Em Concerto
Grupo Contadores de Estórias

Direção Marcos Caetano Ribas


Atrizes Rachel Joffily Ribas e Branca Borba

Cenários, Bonecos e Adereços Rachel Joffily Ribas e Marcos Caetano Ribas


Produção Teatro Espaço de Paraty

SESC Avenida Paulista - SP
Hoje 18h
Escrito por Lenise Pinheiro às 07h29
Quem vem lá


Texto: Alexandre Dal Farra
Direção: Rodolfo Amorim
Atores: Alexandra Tavares, Clayton Mariano, Felipe Riquelme, Lígia Oliveira, Vitor Vieira



Músicos: Danilo Dal Farra, Bruno Elizabetsky, Gabriela Favre


Preparação de ator: João Otávio

Iluminação: Hernandez de Oliveira

Cenário: Rodolfo Amorim
Figurinos: Eliana Saletti

Direção de produção: Paulo Matos
Produção executiva: Paulo Arcuri
SESC Avenida Paulista - SP
Sextas, Sábados e Domingos 19h30
Escrito por Lenise Pinheiro às 14h05
Meio Dia do Fim

Texto Paulo Faria

Direção e Iluminacão Iarlei Rangel


Atores Marilza Batista e Paulo Faria











Cenografia e Figurinos Livia Loureiro

Trilha Sonora Tunica

Sede Luz do Faroeste - SP

Quintas e Sextas 20h
Escrito por Lenise Pinheiro às 08h18
THEATRO MUSICAL BRAZILEIRO I

Roteiro e pesquisa Luis Antônio Martinez Corrêa e Marshall Netherland
Surpevisão geral Bibi Ferreira
Direção Fábio Pilar
Direção musical e arranjos Marcelo Alonso Neves
Atores Helga Nemeczyk, Jorge Luís Cardoso, José Mauro Brant,
Mona Vilardo, Pedro Paulo Malta, Renata Celidonio
Mímico Fernanda Coelho
Cenário Analu Prestes
Iluminação Aurélio de Simone
Figurinos Kalma Murtinho
Coreografia Suely Guerra
Centro Cultural Banco do Brasil - Teatro I - RJ
Quartas, Quintas, Sextas, Sábados e Domingos 19h30
Escrito por Lenise Pinheiro às 16h27
Restos
Descobri que "Restos" ou "Wreck" começava às oito quando já eram sete e meia. Corri com o carro do Morumbi até o Pacaembu, cheguei faltando poucos minutos e ainda havia ingressos. Começou a apresentação com algum atraso e havia lugares vazios. E era um espetáculo com Antonio Fagundes, na relativamente pequena sala do teatro Faap.
No final, depois de uma hora e pouco, o ator e produtor sugere aos espectadores que fiquem para conversar. Saí para avisar em casa e quase fiquei trancado do lado de fora. Seria uma pena, pois perderia o grande ator admitindo que nem tudo vai bem no teatro nacional.
Ele remete o problema, que nem chega a definir precisamente, aos ministérios e secretarias, ao orçamento que não dedica nem 1% à cultura, aos funcionários. Mas é flagrante que também ele não distingue bem o que acontece ou o que é preciso fazer, em resposta.
Defende-se de estar em um monólogo, por exemplo, apelando a Jô Soares, que prefere o eufemismo espetáculo solo. Afinal, é sempre um diálogo com a plateia.
Mas o problema não é o monólogo, propriamente. Não é o "teatro possível" que Fernanda Montenegro descreveu com tanta infelicidade. A depressão da cena parece estar mais embaixo, num intervalo da história, na ausência de poder do palco.
No caso de "Restos", o diálogo posterior e relativamente conflituoso com a plateia acaba por superar a própria apresentação. Foi o melhor da noite, "com efeito".

