Cacilda
 

Lado B - Mudaram as Estações

Hoje é o último dia!!!

Lado B. Direção do Fabio Ock,

com a Cia. de Teatro Rock.

No Centro Cultural São Paulo,

Sala Adoniram Barbosa,

às 19h.

Escrito por Lenise Pinheiro às 13h19

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Os Bobos de Shakespeare

Serial Cômicos apresentam,

no Centro Cultural São Paulo,

Thadeu Peronne em

Os Bobos de Shakespeare.

Direção, Laercio Ruffa.

Sala Paulo Emílio,

terça a sábado às 21h,

domingo às 20h.

Escrito por Lenise Pinheiro às 12h33

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Fé cênica

Escrito por Lenise Pinheiro às 13h45

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Festivais

De trajetórias paralelas, desde o Paraná até a rua major Diogo e depois a praça Roosevelt, das companhias bravamente estáveis às mostras desmesuradas de anos atrás, o ator, autor e diretor Mário Bortolotto e o diretor Rodolfo García Vazquez travaram debate indireto, a meu ver, esclarecedor e muito promissor.

 

O primeiro questionou, em texto que se estendeu por dois posts, algumas facetas das Satyrianas, a começar do ingresso gratuito em contraste com o amontoar de celebridades. O segundo postou, entre outros argumentos, a força que o teatro de grupo ganhou a partir de uma iniciativa de entrega extrema.

 

Entendo, mineiramente, que os dois estão certos em quase tudo o que expressam. E que a cena enfrenta as dores do crescimento, como se fala em economia. Não é diferente do que enfrentaram modelos semelhantes, nascidos também organicamente, desde Edimburgo há meio século _e que conseguiram administrar o êxito, solucionar os gargalos, sem precisar conter a ambição.

 

Se vencerem os problemas que se apresentam agora, apontados não só por Bortolotto mas também por Gerald Thomas e outros, as Satyrianas podem ser, finalmente, o festival com que São Paulo sempre sonhou. Mas nunca teve, nem com os projetos de Ruth Escobar, de impacto pontual e errático, sem estabelecer seqüência.

 

E quem busca novos rumos lá pelo mesmo Paraná é o festival de Curitiba, agora com Leandro Knopfholz de volta, ele que esteve aqui para as Satyrianas, e com Celso Curi se integrando à curadoria. A mostra, que vai para duas décadas, se estabeleceu nos modelos europeus, mas alguns de seus problemas são ainda aqueles apontados em São Paulo, agora.

 

Conversando rapidamente com Leandro, a sensação foi de que o Fringe, que cresceu exponencialmente como em Edimburgo e Avignon e agora nas Satyrianas, deseja e vai tentar responder às demandas. E pelo jeito o incansável Ivam Cabral vai com o DramaMix para lá, com parte do grande panorama da nova dramaturgia que permitiu vislumbrar por aqui.

Escrito por Nelson de Sá às 12h13

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Via Sacra

Dan Stulbach, Regina Braga e Bel Teixeira

não estão mais em cartaz com o espetáculo

Dúvida. Montagem com temporada encerrada.

No enredo, a discussão dos dias de hoje.

Trata do limite entre a certeza e a dúvida.

As tramas das peças encenadas na vida real.

Escrito por Lenise Pinheiro às 15h33

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Na marginal

Atrás de coisa diferente do que tenho vivenciado, fui parar no fim de semana na Marginal Tietê, perto do rio Tamanduateí, no teatro União e Olho Vivo. Foi a primeira vez, ainda que tenha a imagem recorrente daquele espaço na cabeça, sempre de passagem para algum lugar.

 

É que me falaram que estaria lá, no teatro de quatro décadas de Idibal Piveta, Paulo Vannuchi, o secretário de direitos humanos responsável pela maior ou única ação recente a lançar luz sobre a ditadura, o livro “Direito à Memória e à Verdade”.

 

Piveta ou César Vieira, seu nome artístico, é um personagem histórico da defesa de presos políticos _e seu teatro, embora nascido na São Francisco, é marco de resistência na arte de periferia em São Paulo. É do que trata a nova edição de “Em Busca de um Teatro Popular”, lançada naquele sábado, início da noite.

 

Por azar, desabou a chuva quando eu chegava. Ao entrar, uma atriz do grupo comentou que ali, volta e meia, tem inundação. A peça programada para o lançamento, “Barbosinha Futebó Crubi”, inspirada em Adoniran Barbosa, precisou ser transferida para o pequeno auditório. E teatro de rua em sala fechada não é fácil.

