Cacilda
 

O artesão do teatro

As traquitanas dos bonecos do Grupo Sobrevento

Messias.

Se desdobra nas coxias.

Arteiro. Cheio de talento.

Podem apostar.

Escrito por Lenise Pinheiro às 14h18

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Palavras divinas e o bispo

Não tenho boa lembrança de “Divinas Palavras” desde uma versão de Nehle Franke, alemã estabelecida em Salvador, em que o contorcionismo ocupou a boca de cena, esquecendo o “esperpento” das palavras e imagens. Em que a platéia giratória em que fiquei, esprimido, saltava de um quadro de preciosismo físico a outro.

 

Mas Rodolfo García Vázquez tem lá as suas razões para se fixar no texto de Valle-Inclán, que monta pela segunda vez, pelo que sei, antes em Portugal. Se bem compreendo, na encenação tudo corre em torno de uma representação alegórica do “povo” _e, em registro mais restrito, dos próprios Satyros. É Laureano, representado corajosamente por Ivam Cabral.

 

A exploração de sua miséria, como hoje nos semáforos, é disputada por duas partes. Mais ou menos como se vê aqui e em toda parte, “quem nunca pecou que atire a primeira pedra”, num bordão da montagem. É um desenvolvimento, me pareceu, de “120 Dias de Sodoma”, mais do que da recente “Inocência”. E também uma metáfora das pressões que cercam a praça Roosevelt.

 

Mas o que me pegou em “Divinas Palavras” foi mais sua representação material da deformidade. De resto disforme ela também, a encenação tem um jogo de máscaras e bonecos e climas que, nos momentos de mise-en-scène mais depurada, fez recordar David Lynch. Mas, de novo, não sou dos mais entusiasmados por Valle-Inclan e seu decadentismo ibérico.

 

 

Talvez a chave mais esclarecedora para o universo grotesco deste texto e a impressão que ele deixou em Rodolfo, não é de hoje, foi dada por Ivam em uma conversa dias atrás, de forma casual e sem qualquer referência à peça. Ele contou que o diretor, há bem duas décadas, deu aulas de espanhol para um então desconhecido Edir Macedo, o próprio, no Berlitz em São Paulo.

 

Depois deu aulas particulares, depois passou a verter os textos da Igreja Universal do Reino de Deus para o espanhol e por fim quase foi parar nos subúrbios “latinos” de Nova York com o bispo _de onde a pequena seita retornou ao Brasil como o gigante em Cristo e a corporação em mídia que é hoje.

 

Rodolfo, envolto talvez como Laureano, assistia regularmente aos cultos e, por pouco, não se integrou. Saltou na undécima hora, mas algumas das imagens de então sobrevivem, imagino eu, em “Divinas Palavras”, “120 Dias de Sodoma” e outras _e podem ajudar a entender, quem sabe, um encenador tão radical desde o princípio.

Escrito por Nelson de Sá às 23h31

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Festival de peças de um minuto

Inédito.

Elenco: Ângela Figueiredo, Bebel Ribeiro,

Claudinei Brandão, Henrique Stroeter, Hugo Possolo,

Jaqueline Obrigon, Lula Martinelli, Paula Cohen,

Raul Barreto e Sergio Mastropasqua.

No Espaço dos Parlapatões.

Hoje às 21:00 hs.

Escrito por Lenise Pinheiro às 15h19

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D-Equilíbrio

O coreógrafo e bailarino Marcos Abranches

Teatro e dança no texto Desvios, de Michel Fernandes

Ensaios e superação

Apresentação hoje às 20:00 hs na Galeria Olido

A felicidade está em "ser o que é".

Salve!

Escrito por Lenise Pinheiro às 12h03

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Disk Ofensa no Satyros Um

Regina França em apresentação comemorativa.

Final da temporada de 2007.

O amor ao teatro.

A paixão pelo texto de Pedro Vicente.

Regina França e Aline Abovsky

Salve Rainhas

Hoje às 22:30 hs

Escrito por Lenise Pinheiro às 15h00

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Lenise PinheiroO blog Cacilda é coordenado por Nelson de Sá, articulista da Folha, e pela repórter-fotográfica Lenise Pinheiro.

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