Sobre a peça, não é demais contar que se trata de uma versão de "Édipo Rei". As sinopses de jornal já entregam, não há por que esconder.
Um de seus muitos problemas é que o ator e o próprio Neil LaBute, pelo jeito, partem da precondição de morte da tragédia, de impossibilidade da tragédia no mundo moderno. Pior, vinculam o terror de Édipo à culpa pelo sexo com a mãe, tabu por séculos, mas não hoje, supostamente.
(A tragédia original advém, na verdade, da recusa do rei em dar atenção aos alertas, cego pela onipotência.)
Jamais fui admirador de LaBute, versão pasteurizada de David Mamet. Não parece compreender ou refletir a cultura americana, mas antes uma fração dela, maneirosa.
A tradução da expressão tão repetida, "com efeito", soa perfeita. Efeito é o vírus que torna LaBute tão limitado. No caso, deixa para trás a amplidão do mito em troca de um jogo de gato-e-rato, até atingir o final revelador, como na peça em cartaz sem fim de Agatha Christie.
Daí o diálogo, depois do fim, ser tão mais rico. Ao menos três espectadores, dois deles mais velhos, um deles uma senhora muito incisiva, questionaram a opção do autor _e por extensão do ator_ pela canhestra crítica a Sófocles como datado, antimoderno.
Fagundes se defendeu e à sua produção, então, com maestria. Ele sabe o que realizou, é cruel com os limites do que está em cena, mas também se orgulha e sabe sustentar o que tem de bom, a começar de sua interpretação, em muitas cenas certamente.
O problema é ainda e sempre que ele se volta ao entendimento comum, ao acesso do povo, como prioridade utilitária. Parece jamais ter se deixado convencer pelo discurso de Hamlet aos atores, sobre o erro de querer agradar à geral.
Escrito por Nelson de Sá às 01h26
Cacilda!!

Texto e Direção Zé Celso Martinez Corrêa
Atores Cia. Uzyna Uzona


Anna Guilhermina e Marcelo Drummond (foto)
Teat(r)o Oficina - SP
Hoje às 18h
Escrito por Lenise Pinheiro às 08h28
Till A saga de um Herói Torto

Texto Luís Alberto de Abreu
Direção Júlio Maciel

Direção Musical Ernani Maletta
Preparacão Vocal Babaya

Atores Inês Peixoto, Teuda Bara, Lydia Del Picchia, Simone
Ordones, Antonio Edson, Arildo de Barros, Beto Franco,
Chico Pelúcio e Eduardo Moreira








Cenografia e Figurinos Márcio Medina

Iluminação Alexandre Galvão e Wladimir Medeiros

Direção de Produção Gilma Oliveira
Parque da Independência - SP
Hoje 20h
Escrito por Lenise Pinheiro às 09h00
O Funâmbulo
Texto Jean Genet
Tradução Fátima Saadi

Direção Joaquim Goulart
Ator João Paulo Lorenzon



Cenografia Daniela Thomas

Iluminação Lúcia Chedieck

Trilha Original Marcelo Pellegrini

Preparação Física/Técnica de Equilibrismo Maria Druck
Direção Técnica Circense Kiko Caldas - Acrobático Fratelli

Sesc Avenida Paulista - SP
Sábado e Domingo 20h30
Escrito por Lenise Pinheiro às 11h04
Da possibilidade da Alegria no Mundo
Dramaturgos Abel Neves, Mariana Pecovitch, Naghmeh
Samini e Newton Moreno

Direção Newton Moreno

Direção Musical Fernando Esteves
Atores Denise Weinberg, José Roberto Jardim, Sérgio
Módena e Simone Evaristo








Cenário Marcelo Andrade e Newton Moreno

Figurinos e Visagismo Carol Badra

Iluminação Domingos Quintiliano

Estagiária Mariana Souto Mayor

Produção Leopoldo de Leo Jr.

SESC Avenida Paulista - SP
Sextas, Sábados e Domingos 21h30
Escrito por Lenise Pinheiro às 10h51
Românticos da Idade Mídia

Texto e Direção Francisco Carlos


Atores Maria Manoella, Gustavo Machado,
Guta Ruiz, Sérgio Guisé, Mariah Teixeira,
Hércules Morais, Eros Valério, Felipe Montanari










Cenografia Marcio Colaferro
Figurinos Joana Gatis
Assistente de Figurino Renata Carrazoni
Iluminação Karine Spuri
Sonoplastia Pepê Mata Machado e Ryan Bezerra


Assistente de Produção Berenice Haddad e Décio Vaz

Produção Maria Manoella e Majeca Angelucci

Teatro dos Satyros 2 - SP

Terças e Quartas às 22h
Escrito por Lenise Pinheiro às 08h32
Escuta Zé Mané
Texto Paulo Cesar Peréio

Direção, iluminação, espaço cênico Lenerson Polonini

Elenco: Paulo César Peréio, João Velho e Neca Zarvos

Figurinos e maquiagem Carina Casuscelli



Trilha sonora Wilson Sukorski
Vídeo projeções Lara Velho, Cristian Cancino e Zzui Ferreira
Cenotécnico Carlos Orelha

Operação de luz e som Verônica Castro.
Produção Executiva Lenerson Polonini e Lara Velho