 

Mas foi bom para distinguir, na “terceira geração” como diz o diretor do grupo, um menino de nome Hudson, de uns sete anos, e uma jovem cujo nome não confirmei. Na cena algo ingênua e populista, eles traziam empenho e vigor reconfortantes. Uma imagem reluzente de esperança, em contraste com tanto passado nas palavras sobre o livro.

 

Vannuchi foi especialmente envolvente depois, declamando texto de Flávio Rangel, contando da luta de Piveta. O que mais me chamou a atenção, em sua imagem no tablado, foi como remetia ao irmão Alexandre Vannuchi Leme, estudante da Geologia morto sob tortura em 1973.

 

Como relata o livro “Cale-se”, foi naquele momento, entre a primeira missa de resistência de d. Paulo Evaristo Arns na Sé e o célebre show de Gil na USP, que a esquerda estudantil abandonou as armas. E começou, mais do que a derrocada da ditadura, a escalada das gerações que viriam a comandar o país democratizado, depois e até hoje.

 

 

Por acaso, Celso Frateschi, ele que foi preso na rua Tutóia com Piveta e Plínio Marcos nos anos 70, sentou ao meu lado no lançamento. E eu aproveitei para perguntar o que há tempos me ronda: onde foi parar o projeto de um fomento nacional?

 

Respondeu que a idéia andou parada no Congresso, em parte talvez porque os esforços se concentraram no PAC da cultura; nada menos que R$ 4 bilhões, repetia o ator presidente da Funarte. Ele acredita que vai andar agora. Deve sair não só para o teatro, mas também outras artes. O foco unicamente teatral, diz, é um dos problemas da lei em São Paulo.

 

Deixei a sede do União e Olho Vivo com a sensação de que o fomento só saiu aqui porque o Arte contra a Barbárie se mexeu, protestou, agiu. Para Brasília se mover, seria preciso que o movimento Redemoinho, um Arte contra a Barbárie nacional, se fizesse notar, existisse de fato.

Escrito por Nelson de Sá às 10h06

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Homem sem Rumo

Atores muito queridos. Desinibidos.

Disponíveis ao trabalho.

Desenvoltura e conhecimento técnico. 

Tempo integral. Forno e fogão.

Completos. Passivos e Ativos.

Lavínia Pannunzio e Milhem Cortaz

Juliana Galdino e Marat Decartes

e

Tratar av. Paulista nº 119, 12º andar.

Escrito por Lenise Pinheiro às 12h16

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Glória Menezes ensinando vida e teatro

Ensina-me a Viver no início dos anos 80, sob

a direção de Domingos Oliveira, com Henriette Morineau

e Diogo Vilela, no Sesc Anchieta, foi surpreendente.

A partir de amanhã, "Maude and Harold" ganham vida

e muita graça. E surpreendem novamente. 

 

Dirigidos por João Falcão, 

Glória Menezes e Arlindo Lopes carregam nas tintas da paixão.

Na nova montagem, as relações estão estabelecidas com humor,

garra e determinação. As fragilidades humanizadas no riso.

A dor de viver um grande amor.

Ilana Kaplan, Augusto Madeira e Fernanda de Freitas

emprestam aos seus personagens magnetismo e graça.

Todos da equipe de criação do trabalho encontraram a

felicidade de partilhar de um grande momento.

A festa de 50 anos de Teatro de Glória Menezes

começou! Na Faap!

Escrito por Lenise Pinheiro às 11h52

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Bastidores de Les Éphémères

Impressões do último dia da temporada.

 

Camarins e coxias organizados na futura

Unidade Sesc Belenzinho.

Ariane Mnouchkine e a atriz Tuna Duek.

A diretora indica mais um lugar na arquibancada, cativa a todos e

dá um show na avenida. O ritmo teatral emociona.

Escrito por Lenise Pinheiro às 12h31

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Família, família

Apesar da chuva, cheguei cedo ao Sesc Belenzinho (bem longinho) ontem para a última apresentação de “Les Éphémères”, uma e pouco da tarde. Na minha frente na fila, só um menino, João. Mineiro que cresceu no Rio e hoje faz curso para atores em São Paulo, junto com o segundo colegial.

 

Quer ser jornalista, mas não pára de falar que ensaia a cena dos coveiros, de “Hamlet”. Conto que ajudei a traduzir a peça, no Oficina, e ele fala com desenvoltura da cena célebre de Denise & Pascoal. Que ele não viu, mal começava a andar quando a peça estreou.

