Circo no Teatro
Neste final de semana Galeria 17
no Centro Cultural São Paulo




Apresentações em comemoração aos 15 anos da Boa Companhia
Direção Veronica Fabrini
Escrito por Lenise Pinheiro às 12h21
"Os Sertões" em Canudos
Depois de um dia correndo de telefone em telefone por Canudos, da prefeitura às casas que abrigam os integrantes do Oficina, encontrei Zé Celso para um podcast aqui na Folha Online. Já está no ar. “Os Sertões” estréia em duas horas _e, acredita ele, com transmissão providenciada pela única lan-house da pequena cidade.
Antes, havia achado Zé no Ceará pelo Skype, diante da praia, em Fortaleza, recém-chegado de Quixeramobim, cidade natal de Antonio Maciel, também para a apresentação das cinco partes de “Os Sertões”. Para o sertão cearense, só tinha louvores. Para o baiano, como ele relata no podcast, a mesma coisa.
Canudos e Quixeramobim são os principais cenários de “Os Sertões” e a travessia entre uma e outra, de carro, marcou o grupo todo. Marcelo Drummond, que faz Euclydes da Cunha, viajou de carro de São Paulo a Quixeramobim e depois até Canudos, na trilha de Antonio Conselheiro. Chegou há pouco, ele também.
Décio de Almeida Prado dizia que Zé Celso fechou a primeira fase do Oficina em peregrinação pelo Nordeste com “Gracias Señor”, mais como um “conselheiro”, um sebastianista. Enquanto conversava com o diretor e ele contava dos planos para Canudos, agora, eu pensava
Ele vê a miséria de Canudos e pressiona por saídas materiais, ainda que envoltas
Vou atrás do link, agora. Vai aparecer, acredita Zé, no site do Oficina.
PS 29.11 - Não rolou o link, Canudos segue “terra ignota”. Quem sabe hoje. Também não consegui ouvir a linda composição de Ivam Cabral, que já conhecia do celular. Mas vai rolar, é só persistir, com a web.
Escrito por Nelson de Sá às 16h39
Fantasmas
Entrei tarde com o pedido de passaporte na Polícia Federal e o resultado é que não vou conseguir assistir à montagem que mais queria este ano, no exterior, o “Hamlet” do Wooster Group. Não mais um “Hamlet” encenado, mas a encenação de uma encenação de meio século atrás.
Elizabeth LeCompte faz sua primeira incursão shakespeariana na Performing Garage,
Sem o “Hamlet” do Wooster, que talvez surja por aqui algum dia, em alguma unidade do Sesc, quem sabe, mergulhei no “Trem Fantasma” de Christoph Schlingensief, no Sesc Belezinho. Uma viagem em trem de parque mambembe pela ópera. “Ópera para Todos”, como se lê ao longo dos cenários giratórios e outros.
Mais importante, me parece: é uma viagem pelas óperas encenadas por ele mesmo, Schlingensief, a começar de “O Navio Fantasma”, seis meses atrás no Teatro Amazonas. “Para todos”, até crianças, o trem viaja por Wagner, Mozart, Monteverdi, Carlos Gomes, com bate-estaca ao fundo.
Não espere a precisão de Ariane Mnouchkine, há pouco no mesmo espaço, me avisaram antes de entrar. “Trem Fantasma” é uma bagunça característica do diretor _ou artista múltiplo_ que mal sobrevive como a mesma obra, de um dia para outro. Coisas mudam e a estrutura é tão intrincada que por vezes não funciona.
Com um de meus filhos, entramos e saímos da viagem quatro vezes, como de alguma montanha russa. Nem sempre o trem fantasma, um daqueles de parque de diversões mesmo, fez todo o percurso. E a cada viagem atribulada se descobriu um pouco mais, nos textos pichados, nos atores e cantores.
No primeiro e mais sensorial dos espaços, Hollander, os cantores tentaram fazer com que cantássemos, nós dois. E eles mesmos, quando cantavam, pareciam divertir-se à solta. Também atores e instrumentistas e até uma anã que lia cartas em alemão: todos estavam fora de seus personagens habituais, dissonantes, no parque.
A primeira impressão foi de semelhança com as “viagens” de Ricardo Karman e Otávio Donasci, inclusive a recente e mais juvenil “A Ilha do Tesouro”. Até videocriaturas apareceram por lá. Mas é a revisão de si mesmo e a descontrução formal da ópera, por Schlingensief, que ganham proeminência, aqui.
A diversão é a isca. Como se lê no programa, “o trem fantasma é o espaço e ícone, recipiente onde fantasias e certezas do mundo da ópera estão misturados com a realidade contemporânea. Tudo se dissolve e circula em ritmo feérico, vivenciado pelo espectador num percurso repleto de obstáculos, questões e desmanches”.
Para o meu filho, foi uma farra.
Escrito por Nelson de Sá às 14h45
Do pó viemos e para o pó voltaremos
Por uma vida
um pouco menos ordinária

