Cacilda
 

South Pacific

“South Pacific”, neste momento o ingresso mais difícil de achar na Broadway, é Paulo Szot, tudo corre em torno dele, de seu Emile de Becque.

 

Três outras personagens marcadamente americanas, a loira linda e engraçada, o jovem e atlético oficial e o marinheiro “zanni”, alívio cômico no espetáculo, tem até mais boca de cena, mas é como se tudo preparasse para os momentos em que Emile vai cantar.

 

E quando o barítono tão “handsome”, que remete aos galãs dos anos 30 e 40, canta pela primeira vez “Some enchanted evening/ You may see a stranger”, sobre encontrar um estranho, um desconhecido, a platéia do teatro Vivian Beaumont parece prender a respiração.

 

Em parte, a razão é que se concentra em sua personagem o que o musical clássico tem de mais contemporâneo, aquilo em que “South Pacific” fala melhor e mais claramente ao público de hoje.

 

O fazendeiro francês que se recusa a ajudar os militares americanos, que afirma aquela guerra não é dele, que não acredita em “bully” de lado nenhum, é o espelho do resto do mundo para a América de hoje.

 

Outra personagem em que isso se reflete é vietnamita Liat, de Li Jun Li, o amor do tenente americano e por quem ele, afinal, se deixa morrer. Seus poucos movimentos de dança, em cena, remetem à delicada sombra asiática que volta a assustar a América.

 

 

Mas às vezes o musical, nesta remontagem, mais parece peça de museu, e não apenas nos cenários e figurinos, com seus biquínis “vintage”, anos 40.

 

O que o diretor Bartlett Sher buscou, ao que parece, foi um instantâneo do modo de vida americano, quando ainda era ingênuo, auto-enganado, tanto na Broadway de meados do século 20 como na “guerra certa” que foi a luta contra alemães e japoneses imperialistas.

 

É significativo, como relata Harold Prince na revista do Lincoln Center, que tanto ele como Stephen Sondheim estivessem lá, na platéia da estréia de “South Pacific” na Broadway, no Majestic, em 1949.

 

Convidados respectivamente por Richard Rodgers e Oscar Hammerstein II, os compositores de “South Pacific”, Prince e Sondheim se conheceram naquela noite _e nas décadas seguintes sepultaram, como diretor e compositor, a Broadway ingênua de seus respectivos mentores.

 

Em parte, a remontagem de “South Pacific” por Sher é saudada por críticos como Ben Brantley, do “New York Times”, exatamente por trazer de volta aquela América que não existe mais.

 

Mas não tem jeito, o veneno está lá, lançado na origem por Rodgers & Hammerstein: é o fazendeiro francês _ou o ator brasileiro_ que comanda atenções, não a enfermeira de Arkansas ou o marujo de livre iniciativa.

 

 

Sobre Szot, um último registro: ele, que foi bailarino e é cantor de ópera, em “South Pacific” se revela um ator de presença superior, cuja contenção de gestos e emoções serve para intensificar ainda mais cada explosão.

 

É o que acontece em canções tristes como “This Nearly Was Mine”, mas também em diálogos como a recusa resoluta da guerra e a posterior aceitação dela, pela simples amizade por um jovem que, como ele, sofre de amor.

Escrito por Nelson de Sá às 16h43

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A Pena da Galhofa: Contos de Machado de Assis

Os contos "O Espelho" e "A Cartomante" são encenados

pela cia. Elevador de Teatro Panorâmico

Direção Marcelo Lazzaratto

Atores Ademir Emboava,

Gabriel Mizziara,

Atrizes Marina Vieira (esq) e Carolina Fabri

Sesc Carmo - Centro de SP

Hoje, Quarta, Quinta e Sexta às 18h

 

 

Escrito por Lenise Pinheiro às 09h38

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Dercy Gonçalves

Nos camarins da Ethernidade

Comemorações por ocasião dos 100 anos

Rio de Janeiro, 11 de abril de 2007

 

 

Escrito por Lenise Pinheiro às 20h19

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August: Osage County

Lá pelo final das três horas e meia de “August: Osage County”, uma das três filhas se pergunta por que o pai quase septuagenário, poeta e alcóolatra, se matou.

 

Foi por um sem-n’umero de razões, mas ao fim e ao cabo foi pela decadência da América, metaforizada na peça pela família torta, pelo amontoado de horrores diante do qual o público é levado a rir e também chorar pelo talento do dramaturgo Tracy Letts.

 

Sempre imaginei o que aconteceria com Sarah Kane e seu teatro “in-yer-face” se ela sobrevivesse e se tornasse parte do “mainstream”, do teatro mais estabelecido. Pois Letts é um galho americano daquela dramaturgia que cresceu década e meia atrás, do outro lado do Atlântico, e agora está em pleno Music Box, rua 45 com Times Square.

 

Por “August”, este ano, ele levou não apenas o Tony de peça séria, ou seja, não musical, mas também o Pulitzer. E todas as obsessões “in-yer-face” seguem lá, na boca de cena: suicídio, pedofilia, incesto.