 

Estava na fila dos convidados, porque tinha ajudado três estrangeiros num restaurante, quando eles não conseguiram se comunicar. Ao saber que eram atores do Théâtre du Soleil, chorou. E eles disseram para ir. Lá, não havia ingresso em seu nome. E ele acabou no fim da fila da “esperança”, como diz Ariane Mnouckine, ela que apareceu falando para não desistirem.

 

E ele entrou, como todos os outros. Ao longo das dez horas seguintes, encontrei João outras vezes, uma hora havia conseguido um lugar melhor, em outra estava para comer o cordeiro servido pelos atores.

 

Mal posso imaginar o que foi aquela experiência toda para ele. Sei que para mim foi, como escreveu o Vals, Valmir Santos, ele que foi ontem ver pela quarta ou quinta vez, a coisa mais significativa do ano em teatro. Talvez o melhor seja dizer que, nos aplausos sem fim, voltei a ter espasmos de choro, em agradecimento e comunhão, como não acontecia desde “Cacilda”.

 

De volta ao começo, o rito abriu com comida e vinho, avançou por um primeiro ato em que a exaustão veio e passou em pouco tempo, para seguir com a atenção plena até o final, perto da meia-noite, não sem antes mais comida e mais vinho.

 

Embora de início uma seqüência de cenas naturalistas aparentemente fechadas em si mesmas, como em “Prêt-à-Porter”, “Les Éphémères” se desenvolve aos poucos para uma dramaturgia complexa, em que a ação se entrelaça e o conflito prende, mais e mais.

 

Da música de Jean-Jacques Lemêtre à mise-en-scène de Mnouchkine e às interpretações de Juliana Carneiro da Cunha e seus colegas de vários tamanhos e etnias, tudo se apresenta amadurecido. Encerrada a maratona, não lembro diálogo ou atuação que não me soasse esmerado, polido ao extremo possível.

 

Mas nem é caso de buscar parâmetros formais, pois é de rito que se trata. E o paralelo que posso fazer, até pelo impacto potencial na criação teatral, na própria classe que estava lá, é com a celebração dos homens-atores em “As You Like It”, de Declan Donnellan, ou da Trilogia Antiga, “Medéia”, “Electra” e “As Troianas”, de Andrei Serban, ambas mais de uma década atrás.

 

Para mim, em “Les Éphémères”, nada se comparou às crianças em cena, o desarmar de espírito que traziam, o espelho da arte em comunidade e, mais até, em família.

 

Deixei a platéia, em si mesma uma viagem no tempo, com seus assentos desconfortáveis mas de aura também comunal, com a idéia de que a peça espelhava o que existe de mais cotidiano e essencial, para o bem e o mal, da comédia ao melodrama: os nossos pais, amigos, irmãos, avós, filhos.

 

Na saída, não vi João, o ator aspirante que vai fazer a cena dos coveiros. Era muita gente, setecentas pessoas. E eram quinze para a meia-noite, ele não chegaria a tempo ao metrô; mas sabe se virar, o menino.

Escrito por Nelson de Sá às 11h29

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A Refeição

Em cartaz no Espaço Parlapatões.

Sextas e sábados à meia-noite.

Elenco: Luah Guimarães,

Marat Descartes e Plínio Soares.

Escrito por Lenise Pinheiro às 12h07

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DNA teatral

Zeca Rodrigues em cartaz com Orestéia, o Canto

do Bode. No Galpão do Folias.

Ele é dirigido pelo pai Marco Antonio Rodrigues, desde

menino. Agora integra o elenco numeroso, que leva à cena

"Agamêmnon" (foto), "Coéforas" e "Eumênides".

De quinta a sábado às 20h e domingo às 19h.

Escrito por Lenise Pinheiro às 11h46

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Desmassacre

Zé Celso, ainda no Rio, escreve para saudar o blog “lindo”, contar dos aplausos do público carioca “à ethernidade de Paulo Autran”, no final da curta temporada _e principalmente para avisar que “Os Sertões” vai mesmo para Canudos. E antes se apresenta em Quixeramobim, onde nasceu Antonio Conselheiro.

 

Em esforço sem fim pelo “desmassacre”, postou no site do Oficina um texto sobre o 5 de outubro em que “nós brasileiros, do Rio Grande do Sul ao Amazonas, representados por 5.000 militares, massacramos em nome de Liberdade, Igualdade e Fraternidade a segunda cidade da Bahia, depois de Salvador”.

 

E hoje ele quer o renascimento, para a Canudos que restou e que acaba de ganhar a sua primeira lan-house. “Não basta fazermos lá, por cinco dias, o nosso espetáculo. Baixa a magia do teatro, a internet transmite, o mundo se comove ou não, nós voltamos a São Paulo e Canudos retorna a Terra Ignota. Não, é hora do desmassacre!”

