoncelo Luciano Corrêa (foto),

Percussão Jonas Hammar

Elenco Gottsha, Kacau Gomes, Mayra Bravo, Tatih Köhler,

Cristiano Gualda, crisiano Penna, Fabrício Negri, Jonas

Hammar, Jules Vandystadt, Raul Veiga e Rodrigo Cirne

Espaço do Sesc Copacabana - Rio de Janeiro

Até 24 de fevereiro

Escrito por Lenise Pinheiro às 12h32

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"Cunt"

Admiro muito Laerte Mello, o tradutor de Sarah Kane. Não sei o que aconteceu com seu belo projeto de editar as cinco peças em português, no Brasil. Mas sei que, mais que ninguém, é ele o responsável por levar os brasileiros a conheceram uma autora sem paralelo, no teatro que acompanho há três décadas.

 

Mas tenho uma diferença jamais esquecida com Laerte, algo que, se bem me lembro, também jamais contei a ele.

 

Quando sentamos, eu, Peterson Negreiros e Simone Mina, para um primeiro trabalho de mesa com “4.48 Psicose”, a tradução de “cunt” no texto era “cuzão”. Não é errado, é tradução possível, é o significado corrente, mas não tem cabimento.

 

Não só por se tratar de Sarah Kane, que não escolhia palavra à-toa, mas por ser “cunt” o que é. E não apenas seu significado, mas por ser o palavrão de maior tabu na língua inglesa nas últimas décadas, como antes acontecia com “motherfucker”. Mais até, virou arma nas eternas “guerras culturais” americanas.

 

“Cunt” é boceta, tem que ser traduzido por “boceta” por ser esta sua origem e por ser a imagem buscada por Sarah, em uma peça que afirmava o amor e que, seguindo Artaud, afirmava o corpo humano sobre Deus.

 

A divergência voltou à lembrança depois de ver “Desejo e Reparação”, ou melhor, “Atonement” (2001), só “Reparação”, o filme baseado no livro de mesmo título do inglês Ian McEwan.

 

Sempre fantasiei que McEwan partiu de “4.48” (99) para escrever o romance. Mas é claro que o palavrão já havia sido apropriado por neo ou pós-feministas, antes mesmo de Sarah, inclusive pelos “Vagina Monologues” (96) de Eve Ensler, no quadro "Reclaiming Cunt".

 

“Atonement” é um romance metalingüístico, à sua maneira, por detonar a tragédia com a palavra “cunt”.

 

Mas não é que a tradução do filme, no Brasil, trocou “boceta” por “vagina”? Para quem não assistiu ainda, é a palavra usada num bilhete de amor, que termina sendo lido por uma criança, aliás, uma criança dramaturga. Esta, em sua vertigem diante da expressão, fantasia e acusa o jovem que escreveu o bilhete de estupro.

 

O casal do bilhete se desfaz tragicamente, a criança se torna romancista e passa a reescrever a história seguidamente, até o final do livro, quando sua peça de infância é finalmente encenada _até depois, na verdade. O filme mudou tudo, deu um fim ao livro-dentro-do-livro, realçou uma personagem paralela para apelar à projeção de Keira Knightley.

 

Mas o filme ao menos deixou “cunt”, censurada agora nas legendas em português. Para registro, o trecho do bilhete, na tradução de Paulo Henriques Britto para o livro (Cia. das Letras):

_ Em meus sonhos, beijo tua boceta, tua boceta úmida.

Por fim, não é que anteontem Jane Fonda foi com Even Ensler ao “Today”, o programa matinal da rede NBC, e soltou a palavra no ar? Está em vídeo por todo lado, provovou as reações de sempre dos puritanos americanos _e também dos hipócritas_ e já levou a atriz e a própria rede NBC a pedir desculpas.

 

Para ver como “cunt” não é cuzão, vagina. É um tapa na cara, bem dado.

Escrito por Nelson de Sá às 10h33

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Arrufos

Grupo XIX de Teatro

Direção Luiz Fernando Marques

Cenografia Renato Bolelli Rebouças

Ronaldo Serruya

Juliana Sanches e Rodolfo Sanches

Sara Antunes e Ronaldo Serruya

Janaína Leite

Rodolfo Amorim

Sara Antunes

Juliana Sanches

Paulo Celestino

Na Vila Maria Zélia - SP

Escrito por Lenise Pinheiro às 11h54

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"O Céu Cinco Minutos Antes da Tempestade"

Texto Silvia Gomez

Direção Eric Lenate

Supervisão Antunes Filho

Ator Carlos Morelli

Atriz Paula Arruda

Atriz Patrícia Carvalho

Pré-estréia hoje às 20:00 hs

Estréia amanhã às 21:00 hs

No Sesc Consolação - 7º andar

Escrito por Lenise Pinheiro às 08h21

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Taboão da Serra - SP

Grupo e Espaço Clariô de Teatro

Hospital da Gente estréia em fevereiro

Contos e Cantos de Marcelino Freire

Direção Mario Pazini

Todos os sentidos e Teatro.