Eduardo Moscovis

Joelson Medeiros

Liliana Castro

Direção e Cenografia:

Gilberto Gawronski
Escrito por Lenise Pinheiro às 10h30
Genial
Trem Fantasma no Sesc Belenzinho



Uma instalação operística.







Direção: Cristoph Schlingensief
Soslaio no Lugar

Cia. da Mentira


Gilda Nomacce e Donizeti Mazonas

Gabriela Flôres e Priscila Gontijo


Liana Matheus e Silvio Restiffe

Escrito por Lenise Pinheiro às 09h26
Rio - São Paulo
Hoje, quinta-feira, O Bem Amado
Marco Nanini

e a Cia. dos Atores

Direção: Enrique Diaz









Bola na rede. Gol
Teatro das Artes, Gávea, Rio de Janeiro
de quinta a sábado, 21:00 hs
aos domingos, 20:00 hs
Renato Russo
Bruce Gomlevsky

Dirigido por Mauro Mendonça Filho
Centro Cultural Banco do Brasil




Quinta a sábado às 19:30 hs
Domingo às 18:00 hs
Escrito por Lenise Pinheiro às 13h48
Para que serve o teatro?
Releio “Teatro”, de Bernardo Carvalho, romance que me faz lembrar demais, em retrospecto, a peça “Blasted”, entre outras de Sarah Kane. De meados dos anos 90, as obras dos dois tematizam identidade, realidade e representação, terrorismo e sexualidade, até suicídio, de maneira semelhante, paralela _e quase como oráculo do que se tornaria obsessão global, com a queda das torres gêmeas.
Mas é na forma, no atravessar do espelho, na destruição da parede que acontece em ambas, no meio do jogo, que me atordoa mais.
Porém não é “Teatro” que eu queria abordar, propriamente. Estou há semanas, meses com dois textos do escritor e dramaturgo me rondando o pensamento, sobre blogs, jornalismo. Não tratam da teatrosfera ou da grande mídia, necessariamente. Aliás, se é que consigo distinguir o discurso de Bernardo, é provável que tenham como objetos imediatos a blogosfera literária e o irracionalismo da cena política.
Mas vamos lá, seguem as passagens que mais ecoaram em mim, de “Exterminador do passado”:
As celebridades e os reality shows fazem parte do mesmo universo dos blogs pessoais e de uma literatura que, originária e devedora dos blogs, foi reduzida a crônica, expressão da opinião e da experiência pessoal. A exemplo da encenação pública da intimidade, o eu dos blogs é uma projeção que se realiza numa segunda realidade, numa rede de inter-relacionamentos constituída por confrarias cujos parâmetros são os seus próprios limites, o elogio do igual, a reiteração do mesmo e a execração do diferente.
E outras, de “Fracasso do pensamento”, sobre este “mundo em que o jornalismo substitui a filosofia”:
Não se produz pensamento; tomam-se partidos. As idéias foram reduzidas a representações sociais. Basta que cada um fale e seja reconhecido como representante do seu grupo social (e que muitas vezes se aproveite disso para respaldar a banalidade ou a demagogia do que diz). O que conta não é o teor das idéias (em geral, as mais simplistas), mas que sirvam para identificar o lugar social de quem as manifesta no campo de batalha. Essa aparente desordem apenas encobre uma ordem geral, o consenso em torno da realidade como um campo de forças autônomo, um teatro de ação e reação, imune à reflexão e à inteligência. Na recém-publicada edição espanhola dos artigos e palestras do dramaturgo francês Enzo Cormann, “Para que Serve o Teatro?”, o autor diz que o teatro, por ser reflexão, “consiste em reinjetar subjetividade num corpo social entrevado pelo uniforme demasiado estreito do pragmatismo econômico” _ou (por que não?) do realismo oportunista que reivindica para si uma pretensa objetividade, condenando toda produção subjetiva à impotência e ao ridículo, como se dela não fizesse parte.
Escrito por Nelson de Sá às 11h46
Monólogos da Marijuana
Hoje, quarta-feira, última apresentação.
Direção: Angela Dip
Atores: Ana Liz Fernandes, Fabek Capreri e