 

Muito além do teatro, ele deseja o crescimento do sertão, o investimento na irrigação das águas do açude de Cocorobó. Se bem conheço a história de Zé e do Oficina, vai demorar um bocado, mas é bem capaz de conseguir.

 

 

Maurício Alcântara, que leio desde antes da Bacante, quando encontrei seus primeiros textos sobre teatro no coletivo, postou sobre “Les Éphémères” e “Os Sertões”, que viu em seqüência, aqui e no Rio.

 

Com a consciente ironia de sempre, compara os ícones do teatro e dos anos 60 que são Zé Celso e Ariane Mnouchkine, o Oficina e o Théâtre du Soleil. Vai .

 

PS 22.10 - E o Valmir Santos também tratou de "Os Efêmeros", que avalia como o "mais importante projeto do ano teatral em São Paulo". Na platéia, pelo que outros amigos relataram, Fernanda Montenegro etc.

 

Sábado no jornal (assinantes Folha e UOL), o Vals escreveu que "o modo de produzir é tão radical quanto o do Oficina" e "a escala monumental lembra a perseverança do Vertigem". E faz uma comparação, que também ouvi de outros, com o naturalismo do "Prêt-à-Porter" do CPT.

Escrito por Nelson de Sá às 13h22

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Teatro, Foco e Agenda

Em São Paulo as estréias no teatro se multiplicam.

São inúmeras as apresentações.

O público está cada vez mais atento às novidades.

Na segunda-feira no início da noite, mais de 500 pessoas

se reuniram no que foi e será o Sesc Belenzinho,

um congraçamento em torno da representação cotidiana;

o trabalho da companhia Théâtre du Soleil, viabilizado aqui

no Brasil pelo Sesc, contou com mais do que condições

especiais e espaciais; tiveram o apoio que a instituição e

o público em uníssono dispensam àqueles que transformam

a arte em vida.

A segunda parte do espetáculo “Les Éphémères” é inesquecível.

Simplicidade e técnica. Me lembrou o teatro Oficina.

No final da apresentação, nos camarins, me encontrei

com a diretora, Ariane. Ela era só entusiasmo.

Em terra brasilis ela parece uma de nós.

Uma mulher que fala a língua do teatro, muita inspiração

para o resto da semana, que reserva algumas surpresas.

Uma delas: encontrar o cenógrafo Helio Eichbauer

 

e o iluminador Aurélio de Simoni,

na montagem de “Um Boêmio no Céu”, o palco ainda em destroços.

A equipe do Sesc Vila Mariana se desdobrando para dar conta

do acabamento da cenografia e da iluminação. E eu lá no meio

na tentativa de fotografar o ator José Mayer,

 

parceiro de outros trabalhos, empenhado em se mostrar

mais que galã, no dizer do artista,

para a equipe da “Folha de S.Paulo”.

No carro da reportagem, a experiência do motorista Marrone

materializa a felicidade que o profissional encontra em um

parceiro de trabalho. Nossa conversa em torno dos últimos

roubos de equipamentos fotográficos e seus desdobramentos.

Ele me deixou no Sesc Paulista, me estendeu a mão e sorridente

se despediu, desejando-me sorte.

A atriz Miriam Mehler

e o diretor Marcelo Lazaratto me esperavam para fotos de

“Eu estava na minha casa e esperava que a chuva chegasse”.

Texto de Jean Luc com estréia prevista para dia

19 de outubro, no 12º andar do edifício da av. Paulista, 119,

endereço certo para o encontro com a experimentação,

identificação imediata com o fazer teatral, nas salas de

espetáculo, na aconchegante cobertura do edifício, nas

mostras de arte eletrônica, chamando a atenção para o

4º piso, onde Peter Greenaway deita e rola na atmosfera cênica.

Noutro andar, Juliana Galdino e Roberto Alvim constróem as

desacomodações de Homem sem Rumo, em fase de ensaios,

com estréia prevista para 26.

Hoje tem Show e novo disco. Rubi

abusa do direito de cantar.

E parece muito teatral nas mãos do diretor Marcelo Romagnolli.

Vi pouca coisa do ensaio. Mas ouvi afinação, música e banda.

O horário de verão deixa o dia mais comprido, rende à beça.

Noite, centro. Espaço dos Satyros 2, Psicose 4h48,

texto de Sarah Kane, direção do Marcos Damasceno.

Sempre às 21h e às terças e quartas.

Rosana Stavis

 

e Marcelo Bagnara.