 

Mas agora é possível rir delas. Ou melhor, elas se integraram de vez à tradição realista do drama familiar americano, desde Eugene O`Neill até Tony Kushner, só que agora, talvez, com um pouco mais de naturalismo e auto-ironia.

 

É uma grande peça, inesperadamente popular para sua duração e pelas imagens que trabalha. Mas é também um pouco frustrante pelo contraste com o rigor e o sentido trágico que transpiravam de “Killer Joe”, do mesmo Letts, que vi num pequeno teatro do Village, exatos dez anos atrás.

 

Em parte, imagino que seja porque Letts, de Oklahoma, e o Steppenwolf, o célebre grupo de Chicago, não são mais novatos ou jovens.

 

A dramaturgia é de pleno domínio, quase perfeita ao menor detalhe de mudança na trama ou de “one-liner”. As interpretações de todo o elenco “ensemble”, mas especialmente de Amy Morton como a filha mais velha (Barbara) e de Stella Parsons como a mãe (Violet), são emblemáticas, sumários complexos da família americana.

 

Mas é a América, a própria nação, que está sendo questionada por “August”, no histórico teatro de Irving Berlin.

 

Como alerta o pai e confirma a filha, nos quase solilóquios de abertura e perto do final, ambos diante da empregada indígena, “americana nativa”, alguma coisa aconteceu na América. Ninguém percebeu, talvez algum poeta, mas aquele país que tanto prometia, da geração dos pais das três irmãs de Osage County, vive hoje estagnação e decadência.

 

Espelha o que se sente nas ruas, nos jornais e telejornais de NY, atrás da máscara do chauvinismo militar e econômico.

 

PS 20.7 - Letts, hoje em página e meia no "Arts & Leisure", fala de "August", dos prêmios, do pai que morreu em fevereiro e que interpretou o patriarca na montagem original de Chicago. E conta de sua nova peça, "Superior Noduts", inspirada em outra, de seu amigo anglo-irlandês Martin McDonagh, para quem dramaturgos devem jogar as coisas na cara das pessoas, "in-yer-face".

Escrito por Nelson de Sá às 19h54

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Festival de Teatro de Rio Preto - 2008

L' Oratorio d' Aurélia

Direção Victoria Thierrée Chaplin

Atriz, Dançarina, Acróbata e Ilusionista

Aurélia Thierrée

Teatro Municipal - São José do Rio Preto

Hoje às 21h30

Escrito por Lenise Pinheiro às 11h51

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Cordélia Brasil

Texto Antonio Bivar

Direção Gilberto Gawronski

Elenco Maria Padilha,

George Salmo

e Cadu Fávero

Cenário Luiz Henrique Sá

Iluminação Maneco Quinderé

Figurino Marcelo Pies

Visagismo Márcio Mitkay

Teatro Seta - São José do Rio Preto

Dias 18 e 19 de julho às 21h30

 

Escrito por Lenise Pinheiro às 14h21

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Congresso Internacional do Medo

Grupo Espanca!_BELO HORIZONTE_MG

TEXTO E DIREÇÃO GRACE PASSÔ

ATORES MARISE DINIZ(MÁSCARA BRANCA),MARIANA MAIOLINE(BURCA),

MARCELO CASTRO(íNDIO),GUSTAVO BONES(Óculos),SÉRGIO PENNA

(MÁSCARA BRANCA),ALEXANDRE DE SENA, GLÁUCIA VANDEVELD E

ISABEL STUART

Teatro do Colégio Ressureição - São José do Rio Preto

Dias 17, 18 e 19 de julho às 19h

Escrito por Lenise Pinheiro às 10h52

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Na Broadway

Desembarquei, comprei o “New York Times” e lá estava em página inteira, capa de caderno, que “Bohemia” está nas últimas. Boêmia é como Jonathan Larson descreveu seu East Village em “Rent”, que estreou no século passado e, daqui a um mês, faz sua última apresentação na Broadway.

 

O que está nas últimas é também o East Village, como o conheceu o compositor Larson, que morreu às vésperas da estréia do musical, ainda off Broadway. Fui até o Live Café em Alphabet City, onde se passa parte do espetáculo, e não achei tão decadente assim. Nem o East Village tão mudado.

 

Está, sim, mais cheio de gente. A cidade inteira está, o Times Square, as ruas todas. Antes de viajar, Agnes Zuliani, que conheci nesta mesma NY há duas décadas e que estava aqui algumas semanas atrás, bem que avisou. A cidade está intransitável. Sempre foi, mas agora mal se consegue andar pelas calçadas.

 

“Rent” foi importante nem tanto por sua qualidade, apesar da óbvia filiação de Larson a Stephen Sondheim e das canções que deixa para a memória da Broadway, mas pelo impacto de mercado que representou para os musicais. De uma hora para outra, rejuvenesceu o público envelhecido por  Andrew Lloyd Weber.