Sergio Guizé (foto)
Teatro Crowne Plaza, às 21:30 hs
Escrito por Lenise Pinheiro às 11h56
Jogo de cena
A começar de Marília Pêra, algumas das atrizes que mais admiro no teatro estão no novo documentário de Eduardo Coutinho, sobre realidade e representação, “Jogo de Cena”. E no palco de uma sala de teatro, cadeiras de platéia ao fundo, câmera e o olhar do diretor no foco contrário.
Eu tinha que ver e, por sorte, foi no dia em que estavam lá Inácio Araújo e, à distância, Amir Labaki, críticos que estimo. Estava lá até o ministro da Fazenda, na sala lotada do Unibanco. Não sei o que Guido Mantega achou, mas Inácio e Amir gostaram muito, pelo que conversei com o primeiro e li do segundo.
E Silvana Arantes já falava de “Jogo de Cena” há tempos, ela que sabe de tudo antes e tem uma visão consciente que sempre me confunde as certezas e me guia na tela grande.
Da minha parte, foi a melhor coisa que o cinema brasileiro já produziu em sua relação mal resolvida, mas recorrente, com o teatro. Aliás, sei de poucos dramaturgos e encenadores, no palco, que manipulam conscientemente a mimese como Coutinho _ele que começou no teatro do CPC e no jornalismo. Talvez Zé Celso, Bernardo Carvalho.
Das atrizes célebres do filme, a que mais fascinou foi Fernanda Torres. Errou feio, foi por um caminho de representação do depoimento de uma mulher, sentiu-se falsa e cada vez mais falsa, mas não parou. Buscou explicar, não conseguiu, confundiu-se ainda mais, gaguejou. E não parou. Um divino desastre.
Marília Pêra e Andréa Beltrão problematizaram, nas mãos de Coutinho ou talvez com ele nas mãos, a emoção, as lágrimas nada ingênuas da atriz. Mas o espetáculo veio mesmo com as mulheres não necessariamente atrizes, que contavam _ou representavam_ as próprias experiências.
Não tenho informações para distinguir, em várias passagens, quem era atriz vestindo uma máscara e quem era a própria máscara. A Silvana sabe em detalhe, mas eu nem vou perguntar, pois a insegurança com a realidade me pegou tanto que prefiro ficar com ela, como memória do filme.
Uma passagem
Escrito por Nelson de Sá às 10h29
Mostra de Teatro Vento Forte
Lesão Cerebral
Hoje às 20:00hs