  

Impregnados na dramaturgia corroída.

O ensaio fotográfico e a apresentação ao mesmo tempo.

A paixão de ver teatro.

Escrito por Lenise Pinheiro às 11h32

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Disk Ofensa

Linha Vermelha, no Satyros 1,

às segundas, às 22h30.

Texto de Pedro Vicente.

Atrizes: Aline Abovsky (esq.) e Regina França.

Um espetáculo que demorei para assistir e desde então

não me sai da cabeça a atuação da Regina e da Aline.

Escrito por Lenise Pinheiro às 16h22

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Sangue na Barbearia

Adaptações dos textos O Acompanhamento e Dizer Sim.

De Carlos Gorostiza e Griselda Gambaro, respectivamente.

Monstruosidades e consternação no palco do Teatro

da União Cultural.

Atores: Antonio Petrin e Darson Ribeiro.

Rua Mario Amaral, 209, Paraíso, SP.

Sexta 21h30, sábado 21h e domingo 20h.

Escrito por Lenise Pinheiro às 10h40

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Bráulio Mantovani escreveu isso

Sobre Gustavo Machado, ele dirigiu e atuou na única peça que os meus filhos adolescentes queriam ver do festival, “Alguém Escreveu Isso”. De Bráulio Mantovani, que escreveu os roteiros de “Tropa de Elite” e, antes, de “Cidade de Deus”.

 

Eu fui para tentar entender como um filme feito com as melhores das intenções, segundo seus criadores, virou a versão brasileira de “24 Horas”.

 

“Alguém Escreveu Isso”, como o nome entrega, é um exercício do roteirista sobre o cinema, as suas técnicas e manhas. Não parece ter qualquer outra fonte na dramaturgia, mas ecoa de tudo, de Plauto a Brecht, Beckett, Boal.

 

Com narração de Gustavo, ironiza frase a frase, marcação a marcação e até na trilha e nos figurinos os filmes policiais, de suspense.

 

É uma paródia. Desmistifica um gênero _e não o explora, como “Tropa de Elite”. E desmistifica a própria manipulação do público, suas reações tão previsíveis, adolescentes.

 

Abundam efeitos de distanciamento, estimulados pelo texto, mas levados ao paroxismo pela opção _e pelo talento natural para o humor_ de Roney Facchini, Plínio Soares e Gustavo.

 

No argumento, um narrador relata o encontro entre dois personagens, um que sai da rodoviária para a cidade, outro que chega à rodoviária, ambos com uma mesma mala vermelha, o que deflagra a curiosidade e a desconfiança.

 

Esgares, temores em cascata, tensão: “Alguém Escreveu Isso” é um filme, na aparência, e seu ridículo.

 

É o que faltou a “Tropa de Elite”, não se levar a sério. Não se deixar envolver pela sedução do Bope, seu narrador e herói, que foi parte da produção, treinou corpos e suas consciências.

 

PS - E não é que já comparam o filme à polifonia dostoievskiana, shakespeariana? Como se suas vítimas civis, da jovem do baile funk ao jovem do tênis, tivessem voz, desenvolvimento de personagem. Têm não, eles mal têm rosto.

Escrito por Nelson de Sá às 15h13

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Profissional

Estreou no Teatro Municipal em 1947.

Com o espetáculo Esquina Perigosa. Em caráter amador.

Escolheu ser profissional da arte. Bacharel da cena.

Talento, sabedoria e elegância. Mito Teatral.

Que me fisgou em Quadrante. Era fera, era menino.

Ontem. Convocado à Eternidade.

Aproveita a deixa.

Profissionalmente sai de cena.

Deixando no rastro de humor as homenagens.

Ator Amado!

Cacilda!

Variações Enigmáticas, setembro de 2002.

Visitando Sr. Green, junho de 2001.

Escrito por Lenise Pinheiro às 11h41

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Ele era o teatro

Deixei há pouco a praça Roosevelt, onde o ator Gustavo Machado dedicou seu novo trabalho, com aquela exaltação e felicidade de quem acaba de estrear uma peça de teatro, a Paulo Autran.

 

O grande ator morreu pouco antes. E estará em todos os palcos, esta noite. Para além de seu imenso talento, por uma razão simples: como Cacilda, ele era o teatro. Ganhou celebridade no cinema, fama na televisão, mas não queria saber nem de uma nem de outra. Não tinha tempo a perder.

 

Das tantas vezes em que falei com ele, em uma relação durante muito tempo conflituosa, sempre me fascinou a segurança com que via o teatro. Nada mais existia.