 

 

Mas basta de “Rent”, de seus 12 intermináveis anos. Nem quis assistir de novo, estou ainda traumatizado pela odiosa versão para cinema que saiu há três anos. De musical pop, queria ver “Spamalot”, que seguiu “The Producers”, de Mel Brooks, e levou o melhor humor das últimas décadas para a Broadway.

 

Escrito e composto por Eric Idle, com John Du Prez, a partir do “Holy Grail” de 1975, reproduz quadros inteiros e canções que muita gente da platéia, eu inclusive, conhece de cor. Não falta nem a cena do cavaleiro que perde pernas e braços. Assim como “Producers”, a passagem ao palco foi sem maiores solavancos.

 

Para quem desconfia, como eu desconfiava, que Idle, apesar do apoio de John Cleese e Michael Palin, fez concessões demais ao gosto médio americano e segurou o humor corrosivo do grupo, logo vem uma cena sobre judeus na Broadway que não deixa dúvida de que carrega o espírito do Monty Python.

 

Merecidamente, ganhou Tony e tudo mais, há três edições. Não consigo acompanhar como antes, mas tenho a sensação muito clara de que, começando pelo “Bring in da Noise” de George C. Wolfe e Savion Glover, passando pelos citados e outros tantos nesta última década, os musicais se reencontraram no universo pop da América e do mundo.

Escrito por Nelson de Sá às 10h50

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As Três Velhas

Texto Alejandro Jodorowsky

Teatro Pândega (Risco Cênico) - São Paulo

Direção Maria Alice Vergueiro

Direção de Arte Simone Mina(foto) e Carolina Bertier

Iluminação Platão Capurro Filho

Teatro do Sesc-São José do Rio Preto

Ensaio Aberto dia 16 de julho de 2008

Escrito por Lenise Pinheiro às 10h47

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Besouro Cordão de Ouro

Texto, Músicas e Letras Paulo César Pinheiro

Direção João das Neves

Direção Musical Luciana Rabello

Coordenador Geral de Capoeira  Mestre Camisa

Cenografia Ney Madeira

Figurinos Rodrigo Cohen

Iluminação Paulo Cesár Medeiros

Teatro Sesc Arena - São José do Rio Preto

Dias 16, 17 e 18 de julho às 21h30

 

Escrito por Lenise Pinheiro às 14h14

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Será que ele é?

Escritor, quadrinista ou ator?

Não ele não é Lourenço Mutarelli

Confundido o tempo todo ele aproveita a participação no

Festival de Teatro.

Flávio Stevan é o nome dele. Técnico de palco e iluminação

 

Escrito por Lenise Pinheiro às 13h33

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Aqueles Dois

Texto Caio Fernando Abreu

Cia. Teatral Palhaços Noturnos - São José do Rio Preto

Direção, trilha sonora e iluminação Ricardo Mattiolli

Elenco Henrique Nerys, Luiz Perez,

Cibele Sampaio, Clara Tremura, Danilo Melo e Luciana Gadoti

Nos camarins Luiz Perez

Cenografia Araguaí Garcia

Teatro Nelson Castro - São José do Rio Preto

Hoje 19h

 

 

 

 

Escrito por Lenise Pinheiro às 04h24

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Estréia Hoje

O Pupilo quer ser Tutor

Cia. Teatro sim...por que não?!!!Florianópolis - SC

Texto Peter Handke

Direção Francisco Medeiros

Co Direção José Ronaldo Faleiro

Atores Leon de Paula e Nazareno Pereira

Iluminação Domingos Quintiliano

Figurinos Fernando Marés

Trilha Sonora Aline Meyer

Maquiagem Júlio Maurício

Teatro Swift 1 - São José do Rio Preto

Dias 14, 15 e 16 às 21h30

 

Escrito por Lenise Pinheiro às 13h11

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Cachorro!

Texto de Jô Bilac

TEATRO INDEPENDENTE -RIO DE JANEIRO

Direção Vinícius Arneiro

Atores Carolina Pismel, Lelipe Abib e Paulo Verlings

Cenário Daniele Geammal

Iluminação Paulo César Medeiros

Figurinos Júlia Marini

Teatro do Sesc - São José do Rio Preto

HOJE ÀS 19H

Escrito por Lenise Pinheiro às 13h05

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Aqueles Dois

Texto Caio Fernando Abreu

Concepção Cia. Luna Lunera - Belo Horizonte

Atores Odilon Esteves

Rômulo Braga (esq) e Marcelo Souza e Silva

e Cláudio Dias

 Hoje 23h

Teatro do Sesi - São José do Rio Preto

Escrito por Lenise Pinheiro às 15h34

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PERFIL

Lenise Pinheiro Blog de teatro com textos e fotografias de peças em cartaz ou por estrear. Montagens antigas, ensaios, indicações e vivências e experimentos. Eventuais visitas a salas de teatro, e suas respectivas companhias. Coberturas de Festivais de Teatro, apontamentos com novidades e curiosidades em torno do tema.

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