ATRIZES: NARUMA COSTA

AMANDA LYRA

E MARIA TUCA FANCHIN


DIREÇÃO: SILVANA GARCIA

NO TEATRO VENTO FORTE
Escrito por Lenise Pinheiro às 10h08
Orfeu na roça
Júpiter ou o barítono Pedro Ometto, sob aplausos no final de “Orfeu no Inferno, a paródia”, puxou Neyde Veneziano de trás das cortinas para o palco e se curvou diante dela, braços estendidos em reverência e um sorriso largo. Ela fez por merecer, não só com a opereta de Offenbach via Vasques, mas há bem duas décadas.
É a maior referência contemporânea em pesquisa _e entusiasmo_ sobre o teatro musical brasileiro, da revista à opereta. Leio seus livros há tempos e lamento até hoje não ter visto “Deixa qu’Eu Empurro”, no Arena Eugênio Kusnet. Mas vi “Piolin”, na melhor atuação da carreira de Hugo Possolo, creio.
É dela “Não Adianta Chorar – Teatro de Revista Brasileiro... Oba!”, de uns dez anos atrás e que tenho somente em cópia de divulgação da editora, esgotado há tempos, segundo me informaram na Fnac. É imprescindível, melhor que tudo o que se produziu sobre música e teatro, do que conheço.
Também “De Pernas para o Ar – Teatro de Revista
“Orfeu no Inferno, a paródia”, explica ela no programa e explicou antes no palco, é a opereta de Offenbach que deu origem à febre do cancã na Europa _e que por aqui, desde a versão do ator Vasques em meados do século 19, com a transferência da ação e dos personagens da mitologia grega para a roça, deu forma ao teatro musical que sobreviveu décadas, na verdade até hoje.
O teatro São Pedro, que apresentou “Orfeu”, se quer a casa da ópera
E é recorrente: ao fundo dos musicais que espelham Broadway ou West End, de grande público e receitas de indústria
Dos que estavam em cena, não vou esquecer tão cedo _e sei que vou reencontrar_ a soprano Gabriela Rossi, que fez Eurídice, e o citado Ometto. Também a soprano Milena Tarasiuk ou Diana, também o barítono Sandro Bodillon, que representou no intervalo a ária do Brasileiro, de outra opereta de Offenbach _em quadro criado por conta do sucesso de “Orfeu” no Rio, no século 19.
Está neles, como antes
Escrito por Nelson de Sá às 00h16
Divinas Palavras
Neste final de semana, a estréia de
"Divinas Palavras" no Satyros 1






Ensaio realizado em 12 de novembro de 2007, às vésperas da estréia.
Direção: Rodolfo Garcia Vazquez
Companhia Os Satyros
Cena dos Robôs.
Ao elenco, meu melhor muito obrigada.
Muita paixão.
Poucas palavras. Divino.
Escrito por Lenise Pinheiro às 14h08
Rascunhos e Tchekhov
O Grupo Piollin de Teatro da Paraíba em 2007
completa 30 anos de atuação.
Para comemorar, A Gaivota.

Atores: Nanego Lira e Ana Luisa Camino (foto),
Everaldo Pontes, Buda Lira e Paulo Soares
Direção: Haroldo Rego
De 15 a 18 de novembro
Na Caixa da Praça da Sé
às 19:00 hs
Escrito por Lenise Pinheiro às 08h48
Festival Terça Insana

Grace Gianoukas
Fora da Lei - Hoje às 21:00 hs
Terça Insana - 6 anos
Avenida Club

Agnes Zuliani
Participações Especiais: Grace Gianoukas e Paula Cohen

Darwin Demarch

Mara Carvalho e Marco Luque



Agnes Zuliani, Roberto Camargo, Guilherme Uzeda,


Marco Luque
Em novembro, Festival Comemorativo
Toda semana, às terças e quartas, às 21:00 hs
Escrito por Lenise Pinheiro às 12h13
Fotografia
Ensaio fotográfico de O Natimorto -
Um Musical Silencioso

Texto: Lourenço Mutarelli







Escrito por Lenise Pinheiro às 13h30
Novos Ares em Cena
Hoje às 21:00 hs, Nábia Villela.
Na nova casa Teatral da Praça Roosevelt, nº 82
Ópera Buffa,

Nábia Villela. No Show "Retrato da Vida".
A praça não pára e o Bixiga também não!!
Nesta semana, a reestréia de "Assombrações de um Recife Velho"

Inauguração!!!! Grupo Teatral Os Fofos Encenam
abre o novo espaço.
Rua Adoniram Barbosa, nº 151 (esquina com a Jaceguai)


Onde era um antigo galpão de azulejos
os sonhos erguidos sem pilastras, sustentados em treliças de
inspiração. O prazer e o fazer teatral juntos. Na foto, Fernando Neves.