 

Ele tinha as suas muitas diferenças com as gerações seguintes, com seus diretores e outros, mas era sempre um igual entre atores. É como se tudo fosse permitido entre eles, seres do palco.

 

Demorei a compreender sua grandeza. Não aceitava as opções que fazia, as encenações a que se submetia. Eu amava o aristocrata reacionário de “Terra em Transe”, mas não era o que presenciava no teatro.

 

Até que fui parar um dia no Sesc Ipiranga, para ver seu monólogo de décadas, restrito praticamente a um único texto, “Meu Tio o Iauaretê”, de Guimarães Rosa.

 

A metamorfose por que passou, de homem a animal, diante dos meus olhos e de todos, foi acontecimento tão singular, ainda que ele o repetisse toda noite, que valeu por tudo. Foi tão superior o teatro, naquele instante, que não havia mesmo mais nada. Não havia, para começar, diferenças de pensamento, correntes. Foi o palco absoluto.

 

Ainda ontem, no carro, quando seguia para outra peça, ouvia Paulo Autran interpretar um poema em uma emissora de rádio, como ele fazia todo dia, em gravação. Encerrou como sempre, "e vamos ao teatro!".

 

Já sabia como ele estava, soube pelo pessoal do jornal. E desde então penso, sem parar, que sua paixão pelo teatro explica a minha e a de todos nós, que estamos sempre por aí, com talento imenso ou nenhum, mas pelo teatro, ungidos.

 

PS - Leia posts de Sergio Salvia Coelho, Beth Néspoli, Alberto Guzik e do Fabrício Muriana, da Bacante. E os depoimentos do dramaturgo Leo Lama e do ator Otávio Martins.

Escrito por Nelson de Sá às 18h02

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Breve interrupção

Gerald Thomas bem que tentou ser crítico, do festival, do público. “Esperei 30 anos para fazer teatro amador”, saiu falando na abertura. “É uma tenda, teatro amador, teatro de escoteiro.” E tentou ser crítico dos críticos, queria “a Bárbara que Hélio adora”, porque os de São Paulo são bons e não como ela, caricatura assumida.   

 

Chegou a provocar Ivam Cabral na platéia, perguntando se devia entregar quem estava bancando as Satyrianas; uma telefônica, ameaçava. Mas desistiu por aí, depois de tropeçar na xícara que era seu cenário e se confundir com o microfone.

 

Chamou a peça, com Edson Montenegro de quipá branco, em auto-ironia do diretor, e com Alberto Guzik e Sergio Salvia Coelho “amarrados”, esforçando-se ambos para lembrar e dar presença às palavras reunidas pelo diretor, pelo jeito, dias antes.

 

“Caralho, me ocorreu algo!” foi uma das frases, lá pelo meio, apenas para acrescentar que não, nada havia ocorrido. E não ocorreu muita coisa ao autor, de fato, como a reforçar o vatícinio de Décio de Almeida Prado, tanto tempo atrás, de que o problema de Gerald era a dramaturgia.

 

Nos diálogos entre os críticos, Guzik e Sergio acrescentavam ironia sobre a ironia do texto _e foi o que permitiu atravessar lugares-comuns sobre a crítica tipo “quantos você já matou?”, “cínicos, cínicos de última”, “que nota você daria?”, “uma época em que a crítica era crítica, agora não tem coragem” etc.

 

Aqui e ali, um coro improvisado cantava lentamente “apesar de você, amanhã há de ser outro dia” ou então “pai, afasta de mim este cálice, pai”. Phedra D. Córdoba não demorou e saiu, depois outros.

 

Mas bem que se entrevia graça, na cena, como quando entrava pelas obsessões de Gerald com o conflito no Oriente Médio, tão bem espelhadas pelo Sergio, que domina a interpretação geraldiana como poucos.

 

E era, afinal de contas, um ritual de união e congraçamento entre a produção e a crítica de teatro. No fim dos poucos minutos, aplausos, platéia em pé. E Ivam me diz, de lado, sobre a estranha reunião no palco, “que coisa louca”.

 

Foi mesmo. Mas Gerald, Guzik e Sergio (e Edson Montenegro) têm muito mais a dizer da crítica do que mostraram ali.

Escrito por Nelson de Sá às 11h23

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As estréias de hoje

Dia 12 de outubro, duas estréias em SP.

Fala Baixo Senão Eu Grito.

Primeiro texto de Leilah Assumpção.

Encenado agora por Paulo de Moraes.

Com Ana Beatriz Nogueira.

E Eriberto Leão.

Teatro Sergio Cardoso, Sala Paschoal Carlos Magno.

Sex. e sáb. às 21h30 e dom. às 18h.

