Cacilda
 

O Baile no Rio de Janeiro

O BAILE, de Jean Claude Penchenat

com roteiro de Walderez Cardoso Gomes.

Direção de José Possi Neto

Música, cultura e política numa mesma montagem.

Terceira temporada de sucesso.

Figurinos: Marilia Carneiro

Teatro João Caetano, na Praça Tiradentes - RJ

Qui. a sáb. 19:30 hs

Dom. 19:00 hs

Escrito por Lenise Pinheiro às 12h33

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O negrinho Otelo

Das duas biografias das férias, de Oscarito e de Grande Otelo, a que terminei antes foi a de Otelo.

 

Estava até mais animado com a primeira, a personagem é menos conhecida, sua genealogia teatral é fascinante, mas a história contada por Sérgio Cabral, do grande ator negro, desde o circo, sem entusiasmo pueril pelo objeto nem melodrama, venceu.

 

Cabral, que eu já admirava pelas biografias também teatrais de Ary Barroso, Nara Leão, não caiu na esparrela de explicar a existência de Otelo por álcool ou por desventuras amorosas _como nos necrológios todos, tão fixados nos últimos anos de sua vida.

 

“Grande Otelo, uma Biografia” (editora 34) nada esconde, é muitas vezes cruel, mas tenta dar às coisas o tamanho certo.

 

Também não afeta distância. Entrega-se logo: “Um dia, o redator destas linhas esteve com o ator e confessou que gostava tanto dele que, ao vê-lo, tinha vontade de chorar”. Apaixonado e impiedoso, deixa entrever por que Otelo é tão grande na memória nacional.

 

Da minha parte, o mais revelador no livro foi a persistente vinculação de Sebastião Bernardes de Souza Prata, um de seus tantos nomes, à cultura negra popular. Não foi radical, pelo contrário, mas a toda hora fazia o país lembrar o próprio preconceito.

 

Isso, desde o princípio no palco, quando era ainda descrito como “colored”. Anos 20 e estreava, aos oito, como declamador ou “entertainer”, o que foi a vida toda, na Cia. Negra de Revistas, dos lendários De Chocolat e Jaime Silva, em peças tipo “Café Torrado”.

 

Nelson Rodrigues, adolescente e já escrevendo em jornal, falou que “o sucesso do dia foi o negrinho Otelo, de precocidade admirável, dono de uma voz agradável e educada, tendo sempre, brincando nos seus menores movimentos, uma comicidade adorável”.

 

Saiu da companhia, estudou, diz Cabral que tinha facilidade com inglês e francês, largou tudo, viveu na rua, tornou-se amigo de Abdias Nascimento em pensão na São João, até voltar ao palco pelas mãos de Oscarito e Jardel Jércolis, o lendário produtor, pai de Jardel Filho.

 

Por sete décadas, sua vida foi de uma lenda a outra, da idéia para o samba sobre a destruição da praça Onze, “o ponto de reunião da comunidade negra” e coração do Carnaval popular do Rio, ao filme “Moleque Tião” que abriu a Atlântida, ao Cassino da Urca, ao Cinema Novo.

 

Ao longo do tempo, resistiu ao comando, sempre _dos produtores de revista, diretores de teatro, cineastas, do partidão, resistiu até ao movimento negro. Ao se encontrar com Orson Welles ou Josephine Baker, reagia sem deslumbramento, quase com desfaçatez.

 

Vinícius de Moraes ouviu de Welles, que filmou Otelo obsessivamente e depois não editou, que havia no ator “um trágico de primeira qualidade”. Mais, “um gênio”.

Escrito por Nelson de Sá às 10h26

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Besouro - Herói Popular

Musical Besouro Cordão de Ouro

De Paulo Cesar Pinheiro

Direção: João das Neves

Capoeira e poesia

Sesc Pompéia

Sextas e sábados às 21:30 hs

Domingos às 18:30 hs

Escrito por Lenise Pinheiro às 09h25

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Estética de história em quadrinhos

Graphic, no Centro Cultural São Paulo.

Texto e direção de Paulo Biscaia Filho.

Atores Carolina Fauquemont,

leandrodanielcolombo (nas fotos à direita)

 e Rafaella Marques

Quintas a sábado às 21:00 hs e domingo às 20:00 hs

Escrito por Lenise Pinheiro às 10h10

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Cheiro de teatro

Lavanda

Concepção e interpretação: Luciana Brites

Direção: Claudia Missura

Trilha Sonora: Marcelo Pellegrini

Iluminação: Alessandra Domingues

Espaço dos Parlapatões

Terças e Quartas às 21:00 hs

Escrito por Lenise Pinheiro às 15h14

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Novas Diretrizes em Tempos de Paz

Texto de Bosco Brasil

Dirigido por Fernando Couto

Atores: Ari Nóbrega e Olavo Castro

Montagem do grupo Atores Associados de Minas Gerais

Centro Cultural São Paulo

Espaço Cênico Ademar Guerra

Terças e quartas às 21:00 hs

Escrito por Lenise Pinheiro às 11h40

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Bravo!!!!

Lope de Vega, 1562-1636, encenador espanhol,

dizia que para fazer teatro ele precisava apenas de:

Quatro cavaletes, quatro pranchas, dois atores e uma paixão.

Com Sergio Britto, só um ator basta!

Jung e eu, espetáculo de Domingos Oliveira. Estou apaixonada!

"Celebramos toda uma existência, bebendo o melhor do teatro,

servido numa taça de uma hora". Evoé!!!!

"O sonho é a fotografia do inconsciente".

Sergio Britto muito à vontade. Muito aplaudido. Comovido.

O público entregue e emocionado.

Santo André, 13 de janeiro de 2008.

Escrito por Lenise Pinheiro às 11h16

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Lenise PinheiroO blog Cacilda é coordenado por Nelson de Sá, articulista da Folha, e pela repórter-fotográfica Lenise Pinheiro.

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