Naruna Costa e a pianista Josy Nonatto

Na sede do Grupo Clariô de verdade

Cordialidade e carinho com a reportagem do Blog Cacilda

Renato Nascimento, Naloana Lima, Natalia Kesper, Maíra Galvão

Alaissa Rodrigues

Muita luz. Sábados às 21:00 hs e domingos às 20:00 hs.

Das paredes do cenógrafo Alexandre Souza (acima) ouvimos Cazuza mandar

"MOSTRE A SUA CARA"

Escrito por Lenise Pinheiro às 13h24

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Sondheim e pipoca

Saíram três ou quatro pessoas da sessão de “Sweeney Todd” no Kinoplex Itaim, no fim de semana. Saíram, pensei logo, porque não suportaram o ritmo do musical, talvez porque não sabiam, algo assim.

Mas não faz sentido, ninguém deixa os musicais do teatro Abril ou do Alfa, em versões bem mais longas de três, três horas e meia. Aí percebi que não era musical o que estava na tela. As apoteoses, as linhas de coro, os cenários, a música ao vivo: é outro mundo o que se tem no teatro.

No multiplex, a música era de Stephen Sondheim; Johnny Depp e Helena Bonham Carter e Alan Rickman cantavam bem; a fotografia, a cenografia, os figurinos, maquiagem, é tudo do melhor de Tim Burton. Até o humor funciona.

Mas não é musical aquilo. Sondheim com casais conversando na poltrona ao lado e pipoca estalando por toda parte não é a mesma coisa.

Para as estrelas de cinema não desafinarem, aliás, basta o filtro eletrônico. Mas cadê o coro? Onde a coreografia?

Parece um daqueles Chico Buarque “pocket”, muito bons, mas não musicais no gênero em que foram concebidos. Aprecio demais Depp e Burton, mas de “Sweeney Todd” eu prefiro o anterior, da OperÁria. Ou, melhor, vou aguardar algumas semanas pela EAD.

PS - Não é a primeira vez que gente de Hollywood, com o melhor dos propósitos, estraga ou estigmatiza um musical que eu venero. Os desastres recentes de “Rent” e “Chicago” são outros exemplos extremos. Deveriam deixar as obras em paz.

Escrito por Nelson de Sá às 10h27

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Festa na Oca - SP

Há sempre teatro nas novelas.

Andrea Maltarolli, autora de Beleza Pura

Projetos para teatro. O musical "Édipo Gay",

comédia em parceria com Bernardo Jablonsky.

Escrito por Lenise Pinheiro às 20h14

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Quase um Bibelô

Texto de Flavio de Souza

Direção Míriam Fontana

Ator Luis de Toledo

Cenário Ricardo de Castro

Centro Cultural São Paulo

Sextas e Sábados, 21:00 hs. Domingos, 20:00 hs

Escrito por Lenise Pinheiro às 10h07

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Vestido de Noiva

Versão dos Satyros para o texto de Nelson Rodrigues

Direção: Rodolfo Garcia Vázquez

Norma Benguell e Cléo de Paris

Ivam Cabral, Nora Toledo e Cléo de Paris

Sala Itaú Cultural - Sextas, sábados e domingos às 19:30 hs.

Escrito por Lenise Pinheiro às 12h54

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EAD ECA USP - Turma 57

Prepare seu Coração na Escola de Arte Dramática

Texto: Mario Viana e Fábio Torres

Direção: Iacov Hillel

Direção musical: Carlos Bauzys

Figurinos: Antonio Vanfill, Carla Martelli e

Jeronimo Martins

Músicos: Daniel Rocha, Felipe S. Alberti,

Guilherme Muniz e João Gabriel Fideles

Quarta a sábado às 20:30 hs. Domingo às 19:00 hs

Atores/Personagens:

Antonio Vanfill - Carlinhos

Carla Martelli - Marta

Carolina Bianchi - Tereza

Fernanda Camargo - Heloisa

Jairo Leme - Edson

Jeronimo Martins - Alberto

Júlia Hardy - Olga

Kelly Jardim - Sônia

Leandro Goddinho - Otávio

Leonardo Devitto - José Carlos

Lucas Valadares - Sr. Walter

Marcos Feitosa - Luiz Fernando

Paula Bega - Célia

Potiguara Novazzi - Eduardo

Valdir Grillo - Jonas

Vanessa Pietro - Hilda

Vania Vaitekas - Cristina

Viviane Marques - Silvia

Escrito por Lenise Pinheiro às 16h03

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Ariano e o reino perdido

Ariano Suassuna foi tema de uma escola de samba em São Paulo este ano, por uma efeméride, creio que seus 80 anos. E foi no ano passado no Rio, por outra, creio que os 60 anos de carreira.