Na Sala Crisantempo, Macbeth, A Peça Escocesa.

Direção de Regina Galdino.

Atores: Marcos Suchara e Renata Zhaneta.

MERDA!!!!

Escrito por Lenise Pinheiro às 09h52

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Terças e quartas no Rio de Janeiro

Cheiro de Chuva,

no Teatro Maison de France, às 20h.

Texto e direção de Bosco Brasil.

Atores, Tania Costa e Marcello Escorel.

Escrito por Lenise Pinheiro às 14h06

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Terças e quartas em SP

Nesses dias da semana, na praça Roosevelt,

apresentações de O Porco, às 21h,

no Espaço Parlapatões.

Texto de Antonio Andres Lapeña.

Direção de Antonio Januzelli.

Solo do ator Henrique Shafer.

Produção de Walter Macedo.

E, no Satyros 2, Psicose 4h48.

Texto de Sarah Kane, às 21h.

Direção de Marcos Damaceno.

Atores, Rosana Stavis

e Marcelo Bagnara.

Duas montagens valorosas.

Interpretações e discussões cheias de significados.

Escrito por Lenise Pinheiro às 13h23

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À venda

Há semanas que vinha adiando assistir ao musical "Os Produtores". Não por Juliana Paes, que não é atriz mas pin-up e, portanto, de uma galeria que causa mais consternação que revolta. É personagem que sempre achei trágica, brinquedo descartável da linha de produção que cria e depois abomina, sem parar.

Era por Miguel Falabella. O carinho que tenho por Mel Brooks, por musicais e seu público fazia temer pelo que figuras como ele podem impor. Mas fui no último fim de semana, um pouco empurrado, e o pior cenário se realizou.

Seja lá como tenha começado no teatro, diz que por Brecht, mas creio que pelo besteirol mesmo, ele é hoje um trator que põe abaixo o que aparecer pela frente. Do produtor frágil e tragicômico criado por Brooks e Nathan Lane, nada ficou. E é a personalidade de televisão, a mesma dos programas abomináveis, que surge na adaptação, direção, protagonização e no caixa.

É uma peça sobre o teatro, mas aqui se tornou um ritual de adoração à celebridade global _com seus preconceitos e palavrões, suas manipulações, seu abuso da cena e da platéia. Ou tentou se tornar, pois é flagrante que não funciona sequer com o público que imagina atingir.

O evidente esforço de Vladimir Brichta, que busca um humor próprio, como num casulo, e até de Juliana Paes, que não é atriz nem bailarina, mas tem lá seu alcance de voz, e tudo mais desaparecem sob os cacos sem fim do dono do negócio.

Anos atrás, escreveram no Rio comparando Miguel Falabella a Anton Tchecov. É a maior mistificação que já produziu a crítica, de tudo o que conheço. E foi o que veio à cabeça ao sair de um espetáculo que se anuncia mas não é de Mel Brooks, ao sair de um teatro que nem sequer é teatro, com a sensação de que venderam o gênero musical por trinta moedas, de novo.

Morei muitos anos no Bixiga, com vista para a praça Roosevelt e o Arena, depois a uma quadra do Oficina, depois com vista para o Sérgio Cardoso, onde presenciei Cláudia Raia aos 16 anos, como a Sheila de "A Chorus Line". E hoje moro no Morumbi, em meio à explosão de shoppings e salas como o Tom Brasil de "Os Produtores".

Não é teatro, é antes parte deste fenômeno paulistano recente, em que o dinheiro sem fim ergue mais e mais templos. No caso, como bem descreveu Maria Eugênia de Menezes no "Guia da Folha", até das primeiras cadeiras, na verdade, mesas de batatas fritas, "pouco ou quase nada se vê do palco".

E "os garçons continuam depois de as cortinas se abrirem, fazendo barulho, atrapalhando a visão". E a "cobrança das contas é feita muito antes do término da apresentação", para a casa se "proteger". Na saída, no saguão, tem um carro em exposição, para quem quiser comprar.

Escrito por Nelson de Sá às 09h44

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Atrizes ungidas de luz

Boas vibrações nos palcos. Picadeiros da nossa ilusão.

Onde no desfile das urgências da vida. Perdemos o contato

com o sublime e o inatingível. O impossível nem sempre está

fora de nosso alcance. Basta acreditar que podemos.

O trabalho de 3 atrizes, Ana, Elisa e Beatriz. Goela abaixo.

Comove, coagula e chacoalha.

Ana Kfouri no Teatro Municipal do Jockey, Rio, sáb. e dom.

às 18h30.

