Cacilda
 

Clarices

Espetáculo dirigido pela Vivien Buckup.

Em cartaz no Instituto Cultural Capobianco.

Retalhos de Clarice Lispector.

Sáb. às 20h e domingos às 18h.

Escrito por Lenise Pinheiro às 12h58

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A Hora e a Vez de Augusto Matraga

Estréia hoje no Sesc Anchieta com elenco e produção

do Rio de Janeiro e dirigidos por André Paes Leme.

Uma vez, uma amiga me disse nesse mesmo camarim (do Anchieta) que eu

era portadora de bons fluidos e que sempre trazia uma carga de humor e

inspiração. Sempre que volto lá, me lembro dela. Afeto e teatro.

O idealizador do projeto e diretor musical, maestro Alex Elias (foto acima).

O iluminador Renato Machado (acima), que nos concedeu

momentos de sua afinação de luz para este ensaio fotográfico.

O diretor de cena Elias, a rapaziada ajoelha e reza.

Depois de enfrentar aeroporto e vôo lotados.

Chegam para a temporada em São Paulo, se arrumam

para o ensaio. Já no Olympo!!!!!!

Meu muito obrigada a todos.

Escrito por Lenise Pinheiro às 11h49

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Café-da-manhã

“Rainha Mentira” fechou sua curta temporada paulistana ontem. Não vi “Terra em Trânsito”, saio tarde do jornal. Mas era “Rainha Mentira”, a segunda peça do programa, que eu queria ver mesmo. É talvez a mais imperfeita que já presenciei de Gerald Thomas.

 

Há muito perdi a ilusão ou a esperança de encontrar ordem nos delírios apolíneos do diretor/autor. Ele é um grande artista assim, na confusão, no caos por vezes indulgente, mas em outras cortante, genial. “Rainha Mentira” é um caso à parte.

 

São pedaços de discursos e imagens em referência indireta à mãe. É tudo talvez próximo demais, presente além do controle da expressão. E a peça então não se resolve ou nem tenta se revolver com golpes de teatro, como tantos anteriores _e marcantes.

 

As cenas se amontoam quase sem liga, ao menos eu senti assim. Distantes na apresentação, o bombeiro que tudo apaga com a mangueira d’água, comicamente, e a tristeza sem fim de Fabiana Gugli diante das duas torres de livros. “Slapstick” e melodrama.

 

É Nova York, quem sabe, de onde o diretor não conseguiu sair para o enterro da mãe e para onde volta, sempre.

 

Antes tem o vídeo, com a imagem cotidiana de uma bandeja de café-da-manhã de hotel, opulenta, que é levada pelo que aparenta ser o vento, mas depois é a água da mangueira, mas por fim me pareceu, na verdade, a memória que se apaga.

 

Lá perto do fim tem os atores nus, entre patéticos e oprimidos, novamente, em seus banheiros cotidianos tornados solitárias.

 

E bem antes tem os nazistas diante da mãe, da avó. Aquela, sobre quem dez mil exemplares mentem até hoje, por aí, ter sido “alemã, amiga de Hitler e Goebbels” e coisa pior. Em verdade, era judia, perdeu a família em campo de concentração.

 

(É sempre assim, o monstro espreita e ataca, como agora, mais uma vez, aqui na Vila Madalena.)

 

Em “Rainha Mentira”, é Gerald Thomas quem dubla seus atores, não mais intervindo, mas falando, falando, todas as palavras. Um papel desta vez de criança, filho, em que pese a máscara da arrogância, que nesta peça não fascina nem engana.

Escrito por Nelson de Sá às 21h24

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Terra sem Lei

Em cartaz no Tusp neste final de semana e no próximo.

Sob a direção de Francisco Medeiros.

Preparado com dedicação, talento e muita vontade.

Comunhão do elenco e da equipe técnica, que durante um

ano se envolveram no trabalho.

Estréia agora à noite.

Aqui, um registro dos bastidores.

Os atores Luciano Gatti e Mariana Senne. 

Escrito por Lenise Pinheiro às 19h37

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O Latão em Cuba

Já tive alguns choques furiosos com Sérgio de Carvalho, no passado longínquo. Se bem me lembro, foi em razão de alguma ironia sobre Heiner Mueller ou Fernando Peixoto. Do teatro político contemporâneo, porém, sempre me senti próximo, refletido de algum jeito em suas peças.

 

Como Brecht, ele não tem como esconder a sedução romântica, em meio às idéias tão claras sobre a injustiça, a opressão, a economia política. Não é diferente agora, na encenação de “O Círculo de Giz Caucasiano”, que andou por Rio, São Paulo, vai para Cuba e depois volta.

 

Cuba de Fidel, como a Alemanha Oriental de 1954 em que, meses depois da rebelião dos operários sufocada por tanques russos, a peça ganhou a célebre montagem de Brecht que abriu o Berliner Ensemble _e daí partiu para a celebridade no Ocidente.

 

“Círculo” que em verdade estreou seis anos antes nos Estados Unidos, onde foi escrita por um Brecht que não escondia sua obsessão pelo gigante americano. A mesma obsessão que este “Círculo” vai encontrar na Cuba do beisebol e dos artigos de Fidel no “Granma”, mas já também a Cuba sem Fidel, ameaçando se abrir aos Estados Unidos.

 

Enfim, é um momento histórico para estar na ilha com Bertolt Brecht, por uma companhia que nasceu ao celebrar a morte de Danton.

 

Mas queria falar da peça. É de longe a produção da Cia. do Latão de que mais gostei, talvez pela presença em cena, em interpretações amadurecidas e virtuosas, de Ney Piacentini, com quem atravessei anos atrás uma madrugada boêmia pelo Recife, e de Helena Albergaria, que vi tão jovem em uma montagem também inesquecível, para mim, de Tennessee Williams por Nilton Bicudo.

 

Eles estão ali novamente, tão iluminados quanto os conheci então, nos papéis de Azdak e Grusha.

 

O juiz corrupto, até devasso, mas afinal tão cruelmente justo, é um retrato do Brasil torto por um ator que o compreende e reflete como poucos. E a jovem mãe que ama o filho que não é seu, mais do que a mãe de sangue, é quase extensão da menina abandonada pela mãe, nem adolescente ainda, de “Esta Propriedade Está Condenada”.

 

A alegoria política é clara como sempre, de quem é a terra?, e aqui acentuada pelo contraste até formal com as imagens em vídeo dos sem-terra da "peça fora da peça". Mas o que me arrebatou neste "Círculo" de Sérgio de Carvalho foi mesmo o conflito encenado, seus atores, o teatro.

Escrito por Nelson de Sá às 22h14

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Pequenos Milagres

Histórias de outras pessoas que são as nossas.

Pessoas que não se escondem da vida.

Que choram na frente de qualquer um.

E conseguem sorrir para elas mesmas.

Estão lá com o Grupo Galpão, na temporada em SP,

que hoje se encerra. No Sesc Anchieta.

Escrito por Lenise Pinheiro às 09h35

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Lenise PinheiroO blog Cacilda é coordenado por Nelson de Sá, articulista da Folha, e pela repórter-fotográfica Lenise Pinheiro.

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