 

Mas tem outra efeméride ainda, que dificilmente será celebrada neste 2008: o cinqüentenário do início da feitura do “Romance d’A Pedra do Reino”. Virou peça de Antunes Filho e minissérie de Luiz Fernando Carvalho nos últimos tempos, com resultados torturados como no próprio romance original.

 

Jamais compreendi por que Ariano e muitos de seus seguidores “armoriais” privilegiam tanto a sua prosa ou até a poesia sobre sua dramaturgia. Que eu saiba, nas últimas duas ou três décadas ele só escreveu duas peças, uma delas protagonizada também pelo “alter ego” do romance, Quaderna, e a outra narrada por ele também, Quaderna.

 

Lendo o “ABC de Ariano Suassuna” de Bráulio Tavares, publicado no ano passado aparentamente por conta das mesmas efemérides, os motivos começaram a se mostrar.

 

Para começo de conversa, o biógrafo, ele que foi o autor do “Brincante” de Antônio Nóbrega encenado por Romero de Andrade Lima, “armoriais” todos os três, registra que com o sucesso popular e financeiro de “Auto da Compadecida”, Ariano finalmente se casou e quase imediatamente iniciou “A Pedra do Reino”.

 

Não por coincidência, também imediatamente antes explodiu o “Grande Sertão Veredas” de Guimarães Rosa.

 

O romance tão autobiográfico de Ariano demoraria uma década e seria publicado em meio às experiências do escritor com a administração da cultura em plena ditadura, em Pernambuco. Antes, ele havia rompido com Hermilo Borba Filho, brechtiano convertido, e iniciado seu caminho “armorial” e conservador, sob o autoritarismo.

 

Fim dos anos 70, redemocratização e Ariano rompeu consigo mesmo, com seu romance. Nas palavras dele aos “Cadernos de Literatura Brasileira”, sobre o conflito que retrata e sobre sua própria genealogia: 

_ Eu não tinha visão suficiente para notar que havia uma diferença que não permitia comparar a guerra de Princesa com a guerra de Canudos. Em Canudos, o Brasil urbano e privilegiado se lançou contra o arraial popular; no caso de Princesa, eram privilegiados da cidade contra privilegiados do campo. Quando percebi isso, entrei em crise. Pensei em abandonar a literatura, pois até então eu estava idealizando a causa de meu pai.

Seu pai foi governador da Paraíba, Ariano até nasceu no palácio, e fez parte da resistência oligárquica à Revolução de 30.

 

A “crise” do autor na entrada dos anos 80 explica por que, imagino eu, Antunes esperou desde então pela autorização para adaptar e encenar “A Pedra do Reino”. E por que o resultado é tão frustrante, no espetáculo como também na minissérie global.

 

Daí também por que Ariano não pára de reescrever o romance, o que é um pouco reescrever sua própria história.

 

No ano passado, pelo que relata Tavares, sua previsão era que a obra final levaria o título “A Ilumiara”, com quatro livros _o primeiro “uma versão retrabalhada da ‘Pedra do Reino’”, mais “Quaderna, o Decifrador”, “A Onça Castanha” e “O Palco dos Pecadores”.

Escrito por Nelson de Sá às 10h03

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Carnaval no Circo

Baile de Máscaras no Cirque du Soleil

Pra tudo começar na quarta-feira!

Alegria.

No parque Villa Lobos à partir do dia 7 de fevereiro

São Paulo

Escrito por Lenise Pinheiro às 21h38

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Os Palhaços

Texto: TIMOCHENKO WEHBI

Atores: DAGOBERTO FELIZ

E  DANILO GRANGHEIA

Direção: GABRIEL CARMONA

Teatro Ópera Buffa

Sábados  21:13 hs e domingos às 20:13 hs

Até 30 de março

Escrito por Lenise Pinheiro às 11h05

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Cheiro de Chuva no CCSP

Atores: Tânia Costa e Marcello Escorel

Texto, direção e cenografia: Bosco Brasil

Centro Cultural São Paulo, Espaço Ademar Guerra, até 03/02

Escrito por Lenise Pinheiro às 10h33

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Lenise Pinheiro Blog de teatro com textos e fotografias de peças em cartaz ou por estrear. Montagens antigas, ensaios, indicações e vivências e experimentos. Eventuais visitas a salas de teatro, e suas respectivas companhias. Coberturas de Festivais de Teatro, apontamentos com novidades e curiosidades em torno do tema.

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