No valor do ingresso, refeição incluída. Inspiração do teatro francês?
Cardápio sortido com tempero emocionado.
Vamos lá!!!
Escrito por Lenise Pinheiro às 12h40
A Cor do Teatro
Roxo, a peça rock and roll.

Texto: Jon Fosse
Direção: Fernanda D'Umbra
Atores: Didio Perini, Thiago Pinheiro,
Henrique Mello, Julia Novaes e Fabiano
Souza Ramos.

Sáb. às 20:30 hs e Dom. às 19:30 hs


Escrito por Lenise Pinheiro às 10h59
De mentira
Não vi Yoko Ono. Fui assistir a Elisa Ohtake, no jardim do MIS, depois de tentar e a chuva não deixar. Era a última chance, a despedida, Ruy e Tomie Ohtake estavam lá. Já vinha ouvindo de amigos que era, em performace, um achado. E foi um deleite.
“Falso Espetáculo” é inteligente, divertido, arriscado. Está sempre no limite da inconseqüência, na negação do espetáculo, mas escapa de todas as armadilhas ou “catástrofes artísticas” que vai erguendo, ele mesmo. Como expressa, vai do impossível ao possível e de volta. É lúdico, mas nada ingênuo, sabe o que faz no seu jogo de verdade e mentira em “tudo”.
Quando se abre um saco de balões sobre a platéia, os balões não caem, voam. As cenas são sempre enganosas, como em algumas das melhores passagens de Robert Lepage, mas aqui em descompasso histriônico. No rosto de Elisa, em seu cabelo e seus gestos, a ironia fez lembrar o Kabuki, o único que vi, anos atrás.
Sheila Melo, em vídeo, faz que não dança axé. E Ricardo Oliveira faz que dança, mas ele não sabe dançar? Elisa finge dançar passos de balé, mas ela o faz tão bem; ela sabe? É na dúvida sobre o “falso” e o verdadeiro, sobre o incompetente e o virtuoso, que se mantém o não-espetáculo do início ao fim. Como em uma fantasia de crianças, mas com o rigor de adultos.
Nem o próprio espetáculo é certo, suas paredes, seu teto, todo o ambiente depende do tempo _e se dissolve pela mão dos atores ao final da própria apresentação. Elisa, como seus colegas de etérea Cia. Vazia, expressa a precariedade, a dúvida, o risco nos movimentos de seu próprio corpo. E tudo, em palavras do texto de “Falso Espetáculo”, para que “a inércia não seja tanta”.

Azevedo é uma das forças por trás do fascinante GAG, que no ano passado se apresentou ao mesmo tempo em três partes da Terra, com “Play on Earth”. E que vai repetir o feito, agora com integração ainda maior, em poucos meses no Rio e outras. Foi o que contou o diretor Rubens Velloso, no dia em que fomos ver “Febre”.
Como em “Falso Espetáculo”, em “Febre” foram os corpos e seus movimentos que mais se fixaram na memória. E uma cena especial, em que a exuberância de Ravel Cabral e Fernanda Franceschetto expressou em minutos a febre conflituosa do título _e do mundo em convulsão que a peça de Azevedo expressa.
Escrito por Nelson de Sá às 12h20
Teatro do Arrebol
Pra vc que me esqueceu.

Teatro Denoy de Oliveira
Sáb. às 21:00 hs e dom. às 20:00 hs
Até dia 16 de dezembro
Texto de Claudia Pucci
Direção: Dagoberto Feliz
Músico: Tiê Alves

Atrizes: Gisela Millás e Evelyn Klein

Escrito por Lenise Pinheiro às 10h11

Nessa fila é diferente,
o teatro e suas sombras caminham,
e nós ficamos pasmos. Paralisados.





A Instalação é de autoria.
Gigi Manfrinato e Sandra Lee.
A Inspiração é divina.