Sesc Avenida Paulista - Espaço Quinto Andar - SP

Sextas, Sábados e Domingos 21h
Escrito por Lenise Pinheiro às 18h27
Kabarett

Texto e Direção Kleber Montanheiro
Atores Cris Rocha, Daniela Flor, Márcio Bueno e
Kleber Montanheiro









Miniteatro - SP

Sextas e Sábados à Meia Noite
Escrito por Lenise Pinheiro às 17h50
TPM Katrina

Texto Paulo Coronato
Direção Alexandre Reinecke

Atores Flávia Garrafa e Paulo Coronato



Cenário Márcia Moon
Iluminação Ari Nagô
Figurinos Carol Mariottini
Trilha Sonora Fábio Ock e Zema

Teatro Folha- SP

Quartas e Quintas 21h
Escrito por Lenise Pinheiro às 15h47
Estrela Brazyleira a Vagar - Cacilda!!
Gerald Thomas parou de verdade, parece, por um tempo ao menos. Deu entrevista a jornal argumentando com a mediocridade nas artes e proclamando que as verdadeiras estrelas estão fora do teatro.
Não vai mais entreter um pequeno número de pessoas em cadeiras, foi o que declarou. Outros da geração abandonaram antes, pela TV, Ulysses Cruz, Cacá Rosset. Da minha parte, quando alguém deixa o teatro, o interesse se perde automaticamente.
Em meio à depressão do teatro, que também reconheço, Antunes Filho está em cena e Zé Celso, como de regra, vai contra a corrente e celebra o próprio teatro, mais uma vez, em Cacilda Becker.
Para um pequeno número de pessoas em cadeiras em São Paulo, mas antes para casa lotada no Rio, revela o que o teatro brasileiro moderno aprendeu de Procópio e Bibi Ferreira, Grande Otelo, Raul Roulien, Dulcina.
Com seis horas, inclusive intervalo, são peças, não uma só. A aprendiz Cacilda tira um pouco de cada profissional, em cada peça, caso da Bibi desenhada com inteligência e graça pela carioca Camila Mota.
Foi uma das melhores sequências, na estreia no Oficina, mostrando um carinho irônico e delicioso pela encenação à antiga, com marcação de palco e cortes profundos de texto, para não passar de hora e meia.
(Pascoal da Conceição, que já foi dirigido por Bibi, conta que aquelas marcações, aparentemente artificiais, funcionam sempre, como achados inexplicáveis, mágicos, transmitidos pelo ofício de gerações de teatro.)
Por coincidência feliz, a peça de Bibi dentro da peça de Cacilda apresenta a jovem e romântica atriz tomando o lugar da protagonista na montagem da espanhola "É Proibido Suicidar-se na Primavera", num de seus primeiros trabalhos profissionais.
Melhor que o drama de Bibi, só a tragédia de Grande Otelo, por um estupendo Adão Filho. Cacilda atuou a seu lado na célebre filmagem realizada horas depois de ele ter achado os corpos da mulher, que se suicidou, e do filho morto por ela.
Corri para seguir a cena, do outro lado da pista, de Adão sentado na mesa de bar, destruído mas vivo. Ao chegar, dois atores já estavam lá, nas galerias, acompanhando vidrados as palavras e os movimentos.
Por outro lado, no terreiro eletrônico do Oficina, em espetáculo com tantas personagens que deixaram registros em película, a imagem mais chocante é aquela de Grande Otelo na cena filmada após o suicídio.
Já com o Raul Roulien de Marcelo Drummond, nada de tragédia. O primeiro galã brasileiro em Hollywood, também ator dono de companhia, como era regra então, é uma delícia de bastidores do teatro e humor.
E com o auxílio precioso de Vera Barreto Leite, engraçada como nunca e tornada, pela resposta seguida do público às suas entradas, um ícone de adoração. E muitos mais, vivendo de Sadi Cabral e Ziembinski a Miroel Silveira e Décio de Almeida Prado, em imitação do próprio Zé.
O que falta é a costura de tantas pequenas peças. Na Cacilda de Ana Guilhermina se veem beleza, juventude, paixão. Tem sentido, são os anos de formação, da Cacilda pupila de Maria Jacinta e dos outros todos.
Mas a protagonização de um espetáculo de seis horas exige mais foco e maleabilidade, ouvir e reagir mais. Cacilda é, afinal, a própria narrativa, o fio condutor a unir todos os teatros.
Uma frustração especial na estreia foi sentar diante de uma jovem que, na plateia como eu, do outro lado da pista, com uma pequena laterna, leu por horas num microfone. Era o ponto. Não há ritmo que sobreviva.
Escrito por Nelson de Sá às 08h50

