Cacilda
 

Homem sem Rumo

Atores muito queridos. Desinibidos.

Disponíveis ao trabalho.

Desenvoltura e conhecimento técnico. 

Tempo integral. Forno e fogão.

Completos. Passivos e Ativos.

Lavínia Pannunzio e Milhem Cortaz

Juliana Galdino e Marat Decartes

e

Tratar av. Paulista nº 119, 12º andar.

Escrito por Lenise Pinheiro às 12h16

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Glória Menezes ensinando vida e teatro

Ensina-me a Viver no início dos anos 80, sob

a direção de Domingos Oliveira, com Henriette Morineau

e Diogo Vilela, no Sesc Anchieta, foi surpreendente.

A partir de amanhã, "Maude and Harold" ganham vida

e muita graça. E surpreendem novamente. 

 

Dirigidos por João Falcão, 

Glória Menezes e Arlindo Lopes carregam nas tintas da paixão.

Na nova montagem, as relações estão estabelecidas com humor,

garra e determinação. As fragilidades humanizadas no riso.

A dor de viver um grande amor.

Ilana Kaplan, Augusto Madeira e Fernanda de Freitas

emprestam aos seus personagens magnetismo e graça.

Todos da equipe de criação do trabalho encontraram a

felicidade de partilhar de um grande momento.

A festa de 50 anos de Teatro de Glória Menezes

começou! Na Faap!

Escrito por Lenise Pinheiro às 11h52

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Bastidores de Les Éphémères

Impressões do último dia da temporada.

 

Camarins e coxias organizados na futura

Unidade Sesc Belenzinho.

Ariane Mnouchkine e a atriz Tuna Duek.

A diretora indica mais um lugar na arquibancada, cativa a todos e

dá um show na avenida. O ritmo teatral emociona.

Escrito por Lenise Pinheiro às 12h31

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Família, família

Apesar da chuva, cheguei cedo ao Sesc Belenzinho (bem longinho) ontem para a última apresentação de “Les Éphémères”, uma e pouco da tarde. Na minha frente na fila, só um menino, João. Mineiro que cresceu no Rio e hoje faz curso para atores em São Paulo, junto com o segundo colegial.

 

Quer ser jornalista, mas não pára de falar que ensaia a cena dos coveiros, de “Hamlet”. Conto que ajudei a traduzir a peça, no Oficina, e ele fala com desenvoltura da cena célebre de Denise & Pascoal. Que ele não viu, mal começava a andar quando a peça estreou.

 

Estava na fila dos convidados, porque tinha ajudado três estrangeiros num restaurante, quando eles não conseguiram se comunicar. Ao saber que eram atores do Théâtre du Soleil, chorou. E eles disseram para ir. Lá, não havia ingresso em seu nome. E ele acabou no fim da fila da “esperança”, como diz Ariane Mnouckine, ela que apareceu falando para não desistirem.

 

E ele entrou, como todos os outros. Ao longo das dez horas seguintes, encontrei João outras vezes, uma hora havia conseguido um lugar melhor, em outra estava para comer o cordeiro servido pelos atores.

 

Mal posso imaginar o que foi aquela experiência toda para ele. Sei que para mim foi, como escreveu o Vals, Valmir Santos, ele que foi ontem ver pela quarta ou quinta vez, a coisa mais significativa do ano em teatro. Talvez o melhor seja dizer que, nos aplausos sem fim, voltei a ter espasmos de choro, em agradecimento e comunhão, como não acontecia desde “Cacilda”.

 

De volta ao começo, o rito abriu com comida e vinho, avançou por um primeiro ato em que a exaustão veio e passou em pouco tempo, para seguir com a atenção plena até o final, perto da meia-noite, não sem antes mais comida e mais vinho.

 

Embora de início uma seqüência de cenas naturalistas aparentemente fechadas em si mesmas, como em “Prêt-à-Porter”, “Les Éphémères” se desenvolve aos poucos para uma dramaturgia complexa, em que a ação se entrelaça e o conflito prende, mais e mais.

 

Da música de Jean-Jacques Lemêtre à mise-en-scène de Mnouchkine e às interpretações de Juliana Carneiro da Cunha e seus colegas de vários tamanhos e etnias, tudo se apresenta amadurecido. Encerrada a maratona, não lembro diálogo ou atuação que não me soasse esmerado, polido ao extremo possível.

 

Mas nem é caso de buscar parâmetros formais, pois é de rito que se trata. E o paralelo que posso fazer, até pelo impacto potencial na criação teatral, na própria classe que estava lá, é com a celebração dos homens-atores em “As You Like It”, de Declan Donnellan, ou da Trilogia Antiga, “Medéia”, “Electra” e “As Troianas”, de Andrei Serban, ambas mais de uma década atrás.

 

Para mim, em “Les Éphémères”, nada se comparou às crianças em cena, o desarmar de espírito que traziam, o espelho da arte em comunidade e, mais até, em família.

 

Deixei a platéia, em si mesma uma viagem no tempo, com seus assentos desconfortáveis mas de aura também comunal, com a idéia de que a peça espelhava o que existe de mais cotidiano e essencial, para o bem e o mal, da comédia ao melodrama: os nossos pais, amigos, irmãos, avós, filhos.

 

Na saída, não vi João, o ator aspirante que vai fazer a cena dos coveiros. Era muita gente, setecentas pessoas. E eram quinze para a meia-noite, ele não chegaria a tempo ao metrô; mas sabe se virar, o menino.

Escrito por Nelson de Sá às 11h29

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Lenise PinheiroO blog Cacilda é coordenado por Nelson de Sá, articulista da Folha, e pela repórter-fotográfica Lenise Pinheiro.

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