Artistas pra lá de plásticas.
Em cartaz no Sesc Consolação

Escrito por Lenise Pinheiro às 15h05
Ana Kfouri
Animal do Tempo
Texto: Valère Novarina
Direção: Antonio Guedes

Atriz: ANA KFOURI
SESC Avenida Paulista - Teatro de Câmara
Sex. a dom. às 20:30 hs
Até 16 de dezembro
Escrito por Lenise Pinheiro às 10h37
Quinta-feira
Licurgo - Olhos de Cão
Texto e Direção: Celso Cruz

Ator: Marcos Suchara



Espaço dos Satyros 2, às 23:00 hs
Até dia 13 de dezembro
Ay, Carmela!
Texto de José Sanchis Sinisterra



Atores: Virgínia Buckowski e Maurício Marques
Espaço Parlapatões, às 21:00 hs
Até dia 13 de dezembro
A Festa de Abigaiu
Texto de Mike Leigh
Direção: Mauro Baptista Vedia
Atores: Ana Andreatta, Eduardo Estrela,
Ester Laccava e Marcos Cesana


Teatro Augusta - sala nobre
Até dia 20 de dezembro, às 21:00 hs
Escrito por Lenise Pinheiro às 11h14
Homens ao Mar

Estréia amanhã, dia 8 de novembro, no Galpão do Sesc Pompéia
Longa Viagem de Volta para Casa
Parte 3 do Projeto Homens ao Mar
Inspirado na obra de Eugene O'Neill

Com a Companhia Triptal da Cooperativa Paulista de Teatro

Guilherme Lopes (sentado) e Pepe Ramirez

Roberto Leite

Juiliana Liegel, Reinaldo Taunay e Aline Reis

Kalil Jabbour e Malu Leiserovitch

Iluminação caprichada do Nelson Ferreira.

Juliana Liegel e Daniel Ribeiro

Beth Rizzo
e Bruno Feldman

Direção de André Garolli
Escrito por Lenise Pinheiro às 09h23
Pós-qualquer coisa
E saiu a tradução do “Teatro Pós-Dramático” de Hans-Thies Lehmann, pela CosacNaify. Comprei sábado na Cultura e acabei de ler, antes só conhecia pedaços. Vem com introdução de Sergio de Carvalho, desta vez menos incisivo; mas nos trechos em que se permite questionar ele dá saudades do polemista, agora recolhido à academia _e à cena!
Sobre o livro, a sensação primeira é de frustração. Faz lembrar velhas entrevistas com Gerald Thomas, um “name-dropping” de horas, como aliás reconhece o autor. E mais, vinculando alhos com bugalhos, em contradições que se amontoam e entediam. Em que a síntese historicista passa por cima das incoerências, flagrantes, com o que só consigo descrever como cara-de-pau.
Entra tudo e qualquer coisa na colagem de Lehmann. Nomeie um dramaturgo que escreveu dos anos 50 em diante, até antes, e ele se mostrará “pós-dramático”, de um jeito ou de outro. Nomeie um diretor até os anos 90 e ele também se mostrará pós-dramático. Pense em qualquer encenação de prestígio que você já viu _e ela será pós-dramática, em algum aspecto.
Lehmann chega ao ponto de prenunciar seu “teatro pós-dramático” como uma volta ao drama, agora pós-naturalista.
Imagino vagamente que a repercussão local de Lehmann se deve antes ao enredo histórico que ele incorpora _de Brecht para Heiner Mueller e deste para Bob Wilson. É em torno deste último que tudo corre, na colagem. É nele que enredo, ação, mimese, política e o texto ficam todos para trás, supostamente. Mas não, nem Wilson é assim, creio até que jamais foi.
Artaud, Adorno, Debord, Lyotard, Baudrillard _a salada é completa. Se é para datar historicamente o pós-modernismo na cultura, prefiro o bem mais rigoroso Fredric Jameson. Ou os pensadores originais, como o genial Lyotard _ou, para deixar claro o neoconservadorismo pós-moderno que veio com a televisão nos anos 50, Daniel J. Boorstin, de “The Image”.
Mas o que mais me aborreceu foi confirmar como é datado, velho mesmo, o ambiente em que se Lehmann se movimenta.
O livro foi escrito em 99, mas é uma justificação sem parar, mais até, um esforço para cobrir buracos da tese “pós-dramática” lançada _ou ecoada_ em 91 por ele mesmo. Tem os anos 80 e seu teatro da imagem como paradigma de contemporaneidade. É anterior à world wide web e desconhece as experiências da dramaturgia dos anos 90.
Escrito por Nelson de Sá às 13h51
Malefícios e encantamentos
Teatro infantil... Não é fácil para “gente grande”, mas queria apresentar o teatro ao meu filho de cinco anos. E queria rever Luciana Vendramini, depois de tanto tempo do buraco no Belenzinho. E lá fomos nós para “A Saga da Bruxa Morgana”, no teatro da nova Livraria Cultura, que ocupou o espaço do grande cinema do Conjunto Nacional.
Luciana está engraçada, sempre meio fora de sintonia, mas sempre um fascínio, como a Morgana em versão menor de Rosi Campos. Tenho hipóteses e nenhuma certeza, até hoje, mas ainda vou compreender o que leva a tamanho foco sobre Luciana, que passou do pop dos anos 80 para a blogosfera indie, agora.
Sei que ela é, para mim, um encanto, quase como uma criança. Exposta e quebradiça, envolta que sempre está em uma nuvem midiática de desejos agressivos e censuras idem. Em cena, diante de tantas crianças, parecia em casa, à vontade, feliz. E no palco, entre amigos.