O Animal do Tempo, de Valère Novarina.

Direção, Antonio Guedes.

Elisa Ohtake, do jardim até o quintal.

Está em cartaz no MIS SP.

Sáb. e dom. às 21h. Precisa confirmar.

Danças crucificadas nos altares da arte.

Bia Toledo no Teatro Crowne Plaza, sáb. 21h e dom. 20h,

Direção, Inês Aranha.

MERDA!!!

Escrito por Lenise Pinheiro às 10h49

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Febre

Espetáculo escrito e dirigido pelo ator Marcos Azevedo.

Em cartaz no Espaço Gag, rua Tito, nº 79.

Montagem do Núcleo Dramax.

Projeções e recursos multimídia.

A atriz Roberta Youssef.

E a força do elenco: Fernanda Franceschetto,

Renata Fasanella, Bianca  Bertolaccini, Diego Ruiz e

Sidney Favini.

Escrito por Lenise Pinheiro às 13h04

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Roda da fortuna

“Sois o que fazeis, isso sois, nada mais.” As palavras de Antonio Vieira no Sermão da Terceira do Advento, citadas por Antonio Risério lá pela metade de sua extensa “História da Cidade da Bahia”, que leio agora, não saem da cabeça há três dias. É que fazer-ou-não-fazer é pergunta que ecoa faz tempo, mas de algumas semanas para cá andei com a oportunidade de fazer, ainda que por quinze minutos, à mão.

Desde que Ivam Cabral chamou, entre centenas, para as Satyrianas _e Sérgio Salvia Coelho convidou para dividir com ele e Alberto Guzik o palco, na cena que Gerald Thomas criou, sobre críticos de teatro. Gerald voltou a ligar anteontem, desde Córdoba, na Argentina, onde encenou com a repercussão de sempre, pelo talento de sempre.

Mas saltei para trás. Antes, com o Sérgio, tomando vinho no aniversário de Marcelo Drummond, a desculpa foi que o personagem do crítico não é mais parte de mim, mas a verdade é que o pânico de palco, “stage fright”, só fez aumentar com a minha mais recente tentativa. E agora, para o Gerald, a desculpa foi o adiantado da hora, já é semana que vem.

 

E na verdade bem que tentei agir. Semanas atrás, falei com Denise Assunção sobre encenar a Vidente de “Tutankaton”, a peça de Otavio Frias Filho que marcou naquela eclosão de dramaturgia do início dos anos 90. É o personagem que alerta que “tudo já existiu alguma vez”, que “uma geração substitui a outra, o sol se levanta, o sol se põe mais uma vez”, num texto que questiona a própria idéia do novo, da revolução.

 

Denise, uma das maiores atrizes que conheço, se animou, falou até em vir a São Paulo, ela que vive hoje em Tietê. Mas, de novo, saltei. Desta vez nem desculpa apresentei, sumi nos livros, só para encontrar as palavras de Antonio Vieira.

 

Quando a roda começa a subir não tem jeito, você é levado. E um grupo no Yahoo de ex-colegas de faculdade, de uma hora para a outra, se reativou a partir da mensagem de uma amiga que vive hoje em Boston. Gladys vem e, com Laila, Laert Sarrumor, até Hugo Possolo, eles decidiram que vão se encontrar todos na praça Roosevelt, nas Satyrianas. E eu vou, se não para fazer, para ver. É a partir de quinta que vem.

 

PS, 6.10 - Poucas horas depois de postar, Aury Porto ligou dizendo que queria apresentar na mesma praça Roosevelt o “Minimanual do Guerrilheiro Urbano”, um projeto que carrego há bem uns três anos, e se eu não queria fazer. Não, eu vou ver.

Escrito por Nelson de Sá às 09h59

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Alex Gruli, Luciano Gatti e Melissa Vetori

São as estrelas de

Últimas Notícias de uma História Só.

Dirigidos por Otavio Martins.

Estréiam no Satyros 2 neste final de semana.

Hoje, antes do ensaio aberto, ensaio fotográfico e prova de figurino.

Alex Gruli mostra o corpinho de Miss.

A figurinista Juliana Araripe.

O teatro vivo nestes tempos de cópula e cólera.

Escrito por Lenise Pinheiro às 16h11

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PERFIL

Lenise Pinheiro Blog de teatro com textos e fotografias de peças em cartaz ou por estrear. Montagens antigas, ensaios, indicações e vivências e experimentos. Eventuais visitas a salas de teatro, e suas respectivas companhias. Coberturas de Festivais de Teatro, apontamentos com novidades e curiosidades em torno do tema.

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