Mas o espanto maior _e bem-vindo_ foi encontrar Samantha Dalsóglio, antes Monteiro, no elenco. Não nos letreiros dos tijolinhos, mas lá, em cena, com o grande talento que Deus lhe deu. Guardo sempre a Chapeuzinho, Lady Macbeth, a naturalidade com que vive o ofício de atriz, da fábula “pós-dramática” à tragédia e agora à comédia infantil.
Nem deveria insistir no assunto, mas é tabu e não tem jeito. Ela representou em uma campanha política e, como Helen Helene e tantas outras, se viu estigmatizada, marcada. Para mim, só fez crescer seu “fascìnum”, no dizer do Houaiss, “malefício” ou “encantamento”. Deveria usá-lo, jamais esquecer.
Ou não, sei lá. Tamanho talento, tesouro, tem apenas que estar em cena.
Escrito por Nelson de Sá às 09h35
Companhias Ruído Rosa e Fictícia na EAD
Na Escola de Arte Dramática, espetáculos do curso de Artes Cênicas
da ECA-USP.

Em cartaz até 11 de novembro (exceto dia 9, sexta-feira).
SOLITÁRIA - Companhia Ruído Rosa

Texto e interpretação de Anna Carolina Longano.
Direção de Patrícia Noronha.
O HOMEM DE AREIA - Cia. Fictícia (nome provisório)
Texto original: E.T.A. Hoffmann.
Dramaturgia: Camilo Schaden.

Meus agradecimentos ao elenco pela presteza e atenção.

O diretor musical Gustavo Sarzi (Caipira).

A diretora Rafaella Uhiara.


Elenco: Adriana Oliveira, Bel Moraes, Diogo Spinelli,
Guilherme Yasbek, Lívia Piccolo e Rafael Truffaut.
Escrito por Lenise Pinheiro às 08h40
Quem, quando e onde?
Todas as respostas estão no espetáculo Quem Nunca.
Dirigido por Renata Melo.
Com o Grupo Ethos.






Ética ao alcance de todos.
No Sesi Leopoldina até 16 de dezembro.
Escrito por Lenise Pinheiro às 10h11
Assovio
Nesta sexta, dia 2 de novembro.
Última récita no Sesc Consolação,
Sala Experimental.
A atriz Martha Nowill no monólogo



Assovio.
Texto e direção de Luiz Valcazaras
e direção de arte de Simone Mina.
Escrito por Lenise Pinheiro às 06h13

